16 de mar de 2018

Publicado em:

Os desafios da universalização dos serviços de saneamento ambiental

artigos
Já passou da hora de falarmos seriamente em universalização do saneamento, ou seja, proporcionar condições igualitárias para todos.



Os fatos não são desconhecidos: o saneamento é um serviço imprescindível para o bem-estar da população e para o futuro do planeta. Ele atua minimizando impactos ambientais, na promoção da saúde pública, para o desenvolvimento sustentável de nações e para a consolidação de bons níveis de qualidade de vida das pessoas.

Entretanto, o que vemos é que, mesmo sendo um serviço imprescindível, ele está longe de ser universal. De acordo com dados publicados pela Unesco, em todo o mundo cerca de 2,4 bilhões de pessoas ainda não têm acesso aos serviços de saneamento, sendo que quase 1 bilhão de pessoas ainda não utilizam vasos sanitários.

No Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), o porcentual de atendimento da população urbana com redes coletoras de esgoto é de 61,4%, e somente 42,6% do esgoto gerado no país é tratado. Dessa forma, aproximadamente 65 milhões de brasileiros ainda não têm acesso a um sistema coletivo para afastamento de esgoto e cerca de 97 milhões de brasileiros não têm o esgoto de seus domicílios tratados.

Adicionalmente, ressalta-se que mais de 80% dos esgotos gerados globalmente não são tratados. Isso porque, apesar de países com alta renda tratarem em média 70% de seu esgoto, somente 8% do esgoto gerado em países com baixa renda é submetido a algum tipo de tratamento.

De nada adiantam investimentos se não tivermos consciência e espírito de coletividade

Toda essa ausência de condições sanitárias adequadas é uma das principais causas de doenças em todo o mundo. Por isso mesmo, a prática do saneamento tem um impacto positivo sobre a saúde da população. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que a cada dólar investido em saneamento, há uma economia de US$ 5,50 com sistemas de saúde e de proteção ambiental.

Nesse contexto, já passou da hora de falarmos seriamente em universalização do saneamento, ou seja, proporcionar condições igualitárias para todos. No contexto mundial, as estratégias para viabilizar essa universalização sustentável dos serviços de esgotamento sanitário têm sido amplamente discutidas pela sociedade, sendo inclusive traduzidas pela Organização das Nações Unidas em objetivos e metas que nortearão o desenvolvimento global até 2030.

Por aqui, metas e recursos financeiros para promover a universalização dos serviços de esgotamento sanitário estão previstos no Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), regulamentado pelo Ministério das Cidades em 2013. Recentemente, a ANA revisitou as premissas do Plansab e estimou que serão necessários R$ 149,5 bilhões para universalizar os serviços de esgotamento sanitário nos 5.570 municípios brasileiros e para aumentar a segurança hídrica das cidades em termos de qualidade da água, no horizonte de planejamento de 2035.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/os-desafios-da-universalizacao-dos-servicos-de-saneamento-ambiental-2gjtsbflrd6z3gi81h0eab3oz

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

Não perca nossas publicações...

Inscreva-se agora e receba todas as novidades em seu e-mail, é fácil e seguro!

Desenvolvido por YouSee Marketing Digital - Nós amamos o que fazemos
| Hosted in Google Servers with blogger technology |: