24 de mar de 2016

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Nunca houve um momento melhor na história para abandonar os combustíveis fósseis.

destaques

Em 2016, a indústria dos combustíveis fósseis enfrenta uma crise existencial.
Todos os países do mundo agora concordam em tomar ações coordenadas em relação às mudanças climáticas. A indústria dos combustíveis fósseis está escorregando para uma crise financeira devido à histórica baixa nos preços. Ao mesmo tempo, os dois anos consecutivos de temperaturas recorde no mundo aumentaram o apoio para uma transição justa para energias 100% renováveis para todos.

Nunca houve um momento melhor na história para abandonar os combustíveis fósseis.

No próximo mês de Maio, organizadores em todos os continentes estão planejando uma onda global de ações que dará ao mundo poder para enfrentar e acabar com a indústria dos combustíveis fósseis no seu momento mais frágil em gerações.

Alemanha
No ano passado, 1500 pessoas entraram no poço de uma mina de carvão (lignito) na Renânia, e em maio deste ano outras centenas irão para a Lusácia, onde comunidades locais lutam há anos contra a mineração e os reassentamentos. Lá, elas se engajarão em uma ação de desobediência civil para parar a escavação em uma das maiores minas de lignito a céu aberto, que a empresa sueca Vattenfall colocou à venda. A ação mostrará para qualquer futuro comprador que toda tentativa de desenvolvimento na indústria do carvão enfrentará resistência, e também demonstrará o comprometimento do movimento com um tipo diferente de sistema energético que priorize as pessoas e o planeta em vez do poder corporativo e do lucro. .

Nigéria
As ações no Delta do Níger acontecerão em três localidades icônicas que representam as décadas de espoliação na região. As ações mostrarão claramente que a Nigéria, ou mais ainda, a África, não precisa das atividades poluidoras da indústria dos combustíveis fósseis. Elas também reafirmarão o fato de que a ação das pessoas continua sendo o caminho viável para salvar o planeta do vício que a humanidade tem em relação aos combustíveis fósseis.

Turquia
Líderes comunitários na região do Izmir confrontarão as táticas ilegais por trás do plano da indústria do carvão de construir mais quatro usinas de extração perto de suas casas, além da operação ilegal que ocorre atualmente. Eles se reunirão nos portões da enorme (e crescente) montanha de rejeitos usada pelas usinas de carvão das redondezas, contra uma ordem judicial de descartar os resíduos perigosos da queima do carvão sujo. Essa ação reunirá diversas lutas contra usinas de carvão específicas, em um posicionamento unificado contra o plano atual do governo turco de expandir consideravelmente o uso do carvão no país.

Brasil
Ambientalistas, representantes de povos originários e tradicionais darão as mãos em quatro ações pacíficas diferentes, abordando questões centrais da infraestrutura de petróleo e gás no país – desde as operações de fracking para extração de gás em terras indígenas até o local onde ele é queimado, passando por seu transporte arriscado. Os detalhes exatos ainda são confidenciais, mas espera-se a participação de milhares de pessoas em mais de uma semana de ação em todas as regiões do país.

Estados Unidos
Ativistas abordarão cinco áreas principais de desenvolvimento dos combustíveis fósseis: novos oleodutos para areia betuminosa no meio-oeste, com uma ação perto de Chicago; fracking na área montanhosa do oeste com um evento nas proximidades de Denver; “trens-bomba” carregando petróleo e gás proveniente de operações de fracking para um porto em Albany, no estado de Nova York; a poluição devastadora da refinaria da Shell no norte de Seattle; e os perigos da perfuração para petróleo e gás em Los Angeles. Essas ações intensificarão as importantes campanhas locais que abordam as práticas injustas da indústria dos combustíveis fósseis, que prejudicam pessoas pobres e não brancas com a poluição causada por essa indústria.

Reino Unido
O grupo Reclaim the Power fechará a maior mina de carvão a céu aberto do Reino Unido – a Ffos-y-fran, no País de Gales, uma mina de 11 milhões de toneladas administrada pela empresa Miller Argent. A comunidade local combate a mina há anos, e enfrenta a ameaça de uma nova mina na vizinhança. O carvão do local também alimenta Aberthaw, uma estação de energia tão suja que vem transgredindo a lei há oito anos. Esta ação se solidarizará com eles, e com as comunidades nas linhas de frente da extração e das mudanças climáticas em todo o mundo.

Filipinas
No dia 4 de maio, o povo de Batangas, junto à comunidades e organizações que lutam contra o carvão em todo o país, convergirá em uma marcha até o coração da Cidade de Batangas. A manifestação é um protesto contra a termelétrica de 600-megawatt movida a carvão proposta pela JG Summit Holdings em Barangay Pinamucan Ibaba, e também pedirá pela moratória nacional sobre todos as novas propostas e projetos de expansão relacionados ao carvão nas Filipinas.

Ao confrontar o poder da indústria de combustíveis fósseis, podemos criar espaço para que algo melhor cresça em seu lugar: de projetos de energia limpa a soluções locais que possibilitem a transição justa para um novo tipo de economia.

Ao coordenar nossa escalada em todo o planeta em maio deste ano, mostraremos à indústria de combustíveis fósseis que ela não têm para onde fugir: o mundo está farto de sua poluição, corrupção e ganância.

Juntos, podemos fazer com que esse momento se torne um ponto de virada.

Fonte: http://pt.breakfree2016.org/

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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