2 de ago de 2017

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Calor extremo no sul da Ásia poderá ser mortal até o final do século, diz estudo

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Risco é menor caso aumento da temperatura global seja freado. Artigo publicado no 'Science Advances' alerta para efeitos drásticos do calor caso poluição continue nos níveis atuais.


Altas temperaturas e muita umidade vão atingir populações no sul da Ásia (Foto: Pixabay)

Ficar  ao ar livre poderá se tornar mortal em regiões do sul da Ásia até o final do século, uma vez que as mudanças climáticas conduzem o calor e a umidade a níveis extremos, segundo um novo estudo divulgada nesta quarta-feira (2) pelo jornal "Science Advances".

A região citada no estudo engloba Paquistão, Nepal, Índia, Bangladesh e Sri Lanka. Atualmente, cerca de 1,5 bilhão de pessoas vivem nessa região.

O estudo afirma que os níveis extremos de calor e umidade poderiam afetar até um terço da população que vive na região, a menos que a comunidade internacional intensifique os esforços para controlar as emissões de carbono à atmosfera.

Enquanto a maioria dos estudos sobre o clima se baseiam em projeções de temperaturas, este estudo também considera a umidade e a habilidade do corpo humano de diminuir a temperatura interna em resposta ao calor extremo.

Estes três fatores juntos compõem o que é chamado de “temperatura de bulbo úmido”, que é a temperatura tomada quando uma roupa molhada está enrolada em um termômetro. Esta temperatura, que é sempre menor do que um bulbo seco, pode ajudar a estimar o quão fácil é para a água evaporar.

E também pode oferecer um indicador de onde a mudança climática pode se tornar perigosa.

Os cientistas dizem que os humanos podem sobreviver a uma temperatura de bulbo úmido de cerca de 35ºC. Nela, o corpo humano tem dificuldade de suar para se esfriar ou o suor não evapora. Nessa situação, a morte pode acontecer em questão de horas – mesmo em condições de sombra e ventilação.
Atualmente, temperaturas de bulbo úmido raramente excederam 31ºC, o que já é considerado extremamente perigoso.

Riscos em 2 cenários

Para o estudo, os pesquisadores fizeram simulações computadorizadas usando modelos globais de circulação atmosférica em dois cenários:

O mundo continua a poluir como nos níveis atuais.

O mundo se aproxima do objetivo de reduzir as emissões com o objetivo de limitar o aumento médio da temperatura a 2ºC em relação aos níveis pré-industriais -- no acordo de Paris, os países se comprometeram para trabalhar para que o aquecimento fique muito abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC.

No primeiro cenário, cerca de 30% da região poderia ver temperaturas de bulbo úmido perigosas acima de 31ºC em algumas décadas. Isso equivale a quase meio bilhão de pessoas de acordo com os níveis populacionais atuais, embora o número possa crescer à medida em que a população aumentar.
Além disso, 4% da população, ou 60 milhões de pessoas nos níveis atuais, enfrentariam aumentos mortais a 35ºC ou mais até 210.

O segundo cenário também apresenta perigo para o sul da Ásia, mas esse risco diminui drasticamente. Cerca de 2% da população enfrentaria uma temperatura de bulbo úmido de 31ºC ou mais.

“O que vemos nesse estudo é uma convergência de projeções intensas de clima com vulnerabilidade aguda”, afirma Elfatih A.B. Eltahir, professor de engenharia ambiental do MIT e coautor do estudo.

“É um problema evitável. Há uma diferença significativa entre esses dois cenários, que as pessoas têm que entender”.

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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