31 de jul de 2016

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30 ANOS DE TOMBAMENTO DA SERRA DO MAR

destaques histórias
O evento em comemoração aos trinta anos de tombamento da Serra do Mar aconteceu no último dia 28 no Parque Barigui, Curitiba-Pr. Pesquisadores, montanhistas, artistas, amantes da natureza, entidades representativas estiveram presentes homenageando o grande patrimônio da natureza, orgulho de paranaenses e brasileiros.


HISTÓRICO
Parte integrante do maciço atlântico, sistema montanhoso que se estende ao longo da costa brasileira, do Espírito Santo ao Sul de Santa Catarina, a Serra do Mar abriga em território paranaense as maiores elevações do Centro-Sul brasileiro, como o Pico do Paraná com 1.992m de altura. Configurando um arco com a concavidade voltada para o Leste, possui diversas denominações, de caráter regional:

Serra Negra, Capivara Grande, Verde, da Graciosa, de São João, da Mãe Catira, de Prata e outras.
A grande Cordilheira da Marinha - como tradicionalmente a denominavam os cronistas ao descrever o estado, foi historicamente o grande obstáculo entre o litoral e o planalto.

Para vencer a serra três caminhos foram utilizados: o do Arraial, com oito léguas, usado pelos moradores da Lapa; o do Itupava, com 12 léguas, e o da Graciosa, com 14 léguas, todos originários de antigas trilhas indígenas.
Mais extenso, porém menos íngreme, o caminho da Graciosa, tornado carroçável em 1873, constituiu-se na única estrada rodoviária ligando a “Marinha e a Serra-acima” até 1967, quando uma nova rodovia foi inaugurada,

passando a da Graciosa à condição de via turística.






A ferrovia, inaugurada em 1885, historicamente mais significativa pelo papel que teve no desenvolvimento econômico do estado, do final do século XIX até a metade do século XX, é até hoje obra de engenharia notável pelo desafio que significou a transposição da serra.

Desde o século passado a preservação da flora e da fauna dessa região foi assunto abordado pela imprensa e discutido por setores da administração pública do estado.
Uma primeira tentativa governamental foi feita em 1978, com a criação do Parque do Marumbi, com 70 mil hectares, que, porém não chegou a ser efetivada, caducando por decurso de tempo.

A área, tombada em 1986, de 386 mil hectares, compreende unidades ambientais diferenciadas pela conformação e pela característica da vegetação, distinguindo-se a serra propriamente dita, os vales intermediários, o planalto e a planície costeira.

Abrangendo 80% da cobertura vegetal do estado, reduzida hoje a 5% do que possuía no início da colonização, a mata da Serra do Mar foi muito explorada, principalmente a sua vertente ocidental.





Após a abertura da ferrovia, em função do desenvolvimento industrial, deu-se uma procura de madeiras abundantes na serra, como canela, pau-d ́arco e outros. Atualmente, apesar das derrubadas e da ausência de efetivas medidas de reflorestamento, ainda se encontram espécies como a canela, a caxeta, o guarapuruvu, a licurana, o angelim e outras.

A fauna também foi muito reduzida, tendo sido muitas espécies extintas, estando outras em extinção, como o papagaio chauá (amazonas brasiliense), que só é encontrado entre o Sul do estado de São Paulo e o litoral paranaense. A fauna ainda presente corresponde a animais de pequeno porte como mico, quati, esquilo, ouriço, preá, preguiça, tatu, e aves como papagaio, joão-de-barro, sabiá e pica-pau. 


(adaptação http://www.patrimoniocultural.pr.gov.br/)













Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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