18 de mar de 2017

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BOPP: plástico que embala doces e salgadinhos tem reciclagem?

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BOPP pode ir para reciclagem, mas processo é difícil.


O que é BOPP? O bi-axially oriented polypropylene (BOPP) ou, melhor dizendo, película de polipropileno biorientada, é um tipo de filme plástico encontrado em embalagens de salgadinhos, biscoitos, sopas instantâneas, barrinhas de cereais, chocolates, rótulos de garrafas PET, ovos de páscoa e por aí vai. Ele é muito usado por ser fácil de colorir, imprimir e laminar. O aspecto metalizado é a principal característica visual do BOPP, mas ele também pode ser transparente, opaco ou fosco.

As propriedades físicas do plástico BOPP são excelentes para o bom condicionamento de alimentos, pois evitam contato do produto com gases, oxigênio, variações de temperatura e umidade. Como se não bastasse, esse tipo de plástico tem impressão facilitada e desliza facilmente nas máquinas de empacotamento, o que melhora o rendimento na produção das fábricas alimentícias.

Danos causados

Apesar das conveniências industriais, se descartadas de forma incorreta, as embalagens plásticas de BOPP, quando não entopem valas agravando o problema das enchentes, escoam para o mar causando sufocamento de animais, com o agravante de demorarem no mínimo 100 anos para se decomporem, como todo plástico comum. Além disso, em contato com células tronco, o BOPP altera a expressão genética, sendo potencial agente cancerígeno.

É preciso identificá-lo para descartar corretamente

Aqui no Brasil o nosso o consumo de embalagens está cada vez maior (4 a 7% ao ano). Só em 2010 geramos 60,7 milhões de toneladas de resíduo sólido! E, para nossa tristeza, conseguimos reciclar apenas 962 mil toneladas de todo esse material.

Um dos motivos de estarmos tão longe da reciclagem de todo nosso resíduo sólido é a falta de identificação ou identificação errônea nas embalagens.

Provavelmente você já deve ter visto aquele triângulo de três setas indicando que o material é reciclável. É legal quando o encontramos, mas só isso não basta. Também é preciso um número indicando de que tipo de material se trata e, no caso das embalagens que possuem mais de uma camada, uma sigla indicando o tipo de revestimento. Esse é o caso do BOPP, que para ser identificado precisa haver além das três setas, a sigla "BOPP".

Reciclagem é possível, mas há contradições

De acordo com a prefeitura da cidade de São Paulo, por exemplo, o material é considerado não-reciclável e acaba não sendo coletado pelos catadores e cooperativas vinculadas à instituição. Apesar disso, o BOPP não deixa de ser reciclável, o que ocorre é que as embalagens BOPP só não têm um índice maior de reciclagem devido a falta de identificação correta e a pouca informação dos recicladores e produtores acerca das possibilidades de reaproveitamento. As provas de que o BOPP é reciclável são os estudos publicados na Índia que atestam que o BOPP é 100% reciclável. Além do mais, há grandes empresas apoiando a proposta de reciclagem de BOPP, como você pode conferir em nossa matéria "Kraft e Nestlé apoiaram construção de fábrica que recicla BOPP".

Fonte: http://www.ecycle.com.br

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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