11 de jul de 2017

Publicado em:

Poluição e pesca predatória matam 1,2 mil tartarugas desde 2016 no litoral norte de São Paulo

meio ambiente
Levantamento do Instituto Argonauta teve início em 2016. Só em 2017 foram registradas 300 mortes.


Tartarugas foram encontradas sem vida na Praia da Fazenda em Ubatuba (Foto: Peterson Grecco/TV Vanguarda)

il e duzentas tartarugas morreram no litoral norte do estado de São Paulo desde o começo de 2016. O levantamento foi feito pelo Instituto Argonauta, em Ubatuba, e mostra que só este ano foram encontradas 300 espécies mortas. As principais causas são pesca predatória e o lixo no alto mar.
Os dados fazem parte de um projeto de monitoramento das 160 praias do litoral norte do estado. Pela areia e por trechos pelo mar, as equipes do projeto percorrem cerca de 140 quilômetros monitorando a natureza marinha.
Os números pouco animadores são resultados, na maioria das vezes, da falta consciência das pessoas com a destinação de lixo. Para se ter uma ideia, em um ano e meio de campanha de limpeza das praias foram coletados 9,8 toneladas de lixo deixados para trás.



"Todo mundo se sensibiliza com uma tartaruga morta, mas não com o lixo no mar", afirma o biólogo João Alberto.


Segundo o presidente do Instituto Argonauta, Hugo Gallo, cerca de três tartarugas mortas são achadas por dia. Após laudo de necrópsia, muitas delas têm diversos lixos no estômago. Porém, esse quadro é um acúmulo de várias outras irregularidades.
"Isso é bastante grave, mas é uma espécie de bola de neve. Os animais comem lixo, que não deveria estar lá, porque às vezes falta alimento e um fator soma ao outro", falou.
Para o biólogo João Alberto dos Santos, o descaso com o lixo deixado nas praias é um fator agravante. "Cada um precisa fazer a sua parte, de certa forma as pessoas chttp://g1.globo.com/spontinuam sendo indiferentes ao descarte de lixo no meio ambiente", disse.
Nas parcerias de conscientização entre o aquário de Ubatuba e o Projeto Tamar, está um projeto de implantação de placas e lixeiras em todas as praias da região. Além disso, os pesquisadores do instituto criaram um aplicativo em que as pessoas podem denunciar crimes ambientais.


Material x Tempo de decomposição

Papel De 3 a 6 meses
Tecidos De 6 meses a 1 ano
Metal Mais de 100 anos
Alumínio Mais de 200 anos
Plástico Mais de 400 anos
Vidro Mais de 1 mil anos
Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Colaborou: Colaborou João Mota

Fonte: http://g1.globo.com/sp

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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