14 de ago de 2017

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Alemanices: Sacolas têm preço

meio ambiente
Supermercados e lojas de roupas alemães cobram dos consumidores por sacolas de plástico ou papelão. Medida contribuiu para redução do consumo de 2 milhões de sacolas em um ano na Alemanha.


Maioria da população alemã tem hábito de utilizar sacolas reutilizáveis ou de papelão

O caixa passa rapidamente as compras, enquanto o cliente corre para colocar tudo dentro... da mochila. Legumes, bebidas, banana, maçã e carne vão todos para dentro da bolsa, de caixas de papelão ou de grandes sacolas reaproveitáveis. As sacolinhas de plástico tradicionais são cada vez menos utilizadas na Alemanha.

O uso de sacolas de pano ou de papelão para carregar compras é um hábito da maior parte das pessoas que vive no país. É só trazer de casa ou adquirir uma no supermercado. Sacolas plásticas, que são grandes o suficiente para uma pequena compra, são vendidas por preços entre 0,05 e 0,20 centavos de euro, mas não em todos os supermercados - alguns já as aboliram. Sacolas de pano ou de materiais mais reforçados custam até 2 euros.

Os esforços para diminuir o uso de sacolas plásticas também se refletem em lojas de roupas e de departamentos. Se você não quiser pagar entre 10 e 20 centavos de euro por uma sacola, terá que levar a roupa nova dentro da bolsa. A cobrança pela sacola faz parte de um compromisso voluntário assumido pela Confederação do Comércio Varejista Alemão (HDE) em meados de 2016.

A mudança já é sentida. O consumo de sacolas plásticas caiu de 5,6 milhões, em 2015, para 3,6 milhões de unidades, em 2016. O principal fator para essa redução significativa é a meta estabelecida em 2015 pelo Parlamento Europeu para que os países-membros reduzam o consumo de 200 para 40 sacolas plásticas por habitante anualmente. Na Alemanha, o consumo médio anual é de 75 sacolas, segundo a organização Deutsche Umwelthilfe (DUH).

A medida não afeta o uso gratuito das tradicionais sacolinhas plásticos feitas a partir de polietileno para embalar legumes e verduras. Mas várias alternativas estão disponíveis. Para o descarte de lixo orgânico, por exemplo, há sacolas biodegradáveis, menos agressivas ao meio ambiente.
Apesar de terem fama de rígidos separadores de lixo e de promover a reciclagem, os alemães são os que mais produzem resíduos ao ano na Europa. Segundo a DHU, cada cidadão gere uma média de 213 quilos de resíduos de embalagens por ano na Alemanha, seguida de França (185 quilos), Áustria (150 quilos) e Suécia (109 quilos).

E se o consumo de sacolas plásticas diminuiu, a quantidade de resíduos de embalagens cresceu 13% na última década. Um alerta para contradições na proteção do meio ambiente.


Na coluna Alemanices, publicada às sextas-feiras, Karina Gomes escreve crônicas sobre os hábitos alemães, com os quais ainda tenta se acostumar. A repórter da DW Brasil e DW África tem prêmios jornalísticos em direitos humanos e sustentabilidade e vive há quatro anos na Alemanha.

Fonte: http://www.dw.com/pt

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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