14 de out de 2017

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Instituto Ambiental do Paraná alerta cuidados com reprodução de espécies nativas

destaques


A primavera é a estação do ano em que mais ocorre a reprodução de animais de espécies nativas silvestres. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) alerta que é nessa época que eles ficam vulneráveis e precisam de cuidados. O IAP pede para que as pessoas não mexam, nem retirem ninhos de passarinhos e ninhadas de outros animais do lugar.

“É importante que as pessoas saibam que ao mexerem nos ninhos e nas ninhadas, apesar de bem-intencionadas, acabam prejudicando os animais. Eles irão embora assim como chegaram, naturalmente, sem a necessidade de ajuda do ser humano”, explica Edilaine Vieira, diretora de Licenciamentos Especiais do IAP.

Desde o início do ano aproximadamente 150 animais foram entregues voluntariamente. Desse total, 90% estavam machucados, muitos sendo aves com fratura nas asas e/ou mamíferos com patas quebradas e vítimas de atropelamento.

A grande maioria filhotes de aves que são retiradas do ninho, como a situação de sete periquitos-rico que foram entregues por uma pessoa que retirou o ninho do forro da casa. A justificativa: o barulho e a sujeira dos animais incomodavam. “Nessas situações o importante é que as pessoas entendam que filhotes de aves, no geral, permanecem no ninho entre 15 e 30 dias. Logo aprendem a voar e abandonam o local”, explica a diretora, que pede paciência às pessoas para aguardar que isso ocorra, pois, ao retirar os pássaros do local, eles são impedidos de seguir seu ciclo natural.

Readaptação



Além das aves, o IAP também recebeu recentemente 20 filhotes de gambá que foram encontrados depois que suas mães foram mortas por cachorros ou pessoas. “Em ambos os casos estamos trabalhando para manter os animais vivos e proporcionar sua reabilitação para que possam voltar à natureza. Porém o trabalho é muito mais difícil quando eles estão fora dos ninhos. É necessário manter a temperatura ideal do local, dar alimentação adequada e em horários estabelecidos e substituir todas as carências criadas pela falta dos pais”, conta Edilaine.



Foi o que ocorreu com três filhotes de corujas orelhudas: elas caíram, uma de cada vez, de um ninho em uma escola de idiomas no bairro Bom Retiro, em Curitiba (PR), oferecendo riscos aos estudantes e aos próprios animais. Sob orientação dos técnicos do Instituto elas foram recolhidas e levadas para tratamento em um veterinário parceiro que as reabilitou para que pudessem retornar à natureza.

O que fazer



Ao encontrar um animal fora do ninho, deve-se observá-lo por até 24 horas. Nesses casos, a mãe pode ainda vir alimentar o filhote, mesmo no chão. Caso isso não ocorra, aí sim o filhote deve ser recolhido com cuidado e levado até o IAP.

É importante tomar cuidado com os animais que chegam perto do ser humano em busca de alimentos, como os saguis, porque podem acontecer acidentes como transmissão de doenças por mordidas, entre outros.

O IAP é responsável por fazer o recebimento de animais nativos silvestres, tratamento e destinação adequada, mas não faz o recolhimento dos mesmos.



Fonte: espacoecologiconoar.com.b

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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