30 de out de 2016

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Reduzir consumo de carne beneficia saúde, economia e meio ambiente, diz estudo

meio ambiente saúde
Pela 1a vez análises sobre a influência na saúde e nas emissões de gases de efeito estufa foram relacionadas.

O resultado da pesquisa foi publicado na revista científica PNAS no início desta semana. | Foto: iStock by Getty Images

Um estudo recente, feito por pesquisadores do departamento de sustentabilidade da Universidade de Oxford, mostrou que a redução do consumo global de carnes pode melhorar a saúde, o meio ambiente e também a economia.

O resultado da pesquisa foi publicado na revista científica PNAS no início desta semana. Segundo os autores, esta é a primeira vez que as análises sobre a influência na saúde e nas emissões de gases de efeito estufa foram relacionadas.

A criação de animais ruminantes afeta o meio ambiente de diferentes formas e está diretamente ligada às emissões globais. O gado, por exemplo, libera grandes quantidades de gás metano da atmosfera, um poluente 21 vezes pior do que o CO2. Além disso, o desmatamento gerado para manter a pecuária e a agricultura em larga escala, colabora para a perda de florestas que atuam como importantes pontos de armazenamento de carbono. Sem contar o impacto na biodiversidade local.


Com estas informações, os cientistas concluíram que era necessário cruzar informações e cenários distintos para entender realmente como o consumo de carne pode afetar o planeta.

Os pesquisadores desenharam quatro cenários em um modelo computadorizado para analisar como cada um deles se apresentaria em 2050. São eles:

1 - Mantendo os padrões de produção atuais – Para este cenário foram utilizados dados e previsões da Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas .

2 - Com dietas globais saudáveis – nesta situação, as pessoas em todo o mundo se alimentariam de maneira saudável, consumindo apenas as calorias necessárias para manter o peso saudável. Foram consideradas dietas que incluem: cinco porções de frutas e vegetais, menos de 50g de açúcares e, no máximo, 43 gramas de carne diariamente.

3 - Com dietas vegetarianas, que incluem laticínios – seriam seis porções de frutas e legumes e uma porção de grãos, como feijão e lentilhas.

4 - Com dietas veganas completamente à base de plantas – com sete porções de frutas e legumes e uma porção de grãos.

Para explicar a experiências, os pesquisadores esclarecem que os cenários foram projetados para explorar a gama de possíveis resultados proporcionados por uma exclusão progressiva de alimentos feitos com base animal na dieta humana.

A primeira descoberta está relacionada à saúde. Apenas passando do 1º para o 2º cenário, já seria possível salvar a vida de 5,1 milhões de pessoas ao ano. Quando analisado o cenário com dietas vegetarianas, o número sobe para 7,3 milhões e com dietas veganas, chea a incríveis: 8,1 milhões. A explicação seria de que comer menos carne reduz a incidência de doenças crônicas não-transmissíveis, associadas ao sobrepeso e a dietas pouco saudáveis.


A segunda observação diz respeito aos poluentes. “Com a dieta saudável, que contem ainda um pouco de carne, as emissões globais de gases de efeito estufa só aumentaria 7% em 2050. Com o cenário seguindo o padrão atual, esse aumento seria de 51%”, diz a reportagem feita pelo Washington Post.

Os benefícios econômicos vêm na terceira colocação. De acordo com os cientistas, a mudança de hábitos que se reflete em menos doenças, também significa menos gastos com saúde. A economia, apenas com custos para combater doenças e com os dias de trabalho perdidos em consequência de enfermidades, seria de US$ 700 bilhões a US$ 1 trilhão anuais.

Fonte: http://ciclovivo.com.br/noticia

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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