18 de fev de 2016

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Índice de reciclagem de latinhas de alumínio para bebidas chega a 98,4%

destaques meio ambiente

É gooolllll… deeee lataaaaaa!!! Sim. No campo da reciclagem de latas de alumínio, o Brasil está, há tempos, batendo um bolão. Não por acaso, é o campeão mundial no reaproveitamento dessas embalagens, uma das preferidas dos consumidores na hora das compras.

Em 2014, o Brasil reciclou 289,5 mil toneladas de latas para bebidas, o que representa um crescimento de 12,5% em relação ao ano anterior. Dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas) e da Associação Brasileira do Alumínio (Abal) comprovam o novo recorde, que mantém o Brasil na liderança mundial, com o índice de reciclagem de latas para bebidas chegando a 98,4%.

Quase 23 bilhões dessas embalagens – o equivalente a 62,7 milhões de latas por dia ou a 2,6 milhões a cada hora – foram recicladas em 2014. Madura, a indústria brasileira da reciclagem tem importantes conquistas a comemorar. Há mais de 10 anos somos o país com o maior índice de reciclagem de latas de alumínio, com desempenhos sempre superiores a 90%.

Para especialistas do setor, isso demonstra não só a maturidade, mas sobretudo a estruturação do mercado de reciclagem brasileiro, cada dia mais representativo e benéfico não apenas para as empresas e indústrias, mas também para a sociedade e para o meio ambiente.

A reciclagem também alavanca a economia brasileira. Em 2014, apenas na etapa da coleta da sucata, as latas de alumínio para bebidas injetaram R$ 845 milhões no mercado, gerando renda e emprego para milhares de catadores de materiais recicláveis.

Esse valor é equivalente a 1,2 milhão de salários mínimos e corresponde, em média, à remuneração de um salário mínimo por mês para cada habitante de uma cidade com cerca de 95 mil moradores, como Itajubá, no Sul de Minas, por exemplo.


Economia de água

Como é 100% reaproveitável, a lata de alumínio ajuda a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, reforçando o ganho ambiental positivo proporcionado pelo reaproveitamento do alumínio. Para se ter uma ideia, a reciclagem das 289,5 mil toneladas de latas em 2014 gerou uma economia de 4.250 GWh/ano. Energia equivalente ao consumo residencial anual de 6,6 milhões de pessoas, em dois milhões de residências.

Essa conta é fácil de entender. Afinal, a reciclagem de cada tonelada de alumínio consome apenas 5% da energia elétrica que seria usada na etapa de produção do metal primário. Os benefícios ambientais da reciclagem foram atestados ainda em um recente estudo. Ele foi feito pelo Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea/Ital), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e sediado em Campinas, que analisou o ciclo de vida da embalagem.

De acordo com a pesquisa, com um índice de reciclagem de 98%, as emissões de CO2 (dióxido de carbono) desde a extração da bauxita até o descarte da embalagem pelo consumidor final são 70% mais baixas do que no caso de um índice de reciclagem de zero. O estudo do Cetea foi bem completo. Analisou todas as fases da produção e distribuição das latas, considerando os respectivos impactos ambientais do início do processo de produção do alumínio primário até a fabricação e distribuição dessas embalagens.

O consumo de água e de energia elétrica no processo produtivo, bem como o uso de combustível no transporte das latinhas, também foram levados em conta na pesquisa. E indicam que o aumento da taxa de reciclagem reduz de maneira significativa o consumo de energia (em 71%) e de água (em 65%), bem como o de matérias-primas, como a bauxita, em 93%.


Entenda melhor

Segundo estimativas, mais de 75% de todo o alumínio produzido até hoje ainda está em uso, reciclado inúmeras vezes.

Resistente à corrosão, o alumínio é altamente maleável e tem na leveza um importante diferencial. Seu peso específico é de 2,70 g/cm3, aproximadamente 35% do peso do aço e 30% do peso do cobre.

As primeiras latas de alumínio surgiram no mundo em 1963, produzidas pela Reynolds Metals Company. Elas foram usadas para embalar um refrigerante dietético chamado Slenderella.

Em 1982, o Brasil se tornou autossuficiente na fabricação de alumínio primário – condição fundamental para a implantação de fábricas de chapas e, consequentemente, de latas de alumínio para bebidas.

Em 26 de outubro de 1989, a Latas de Alumínio S.A. (Latasa) iniciou as atividades da primeira fábrica de latinhas do Brasil, em Pouso Alegre (MG).

Pindamonhangaba é destaque

A capital nacional da reciclagem de alumínio é Pindamonhangaba (SP). Esse título foi concedido pela Abal, em 2003, em reconhecimento à importância da cidade para a atividade. Na ocasião, foi entregue uma escultura feita em alumínio, representando o símbolo internacional da reciclagem do metal. A obra, do artista plástico Hans Goldammer, tem 4,5 metros de altura e está instalada na entrada da cidade. O “Dia Nacional da Reciclagem do Alumínio” – 28 de outubro – também foi instituído em 2003.

Fonte: Revista Ecológico

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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