16 de mai de 2017

Publicado em:

“Foi uma invasão biológica”, diz José Augusto Pádua

destaques
Por Juliana Tinoco e Bernardo Camara (entrevista), Marcio Isensee e Sá (vídeo)



“Não escuto mugidos”, escreveu Pero Vaz de Caminha assim que pôs os pés em terra brasileira. Tão presente na história da Europa, o gado bovino não dava nenhum sinal de existência do lado de cá do Atlântico. O que não chegou a ser um problema: passada a estranheza inicial, logo, logo, os europeus abarrotaram caravelas e, em pouco tempo, os ruminantes já pisoteavam nosso solo com a mesma intimidade que o faziam em outras paragens. “Foi uma invasão biológica”, afirma o historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), José Augusto Pádua. “Os europeus introduzem esses animais por aqui, e essa introdução é uma verdadeira arma secreta da colonização”.

Há anos se debruçando sobre a história ambiental brasileira, Pádua conversou com O Eco sobre a tomada do Brasil pela pata do boi. “Quando o gado bovino entrava, as populações indígenas do sertão se afastavam, porque elas sabiam que aquilo era como a linha de frente da ocupação”, conta.

“Não escuto mugidos”, escreveu Pero Vaz de Caminha assim que pôs os pés em terra brasileira. Tão presente na história da Europa, o gado bovino não dava nenhum sinal de existência do lado de cá do Atlântico. O que não chegou a ser um problema: passada a estranheza inicial, logo, logo, os europeus abarrotaram caravelas e, em pouco tempo, os ruminantes já pisoteavam nosso solo com a mesma intimidade que o faziam em outras paragens. “Foi uma invasão biológica”, afirma o historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), José Augusto Pádua. “Os europeus introduzem esses animais por aqui, e essa introdução é uma verdadeira arma secreta da colonização”.

Há anos se debruçando sobre a história ambiental brasileira, Pádua conversou com O Eco sobre a tomada do Brasil pela pata do boi. “Quando o gado bovino entrava, as populações indígenas do sertão se afastavam, porque elas sabiam que aquilo era como a linha de frente da ocupação”, conta.

Fonte: http://www.oeco.org.br

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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