7 de dez de 2017

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O que é aquecimento global?

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Aquecimento global é o aumento da temperatura média global na atmosfera e nos oceanos.



O aquecimento global é o processo de mudança da temperatura média global da atmosfera e dos oceanos. O acúmulo de altas concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera bloqueia o calor emitido pelo sol e o prende na superfície terrestre, aumentando a temperatura da Terra.

O mundo está se tornando mais quente. Mas esse é um processo natural da Terra ou decorre da ação humana? Há muita discussão em torno do assunto, mas é sempre bom esclarecer o que é o aquecimento global, processo que o vídeo abaixo, produzido pela equipe do Portal eCycle, explica:



Já o efeito estufa é um processo fundamental para a vida na Terra, pois faz com que o planeta se mantenha aquecido; mas o aumento significativo das emissões de gases do efeito estufa associado a fenômenos naturais e ações promovidas pela atividade humana, como o desmatamento de florestas, têm sido determinantes para o desequilíbrio do balanço de energia do sistema, ocasionando maior retenção de energia e o aumento do efeito estufa, com o aquecimento da baixa atmosfera e aumento da temperatura média do planeta e possíveis distorções ambientais O aquecimento global se tornou um dos maiores problemas da Terra, com efeitos que podem ser catastróficos.

Assim, o aquecimento global é um processo que ocorre quando a radiação infravermelha na superfície terrestre - que vem da luz do sol - é absorvida por gases presentes na atmosfera; como o vapor de água (H2O), o dióxido de carbono (CO2) e outros gases mais fortes como o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O) e a família dos CFCs (CFxCly) - que se apresentam como fortes captadores de radiação infravermelha e potencializadores do efeito estufa. Esse conjunto de gases é, portanto, chamado de Gases de Efeito Estufa ou GEE. Para saber mais sobre esse tema confira a matéria: "Conheça os gases de efeito estufa e sua influência no aquecimento global".

Entenda melhor o que é o efeito estufa no vídeo abaixo, produzido em parceria entre a Agência Espacial Brasileira e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais:



Estudos

Se a ação humana não é a única causa do aquecimento global, seu impacto é considerável. É importante a discussão sobre a determinância ou não da ação antrópica (dos humanos) sobre o aquecimento global; mas a sólida maioria da classe científica reconhece a atividade humana como a principal causadora do aquecimento global.

Um estudo feito pela Universidade de Bristol, no Reino Unido, e publicado na revista Nature, estimou que um aumento no nível do mar poderia ser da ordem de 90 centímetros até o ano de 2100. Isso, de acordo com o estudo, seria devido ao derretimento de geleiras e da expansão das águas do oceano, causados pelo aumento da temperatura global. O aumento do nível do mar causaria o desaparecimento de ilhas e até de países inteiros, além de prejuízos para cidades litorâneas, causados pelo desaparecimento de áreas mais baixas.

Outro estudo sugere que o aquecimento global pode aumentar o número de erupções vulcânicas. Ao analisarem o último milhão de anos, pesquisadores conseguiram estabelecer uma relação direta entre o aquecimento global e o aumento de atividades vulcânicas. Isso pelo fato de que, com o aumento da quantidade de água nos oceanos causado pelo derretimento, a pressão sobre o solo oceânico aumenta, fazendo com que as chances de erupções aumentem.

Uma pesquisa liderada por Nigel Arnell, diretor do Instituto Walker, da Universidade de Reading, no Reino Unido, demonstra que o estabelecimento de políticas que garantam o aumento de temperatura de até 2°C até o ano de 2100, pode reduzir 65% dos impactos ambientais. Atualmente, a previsão é de que até o fim do século, o aquecimento global conduzirá o planeta a uma temperatura até 4°C mais quente. O Acordo de Paris, estabelecido em dezembro de 2015, tem a meta de limitar o aquecimento global em 2°C até 2100.

Em relatório encomendado pelo Fórum Econômico Mundial, intitulado Global Risks 2013, o aquecimento global associado ao desequilíbrio do efeito estufa já era reconhecido como o terceiro maior risco global por conta dos grandes fenômenos climáticos de 2012, como o furacão Sandy e as enchentes na China. A indústria seguradora é um bom exemplo disso - acompanha com apreensão a crescente sucessão de desastres naturais que impactam, direta e imprevisivelmente, o risco de suas operações.


O que fazer para ajudar a reduzir o aquecimento global

Conscientização e mudanças de atitude são muito importantes quando o assunto envolve aquecimento global e mudanças climáticas. Para contribuir com a diminuição de emissão de gases do efeito estufa, em primeiro lugar, é preciso saber onde estão esses gases.

Reduza o uso de carro

O dióxido de carbono é encontrado principalmente na queima de combustíveis fósseis como a gasolina, diesel e carvão. Para evitar esse tipo de poluição, a redução do uso deliberado do automóvel parece ser um bom caminho.

Que tal usar bicicleta, transporte público ou coletivo?



Bicicletas são boas opções para deslocamentos de curta e longa distâncias. Caronas e transporte público de qualidade, sobretudo trens e metrô - que utilizam fontes renováveis de energia - são ótimas alternativas. Quando o local é bem próximo, ir a pé também é uma boa.

Churrasquinho? Hoje não, obrigado!

O uso maciço de fertilizantes nitrogenados na agricultura para a ração do gado também é um forte amplificador do aquecimento global, uma vez que além de exigirem grandes quantidades de energia em sua produção, quando aplicados ao solo, desprendem nitrogênio na atmosfera. O gás, combinado ao oxigênio, dá origem ao óxido nitroso (N2O), um poderoso GEE, cujo potencial de retenção de calor na atmosfera é de ordem 300 vezes superior à do dióxido de carbono (CO2).

Já o metano, GEE cerca de 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono na retenção de calor na atmosfera, a ela chega de diversas formas: emanação via vulcões de lama e falhas geológicas, decomposição de resíduos orgânicos, fontes naturais (ex: pântanos), na extração de combustível mineral (a exemplo do gás de folhelho via fraturamento hidráulico extraído do folhelho negro), fermentação entérica de animais (herbívoros, carnívoros e onívoros), bactérias e aquecimento ou combustão de biomassa anaeróbica.

A agropecuária é fortemente uma atividade amplificadora do aquecimento global; isso porque no processo são emitidas quantidades significativas de GEE. Um estudo feito pela Universidade de Leeds, no Reino Unido, mostrou que reduzir consumo de carne vermelha é mais efetivo contra gases-estufa do que deixar de andar de carro.

Compostagem é uma boa!



Com relação à decomposição de resíduos orgânicos, a biodigestão e a compostagem são consideradas tecnologias mitigadoras por reduzirem as emissões GEE por tonelada de resíduo tratado; a primeira tem a vantagem de gerar energia como subproduto e a segunda, o adubo natural.

Quanto menos CFCs, melhor

Embora o consumo de CFCs (clorofluorcarbonetos) tenha sido eliminado no país de forma regulamentar, ainda estão em operação equipamentos de refrigeração e ar-condicionado que operam à base desses gases nocivos. Alternativamente aos CFCs, sob o argumento de serem 50% menos destrutivos à camada de ozônio, surgiram os HCFCs (hidroclorofluorcarbonos). Por outro lado, a nova solução, baseada nos gases chamados fluorados, representa grande contribuição para o aquecimento global. Isso porque essa tecnologia alternativa pode ser milhares de vezes mais prejudicial do que o dióxido de carbono, o que levou a União Européia a pressionar por seu banimento em favor de alternativas naturais não sintéticas, como a amônia ou o próprio dióxido de carbono, que têm altas propriedades de resfriamento. No Brasil encontra-se em curso o Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs, com objetivo de cumprir um cronograma para a eliminação destes gases e que estabelece o congelamento dos níveis de produção e importações em 2013, sua redução em 10% até 2015, e o banimento total em 2040.

Por fim, ainda há ações importantes a serem tomadas e que dizem respeito ao caráter político de nossa vida em sociedade. Um cidadão consciente e ambientalmente educado reúne a argumentação e as condições necessárias para, além de tomar as melhores escolhas em relação ao consumo, pressionar governos, empresas e representantes da sociedade a tomarem decisões e posturas mais viáveis socioambientalmente e, consequentemente, combativas ao aquecimento global. Exemplos dessas ações são a capacidade de articulação em sociedade, apoio à representantes que mostram preocupação com mobilidade urbana, com o aquecimento global e com todos outros temas ligado à sustentabilidade.

Fontes: AEB - Agência Espacial Brasileira e INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais MCT - https://www.ecycle.com.br

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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