19 de jan de 2016

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Suco natural, suco industrializado e refrigerante: eles também hidratam?

saúde

Quando o objetivo é manter a hidratação infantil, a água pura é unanimidade entre os especialistas–seu consumo, portanto, deve ser incentivado à exaustão. Mas, nem sempre, a garotada a ingere de bom grado, nas quantidades adequadas, conforme reforçou uma revisão de dados da Universidade de Harvard (EUA), com 4 mil crianças e adolescentes de 6 a 19 anos. E ficar sem tomar líquido não é uma opção. Por isso, os pais acabam recorrendo a todos os tipos de bebidas para não deixarem os filhos desidratar. Mas será que eles podem ser vistos como substitutos? Qual é a medida ideal? Tem um limite?

Para que eles entrem na dieta como aliados, sem prejudicar a nutrição, é preciso seguir algumas orientações, que se referem aos critérios de escolha e ao volume máximo diário por faixa etária. Nunca é demais lembrar que, nos seis primeiros meses, o bebê deve receber leite materno exclusivamente – até a água está dispensada. Depois disso, ela é sua principal aliada.

Veja aqui se sucos naturais, industrializados e refrigerantes podem ou não entrar no cardápio do seu filho.

Suco natural
Até o bebê completar 1 ano, os sucos devem ser evitados, segundo o manual de orientação do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Não se trata de uma proibição, mas de algumas restrições: “Se forem administrados, que sejam no copo, de preferência, após as refeições principais e não em substituição a elas, em dose máxima de 100 ml por dia, com a finalidade de melhorar a absorção do ferro”. Frutas como laranja e limão favorecem o aproveitamento do mineral. Essas precauções se devem ao fato de
que os sucos concentram muita frutose, o açúcar natural das frutas, o que induz o organismo a produzir muita insulina, contribuindo para o surgimento de diabetes e obesidade no futuro.

Ao completar 1 ano, aí, sim, a criança pode beber de 100 ml a 150 ml de suco por dia, até os 3 anos. Aproveite as frutas da época, que são mais doces. Se for realmente necessário adoçar, a nutricionista Priscila Maximino, do Centro de Dificuldades Alimentares do Hospital Infantil Sabará (SP), sugere o açúcar orgânico demerara ou o mascavo. Mas basta uma colher de café, vale avisar. A partir de 3 anos, o limite diário aumenta novamente, para cerca de 20 ml por quilo de peso, mas não deve ultrapassar 240 ml.

Vale destacar que qualquer fruta manipulada perde alguns nutrientes. Então, para tirar o melhor proveito, o ideal é oferecer o suco imediatamente após o preparo. Para se ter uma ideia, frutas ricas em vitamina C, como o limão e a laranja, perdem essa propriedade no
prazo máximo de quatro horas, conforme explica Priscila.

No entanto, se o intuito for dar o suco algumas horas depois, em um passeio ou lanche fora de casa, as melhores escolhas são as frutas que demoram mais tempo para oxidar, como a manga, a goiaba e o maracujá. A melancia, ao contrário, costuma ter suas características alteradas rapidamente, como o sabor e o aroma.

Outra dica valiosa é preparar cubos de gelo com os sucos e armazená-los em uma garrafa térmica. “Assim, eles derretem aos poucos e têm sua conservação prolongada”, sugere Priscila. As polpas de frutas compradas no mercado também são alternativas bem interessantes. Elas costumam ser naturais e, no máximo, contém ácido ascórbico
adicionado, que não faz mal e ajuda a manter suas características.

Suco industrializado
Devido à grande concentração de açúcar, fuja dessa opção, especialmente antes dos 3 anos. Depois disso, raras exceções são aceitáveis – no máximo, duas vezes por semana e em quantidade pequena (cerca de 100 ml), que fique claro.

“Reserve esses produtos para situações pontuais, como uma viagem e, se possível, faça melhores escolhas entre eles, como os sucos integrais ou orgânicos”, diz a pediatra Renata Aniceto, da Pueri Nutri Consultoria e Assessoria em Nutrição Infantil (SP). Não deixe de se atentar às informações descritas nas embalagens.

Os sucos que têm mais fruta do que néctar são superiores, do ponto de vista nutricional, assim como os que são livres de aromatizantes e sem adição de açúcar. Em relação à embalagem, na opinião da nutricionista Priscila, as latas e embalagens longa vida conservam melhor a bebida.

Refrigerante
Fuja dele ao máximo. Além de não apresentar benefício nutricional, é rico em açúcar (uma lata pode ter 35 gramas!), o que contribui para a obesidade e doenças como diabetes e osteoporose, no futuro. Infelizmente, essas bebidas ainda estão presentes na geladeira do brasileiro: 32,3% das crianças com menos de 2 anos tomam refrigerante ou suco artificial, segundo a Pesquisa Nacional em Saúde, feita em 64 mil domicílios em todo o país.

Até os 2 anos, não dê a bebida, já que o paladar e o metabolismo se estabelecem nessa fase. A partir dessa idade, evite-a sempre que possível, liberando-a apenas eventualmente, como em festas infantis. Se ainda não se convenceu dos malefícios, saiba que o consumo regular de refrigerantes toma o espaço do leite e de seus derivados, afetando a ingestão de
cálcio e a formação dos ossos.

Fonte: Revista crescer - http://www.espacoecologiconoar.com.br/

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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