23 de jul de 2016

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Caranguejo vivendo em tampa de pasta de dente mostra a dura realidade da poluição.

destaques

Uma foto que circula (imagem acima) pela internet mostra um caranguejo-eremita sem carcaça que recorreu ao uso de uma tampa de creme dental para proteger seu corpo.

Esta imagem comovente revela a dura realidade da poluição do plástico e seus efeitos sobre as criaturas dos oceanos da Terra. De acordo com estimativas recentes, o oceano possui oito milhões de toneladas de lixo, o suficiente para encher até seis sacos para cada metro na costa do planeta.

A imagem foi postada em uma rede social chamada Reddit, pelo usuário Hscmidt, após sua namorada avistar o pequeno caranguejo perambulando por uma praia de Cuba. Caranguejos-ermitões utilizam conchas para abrigar seus corpos macios e oferecer proteção extra contra predadores. Eles possuem a necessidade de encontrar novas carcaças, geralmente sob a forma de outras conchas, à medida que crescem.


Triste imagem dos satélites da Nasa mostrando as “gigantes ilhas de lixo” localizadas nos oceanos.

“No começo eu achei fofo, mas então eu percebi o que isto realmente significa. A Terra chegou em um ponto onde os humanos criaram tanto desperdício, que a natureza já começou a incorporá-lo em seu ciclo de vida”, escreveu um internauta, que comentou a imagem na rede social.

Cerca de 8 milhões de toneladas de garrafas de plástico, bolsas, brinquedos e outros tipos de lixo de origem plástica, acabam nos oceanos do mundo inteiro, anualmente. Por conta das dificuldades em contabilizar o montante, já que grande parte está submersa, os cientistas dizem que o número real pode ser de até 12,7 milhões de toneladas de poluentes nos oceanos a cada ano. Levados pelas correntes marinhas, os resíduos se reúnem em cinco das chamadas “gigantes ilhas de lixo”, presentes nos principais oceanos. No mês passado, a NASA criou uma visualização desta poluição destacando que a humanidade está destruindo os oceanos com tais resíduos.

Jenna Jambeck, da Universidade da Geórgia, nos EUA, disse que a população marinha está se tornando “oprimida por nossos resíduos”. A equipe também advertiu que este ‘oceano de plástico’ já está prejudicando a vida marinha. Tartarugas podem confundir sacos de plástico com água-viva e comê-los, tendo seus estômagos bloqueados, acarretando em sua morte, por conta da fome. Aves marinhas também confundem plástico com alimentos. Mais de 90% da população de fulmar encontrada morta no Mar do Norte possuía plástico em seus estômagos. Também existe o temor que isto possa prejudicar a saúde humana, através do consumo de peixes contaminados.

No ano passado, uma imagem horrível de um filhote de albatroz, morto em uma praia no norte do Pacífico, destacou a dimensão do problema global. Os cientistas acreditam que as dezenas de tampas de garrafas descartadas, redes de pesca e plástico estilhaçado em seu estômago foram dados ao pássaro por seus pais, que pensaram ser alimentos.

Entre 2010 e 2025, cerca de 155 milhões de toneladas de plásticos foram despejadas nos oceanos, o suficiente para encher mais de 100 sacos por metro de costa. Empilhados um em cima do outro, os sacos criariam uma parede de lixo de mais de 30 metros de altura em toda a costa oceânica global.


As costas oceânicas estão repletas de lixo, plásticos, roupas, botas, calçados em geral, brinquedos, embalagens de alimento, PETs, borrachas e uma infinidade de lixo de todos os tipos.

Mais de 50% dos resíduos plásticos jogados nos oceanos vem de 5 países: China, Indonésia, Filipinas, Vietnã e Sri Lanka. Os EUA, apesar de grandes indústrias, possuem boa gestão dos resíduos plásticos, bem como boa parte da Europa. Do lixo jogado nos oceanos, a China contribui com 2,4 milhões de toneladas, equivalente a 28%. Os EUA contribuem muito menos, com “apenas” 77.000 toneladas, um valor que demonstra que o país está lutando contra os resíduos e usando a reciclagem massivamente.


A China está no topo dos países poluidores de plástico, respondendo por até 3,5 milhões de toneladas por ano, ou quase um quarto do total existente. Em uma conferência, no ano passado, Roland Geyer, professor de ecologia industrial na Universidade da Califórnia, nos EUA, disse: “A remoção em grande escala de detritos marinhos de plástico não é rentável e é bastante provável que seja simplesmente inviável. Isso significa que precisamos começar a evitar a entrada de plástico nos oceanos, em primeiro lugar, através de uma melhor gestão dos resíduos, mais reutilização e reciclagem, melhor design de produtos e a criação de materiais de substituição”.


Fonte: Jornal Ciência - http://espacoecologiconoar.com.br/

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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