31 de dez de 2016

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Uma importante espécie biológica está em perigo: o homem

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Reproduzimos nesta edição o discurso de Fidel Castro pronunciado na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no dia 12 de Junho de 1992, como uma homenagem ao seu compromisso para com o meio ambiente e a sua reconhecida liderança na preservação dos ecossistemas cubanos, com particular ênfase ao bioma marinho caribenho.
Fidel Castro morreu no dia 25 de Novembro deste ano.


Uma importante espécie biológica está em perigo de desaparecer devido à rápida e progressiva liquidação de suas condições naturais de vida: o homem.

Agora estamos cientes deste problema, quando quase é tarde para impedi-lo.
É preciso assinalar que as sociedades de consumo são as principais responsáveis pela atroz destruição do meio ambiente. Elas nasceram das antigas metrópoles coloniais e de políticas imperiais que, por sua vez, engendraram o atraso e a pobreza que hoje açoitam a imensa maioria da humanidade.

Com somente 20% da população mundial, elas consomem as duas terceiras partes dos metais e as três quartas partes da energia que se produz no mundo. Tem envenenado mares e rios, tem contaminado o ar, têm enfraquecido e perfuraram a Camada de Ozônio, têm saturado a atmosfera com gases que alteram as condições climáticas com efeitos catastróficos que já começamos a padecer.

As florestas desaparecem, os desertos se estendem, bilhões de toneladas de terra fértil vão parar ao mar cada ano.
Numerosas espécies se extinguem. A pressão populacional e a pobreza conduzem a esforços desesperados para ainda sobreviver ainda à custa da natureza. Não é possível culpar disto os países do Terceiro Mundo, colônias ontem, nações exploradas e saqueadas hoje, por uma ordem econômica mundial injusta.

A solução não pode ser impedir o desenvolvimento aos que mais o necessitam. O real é que todo o que contribua hoje para o subdesenvolvimento e a pobreza constitui uma violação flagrante da ecologia. Dezenas de milhões de homens, mulheres e crianças morrem a cada ano no Terceiro Mundo por consequência disto, mais do que em cada uma das duas guerras mundiais. O intercâmbio desigual, o protecionismo e a dívida externa agridem a ecologia e propiciam a destruição do meio ambiente.

Se se quiser salvar a humanidade dessa autodestruição, teremos que distribuir melhor as riquezas e as tecnologias disponíveis no Planeta. Menos luxo e menos desperdício em alguns poucos países para que haja menos pobreza e menos fome em grande parte da Terra. Não mais transferências ao Terceiro Mundo de estilos de vida e de hábitos de consumo que arruínam o meio ambiente. Faça-se mais racional a vida humana. Aplique-se uma ordem econômica internacional justa. Utilize-se toda a ciência necessária para um desenvolvimento sustentável sem contaminação. Pague-se a dívida ecológica e não a dívida externa. Desapareça a fome e não o homem.

Quando as supostas ameaças do comunismo têm desaparecido e já não há pretextos para guerras frias, corridas armamentistas e gastos militares, o que é o que impede dedicar de imediato esses recursos na promoção do desenvolvimento do Terceiro Mundo e combater a ameaça de destruição ecológica do Planeta?

Cessem os egoísmos, cessem os hegemonismos, cessem a insensibilidade, a irresponsabilidade e o engano. Amanhã será tarde demais para fazer aquilo que deveríamos ter feito há muito tempo.

Fonte: http://www.eco21.com.br/

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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