7 de out de 2017

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As bananas e sua riqueza nutricional

saúde
Brasil tem banana, muita mesmo. Afinal, somos o terceiro maior produtor no mundo desta fruta tão completa como alimento.



Tem banana nativa, a pacova, que só se pode comer depois de cozida, assada ou frita, e é uma delícia. Também tem banana de macaco, nas matas, cheias de sementes, ruins para a gente comer, mas que os macacos adoram. E nas feiras, aí sim, se pode comprar banana boa, gostosa demais.
Banana: estrela de muitos pratos típicos brasileiros

Uma delícia com feijão e farofa, uma maravilha cozida com peixe, um petisco saudável de banana chips, uma gostosura do tamanho de um tacho de bananada. De manhã, de tarde, de noite, a banana complementava a alimentação de toda a família.

Na cultura indígena brasileira a banana compõe uma infinidade de pratos saborosos como o mingau de banana madura, feito com banana inajá, terra ou outra madura. Cada uma tem um gosto e textura e o mingau fica ótimo. As bananas maduras são descascadas e cozidas em pouca água. Com um tridente de pau são amassadas até que atinjam a consistência de mingau. Pode ser adoçado, com açúcar ou mel, ou salgado (refogado com alho, cebola, tomate, cheiro verde) e servido com peixe cozido ou frito. Outra receita muito boa é o peixe com banana verde ralada, que vai acrescentada ao caldo fervente e se usa para engrossá-lo. Ou o refogado de banana verde, que se come no sertão da Bahia. Ou as delícias regionais como a banana frita com castanhas, a farofa de banana com torresmo e couve mineira, o peixe azulão caiçara cozido com banana da terra verde. Estas e muitas outras receitas, que variam de região para região, dão a exata dimensão do valor real, e imaginário, que a banana tem na alimentação popular. Não se trata só de um delicioso ingrediente que, verde ou maduro, sempre encontra seu exato ponto de equilíbrio, mas e muito, um rico elemento de complementação dos carboidratos necessários à manutenção da saúde.

Benefícios nutricionais e para a saúde



Dentre as frutas brasileiras, a banana é a de maior riqueza em potássio, o que a torna muito interessante para aqueles que têm dificuldades hipertensivas. É um fruto rico em carboidratos e proteínas, sais minerais, vitaminas A, B, C e fibras solúveis assim como microelementos como o cobre e o zinco.

A banana possui alto valor nutritivo, equilibra o PH do organismo e é recomendada nos casos de gastrite. Regula os processos digestivos, ajuda a aliviar a síndrome pré-menstrual e protege o coração e os vasos sanguíneos.

É utilizada para regular o intestino, o fígado, o estômago e os rins. Auxilia no tratamento das vias respiratórias, principalmente contra doenças como asma, tuberculose e pneumonia.

Uma banana média fornece cerca de um terço das necessidades diárias recomendadas de potássio e cerca de 100 calorias, sob a forma de frutose e amido, que o corpo transforma em energia. É, por isso mesmo, muito usada pelos atletas como anabolizante natural e ajuda contra as cãibras e contracções dos músculos.

A sua polpa, branca e saborosa, é um excelente alimento para crianças e idosos, uma vez que tem um grande poder antirraquítico, e em algumas regiões onde se cultiva, consome-se em vez do pão.

Tipos de banana

Nas feiras brasileiras é comum encontrar-se alguns tipos de banana como:

Banana Nanica ou d’Água: muito digestiva, boa de comer crua ou cozida

Banana da Terra ou Pacová: só se come cozida, assada ou frita mas é uma delícia

Banana maçã: Suave, de casca fina, preferida das crianças

Banana Ouro ou Inajá: delícia de bananinha litorânea que se come amassada na própria casca, como mingau

Banana Prata: deliciosa, de sabor mais marcante e refrescante, e que dura mais

Mas, cada região tem as suas preferidas, cultivadas em encostas dos morros, ou no fundo dos quintais. As bananas de feira são, geralmente, orgânicas, já que que não são produzidas em escala industrial, não são direcionadas para grandes cadeias de supermercados ou para o mercado de exportação, que as requer padronizadas e climatizadas.

O sabor verdadeiro da banana é aquele da feira, da banana colhida no ponto, para amadurecer pendurada num local protegido, em cachos grandes e dourados.

E a casca da banana, você sabe como usar? Dê uma lida neste outro artigo meu e veja que, da casca tudo se aproveita.

Meu avô contava que, quando meus tios e minha mãe eram crianças, ele sempre pendurava um grande cacho de banana encima da mesa de comer. Claro, isso era na praia, no Suarão, em Itanhaém onde toda casa tinha seus pés de bananas, das variedades preferidas. As casas eram rústicas e arejadas e, nessa tinha um gancho pendurado do teto, para o tal cacho de banana. A banana era comprada no verdureiro, que trazia o cacho, a pedido, na carroça puxada por um cavalo velho. E lá estava o tal cacho, sob a guarda do meu avô, que distribuía as bananas.

Fonte: https://alicebranco.wordpress.com

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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