24 de fev de 2017

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PLUMAS NO CARNAVAL, MORTE NA GRANJA

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Há quem se sacrifique literalmente pelo Carnaval brasileiro, e não são os humanos…


Defensora de animais protesta contra o uso da penas no carnaval

Carnaval no Brasil é sinônimo de festa, música e diversão. E isso vale tanto para quem já assistiu ao vivo, como para quem acompanha tudo pela tv. Porém, esta enorme e colorida festa popular esconde algumas facetas terríveis.

Todos os anos, os desfiles das escolas de samba atraem visitantes dos quatro cantos do mundo, maravilhados com o samba e com a exuberância e o luxo das fantasias. Porém, poucos se questionam sobre a origem das plumas e penas que adornam os corpos das deusas dos desfiles. Esse materiais nobres provêm de aves como faisão, pavão, ganso ou avestruz. E essas penas não caem naturalmente, muito menos nascem como plantas, sozinhas na terra.

Elas são arrancadas de animais vivos em escala industrial, e com bastante crueldade.

As vítimas são criadas bem longe da folia, em países como a África do Sul, China e Índia. O Brasil é um dos maiores importadores mundiais de penas dessas aves. Tudo para o Carnaval.

Para arrancar as penas das aves, são usadas técnicas como a do zíper: elas são levantadas pelo pescoço, as pernas amarradas e então as suas penas são arrancadas sem qualquer anestesia. Este processo provoca dor, sofrimento e as deixa expostas ao sol e a infecções graves.


Ganso após sofrer o “ziper”

A luta dos animais durante processo de “ziper” chega a provocar fraturas.

Patos e gansos não são as únicas aves que experimentam a dor de ter as penas arrancadas. Também passam por isso os galos “fancy roosters”, criados especificamente para a extração de suas penas, e os avestruzes.

Os avestruzes são criados aos milhares em grandes fazendas, algumas delas exclusivamente para a colheita de penas, enquanto outras também para carne e couro. Apesar dos avestruzes poderem viver entre 40 e 70 anos, aqueles destinados à produção de carne ou couro são mortos com cerca de um ano a quatro anos de idade.

Existem dois métodos de remoção de penas de avestruzes vivos. Ambos exigem que o pássaro seja contido.

O primeiro trata-se da “caixa de arrancar” – um recipiente tão pequeno que o animal não pode chutar ou virar-se. Muitas vezes, o pássaro tem um capuz preto colocado sobre sua cabeça. Aves mais jovens são depenadas logo que atingem a idade considerada adulta, por volta dos 16 meses de idade. A cada 7 ou 8 meses depois disso, suas grandes penas são puxadas de sua pele. Esse processo também é considerado bom quando se trata de produzir couro de avestruz “de qualidade”: as marcas circulares características no couro são realmente cicatrizes das penas que foram retiradas inúmeras vezes quando a ave ainda estava viva.

O outro método é diferente, mas igualmente desumano: os pássaros são contidos enquanto os funcionários cortam suas penas com espécies de tesouras de poda em cerca de dois centímetros acima da pele da ave; mais perto, pode causar hemorragia e danos na regeneração, uma vez que os vasos sanguíneos e nervos percorrem o centro das penas. Até 50 penas podem ser cortadas de um adulto avestruz macho ao mesmo tempo.


Avestruz depenado

O problema é o “quilling”, quando os trabalhadores retiram os espinhos das penas que foram deixados no folículo durante o processo de corte. Isso é feito mais tarde, com um alicate ou à mão, e seu objetivo é impedir hemorragias e para manter a qualidade comercial de futuras penas.

Galos também são criados para a extração de suas longas penas coloridas. Estas são utilizadas para jóias, ornamentos para cabelos, e como iscas para pescadores, entre outras coisas. Estes galos vivem por cerca de um ano, enquanto as suas penas crescem a um tamanho máximo, e então eles são mortos. Estas penas têm sido muito demandadas na moda recentemente.

Defensores dos animais articularam na plataforma “Change.org”, um abaixo assinado para acabar com o uso de penas e plumas de animais nos desfiles de Carnaval. O abaixo-assinado foi enviado aos presidentes das Ligas das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Jorge Castanheira) e de São Paulo (Paulo Sérgio Ferreira). O texto pedia aos dirigentes das escolas, a carnavalescos, figurinistas e patrocinadores, para se sensibilizarem com a exploração e os maus-tratos sofridos pelos animais, sugerindo a substituição das penas naturais por penas sintéticas, tornando o carnaval um espetáculo mais ético.

Mais de 170 mil pessoas assinaram a petição.

Diz o texto: “se nós, humanos, desejamos ser respeitados, comecemos então, por favor, a ter mais respeito pelos animais que não tem como se defender da maldade humana.” A petição apela a favor de “um carnaval mais ético, mais justo e mais alegre”.

Fonte: http://www.ambientelegal.com.br

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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