12 de jul de 2017

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Estudo mostra que vertebrados estão sumindo do mapa

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Leões e leoas já dominaram Europa, Índia e praticamente toda a África.Hoje, esse grande felino é encontrado apenas em áreas espalhadas ao Sul do Deserto do Saara e em uma minúscula área no Oeste da Índia. Foto: Marc/Flickr.

A população e a área ocupada por um em cada três espécies de vertebrados terrestres estão caindo em ritmo acelerado, embora boa parte delas seja classificada em baixo risco de extinção ou dados insuficientes, pelo menos por enquanto. Mais da metade dos pássaros em declínio (55%) estão na lista dos pouco ameaçados. Esses dados foram publicados em um estudo esta semana, na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), da Academia de Ciência dos Estados Unidos.

Os pesquisadores analisaram o número de espécies encontradas em quadrantes de 10 quilômetros quadrados. Avaliaram a distribuição de 27.600 espécies conhecidas de pássaros, anfíbios, mamíferos e répteis. E olharam com atenção dados mais detalhados entre 1990 e 2015, disponíveis para 177 espécies de mamíferos. Os números indicam que 40% das espécies estão reduzidas a uma área equivalente a um quarto do que já chegaram a ocupar.

Esta redução ocorre em ritmo diferente, conforme a região e o grupo taxonômico. Em regiões de alta biodiversidade, como florestas próximas a áreas montanhosas, a exemplo de Andes-Amazônia, Congo-Montanhas da África Oriental, Himalaia-Sul da Ásia, ocorre uma maior perda no número de espécies. Em zonas temperadas, proporcionalmente ao número de espécies conhecidas, a proporção daquelas que estão em declínio é maior.

Embora o declínio ainda não signifique o desaparecimento destas espécies, é considerado, pelos autores do estudo, o prenúncio de uma extinção massiva de espécies. Eles citam o caso do leão, que já esteve presente desde regiões da Europa à Índia e praticamente toda a África. Hoje, esse grande felino é encontrado apenas em áreas espalhadas ao Sul do Deserto do Saara e em uma minúscula área no Oeste da Índia.

"Este é um caso de uma aniquilação biológica ocorrendo globalmente, mesmo que as espécies pertencentes a essas populações ainda estejam presentes em algum lugar da Terra”, afirma o professor de Biologia Rodolfo Dirzo, que também assina o artigo.

Extinção de serviços ambientais

Os pesquisadores do Stanford Woods Institute for Environment, responsáveis pela pesquisa, alertam que o declínio das espécies significa também a extinção de serviços ecossistêmicos cruciais para o planeta, como a polinização realizada por abelhas, controle de pestes e purificação de água proporcionada por áreas úmidas. Eles afirmam que metade da população de animais que vivia na terra já desapareceu.

“A perda massiva de populações e espécies reflete nossa falta de empatia para com todas as espécies selvagens que estão em nossa companhia desde nossas origens”, afirma o líder do estudo Gerardo Ceballos, da Universidade Autônoma do México. “Isto é o prelúdio para o desaparecimento de muito mais espécies e o declínio de sistemas naturais que tornam a civilização possível”, completa.

Em 2015, um dos autores desse estudo, o professor emérito de Biologia Paul Ehrlich, já havia publicado um artigo chamando a atenção para a extinção massiva em curso no planeta. De acordo com ele, estamos entrando em uma era sem paralelo desde o desaparecimento dos dinossauros, há 66 milhões de anos. Dados da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, Inglês) indicam que 41% das espécies de anfíbios e 26% dos mamíferos estão ameaçados de extinção.


Professor Paul Ehrlich fala sobre o estudo (em inglês):


Fonte: http://www.oeco.org.br

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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