27 de mai de 2018

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Oficina de confecção de canoas de um pau só resgata o conhecimento tradicional e une as comunidades da Baía de Guaratuba - Paraná

histórias



Oficina uniu as comunidades populares da Baía de Guaratuba, valorizando a cultura e o conhecimento caiçara.

Por meio do projeto Mutirão Mais Cultura, a Pró Reitoria de Extensão e Cultura da UFPR (PROEC) promoveu uma oficina de confecção de canoas de um pau só para as comunidades populares da Baía de Guaratuba. O curso contou com a participação de 50 pessoas, que tiveram a oportunidade de aprender técnicas culturais tradicionais caiçaras. A atividade, iniciada em julho deste ano, faz parte do projeto de extensão “Empreendedorismo, inovação e gestão familiar para o turismo na Baía de Guaratuba”, que integra as ações do eixo 6 do Mutirão.




Na primeira etapa da oficina foram identificadas as árvores de Guarupuvu já derrubadas, no Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange. A autorização para utilização da madeira foi concedida pelo órgão ambiental ICMBio, gestor da unidade de conservação.



Aroldo Cordeiro de Freitas, Seu Aroldo, morador da comunidade de Cabaraquara e um dos dois únicos habitantes da região que conhecem o processo de construção da canoa, orientou os participantes sobre as técnicas tradicionais de confecção, como a escavação do tronco, o nivelamento canoa, lixamento, etc. Ele explica que houve uma diminuição número de praticantes do ofício, “as restrições ambientais que proíbem a retirada das madeiras de maior durabilidade faz com que muitos mestres não construam as embarcações por medo de retaliações”.


Seu Aroldo e os demais participantes confeccionam a canoa de um pau só utilizando como instrumento, a motosserra, o machado enxó e o geová.
Depois de dois meses de trabalho, no final de setembro, foi dado início a parte mais árdua da confecção, a puxada. As canoas - com cerca de 500 kg, a maior, e 300 kg, a menor - foram arrastadas até a casa do mestre Aroldo, onde receberam os últimos ajustes. A previsão é que as canoas de um pau só estejam prontas para uso em março do ano que vem, após o término do processo de secagem.


A professora de Gestão em Turismo da UFPR e coordenadora do eixo 6 do Mutirão, Beatriz Cabral, explica que a atividade contribuiu para, “criar laços de solidariedade entre os participantes, e valorizar os conhecimentos associados ao modo de vida caiçara”. Além disso, “as canoas fabricadas serão compartilhadas entre os integrantes do Grupo Guarapés, para realização de roteiros turísticos na Baía de Guaratuba”, revela Beatriz.


Um almoço típico caiçara foi preparado durante o trabalho de confecção.

Fonte: http://www.proec.ufpr.br/maiscultura/links/eixo6.html






Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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