26 de nov de 2016

Publicado em:

Operações de FRACKING para extração do gás de xisto estão proibidas em Londrina

destaques
Vereadores da segunda maior cidade do Paraná aprovaram projeto de lei que protege as reservas de água, o solo fértil e a saúde das pessoas e animais.


Londrina agora é território livre do Fracking Foto: Internet
 A adesão unânime à proposição é a certeza de que a nossa gente e o nosso território estarão protegidos, pois o projeto de Lei cria uma barreira para essa exploração devastadora”, afirmou a Vereadora Lenir de Assis, autora do Projeto de Lei 51/2016.

No encaminhamento da votação, a vereadora chamou atenção para a importância da administração municipal fiscalizar o cumprimento da legislação “para que a exploração do gás de xisto realmente não aconteça em nossa cidade”. Vários parlamentares se manifestaram favoravelmente, confirmando a unanimidade obtida também na primeira votação, há três semanas.

“Segurando as pontas”
Ao encaminhar o voto favorável, a vereadora Sandra Graça, manifestou sua indignação ao que
chamou de “equívoco” da Agência nacional de Petróleo e Gás (ANP) ao vender os blocos para exploração do gás de xisto por fraturamento hidráulico, método não convencional altamente devastador, contaminante e consumidor de água e poluidor. “Mas uma vez nós aqui no município estamos segurando as pontas das políticas públicas equivocadas que só trazem prejuízos à comunidade local”, enfatizou.

Nesse sentido, Juliano Bueno de Araujo, coordenador de Campanhas Climáticas da 350.org e fundador da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida – lembrou que há uma proposta de projeto de Lei que tramita na Câmara Federal desde dezembro de 2015 que proíbe o Fracking no país. “O PL é de autoria do deputado federal Marcelo Belinati, prefeito eleito de Londrina, e que será o responsável por fiscalizar o cumprimento da medida aprovada pelos vereadores”, destacou.

Juliano ressaltou ainda que até agora o projeto de Lei que proíbe o Fracking no estado ainda não foi aprovado pela Assembleia Legislativa, o que representa um risco para milhões de pessoas. “O banimento definitivo da técnica do fraturamento hidráulico para a extração do gás de xisto é o desejo de integrantes da sociedade civil organizada, setor produtivo, academia científica e movimentos religiosos que estão cada vez mais engajados e desejosos da proibição, já que não há nenhuma lei que garanta a situação no estado”.

A campanha contra o o Fracking tem o apoio da CNBB Paraná, da Cáritas Paraná, contando ainda com o engajamento do Arcebispo Dom Orlando Brandes de Londrina, recém nomeado Arcebispo de Aparecida.

Agora, a proposição segue para a CCJ para Redação final e na sequência será encaminhada para a sanção do Executivo. Várias cidades da Região Norte e Norte Pioneiro do Paraná já proibiram o Fracking como Maringá, Arapongas e Cambé, Cornélio Procópio e Ribeirão Claro, entre dezenas de outras.

Por Silvia Calciolari

Fonte: http://naofrackingbrasil.com.br/

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

Não perca nossas publicações...

Inscreva-se agora e receba todas as novidades em seu e-mail, é fácil e seguro!

Desenvolvido por - Nós amamos o que fazemos
| Hosted in Google Servers with blogger technology |:

Fechar