24 de fev de 2018

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Aumento da mortalidade do boto cinza preocupa pesquisadores

curiosidades
O aumento da mortalidade de uma das espécies de golfinho do litoral brasileiro está preocupando pesquisadores.



Os pesquisadores de Ubatuba saem todos os dias para o mar. Eles monitoram ilhas e praias de difícil acesso. O foco deles é o boto cinza, um tipo de golfinho que vive naquela região.

Pesquisadores do litoral norte de São Paulo estão alerta porque o número de mortes de animais dessa espécie está muito acima do normal. Exames comprovaram que eles foram infectados pelo mesmo vírus que provocou mortes no Rio de Janeiro.

Entre outubro e janeiro, 53 animais morreram, quase 10% da população de botos da região.

Os pesquisadores conseguiram resgatar um animal ainda vivo, mas bem debilitado. Ele chegou a receber tratamento mas morreu.

Amostras desse animal, que foram recolhidas e analisadas e indicaram a morte por morbilivírus. Esse mesmo vírus já causou mortes em golfinhos nos Estados Unidos, na Europa e também na Austrália.

“A gente tem um vírus que provoca o sarampo em humanos e cinomose nos cães. É o mesmo grupo do vírus que mata os golfinhos. O vírus tem essa característica de ser muito contagioso, ele é transmitido por via respiratória e passa facilmente de um animal para outro. Essa é uma característica bem conhecida desse vírus”, explicou Kátia Groch médica veterinária da USP.

A baía de Sepetiba, no litoral do Rio de Janeiro, concentra a maior população desse tipo de golfinho no Brasil e os pesquisadores estão registrando um grande número de mortes.

A baía apresenta muitas ameaças aos golfinhos: pesca, atividade portuária, poluição das indústrias. O surto começou na baía e como os golfinhos vivem em grupo com mais de cem indivíduos, a doença se espalhou muito rápido. Foram registradas 250 mortes entre as baías Sepetiba e Ilha Grande.

“Se a gente tem uma mortalidade grande aqui dentro, a gente está causando um problema para a população da espécie em toda a costa brasileira”, disse Leonardo Flach, biólogo do Instituto Boto Cinza.

A pesquisadora da USP acredita que uma maneira de tentar salvar a espécie é tornar o ambiente em que esses animais vivem mais saudável.

“Se a gente fornece um ambiente com qualidade, acredito que os animais vão ter a resistência suficiente para lidar com os desafios que eles encontram, incluindo as doenças”, disse Kátia Groch.

Pesquisadores esclareceram que o vírus é extremamente perigoso para outras espécies de golfinhos e para baleias, mas não oferece riscos aos seres humanos.

Fonte: G1 - https://www.anda.jor.br

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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