30 de ago de 2016

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Proteção dos oceanos… e o Brasil nada?

destaques
O Brasil não vem cumprindo com as metas estabelecidas pela Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), que propôs em sua décima reunião (COP-10) um conjunto de metas para a redução da perda de biodiversidade, sendo denominadas metas de Aichi.

A Meta Onze de Aichi possui o intuito de proteger até 2020 pelo menos 10% das áreas marinhas e costeiras por meio de Unidades de Conservação. Nos últimos 5 anos diversos países criaram áreas protegidas marinhas para se adequar as metas e frear a degradação dos oceanos. Palau um país que possui uma área terrestre três vezes menor que a cidade de São Paulo, criou a quinta maior área protegida marinha do mundo com 500.000km², isto é, o território do estado de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro juntos. Cerca de 80% do território marinho de Palau está sob proteção integral, enquanto no Brasil apenas 0.14% do território está sob esta modalidade de proteção.




Um belo exemplo de um país sul americano, que está preocupado com o futuro dos oceanos é o Chile, em 2015 o Chile criou a maior reserva marinha das Américas, com o tamanho de 297,000 km². Única do mundo que protege espécies tanto de clima tropical quanto de clima temperado. O Brasil assim como o Chile possui a capacidade de proteger espécies de ambos os climas, porém, o Brasil Nada.




Países como Estados Unidos e Austrália estão muitos à frente na corrida para preservação da biodiversidade. Em 2014 o presidente Barack Obama aumentou a área de uma Unidade de Conservação (Pacific Remote Islands National Marine Monument) , tornando-se a maior área de proteção marinha do Pacífico com 1.270.000 km², ou seja uma área equivalente ao tamanho do estado do Pará. Já a Austrália em 1975 criou a área marinha protegida que preserva a maior barreira de coral do mundo, demonstrando a mais de quatro décadas uma preocupação com o bem-estar dos oceanos, consequentemente das pessoas.



Enquanto isso… o Brasil Nada!


O que fazer?

Criar Unidades de Conservação!

Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, o Brasil possui 164 áreas prioritárias marinhas, sendo que dessas 101 estão desprovidas de Unidades de Conservação e 90 se encontram com prioridade “ extremamente alta “ para conservação da biodiversidade. Regiões como Alcatrazes, Albardão, Babitonga e São Pedro e São Paulo esperam há anos uma decisão do governo brasileiro para serem protegidas. Estamos há muito tempo cobrando de nossos representantes que isso aconteça. Porém para que tenhamos a força necessária, precisamos do apoio de toda sociedade brasileira.

Por que unidades de conservação marinhas no Brasil?


A costa brasileira se estende por cerca de 7367 Km, e possui uma das maiores concentrações de espécies marinhas do mundo. Das sete espécies de tartarugas marinhas conhecidas, cinco se encontram em nosso litoral e de quatro espécies da ordem Sirenia existentes no mundo, duas ocorrem aqui sendo que uma delas, o peixe-boi-marinho, o mamífero aquático mais ameaçado de extinção. No total são 53 espécies de cetáceos (golfinhos e baleias), 57 espécies de mamíferos marinhos, além de centenas de espécies de peixes, aves, moluscos e artrópodos. (Dados: Ministério do Meio Ambiente).

Por que unidades de conservação marinhas no Brasil?

A costa brasileira se estende por cerca de 7367 Km, e possui uma das maiores concentrações de espécies marinhas do mundo. Das sete espécies de tartarugas marinhas conhecidas, cinco se encontram em nosso litoral e de quatro espécies da ordem Sirenia  existentes no mundo, duas ocorrem aqui sendo que uma delas, o peixe-boi-marinho,  o mamífero aquático mais ameaçado de extinção. No total são 53 espécies de cetáceos (golfinhos e baleias), 57 espécies de mamíferos marinhos, além de centenas de espécies de peixes, aves, moluscos e artrópodos.  (Dados: Ministério do Meio Ambiente).


                         
Atol das Rocas–Marinha do Brasil = Ilha do Cardoso–Natacha Sobanski=    Albardão – Angela Kuczach
                        
           Albardão – Fabio Olmos         Abrolhos – Natacha Sobanski            Alcatrazes - Fábio Olmos


Porém apenas 1.5% do território marinho está protegido, sendo que apenas 0.14% é de proteção integral, isto é, áreas restritas apenas a proteção da natureza.
                                           

                                                    
Não podemos mais fechar os olhos para tal descaso brasileiro em relação a conservação marinha. Devemos admitir, para que ocorra uma mudança é preciso que o Brasil se espelhe nos diversos países que já vem cumprindo primorosamente seu papel ou…


será que vamos preferir continuar passando essa vergonha internacional?

Fonte: http://www.redeprouc.org.br/

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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