26 de jul de 2017

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O professor de pós-graduação que largou uma carreira de sucesso para virar bioconstrutor no interior de São Paulo

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Após anos trabalhando em busca de ascensão social, o jornalista e radialista Edilson Cazeloto chegou ao ápice da carreira profissional. Foi professor do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Paulista e da Faculdade Cásper Líbero. Graduado em Comunicação Social, mestre e doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Pós-doutorado pela UFRJ. Foi nesse momento que ele resolveu utilizar a autonomia profissional que conquistou para tomar a decisão de colocar em prática um plano: usar o dinheiro para sair do sistema econômico e seguir por um novo caminho.

Ele mudou da metrópole para o campo, engrossando a massa do movimento chamado Novos Rurais: pessoas de classe média, com formação universitária, que estão retornando às suas raízes agrícolas. Sua história nos inspira a refletir que poucos bens valem a pena quando nós os precificamos em tempo de vida e como a maioria de nós parece estar “perdendo a vida para ganhar a vida”.

Em sua nova jornada, construiu sua própria casa na Ecovila Clareando, em Piracaia, a 90 km de São Paulo. Depois fundou o Sítio Pau d’Água, vizinho à ecovila, onde atualmente desenvolve trabalhos de permacultura a agroecologia. São 3 alqueires de terra, com duas nascentes e mais de 3 mil árvores reflorestadas.

Nos dias 29 e 30 de julho ele vai contar mais da sua história e ministrar uma Oficina de Bioconstrução Para Iniciantes, que se baseia no princípio de que é possível construir sua própria casa com um impacto ambiental muito baixo, muitas vezes utilizando técnicas ancestrais. Durante a oficina, os participantes vão aprender duas técnicas com barro: o pau a pique e o cob. Não é necessário ter experiência em nenhuma prática para participar. É uma experiência real: os participantes vão ajudar a construir as paredes de uma moradia coletiva que está sendo erguida no sítio com diferentes técnicas. O espaço abrigará três famílias.

“A sustentabilidade passa pelas pessoas aprenderem a construir suas próprias casas”, afirma Cazeloto. A ideia é justamente apresentar a bioconstrução dentro de uma nova perspectiva, fruto da experiência de 10 anos de Cazeloto lidando com o tema no dia a dia. “Na oficina, vamos ver como a bioconstrução é apaixonante, mas exige entrega”, completa.

A técnica de pau a pique (taipa de mão ou taipa de sopapo) consiste no entrelaçamento de madeiras verticais fixadas e horizontais, geralmente bambus, que são preenchidas com barro amassado misturado com palha seca. Já as paredes de cob, que são quase tão resistentes quanto o concreto, costumam ser feitas somente de barro argiloso adicionado de um pouco de palha e água. A obra tem sido um espaço para experimentações: um dos reboques está sendo feito com tapioca.

A parte mais gostosa é quando os participantes, juntos, amassam o barro para fazer a massa. Embora use técnicas antigas, a bioconstrução é apontada por especialistas em sustentabilidade como a “arquitetura do futuro“. Além da não agressão ao meio ambiente, uma das grandes vantagens das duas técnicas que serão ensinadas é o conforto térmico. Nos dias de calor, o interior fica sempre fresco. E nos dias frios, fica quentinho, evitando o uso de ar condicionado ou aquecedores. O valor da oficina, de R$290, já inclui hospedagem em alojamento e alimentação. As inscrições podem ser feitas pelo email: cursos@kaminaricomunicacao.com.br

Fonte: http://thegreenestpost.bol.uol.com.br

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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