6 de set de 2016

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Pesquisadores encontram um golfinho capaz de respirar pela boca

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Conhecidos como golfinhos-de-Hector (Cephalorhynchus hectori), esses exploradores aquáticos, considerados os menores golfinhos do mundo, são cetáceos unicamente encontrados na Nova Zelândia. Contudo, e ao que tudo indica, um membro da espécie parece ter nascido de forma diferente.

Encontrado em 2014 nas águas de Christchurch, apenas recentemente os pesquisadores descobriram que ele é incapaz de respirar através do orifício localizado no alto da cabeça, algo que é comumente feito entre seus semelhantes. A maioria dos golfinhos morreria em razão dessa incapacidade, no entanto, este pode colocar sua cabeça para fora da água, em um ângulo agudo, e respirar através da boca, segundo informações da IFLScience.

Essa é de fato a primeira ocorrência registrada em um golfinho. De modo geral, todos eles têm sido reconhecidos como criaturas inteligentes, possuidoras de hierarquias sociais e vocalizações complexas.


A equipe que realizou o estudo sobre o animal foi liderada pelo professor, biólogo marinho e especialista em golfinhos, Stephen Dawson, da Universidade Otago. Ele afirmou que, em todos os aspectos, o animal parecia normal e com boa condição física, por isso, não está claro o que há de errado com seu orifício respiratório. O especialista acredita que talvez tenha sofrido uma lesão interna, ou que algum objeto estranho tenha sido sugado por ali durante um dos mergulhos, causando obstrução.

Normalmente, os golfinhos, que são mamíferos aquáticos, possuem um sistema de respiração pulmonar. Então, para que respirem, eles precisam subir regularmente até superfície para buscar oxigênio e pegar fôlego para mergulhar. Em 2011, foi constatado que o número de golfinhos da espécie havia sido reduzido. Como quase sempre é o caso, a atividade humana foi a responsável, por meio da prática de pesca.

A espécie Cephalorhynchus hectori ainda é composta por duas subespécies: a C. h. hectori, encontrada ao redor da Ilha do Sul, NZ, que é relativamente mais numerosa; e a C. h. maui, que atualmente possui apenas 55 golfinhos.


Não está claro se a população da C. h. maui irá se recuperar. A outra subespécie, no entanto, passou de 12.000 para 18.500 em estado selvagem em apenas cinco anos. Apesar de ser uma boa notícia, os especialistas apontaram que isso não significa que a subespécie não esteja mais sob ameaça.

Foto : Reprodução / Gregory “Slobirdr” Smith / NOAA ]

Fonte: http://www.jornalciencia.com/

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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