29 de jun de 2016

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Carne de cachorro embala festival na China e gera protestos.

reflexões
Organizadores alegam que carne de cachorro ajuda o organismo a suportar melhor o calor.

A tradição originada nos anos 90 fez com que milhares de chineses da região de Yulin se especializassem na criação de cães para comércio e consumo na festividade local.

A relação entre o homem e a natureza há muito tempo vem se desenvolvido na base da instabilidade e desequilíbrio. Motivados pela necessidade de consumo e satisfação, os povos agridem os princípios do meio ambiente, priorizando o sustento dos prazeres e hábitos meramente vaidosos.

O festival de carne de cachorro de Yulin, na China, grande exemplo da intervenção humana na vida animal, é mais uma dessas “tradições” que acelera a destruição do meio ambiente, sacrificando a vida de cães todos os anos para celebração cultural. Basicamente, trata-se de um período do ano em que mais de 10 mil de cachorros deixam de existir para dar lugar à fartura da carne.

A tradição iniciada nos anos 90 ocorre sempre na data em que se comemora o solstício de verão (o dia mais longo do ano), sendo representativamente justificado com a ideia de que a carne de cachorro ajuda o organismo a suportar melhor o calor. No último sábado, 27, as festas dessa temporada começaram de maneira oficial.

Festival atrai turistas


Ativista salvou mais de 1000 cães.

Embalada neste viés, a região de Yullin tem desenvolvido sua festividade conforme o enriquecimento do país, promovendo a data como uma grande atração para turistas e curiosos. Desta forma, milhares de chineses dedicam suas vidas à cultivação de cachorros para depois vendê-los a mercadores e comerciantes espalhados por toda China.

Com base na crueldade enfrentada pelo animal doméstico, pessoas de diversos lugares do mundo se manifestam contra o festival, como o caso da ONG “Animal Hope and Wellness Foundation”, por exemplo, que tem arrecado investimentos com o objetivo de acabar com o evento.

Em apoio às organizações, personalidades como Matt Damon, Pamela Anderson, Kate Mara, Joaquin Phoenix e muitos outros têm mobilizado muita gente, contribuindo para o enfraquecimento do evento chinês. Em conjunto, a ação de pessoas como Marc Ching, um ativista americano que conseguiu salvar a vida de mais de 1000 cães, tem se destacado e ajuda na formação de uma grande corrente.


Por meio de um abaixo-assinado que já conta com quase três milhões de inscritos, a ONG espera conquistar grandes vitórias nesses próximos dias, apoiada no incentivo de campanhas na internet, como a hashtag #stopyulin, e movimentos sociais como o “Stop Yulin Forever”. Importante deixar claro que na China e em alguns outros países, o consumo da carne de cachorro não é ilegal, o que faz da luta contra o problema ainda mais difícil de ser superada.

Vale ressaltar que os cachorros não são os únicos animais a sofrerem com este tipo de dizimação, destacando sempre a atividade dos matadouros contra animais silvestres e o tráfego ilegal – que acontecem em todos os lugares do mundo sem causar incômodo à grande maioria das pessoas.

Para mais informações, acesse os links abaixo e ajude a salvar a vida de milhares de animais:

http://www.animalhopeandwellness.org/
http://www.stopyulinforever.org/

Fonte: http://www.pensamentoverde.com.br/

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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