26 de jul de 2016

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‘Pokémon Go’: especialistas alertam para benefícios do jogo e perigos do vício.

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Já houve demissões, batidas de carro, términos de namoros, tropeços, tumultos, brigas e até uma morte acidental. O vício que mora dentro de um jogo para celular é apontado como o causador de tudo isso: o “Pokémon Go”, game em que os jogadores devem se deslocar fisicamente para capturar os monstrinhos, provoca euforia antes mesmo de ser lançado no Brasil. E divide a opinião de especialistas.

— As regiões cerebrais em que as drogas atuam são as mesmas em que o jogo atua. É a expressão máxima de uma nova droga, consome a energia, horários produtivos, contribui para um isolamento social e causa alienação — preocupa-se o psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, Rodrigo Fonseca Martins Leite, que diz que os efeitos dependem de cada um: — Como toda droga, tem aqueles que não se viciam, mas os efeitos podem ser muito nocivos para alguns.

O médico diz que uma das explicações para o vício no game é sua atmosfera de desafio.

— Você tem que capturar os pokémons e isso ativa a fase pré-histórica do homem, do seu instinto caçador — explica Rodrigo, que acrescenta que a outra razão está ligada à recompensa do prazer do jogo (veja infográfico).

Quando o game deixa de ser uma diversão e se transforma em “jogo patológico” (isto é, vício em jogar), os sintomas são: abandonar outras atividades de interesse; inquietude ou irritabilidade quando para de jogar; mentir para familiares para esconder o envolvimento com o jogo; e isolamento social. Principalmente quando se trata de adolescentes, amigos e familiares devem ficar atentos.

— É muito comum que pessoas que já estão em estado compulsivo não percebam isto ou neguem a gravidade da situação — explica a psicóloga Joyce Goulart Magalhães.

O tratamento para esse vício, dizem os especialistas, já é previsto pela literatura médica: terapia cognitivo comportamental e grupos de apoio, além de, em alguns casos, uso de medicamentos como antidepressivos.

Quando o jogo é benéfico

Já a especialista em comportamento do usuário web, Patrícia Andrade Ladeira, é otimista em relação ao game: ele pode combater o sedentarismo e até estimular relações sociais.

— O bom desse jogo é que ele desenvolve uma parte sensorial do cérebro. Embora esteja mergulhado numa realidade aumentada, você vai para a rua, começa a interagir com outras pessoas que nem são seus amigos.

Como o EXTRA mostrou anteriormente, um hospital infantil de Michigan, nos Estados Unidos, apresentou às crianças o game e conseguiu dois grandes feitos: os pacientes saíram de seus leitos e interagiram entre si, segundo o jornal “USA Today”.


Paciente joga Pokémon Go no hospital Foto: Facebook / University of Michigan Health System / Facebook / University of Michigan Health System
— O jogo pode ter esse potencial antidepressivo, a tecnologia ajuda a fazer amizades. Assim como teve um efeito positivo no hospital, também pode ser usado de forma positiva no dia a dia — acredita Patrícia: — As pessoas ainda tem muito preconceito com as tecnologia, dizem “a criança não brinca mais de bola na rua”, mas é preciso entender que elas nasceram na tecnologia. A linguagem delas é essa.


Fonte: Extra - Elisa Clavery - http://espacoecologiconoar.com.br/

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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