17 de nov de 2017

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Como começou a prática da apicultura, como ela ocorre e os prejuízos que causa nas abelhas

destaques


Através desse conteúdo vamos entender como começou a prática da apicultura, como ela ocorre e os prejuízos que causa nas abelhas, sendo esse o motivo do porquê os veganos não consumirem o mel produzido por elas. Saberemos, também, como vivem as abelhas e produzem seu mel, e como podemos substituir o mel por outros feitos de vegetais e aprenderemos uma receita caseira de mel de maçã.

COMO AS ABELHAS PRODUZEM O MEL
As abelhas trabalham durante o verão, passam o tempo produzindo alimento para se abastecerem no inverno.

Essa produção é feita a partir do néctar que recolhem das flores, processam através de suas enzimas digestivas e armazenam em favos nas suas colmeias e vão estocando esse alimento para o inverno.

O mel é um produto líquido, viscoso e açucarado e, como foi dito, é produzido pela abelha a partir do néctar das flores, e é parecido com água com açúcar.

As abelhas com sua enzimas digestivas, transformam a sucrose em frutose.

A maior parte dessa mistura evapora, restando somente 18% de água na composição final, resultando em um alimento resistente a mofo, fungos e a várias bactérias, com durabilidade e validade de muitos anos .

Existem cerca de 20 mil espécies de abelhas e as da espécie Apis mellifera são as que melhor realizam a polinização.

Abelhas polinizam de 50% a 80% dos vegetais que fazemos utilização.

Se as abelhas forem extintas, a vida do planeta está condenada, pois elas, com a polinização, promovem a vida de vários ecossistemas em nosso planeta.

O mel digerido pela abelha é depositado nos favos através do vômito dela.

O SURGIMENTO DA APICULTURA

O uso e consumo do mel pelo homem é feito a partir de uma atividade de extração desse produto, a denominada apicultura.

Esta prática teve seu início, aproximadamente, em meados 2400 a.C., com os povos egípcios e gregos.

Lorenzo Langstroth, (25/12/1810 –06/10 /1895), foi o apicultor que desenvolveu a "apicultura moderna."

Há mais de 20 milhões de anos, calcula-se a existência das abelhas, parentes das formigas e vespas, em nosso planeta.

No século XVIII, os jesuítas, trouxeram as abelhas naturais da Europa e América, para o noroeste do Rio Grande do Sul.

VAMOS SABER MAIS SOBRE AS ABELHAS




  • As abelhas são insetos que vivem em sociedade;
  • Cujo tamanho é por volta de cerca de dois centímetros de comprimento;
  • Têm listras pretas e amarelas no corpo;.
  • Possuem cinco olhos: dois maiores na frente e três menores no topo da cabeça;
  • Têm duas antenas na cabeça;
  • São detentoras de dois pares de asas;
  • e utilizam sua língua para sugar o néctar das flores.
  • A abelha, assim como outros insetos, pássaros e pequenos mamíferos, polinizam plantas ao se alimentarem, através das flores, levam o pólen, contribuindo para reprodução das plantas.
  • As abelhas constroem suas colmeias em topos de árvores, cavernas, etc.
  • Em uma colmeia pode chegar a ter 80 mil abelhas.
  • As colmeias são muito organizadas e funcionam, de forma hierárquica, na qual existe uma abelha rainha, muitos zangões e abelhas operárias.


A abelha rainha


  • A abelha rainha pode chegar a viver 5 anos e é responsável pela reprodução da espécie e produz mais de mil ovos por dia. Ela se alimenta da geleia real, seu único e exclusivo alimento.


  • A abelha rainha desde o 9º dia de vida já pode ser fecundada pelos zangões.


  • Ao nascer duas abelhas rainhas, em uma única colmeia, ocorre uma disputa, elas lutam até a morte, a abelha que vencer terá a missão de garantir a reprodução da colônia e será a única rainha da colmeia.


Os zangões


  • A função dos zangões nas colmeias é a fecundar as abelhas rainhas, e isso ocorre 1 vez ao ano.


  • O zangão não possui ferrão e vive, em torno de 3 meses.


  • Uma média de oito zangões conseguem realizar a cópula, no voo da abelha rainha, para realizar a fecundação dela,


  • Depois que ocorre a cópula, o zangão morre, pois, seu genital fica preso à rainha.


A abelha operária


  • A abelha operária realiza todo o trabalho, dentro da colmeia 
  • limpeza;
  • produção de alimento, através da coleta do pólen e néctar;
  • produz cera e mel;
  • e elabora a própolis, que é uma substância desinfetante.
  • Uma abelha operária produz, em média, cinco gramas de mel, ao ano.
  • Ela vive, aproximadamente, quatro meses.
  • As colmeias possuem uma rigorosa ordem e hierarquia entre operárias, zangões e rainha.


Os produtos gerados pelas abelhas nas colmeias, são:



Cera - que é resultado da reelaboração do mel, através das glândulas especiais das abelhas e é usada como estrutura básica dos favos;

Própolis - as abelhas usam essa substância resinosa para vedar orifícios e desinfetar a colmeia, além disso, é um antibiótico natural e antifúngico, sua composição é de 55% resinas vegetais; 30% cera de abelhas; oito a 10% de óleos essenciais; e 5% de pólen, aproximadamente;

Pólen - alimento extraído das flores pelas abelhas;

Geleia real: secreção produzida pelas glândulas de jovens abelhas operárias que é a única fonte de alimento para a abelha rainha por toda a sua vida.


QUAIS AS RAZÕES QUE LEVAM OS VEGANOS A NÃO CONSUMIREM MEL?

Veganismo é a filosofia e conduta de vida baseada em viver sem explorar os animais, de forma alguma.

O vegano não se alimenta de animais e dos produtos provenientes deles, sejam:


  • ovos;


  • leite;


  • laticínios;


  • gelatina,


  • corantes, como a cochonilha;


  • repudia a caça;


  • é contra a vivissecção (veganos boicotam quaisquer produtos que tenham sido testados em animais);


  • não aceitam confinamentos e apropriação de animais, tais como; rodeios, circos, zoológicos e qualquer tipo de atividade que explore animais.


  • Não usa couro, peles, lã, penas, camurça, seda, enfim, qualquer vestuário, calçado e acessório que seja feito, a partir, da crueldade, sofrimento ou morte de um animal.


  • Veganismo não é só dieta, é um conjunto de práticas e princípios baseados na Proteção, Defesa e Direitos dos Animais.


Direitos dos Animais.

Em uma reunião, em 1944, organizada por Donald Watson (1910 – 2005), um carpinteiro e mais seis pessoas que se desfiliaram da “The Vegetarian Society” por diferenças ideológicas e resolveram criar uma nova sociedade (“The Vegan Society”), adotando um novo termo para definir esta nova associação, a partir daí, passou-se a usar o termo inglês “vegan” (Wikipedia /“vegetarian”).

VEGETARIANO X VEGANO: VAMOS ESCLARECER AS DIFERENÇAS?

O mel é um produto criado pelas abelhas para sua alimentação e isso, por si só, já é motivo para os veganos não consumirem esse alimento.

Dizem que o mel tem muitos benefícios, mas segundo a ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil, não é recomendável a ingestão desse alimento por crianças, abaixo de um ano de idade, por perigo de contaminação por esporos do bacilo Clostridium botulinum, responsável pelo botulismo.

Seres humanos podem substituir o mel por melado de cana, melado de beterraba, agave azul e veja, no vídeo abaixo, uma receita de mel vegano:

A APICULTURA É CRUEL




  • A extração do mel, através da prática da apicultura, envolve crueldade:


  • Para a extração do mel é utilizado um método, muito agressivo, chamado Fumigação.


  • Nessa prática, o apicultor usa fumaça, pode ser com a queima de palha e sabugo de milho, para atordoar as abelhas que ficam intoxicadas e, assim, ele manuseará mais facilmente a colmeia.


  • As abelhas morrem por asfixia provocada pela fumaça, e, também, pelo calor, pois a fumaça é muito quente, e isso acaba por lhes queimar e matar.


  • Os apicultores, quando vão extrair os favos, nesse manuseio esmagam abelhas com suas mãos.


  • As abelhas rainhas são inseminadas artificialmente e, para isso, o apicultor utiliza ganchos e seringas, injetando o sêmen de zangões decapitados (porque arrancando a cabeça do zangão, e espremendo o seu tórax, ele ejacula).


  • As rainhas são mortas quando sua capacidade de produção de ovos diminui.


  • Essa inseminação é feita utilizando abelhas importadas: italianas, alemãs e africanas, por produzirem mais mel, e, isso acaba causando devastação para as abelhas nativas.


  • As asas da rainha são grampeadas pelos apicultores, para que ela não abandone sua colmeia, levando as operárias.


  • Para perpetuar a espécie e criar um novo enxame, as abelhas podem criar uma nova rainha, a princesa.


  • O apicultor, além de grampear a rainha, quando percebe que a produção de mel irá baixar, com a saída dessas operárias, mata a princesa, ainda em forma de larva.


Com estes procedimentos cruéis ocorre que:


  • a colmeia fica superlotada.
  • as abelhas produzem muito mel, que é extraído e comercializado, após as abelhas serem mortas de fome e envenenadas (para substituir o mel que foi retirado, as abelhas são alimentadas com pólen artificial e calda de açúcar branco, pobres em nutrientes) e, então, recomeçam um novo ciclo de produção.
  • As colmeias são sacudidas violentamente ou recebem jatos de ar, para que as abelhas saiam das colmeias e, isso, provoca a perda de suas asas e pernas, gerando dor e morte e a manipulação dos favos, faz com que muitas abelhas morram esmagadas.
  • A ganância dos apicultores submete as abelhas à vivissecção e muitos testes são realizados, para aumentar a produção do mel e aumentar a lucratividade em sua produção.
  • No Japão, para que as abelhas se tornem inofensivas e possam ser manuseadas mais facilmente, submetem-se esses insetos à radiação, para que os ferrões caiam, produzindo, assim, abelhas sem ferrões.
  • Para que os animais silvestres não se alimentem do mel das abelha, os apicultores instalam armadilhas para captura e matança deles, entre estes temos o tatu.

As abelhas e todos os insetos sentem dor

O fisiologista Gilberto Xavier, pesquisador da USP, Universidade São Paulo, disse:


  • “Assim, como os humanos, os insetos têm terminações nervosas, por isso, se deduz que eles possuem algum tipo de percepção sensorial, equivalente à sensação de dor.


  • Outra aspecto, que atesta essa análise, é que os insetos se afastam, esquivam ou fogem de tudo que lhes causa causa desconforto.


  • As terminações nervosas dos insetos são na pele, eles possuem receptores nervosos convergentes, além de possuírem mecanismos de bloqueio de dor diferentes e mais eficientes que os dos humanos.


  • O fato de uma barata continuar a andar, mesmo após, ter uma perna arrancada, é um exemplo desse bloqueio desse mecanismo de defesa e bloqueio da dor.


  • Estes mecanismos são ativados nos insetos, justamente, porque eles sentem dor e são utilizados para para promover a diminuição deste efeito, nessas criaturas.


CONCLUSÃO

Em busca de obter a doçura do mel, o homem amarga a vida das abelhas!

Fonte: https://www.greenme.com.br/

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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