20 de fev de 2016

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Os benefícios que a natureza proporciona no dia a dia para sua saúde mental

saúde

Olhar árvores pela janela, ter plantas em casa ou ouvir o canto dos pássaros pode aliviar a tensão do dia a dia.
Por mais que seja difícil de acreditar devido às circunstâncias nas quais o ser humano vive hoje em dia, principalmente nas grandes cidades, a raça humana passou 99% de sua existência em contato direto com a natureza. Levando isso em conta, não é tão complicado entender que o contato com o verde das árvores, com o canto de um pássaro e com um belo pôr do sol, possa aliviar estresse, melhorar o desempenho e o humor, e amenizar e diminuir chances de desenvolvimento de doenças mentais.

Cada vez mais estudos analisam esse benefícios que a natureza proporciona, seja através de vitaminas, de calor ou da simples sensação de liberdade que o contato nos traz, o fato é que os benefícios são muitos.

Em 1984, Robert Ulrich relatou que pacientes de um hospital na Pensilvânia, nos Estados Unidos, que estavam internados em quartos com vista para árvores, apresentavam uma melhora mais rápida, além de terem melhor humor e necessitarem de menores doses dos remédios. Enquanto isso, pacientes em quartos com janelas voltadas para uma parede de tijolos apresentavam complicações, maior tempo de internação e maior número de reclamações sobre funcionários do hospital. Quase 100 anos antes disso, em 1889, Van Gogh já relatava os benefícios que o contato com a natureza, e retratá-la em pinturas, traziam para sua saúde mental, enquanto internado, voluntariamente, para tratar seu transtorno bipolar.

Entre as vantagens que a natureza proporciona é fácil mencionar:

• A influência da natureza ajuda a recuperar o cérebro da fadiga causada por trabalho, estudo, etc., melhorando o desempenho e a satisfação;
• Quando incorporada no design de prédios, propicia calma, inspira ambientes e estimula o aprendizado e a curiosidade;
• Proporciona um ótimo espaço para atividades físicas, que melhoram o aprendizado, a memória e as funções cognitivas;
• Atividades ao ar livre podem aliviar sintomas de Alzheimer, demência, estresse e depressão;
• Contato com a natureza ajuda no desenvolvimento das crianças, encorajando a imaginação, criatividade e a interação social;
• Diminui sintomas de DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção) em crianças, podendo diminuir, também, o uso de remédios.

 Marathon

Na cidade, nosso cérebro é constantemente estimulado. Trânsito, faróis, pedestres, vendedores, tudo isso “gritando” para nosso cérebro, em uma competição pela atenção. Em pouco tempo, ele já está cansado e pode começar a apresentar perda de memória. Um pequeno vislumbre de verde já causa alívio cerebral, dando uma pausa para o cérebro de toda a loucura urbana.

Estudos demonstram que, em ambientes com um mínimo de presença da natureza, não apenas o desempenho, mas o foco na tarefa a ser realizada é maior. Seja essa presença natural ou artificial, ela causa uma reação automática em nosso cérebro, reconhecendo e aceitando esse alívio. Em escritórios sem janelas, as pessoas ficam mais insatisfeitas com seu trabalho, ficam doentes com mais frequência e faltam mais, apresentando alto nível de ansiedade e tensão, caracterizando a síndrome do edifício doente, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (veja mais aqui). Já em lugares com algum elemento verde, os trabalhadores são mais satisfeitos com seu trabalho, mais pacientes e ficam menos doentes. E, em escolas, alunos eu têm aulas em salas com vista para a natureza têm melhores notas e mais foco.

Para crianças, brincar ao ar livre, além de estimular a imaginação e criatividade, ocasiona uma sensação de liberdade, livrando seus cérebros, momentaneamente, dos constantes estímulos da cidade. O mesmo acontece para pessoas com DDA, que, em um ambiente mais natural e aberto, sentem menos pressão e estímulos. Em pacientes com Alzheimer, lugares abertos e com diversidade de plantas, cores, cheiros e disposição, causam situações positivas. O mesmo vale para pacientes com demência e depressão, proporcionando uma distração tranquila.

Com todas esses dados, surge a questão, pode a tecnologia substituir a natureza? Um monitor transmitindo uma paisagem, tem os mesmo efeitos? E uma boa planta de plástico, pode substituir a verdadeira?

Aparentemente, em termos de efeitos no cérebro, a resposta é sim. O monitor vai proporcionar o mesmo efeito, assim como a planta de plástico, mas bem menor. O ideal é o contato direto com a natureza, seja ao ar livre ou através de uma janela, seja em campos e florestas ou em parques, praças e jardins. É melhor deixar para usar a tecnologia que imita plantas em ambientes de extremo afastamento da natureza, como submarinos e naves espaciais.

Fonte: Equipe Ecycle

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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