21 de jun de 2016

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Nosso clima está mudando profundamente e rapidamente, e a atividade humana é a causa disso.

destaques meio ambiente
“Se a humanidade quiser preservar um planeta parecido com aquele no qual a civilização se desenvolveu e com o qual a vida na Terra está adaptada, evidências paleoclimáticas e as mudanças climáticas em curso sugerem que o CO2 precisa ser reduzido dos [níveis atuais] a um máximo de 350 ppm”
Dr. James Hansen.



Estas são as palavras do Dr. James Hansen, ex-diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais. Dr. Hansen é um dos mais respeitados climatologistas do mundo, e quando ele diz que a mudança climática é incompatível com a civilização humana, nós achamos que a civilização humana deveria prestar atenção e tomar notas.

Este “350 ppm” é de onde o 350.org toma o seu nome. “PPM” é a sigla para “partes por milhão”, que é simplesmente uma maneira de medir a proporção de moléculas de dióxido de carbono em relação a todas as outras moléculas na atmosfera. Muitos cientistas, especialistas em climatologia e governos nacionais progressistas concordam com o Dr. Hansen que 350 ppm é um nível “seguro” de dióxido de carbono.

No começo da civilização humana, a nossa atmosfera continha cerca de 275 ppm de dióxido de carbono. Este é o planeta “no qual a civilização se desenvolveu e ao qual a vida na Terra está adaptada”. Desde o século XVIII, os humanos começaram a queimar carvão, gás e óleo para produzir energia e bens de consumo. A quantidade de carbono na atmosfera começou a aumentar — antes mais lentamente e agora mais rapidamente. Muitas das atividades que fazemos diariamente, como acender as luzes, cozinhar ou aquecer as nossas casas dependem de fontes de energia que emitem dióxido de carbono e outros gases que colaboram para o efeito estufa. Estamos tomando o carbono armazenado durante milhões de anos debaixo da terra na forma de combustíveis fósseis e liberando-o na atmosfera.

Uma versão simplificada da nossa crise climática.

Atualmente, estamos em 400 ppm, e somamos 2 ppm de dióxido de carbono na atmosfera a cada ano. A menos que consigamos reverter rapidamente estes números e retornar a níveis abaixo de 350 ppm neste século, corremos o risco de desencadear pontos críticos e impactos irreversíveis que poderiam fazer com que a mudança climática fique realmente fora do nosso controle.

Até agora, nós experimentamos cerca de 1 grau (Celsius) de aquecimento, e os impactos são assustadores. Glaciares estão derretendo e desaparecendo rapidamente em todas as partes, ameaçando a principal fonte de água potável para milhões de pessoas. Mosquitos, que gostam do clima quente, estão se espalhando por várias novas regiões, trazendo a malária e a dengue com eles. A seca está se tornando muito mais comum, criando dificuldades para o cultivo de comida em vários lugares. Os níveis dos mares começaram a aumentar, e cientistas alertam que eles podem subir vários metros neste século. Se isso acontecer, muitas cidades no mundo, nações insulares e terras agrícolas ficarão debaixo d’água. Enquanto isso, os oceanos estão ficando mais ácidos por causa do CO2 que estão absorvendo, o que faz com que seja mais difícil para animais como corais e moluscos construírem as suas conchas e exoesqueletos. Em todos os cantos do mundo, estamos criando condições que favorecem eventos climáticos extremos — como furacões, tufões, nevascas e secas — que intensifica conflitos e problemas de segurança em regiões que já são carentes de recursos.

O Ártico talvez esteja nos mandando a mensagem mais clara de que a mudança climática está ocorrendo mais rápido do que os cientistas pensaram. No verão de 2012, praticamente metade do gelo do mar do Ártico desapareceu (alguns cientistas estimam que o volume total de perda de gelo do mar no verão seja de até 80%). Toda a região Ártica está passando por mudanças drásticas, ameaçando o habitat vital para incontáveis espécies (sim, incluindo os ursos polares) e os meios de subsistência de muitas comunidades indígenas. Isso também nos aproxima de perigosos pontos críticos, como a ruptura da camada de gelo da Groenlândia e grandes lançamentos de metano com o acelerado derretimento da permafrost.

Esta é a ciência da mudança climática. Enquanto muitos dos detalhes estão ainda sendo estudados, uma questão não está mais em debate: nosso clima está mudando profundamente e rapidamente, e a atividade humana é a causa disso.

Fonte: http://350.org/pt

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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