25 de ago de 2017

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Estudo mostra que rodovias do Brasil estão 40 anos atrasadas

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Estudo divulgado nesta quinta-feira (24) pela CNT (Confedderação Nacional do Transporte) mostra que a metodologia utilizada no Brasil para projetar rodovias tem uma defasagem de quase 40 anos (isto mesmo que você leu) em relação a países como Estados Unidos, Japão e Portugal. A falta de fiscalização é outro problema, segundo aponta o trabalho. Muitas obras são entregues fora dos padrões mínimos de qualidade, exigindo novos gastos para a correção de defeitos que podem corresponder a até 24% do valor total da obra.

Com poucas balanças em operação e sem fiscalização adequada, também cresce o problema do sobrepeso no transporte de cargas, cujo impacto reduz a vida útil do pavimento. Ainda de acordo com o estudo, a má qualidade dos pavimentos se agrava com a falta de investimentos em manutenção preventiva. Para se ter uma ideia, estima-se que quase 30% das rodovias federais sequer têm contrato de manutenção.

Grande parte das rodovias brasileiras foi construída na década de 1960. Os especialistas ouvidos pela CNT avaliam que a maioria já ultrapassou a vida útil prevista no projeto, porém, sem receber manutenção adequada nesse período. Buracos, ondulações, fissuras, trincas. Esses são alguns dos defeitos encontrados em mais da metade das rodovias pavimentadas do Brasil. O pavimento executado com asfalto, mais comum no país, tem vida útil estimada entre oito e 12 anos. Mas, na prática, os problemas estruturais começam a aparecer bem antes. Em alguns casos, apenas sete meses após a conclusão da rodovia.

A situação aumenta o custo operacional dos caminhoneiros autônomos e das empresas transportadoras em 24,9% em média. Em razão da má qualidade do pavimento, em 2016 o setor de cargas registrou um gasto excedente de 775 milhões de litros de diesel, que provocou um aumento de custos da ordem de R$ 2,34 bilhões. “Mesmo sendo essencial para a nossa economia, mais uma vez constatamos que o setor não vem recebendo a devida atenção por parte do poder público”, afirma o presidente da CNT, Clésio Andrade. Segundo ele, o país precisa de uma política de transporte multimodal e integrada para superar o atraso em infraestrutura para que possa voltar a crescer e se desenvolver de forma sustentável.

O estudo feito pela CNT analisou o estado de conservação dos pavimentos das rodovias nos últimos 13 anos e pesquisou métodos e normas que regem as obras rodoviárias no Brasil e em outros países, além de levantar resultados de auditorias realizadas por órgãos de controle e ouvir a opinião de especialistas dos setores público, privado e da academia.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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