31 de dez de 2017

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Caça de rinocerontes aumenta 9000% em apenas sete anos

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Os mamíferos africanos são altamente ameaçados por caçadores que matam elefantes, rinocerontes, leopardos e outros animais ameaçados de extinção por suas presas, chifres e pele. Com décadas de mortes no Quênia e na África do Sul, é difícil visualizar quantas vidas foram perdidas.


Um novo relatório da African Wildlife Foundation (AWF) indica que o problema pode ser mais grave do que se acreditava anteriormente, particularmente quando se trata dos rinocerontes.

Segundo o relatório, a caça de rinocerontes aumentou em mais de 9000% entre 2007 e 2014, o que representa um crescimento de 13 animais por ano para 1.215 por ano. O relatório, “Mortes da Caça: Visualizadas”, ilustra os números chocantes.

A AWF é uma organização proteção de animais selvagens que se concentra na proteção de grandes espécies africanas e das pessoas que vivem entre eles. Os dados dos gráficos fornecidos pela organização são originários do Poaching Facts, um grupo de pesquisa independente que alega neutralidade, sem filiação a organizações políticas, empresariais ou ambientais.



De acordo com o grupo, a África do Sul e o Quênia são pontos críticos para a caça de elefante e de rinocerontes. Um vídeo mostra que os caçadores mataram 1.948 elefantes e 6,296 rinocerontes entre Janeiro de 2005 e Janeiro de 2017. Já os anos de 2008, 2010 e 2016 foram particularmente terríveis para os grandes herbívoros cinzentos.

Pelo menos no exterior, os elefantes têm o público ao seu lado. Eles são assuntos de muitas pesquisas sobre inteligência animal e tem ocorrido um aumento nas leis para protegê-los do comércio de marfim, que incentiva a caça.

A China, o maior mercado de marfim do mundo, concordou em fechar os locais de escultura de marfim autorizados pelo estado até o final do ano por medo de que o comércio legalizado mascare o comércio ilegal de presas de elefantes. O fechamento significa que as autoridades não terão que distinguir entre o marfim legalizado e o ilegal. Qualquer pessoa que flagrada tentando comercializá-los, será punida.

Os rinocerontes, embora também sejam amados e legalmente protegidos, não conquistam um número semelhante de proteções. De fato, um leilão legalizado de seus chifres (que não eram de animais mortos por caçadores) ocorreu em Agosto.

Os dados da AWF apontam que os rinocerontes caçados na África do Sul e no Quênia superam os elefantes caçados em mais de três para um. Há cerca de 30 mil rinocerontes vivos e entre 475 mil e 740 mil elefantes asiáticos e africanos restantes, revela a reportagem da Newsweek.

Os caçadores perseguem esses animais principalmente devido às suas presas. O marfim é um material considerado precioso na China e é usado para produzir estátuas e joias tradicionais. O chifre de rinoceronte é procurado principalmente na China e no Vietnã para propósitos medicinais ou decorativos. No entanto, a pesquisa não confirmou os efeitos benéficos dos chifres dos animais na medicina tradicional chinesa

Como os elefantes e os rinocerontes são geralmente considerados uma “megafauna carismática”, frequentemente eles obtêm reconhecimento que resulta em medidas de proteção. Porém, a proteção legal para esses animais é alterada constantemente. Somente o tempo dirá se eles terão uma população estável ou serão extintos.

Fonte: https://www.anda.jor.br/

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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