15 de out de 2016

Publicado em:

Global Frackdown: Não queremos Fracking nem aqui, nem em lugar nenhum

destaques

De outubro do ano passado até agora, a campanha contra o fraturamento hidráulico no Brasil e América Latina realizou centenas de ações, seminários, oficinas de capacitação para mobilizar milhões de pessoas. No Brasil, conseguiu aprovar leis que proíbem a tecnologia em 180 cidades.

Neste 15 de outubro de 2016 acontece em todo o mundo o dia internacional de ação contra o Fracking – GLOBAL FRACKDOWN – para desafiar a indústria de petróleo e gás de xisto a proibir o fraturamento hidráulico em todo o mundo. “Ni ici, ailleurs ni!”, “Nem aqui, nem em lugar nenhum!”

A campanha NÃO FRACKING BRASIL é parceira nos esforços de ativistas, entidades e movimentos anti-fracking internacionais para exigir a proibição imediata, sem quaisquer isenções de todos os tipos de Fracking no que se refere à pesquisa, exploração e aproveitamento de fontes de energia fósseis. Esta proibição deve aplicar-se ao fraturamento que ocorre com ou sem produtos químicos, hidráulica ou de outras formas.

Nesse sentido, a COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida, 350.org Brasil, Fundação Internacional Arayara e entidades parceiras realizam uma campanha nacional para impedir que o fraturamento hidráulico seja usado para a exploração do gás de xisto. Somente no último ano foram realizados centenas de palestras, seminários, oficinas de capacitação, eventos, ações diretas e pacíficas, audiência públicas, entre outras atividades, para mobilizar a população e informar sobre os riscos e perigos do Fracking para o planeta. No Brasil, Mais de 180 cidades já aprovaram leis municipais proibindo a técnica ou estão discutindo o banimento definitivo.

Em 2013, a Agência Nacional de Petróleo e Gás (APN) vendeu o subsolo de 15 estados brasileiros para a indústria do Fracking, impactando diretamente 372 cidades. A exploração pelo método não convencional altamente poluente, grande consumidor de água e injusto socialmente irá contaminar nossos principais aquíferos, áreas de floresta, regiões de grande produção agrícola, territórios indígenas e de comunidades tradicionais, arrasar cidades densamente povoadas e o nosso litoral.

A COESUS entende que o Brasil, assim como os países da América latina, tem grande potencial para o estabelecimento de uma matriz energética a partir de fontes renováveis, como a solar, eólica, pequenas centrais hidrelétricas e de biomassa. Poderemos investir na produção de uma energia limpa, segura e livre com o objetivo de nos libertar dos combustíveis fósseis a curto e médio prazo.

Por Silvia Calciolari - http://naofrackingbrasil.com.br/

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

Não perca nossas publicações...

Inscreva-se agora e receba todas as novidades em seu e-mail, é fácil e seguro!

Desenvolvido por YouSee Marketing Digital - Nós amamos o que fazemos
| Hosted in Google Servers with blogger technology |: