3 de set de 2016

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Usina de energia solar não consegue parar de matar pássaros

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Cada ano, cerca de 6.000 pássaros são queimados durante a caçada de insetos dentro da usina solar Ivanpah, localizada no deserto de Mojave, na Califórnia. Funcionários das instalações tentaram adotar vários tipos de medidas para evitar o massacre das aves, porém não está claro se algum deles chegou a funcionar, de fato.

Na usina, os trabalhadores chamam as aves de “serpentinas”. Isso ocorre quando um pássaro tem a má sorte de voar pela área da região mais quente da usina, que consiste em uma região com quase 13 quilômetros quadrados com espelhos e 40 torres de armazenamento. Os pássaros, em busca de alimento, são instantaneamente queimados, e caem no chão como se fosse um avião abatido da 2ª Guerra Mundial. Biólogos federais dizem que 6.000 pássaros morrem a cada ano desta forma cruel — e isso está causando uma baita dor de cabeça aos donos da usina.

O brilho da Ivanpah atrai insetos, o que, por sua vez, chama a atenção dos pássaros. Não ajuda o fato de a usina ficar no deserto de Mojave, um refúgio crítico para pássaros que migram em direção ao Pacífico. No entanto, os pássaros não são as únicas vítimas desta usina gigante solar: os coiotes estão fazendo a festa com papa-léguas que ficam presos no perímetro da cerca da parte de fora — elas estão colocadas lá para prevenir que tartarugas entrem no local.

Como Louis Sahagun cita em sua matéria no Los Angeles Times, funcionários da usina ainda estão tentando achar uma forma de prevenir a incineração de pássaros. “Estamos fazendo o possível para reduzir o número de pássaros mortos”, disse David Knox, porta-voz da usina, à publicação da Califórnia. Para reduzir o número de mortes de animais, eles estão implementando medidas desde o início das operações da usina em 2014, ainda que tenham feito um “progresso modesto”.

Dentre as medidas está a troca de refletores por lâmpadas LED para tentar atrair menos insetos. Além disso, cada torre foi equipada com uma máquina que emite um irritante cheiro que evita com que pássaros se juntem.

Pregos anti-empoleiramento foram instalados nas estruturas das torres. E alto-falantes foram colocados em volta do local para emitirem gravações altas e estridentes. Estas medidas, geralmente usadas em campos de agricultura e em centros comerciais, foram efetivas em outras áreas. Porém, não se sabe se dará certo em uma usina como esta.

Fonte: http://gizmodo.uol.com.br/

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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