6 de mar de 2018

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A depressão ambiental

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Não é só o planeta e a sua natureza que sofrem em razão do que a raça humana continua a lhes fazer. Também estamos ficando mais tristes e sem esperança.

Haja entusiasmo em quem se preocupa e defende a natureza nos dias ferventes de hoje, rumo ao matadouro climático e democrático que a espécie Homo sapiens vem construindo. Segundo “O Globo”, pesquisas feitas pela Universidade do Arizona (EUA) e publicadas recentemente no periódico científico “Global Environmental Change”, a mudança do clima também está nos levando à depressão. É triste, mas é real. Os cientistas chegaram a identificar três tipos de preocupações ambientais.

O primeiro é de caráter “egoísta”. É aquela pessoa que teme pelo que acontece ao meio ambiente, porque ela própria pode ser impactada. Isso ocorre, por exemplo, quando as pessoas se preocupam com a poluição do ar, pensando na sua saúde.

O segundo tipo, “altruísta”, refere-se a um temor pela humanidade. Já o terceiro tipo tem a ver com a biosfera terrestre. É aquela pessoa que pensa, em primeiro lugar, na natureza.

Em qual tipo, caro leitor (a), você se encaixa?

Em pesquisa feita com 342 pais e mães de crianças pequenas aqueles que reportaram maiores níveis de preocupação com a biosfera se mostraram mais estressados em função do aquecimento global em curso. Além disso, as pessoas que externaram grande preocupação com a biosfera também demonstraram sinais de depressão forte.

Segundo Sabrina Helm, professora associada de Ciência Familiar e Consumo, e uma das pesquisadoras envolvidas no estudo, essas pessoas que se preocupam com a natureza tendem a ter uma perspectiva mais planetária.

“Nós já falamos sobre a extinção de determinadas espécies e sabemos que isso está acontecendo. Quem se preocupa com a biosfera, não há como evitar nem esconder, enxerga o problema ambiental em todos os lugares. Ele está presente no nosso dia a dia, na nossa rotina, na nossa saúde mental.”

Mas onde podemos buscar alguma esperança, algum antidepressivo natural, num mundo em que o maníaco não depressivo Donald Trump, presidente do país mais rico, poluidor ambiental e destruidor da natureza ainda vira as costas para o Acordo de Paris?

Esse antídoto já nos foi prescrito por Gonzaguinha. Melhor ficarmos com “a pureza da resposta das crianças.” E apesar de toda a realidade antiecológica à nossa volta, continuarmos cantando pra elas, como eternos aprendizes, que “a vida é bonita, é bonita e é bonita. Que ela deveria ser bem melhor. E será!”.

É este o recado de esperança que a Revista Ecológico aborda nesta edição dedicada à reciclagem: o novo sempre vem. E ainda pode nos dar alta, tirar da depressão e nos salvar.

Boa leitura!

Até a próxima Lua Cheia.

Fonte: http://www.revistaecologico.com.br/materia.php?id=115&secao=2032&mat=2344

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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