9 de jan de 2017

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No Panamá, vila é construída apenas com casas feitas a partir de garrafas plásticas

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As casas são mais resistentes a terremotos e proporcionam uma temperatura mais amena na parte interna.



Você já parou para pensar em quantas garrafas plásticas são produzidas anualmente em todo o mundo? Esse dado não é tão fácil de estimar, mas pela quantidade de plástico depositada em oceanos e nos lixões, certamente estamos falando de um número estratosférico.

O canadense Robert Bezeau se mudou para a província de Bocas del Toro, no Panamá, em 2009. Após viver na ilha paradisíaca por algum tempo, ele percebeu que turistas, apesar de movimentarem o pequeno comércio local, acabavam poluindo o ambiente local com garrafas plásticas, que podem ocasionar diversos problemas ambientais - o item demora séculos para se decompor naturalmente e degrada-se no oceano, formando os microplásticos, sem contar que, apesar de reciclável, é oriundo do petróleo.



Após coletar cerca de um milhão de garrafas plásticas ao longo de um ano e meio, Robert resolveu colocar em prática uma ideia diferente: construir uma vila inteira apenas com casas feitas de garrafas plásticas.



Cheias de ar, as garrafas substituem os tijolos nas edificações. Antes, porém, estruturas de metal muito leve, em formato de compridas gaiolas, são montadas - elas servem como suporte para as garrafas. Com esses módulos, a base estrutural da casa é montada. Por fim, cimento cobre os módulos e o acabamento já pode ser feito, como em qualquer construção normal.

De acordo com Robert, como existe ar dentro das garrafas, há isolamento térmico... As casas feitas de garrafas plásticas podem ter um resfriamento incrível com relação ao ambiente externo: 17°C de diferença. Numa região muito quente como o Panamá, isso representa menos gastos de energia com aparelhos de ar condicionado ou com ventiladores.

Nas contas de Robert, uma pessoa gasta, em média, 14 mil garrafinhas plásticas ao longo da vida. E é essa a quantidade aproximada de garrafas que faz parte da construção de uma casa projetada pelo canadense. Dessa forma, quem constrói e vive numa residência da vila zera seu consumo de plástico de garrafa.

Como as casas têm material mais flexível em seu interior, elas se tornam mais resistente a terremotos e, em caso de tsunami, pedaços das residências flutuariam e serviriam como botes salva-vidas.

Fonte: http://www.ecycle.com.br/

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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