6 de nov de 2016

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67% da vida selvagem global pode desaparecer até 2020

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De acordo com relatório da WWF as espécies mais atingidas são as de água doce, seguida das terrestres e as marinhas.

As espécies terrestres apresentaram queda de 38%, de acordo com o relatório.

É sabido que qualquer atividade exercida pelo homem na natureza provocará impactos ambientais, podendo ser positivos ou negativos. Porém, nos últimos anos, o planeta vem sofrendo diversas alterações causadas pelos desmatamentos, poluição das águas, solo e ar, extinção dos animais e o esgotamento dos recursos naturais que poderão levar o mundo à degradação total caso nenhuma atitude seja tomada.

Foi isso que mostrou o relatório desenvolvido e publicado pela organização ambientalista World Wild Fund for Nature (WWF) no fim de outubro. De acordo com os resultados, as populações globais de peixes, aves, mamíferos, anfíbios e répteis diminuíram 58% entre os anos de 1970 e 2012.

Números são alarmantes

Os pesquisadores conseguiram os dados através do monitoramento de 14.152 populações de 3.706 espécies de vertebrados, que demonstraram esse número alarmante. Eles ainda alertam que, caso essa devastação continue, em 2020 a perda da vida selvagem poderá chegar a 67%.

No relatório, Marcos Lambertini, diretor geral da WWF Internacional, alertou: “A vida selvagem está desaparecendo das nossas vidas a um ritmo sem precedentes”. Mas, mesmo com esse grave problema, ele ainda acha que a humanidade pode reverter o problema, caso a sociedade o encare com seriedade e responsabilidade.

O relatório batizado de “Living Planet” mostra que a situação é ainda mais preocupante para as espécies que vivem em água doce, que diminuíram 81%. Já as espécies terrestres tiveram 38% de perdas e as marinhas, 36%.

Principais causas do problema

A principal causa dessa destruição para os especialistas é a produção de alimentos e a sobre-exploração de animais selvagens, seguido de outros grandes vilões que são o excesso de poluição, avanço de espécies invasoras e doenças e as mudanças climáticas. Para a WWF o principal ponto para que haja uma mudança nesse quadro é começar a repensar sobre a melhor forma de produzir e consumir, e pensar em soluções urgentes para o comportamento individual de empresas e governantes.

De acordo com o documento, em 2020 o planeta poderá ter uma grande reviravolta, já que nesse ano que será botado em prática os compromissos selados durante o acordo de Paris. Além de entrar em vigor o novo plano de desenvolvimento sustentável no planeta, uma das principais esperanças.

Marcos Lambertini, ainda acrescenta no relatório: “Sabemos o que é preciso para construir um planeta resiliente para as gerações futuras, só precisamos agir de acordo com esse conhecimento”.

A WWF já está trabalhando para melhorar esse cenário junto a empresas, governos e comunidades, reduzindo as emissões de carbono, evitando a perda de habitat, promovendo políticas para combater às alterações climáticas e explorando novas alternativas para alimentar a população sem ferir o meio ambiente.

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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