18 de mai de 2017

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Cavalos famintos e explorados pelo turismo são abandonados para morrer no Grand Canyon

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Um dos lugares mais belos do mundo tem chamado a atenção não apenas pela paisagem, mas por sua longa história de abuso animal.



O Havasu Canyon, na ponta do Grand Canyon (EUA), é acessível a pé, de helicóptero e, infelizmente, pelas costas de animais.

Cavalos, burros e jumentos têm suportado um sofrimento inimaginável, que têm sido escondido e ignorado pela maioria das centenas de visitantes que chegam diariamente ao local.

Essa realidade terrível tem sido finalmente exposta. Quase tudo o que entra ou sai do Canyon é transportado nas costas de animais usados como carga – cavalos, burros e jumentos, muitos dos quais morrem precocemente depois de enfrentarem a dor, os abusos e a fome.

Diariamente, a estrada que conduz ao Canyon fica repleta de carros. Trezentos ou mais turistas pagam uma taxa para a tribo Havasupai para realizar a caminhada de quase 20 quilômetros em direção às cachoeiras.

Algumas pessoas carregam seu próprio equipamento de acampamento, o bastante para permanecerem por alguns dias na parte inferior, chamada Supai, onde os membros tribais viveram por mil anos, segundo o Las Vegas Now.

Muitos visitantes exploram os animais para transportar barracas, e outros itens pelo terreno íngreme. Durante pelo menos 50 anos, ou mais, os animais abusados foram o segredo obscuro dos Havasupai.

“Eles estão ganhando milhões com as costas de cavalos ensanguentados como um esqueleto. Aquele lugar é um campo de extermínio para cavalos. Literalmente”, disse Susan Ash.

Durante anos, Ash ouviu histórias horríveis sobre cavalos e burros em Havasupai. Ela criou a organização SAVE que despertou revolta dos caminhantes que exploram os animais.

O problema mais óbvio é que muitos dos animais usados como cargas estão severamente desnutridos.

Alguns visitantes não parecem notar isso ou então simplesmente ignoram. Já outros publicaram na internet o que descrevem como fotos e vídeos horríveis.

“Eles são deixados no alto da colina por horas a fio. Soube que, às vezes, são deixados ali por dias, amarrados fortemente e não podem mover seus pescoços. As temperaturas no verão frequentemente excedem 40 graus, não há ou água”, disse Ash.



Uma foto postada em 2016 mostra uma situação que não é incomum para os animais: um cavalo tão desnutrido e sobrecarregado pelas viagens no Canyon que sua pele tinha sido ferida até o osso.

Diversos cavalos e burros foram documentados com feridas abertas, ossos quebrados, que ficam escondidos dos turistas debaixo de cobertores e selas.

Há água e comida ao longo da trilha, mas os animais não são autorizados a parar durante as caminhadas de 16 quilômetros.

“Se você for até lá, verá os esqueletos de animais mortos, os cadáveres constantemente ao lado da trilha”, apontou Ash.

“Reunimos imagens em um relatório fornecidas por testemunhas oculares que viram animais caídos na trilha e que foram deixados para morrer e ser comidos por cães selvagens”, disse Ash.

A tribo Havasupai é uma nação soberana, de modo que as agências que podem intervir para proteger contra o abuso de animais têm, em grande parte, ignorado esse absurdo.

Há um ano, ocorreram algumas mudanças por causa da pressão de Susan Ash e outros ativistas e agentes federais intervieram. Um membro da tribo enfrentou acusações criminais e seus animais foram resgatados. Desde então, a tribo alega ter tomado medidas para acabar com o abuso de animais.

Fonte: http://www.anda.jor.br

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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