13 de mar de 2016

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A 15 km do Planalto, a vida no maior lixão ativo da América Latina

destaques meio ambiente

No maior lixão da América Latina – o lixão do Jóquei (ou da Estrutural), no Distrito Federal -, os catadores, inclusive crianças, enfrentam condições desumanas.

O local existe desde a década de 60 e fica a 15 quilômetros do Palácio do Planalto. Nele, os catadores trabalham sem equipamento de proteção e correm dos caminhões e tratores para não serem atropelados. Em tese, a entrada de crianças no lixão é proibida, mas não há fiscalização adequada. O governo do Distrito Federal diz que desativará o lixão neste ano.

A Associação dos Catadores do DF diz que mais de 2 mil pessoas trabalham ali.

Os catadores trabalham sem equipamento de proteção e correm dos caminhões e tratores para não serem atropelados. Acima, Catadores pegam carona de forma irregular em um caminhão de lixo.
Fotos feitas ao longo de três meses pela fotógrafa Paula Fróes, as fotos retratam a vida das famílias que tiram seu sustento do local.

Entre os retratados estão Francisca, 49 anos. Ela veio da Paraíba com cinco filhos para tentar emprego no Distrito Federal, mas acabou montando um barraco no lixão, onde mora e trabalha como catadora ao lado da filha. “Quando o lixão deixar de existir, não sei o que vai ser de nós.”

A Associação dos Catadores do DF diz que mais de 2 mil pessoas tiram seu sustento dali. Crianças trabalham de forma irregular e são expostas ao perigo.

O lixão ocupa uma área com 2 milhões de metros quadrados e tem 50 metros de altura. De lá, avistam-se a região administrativa de Águas Claras e o Parque Nacional de Brasília. Segundo o Relatório dos Serviços de Limpeza Urbana e Manejo dos resíduos Sólidos do DF, a unidade federativa produz cerca de 8,7 mil toneladas de lixo por dia.
Disputa entre catador, moscas e urubus são comuns na área do Lixão.

O lixão ocupa uma área com 2 milhões de metros quadrados e tem 50 metros de altura. E o Distrito Federal produz cerca de 8,7 mil toneladas de lixo por dia.

O aterro tem quase 50 anos de uso com colocação de resíduos sólidos sem a devida impermeabilização do terreno. Os resíduos foram depositados diretamente no solo.


O lixão fica a 15 quilômetros de distância do Palácio do Planalto e do alto se vê perfeitamente a Região Administrativa de Águas Claras e o Parque Nacional de Brasília. 

Objetos em perfeito estado são reaproveitados por catadores.

Por falta de opção trabalho e escolaridade muitos acabam no lixão, tendo uma renda de aproximadamente R$ 30 por dia.

O governo do Distrito Federal diz que desativará o lixão neste ano. Mas é possível que área leve três décadas para se recuperar depois disso.

Trabalhadores improvisam barracos para descansar e guardar seus materiais recolhidos no lixo.


Fonte: G1 - http://www.espacoecologiconoar.com.br/



Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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