7 de ago de 2017

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Ele ensina o mundo a construir casas usando apenas técnicas naturais.

meio ambiente variedades



Você já ouviu falar em bioarquitetura ou bioconstrução? Foi a partir de recursos locais (e naturais!) que nossa civilização começou a construir casas. Em busca de abrigo eficiente, encontramos, logo de primeira, o modelo mais ecológico e inteligente de fazer arquitetura. Na verdade é intuitivo, a construção faz parte de nossa genética. Mas por que esquecemos nossas raízes e pouco a pouco deixamos a bioarquitetura fazer parte do nosso passado?

Com a necessidade de otimização imposta pelo modelo moderno de sociedade, surgiu a padronização de praticamente tudo, inclusive das moradias. Isso explica os motivos pelos quais quase toda a população mundial mora em casas de alvenaria e paredes com ângulos retos. Parece até que perdemos a criatividade! Todo esse processo aconteceu para acelerar o “desenvolvimento”, “baratear” os custos e aproveitar tudo até o último milímetro. Mas será que vale a pena?

O setor civil se enquadrou tanto nesse modelo padrão que hoje em dia nem as faculdades de arquitetura e engenharia civil abordam a bioarquitetura – ou qualquer outra técnica semelhante. Se é assim, por que de uma hora para outra o tema bioconstrução voltou a ser debatido?

Chegamos em um momento de transição social. Se olharmos ao redor, é nítido o desequilíbrio ecológico e social no mundo todo. É chocante saber que hoje existem mais exilados climáticos do que de guerra. Não faz sentido usarmos recursos finitos e inúmeros químicos para a construção de algo que pode ser feito apenas com o que temos ao nosso redor. Não é preciso destruir uma montanha e armazenar um manancial para obter matéria-prima para construção. Não há necessidade de inúmeros caminhões indo pra lá e pra cá, carregando um monte de cimento. Basta observar e perceber o que a natureza nos oferece em abundância para fazer nosso próprio abrigo.

Está na hora de pensar no planeta todo como um único ser vivo. Tudo e todos estão intimamente interligados! O bater das asas de uma borboleta aqui, pode causar um furacão no Japão.

Esses questionamentos foram feitos pelo holandês Johan Van Legen, há mais de 30 anos. Guiado pela curiosidade, um dia ele foi a uma pequena comunidade ribeirinha a fim de estudar a arquitetura local. Estava instigado a descobrir como as pessoas sem o menor estudo formal em arquitetura desenvolviam construções tão complexas em cima da água, por exemplo.

Ele notou que as casas, apesar de estarem estabelecidas, eram frágeis e precisavam de pequenos ajustes técnicos para melhorar sua condição. Foi aí que ele introduziu as técnicas que havia aprendido na universidade, como a “mão francesa”, e teve a sacada de criar o livro Manual dos Arquitetos Descalços, que mais tarde serviria como uma espécie de guia para qualquer um disposto a construir sua própria casa. Hoje o livro é referência mundial no assunto, principalmente nos espaços onde as pessoas se preocupam com conforto e meio ambiente.

A bioarquitetura é uma alternativa mais inteligente para cocriarmos ambientes mais integrados com a natureza e com a realidade atual. Por isso conhecer e ouvir as palavras do professor de judô, que se tornou um dos mais importantes arquitetos da história, é tão importante. Fundador do TIBÁ RIO – Instituto de Tecnologia Intuitiva e BioArquitetura, ele é uma enciclopédia viva sobre o tema.

Interessado? Tivemos o prazer de conhecê-lo e fazer um milhão de perguntas. Olha só o que ele nos contou!




Fonte: thegreenestpost.bol.uol.com.b

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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