9 de set de 2017

Publicado em:

SALVE-SE, POVO BRASILEIRO

destaques
Nota do editor: Não basta se indignar. Precisamos de atitudes e ações.



Brasil 2017, império do crime. Somos uma cleptocracia comandada por bandidos, desde as cadeias até o congresso nacional. Este é o nosso país, submetido ao crime organizado, que montou um poderoso esquema para apropriação da máquina pública, calcado no roubo, no tráfico, na corrupção e na impunidade. E o resultado é está barbárie na qual estamos vivendo.

No Brasil, costumamos nos referir a “eles”, quando queremos falar sobre os responsáveis pelos desmandos praticados no nosso país. Mas quem são “eles”? Têm cara? Têm nome? Têm CPF? Estamos interessados em saber quem são? Pois vamos saber. A população brasileira – como no resto do mundo – está dividida em dois grupos: um é a classe dominante e o outro é a classe dominada. A classe dominante brasileira é formada pelo grande capital, pelas armas, pelas religiões, pelos políticos, pela justiça e pela mídia, que juntos impõem a corrupção e a impunidade ao nosso país.

Quando falo do grande capital, estou falando das grandes empresas, que dão a sustentação financeira para a apropriação da coisa pública, de forma predatória e assassina como está acontecendo no Brasil. E como contrapartida fica à vontade para interferir – através do suborno praticado dentro e fora do congresso nacional – na gestação de politicas que lhes favoreça a obtenção de dinheiro fácil dos bancos oficiais e possibilitem a sonegação dos impostos sem serem molestados, sangrando assim os cofres públicos e afetando, principalmente, a saúde, a educação e a segurança do povo brasileiro.

As forças armadas agem para atender e preservar os seus interesses e dos grupos que estão no poder e, historicamente, sempre estiveram contra o povo brasileiro. Pois todas as vezes que saíram às ruas foi para empurrá-lo de volta a sua miséria, garantindo e preservando os interesses da classe dominante.

A religião, atuando no congresso, age no sentido de proteger e resguardar os seus próprios interesses, muito mais financeiros que espirituais e, nos templos, cumprem o papel de “acalmar” os ânimos da classe dominada, convencendo que precisa sofrer nesta vida para ser feliz na outra, prometendo o céu ou ameaçando com o fogo do inferno.

E os políticos, por sua vez, não enganam mais ninguém, pois está claro para todos nós que, salvo raras exceções, são gangsteres, ladrões e assassinos que não hesitam em matar – até derrubando aviões – aqueles que ameaçam os cabeças do império do crime.

Mas a banda podre da justiça é a grande responsável por essa situação em que o nosso país se encontra. Por permitir a permanência do elo que une a corrupção à impunidade que, de forma corrosiva, destrói todos os valores do povo brasileiro. Todavia tem ressalvas, pois, existem alguns que se mantêm firmes na luta pela preservação dos valores éticos e morais que a nação brasileira tanto precisa.

E a mídia? Essa cumpre o seu papel de nos manter anestesiados e distraídos, através da divulgação de informações insignificantes, que inundam as mentes com bobagens como, por exemplo, os fatos relacionados ao futebol. Vejam vocês a quantidade de campeonatos que existem hoje no futebol brasileiro e a quantidade de horas de televisão destinadas a esse fim, desviando do povo as informações formadoras de uma opinião sólida e critica, sobre os verdadeiros problemas que afetam a vida da população. Assim a mídia cumpre a sua missão perniciosa de alienar, de distrair e conduzir o povo brasileiro a brigar, matar e morrer pelo futebol.

E quem é a classe dominada? Somos nós, os pequenos empresários, os trabalhadores de todas as categorias, autônomos e assalariados, a serviço das grandes corporações ou do governo. A classe dominada é permanentemente saqueada. Todos roubam o povo brasileiro. O Estado rouba quando suga nosso dinheiro na forma de impostos escorchantes e nos oferece serviços de péssima qualidade; os políticos nos roubam através das fraudes e da corrupção torrando, em bacanais, o nosso dinheiro que deveria ser aplicado na melhoria da nossa qualidade de vida; os empresários roubam quando nos empurram goela abaixo produtos de má qualidade, contaminados química ou biologicamente, adulterados, com datas vencidas e a preços exorbitantes; os ladrões roubam nossos bens e nossas vidas; e até a polícia – que tem a sua banda podre – também nos rouba quando fica a serviço dos marginais para nos extorquir. E dizem “não reaja”, pois pode ser pior, entregue tudo que os ladrões pedirem, mas não reaja. E nós não temos mesmo como reagir, pois fomos desarmados pelo governo. Vocês lembram-se da Campanha do Desarmamento, quando foram recolhidas – segundo dados oficiais – 443.719 armas de fogo. Agora além de não temos quem nos proteja também não temos como nos proteger dos bandidos.

Quem se interessa por nós, quem nos defende­­? À classe dominante só interessamos quanto eleitores, pois assim fica garantida manutenção da cleptocracia, através do nosso voto – geralmente fraudado nas urnas – para legitimar a perpetuar o poder em suas mãos sujas. E, por outro lado, interessa como consumidores, quando compramos as porcarias que nos vendem, garantindo assim a propriedade do capital e a condição de classe dominante.

E nós continuamos fazendo o que “eles” determinam, quando ficamos sentados e passivos, diante da TV, acompanhando os desmandos que são feitos e esperando que os poucos juízes que se prezam resolvam a parada para nós. Mas a realidade é que dentre os juízes também existe a banda podre, como os que vendem sentenças e estão mais preocupados com eles mesmos do que conosco. Veja-se caso do juiz do Mato Grosso, que ao admitir ter recebido 503.000 reais de salário reagiu dizendo “Não estou nem aí”. Isso deixa claro que não serão os juízes que irão salvar o povo brasileiro. Nós estamos desprotegidos e sem ninguém por nós. Estamos abandonados à própria sorte.

E o que vemos são pessoas de todas as idades dormindo pelas ruas, hordas de drogados habitando as Cracolândias, verdadeiros detritos humanos que a tráfico – com a permissão da classe dominante – joga nas ruas todos os dias. E assim o fazem, porque sabem que o povo drogado não tem capacidade de reagir, sendo assim mais fácil de ser subjugado.

Precisamos refletir e responder à pergunta: por que não reagimos? Não reagimos porque nós somos mantidos num estado de alienação controlada através de ações como:

A estratégia da distração, que consiste em desviar a nossa atenção das coisas importantes, como os problemas políticos, econômicos e sociais do país e nos distrair com o futebol e com as novelas, enquanto os assuntos que nos dizem respeito são decididos, na calada da noite, pelas elites e sem a nossa participação.

A classe dominante usa a estratégia de criar problemas para depois oferecer soluções. E assim o fazem para causar reações equivocadas do povo brasileiro, para que sejamos o próprio mandante das medidas que a classe dominante deseja impor. Como é o caso de deixar que a violência urbana chegue a níveis insuportáveis, induzindo assim o povo a solicitar medidas de coerção, como botar as forças armadas nas ruas, e mais que isso, pedir que assumam o comando da nação.

Criando e prolongando uma crise econômica para justificar o desmantelamento dos serviços públicos, o rebaixamento dos salários e o retrocesso das conquistas sociais obtidas pelos trabalhadores.
É usada contra nós a estratégia da gradação, para nos fazer aceitar medidas que normalmente seriam inaceitáveis. Essa medida vem sendo usada há anos pela mídia que, de forma gradativa, vem expondo a população a um processo de violência crescente, nos seus mais variados aspectos, de modo a anular a vontade de reação do povo brasileiro. E assim nós perdemos a capacidade de indignação e aceitamos tudo que é praticado em termos de barbárie, de degradação humana, de falta de ética, de moral e da perda dos direitos adquiridos.

São impostas a nós medidas dolorosas e impopulares como sendo um mal necessário, nos prometendo que tudo irá melhorar no amanhã, amortecendo assim qualquer vontade de reação que possa se manifestar de imediato na população. Mas qual é o amanhã que nos espera?
Somos conduzidos a utilizar mais a emoção do que a reflexão para assim embotar o nosso sentido crítico, confundir e dificultar a análise racional da situação. Com isso conseguem abrir a porta do inconsciente para induzir comportamentos e facilitar o enxerto de ideias, desejos, medos e temores, manipulando, desta maneira, a formação coletiva dos valores que contribuirão para a construção do caráter das pessoas.

Através de uma oferta educacional e cultural de baixa qualidade e geradora de valores medíocres, mantêm a classe dominada na ignorância impedindo assim que o povo seja capaz de entender os métodos que estão sendo usados para mantê-lo controlado, na escravidão e complacente de modo a achar que é normal o fato de ser estúpido vulgar e inculto.

Reforçar a autocupabilidade, para induzir a ideia de que o brasileiro é um povo inferior, malandro, preguiçoso, desonesto e responsável pela qualidade dos políticos que hoje estão no comando da nação. E que é somente ele, o responsável pela sua própria desgraça. Mas o que está por trás dessa mensagem subliminar é inculcar na nossa mente a ideia de que o Brasil, não tem solução, portanto vamos deixar como está.

Assim, ao invés de rebelar-se contra a classe dominante o individuo se auto desvalida, culpando-se e sendo levado a um estado depressivo cujo efeito é a inibição de sua ação. Mas sem ação não haverá (r)evolução.

O sistema econômico é planejado e operado pela classe dominante, visando explorar cada vez mais o povo brasileiro. Portanto deve ficar claro que “eles” formam um grupo de pessoas que detêm o poder, que mandam no Brasil, que se aproveita para nos roubar e para nos manter subalternos, na ignorância e na miséria, além saquear os recursos naturais do nosso país para entregar de bandeja ao capital internacional.

Mas existe uma possibilidade de mudança que pode ser realizada pelo povo brasileiro e que nada poderá deter. Essa ação é a mudança de atitude, que deverá ser feita por cada um de nós. Não vamos ficar esperando o surgimento de um líder, vamos começar já. O que precisamos fazer para iniciar é ter vontade, determinação e responsabilidade. O resultado não virá de imediato, mas à medida que as mudanças forem acontecendo o movimento vai se propagar e se fortalecer de forma continuada.

Como fazer? Precisamos resgatar a nossa capacidade de reflexão, porque as coisas não estão prontas. É necessário olhar para dentro de nós e nos reconstruirmos. E olhar para fora para perceber o que está acontecendo. Vamos nos tornar pessoas melhores mudando de atitude, inserindo a ética como um princípio de vida; sendo íntegros e responsáveis; respeitando as leis e os direitos dos cidadãos; respeitando as diferenças individuais; tendo compromisso com o nosso trabalho; cuidando da nossa finança pessoal, sem gastar mais do que ganhamos; cultivando forte desejo de superação e sendo pontuais. São ações fáceis de serem assimiladas e que poderá ser o ponto de partida para a nossa mudança de atitude. E se nós mudarmos, mudaremos o Brasil. Salve-se, povo brasileiro.

Escrito por Antônio Gualberto Filho doutor em Arquitetura e Urbanismo e professor de Empreendedorismo do Centro de Tecnologia da UFPB.

Fonte: http://espacoecologiconoar.com.br

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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