9 de ago de 2015

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Pontal vai bem, ou mal?

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Como será que andam as coisas lá por Ararapira na região de Guraqueçaba. Considerada pela Unesco Patrimônio Natural da Humanidade, Reserva da Biosfera, e Patrimônio Natural e Histórico do Paraná desde 1970, a Vila de Ararapira pertence ao município de Guaraqueçaba, e, em 2013, quando fiz o último passeio por lá, as condições eram precárias e em estado de abandono.

O litoral do Paraná tem perto de 100 quilômetros de extensão. Só ganha do Piaui. Abriga em suas entranhas importantes baias com destaque para a de Paranaguá, um dos maiores enclaves marítimos do planeta; primeiro berçário de espécies do Atlântico Sul e um dos maiores e mais importantes do mundo. Inúmeras ilhas fazem parte do arquipélago. O grande destaque sem dúvida é a Ilha do Mel, conhecida em todos os continentes pela sua beleza estonteante. Morretes, Antonina, Paranaguá, Guaraqueçaba, Matinhos, Guaratuba fazem parte da história, cada uma com suas peculiaridades típicas das cidades que costeiam o litoral do Brasil.

Entremeio a elas, a caçula, Pontal do Paraná. Vinte e três quilômetros de praias, além de margear a Baia de Paranaguá. E é nela, na Baia, que se localiza uma das maiores qualidades naturais do planeta azul: a Ponta do Poço. Águas naturalmente profundas que só perdem para Rotterdam na Holanda. A exploração naval e portuária inexiste. Uma multinacional produz equipamentos para o pré-sal e é só. O resto é projeto de novos portos, indústrias, todas de olho no calado natural. Mas, muito se faz para que nada aconteça e há muitos anos. Diz-se do potencial turístico do município. Porém, os 95% de turistas que visitam a Ilha do Mel e que passam por Pontal do Paraná, são submetidos a um tratamento superado e muito aquém do glamour da ilha. Logo, o dote turístico não é o forte do jovem município.

Estradas sem as mínimas condições de segurança, a exceção do trecho duplicado da BR 277, que vai até o Porto de Paranaguá. De resto, fazem com que, uma viagem de automóvel, entre o terminal de embarque da Ilha até Curitiba chegue a durar sete (07) horas. Distância: uns 120 quilômetros. Com o porto e o parque industrial, é óbvio, novas vias de acesso serão construídas, surge uma infraestrutura que não existe, nem para o progresso turístico ou industrial e nem para os pobres mortais que, na temporada (60 dias) residem em Balneário Pontal do Sul (tal como eu), próximo ao terminal de embarque fluvial, que leva à baia e a Paranaguá em 30 minutos.




Estou imaginando uma nova ameaça de infarto. Daqui até o balneário mais próximo (cinco quilômetros), onde há um PA 24 horas, com trânsito, nem pensar.
A pista é estreita, sem acostamento e sem alternativa. Dá para chegar até Paranaguá, com sorte ser salvo, ou padece-se sobre as ondas.

 Então, as “frentes de batalha” a favor e contra o desenvolvimento, seja ele qual for, deixem suas vaidades, interesses pessoais e desocupem a “moita”, aliás, o espaço e abram alas para o progresso chegar, cada um com sua Poligonal Após dez anos chegamos a Plutão e no mesmo período não chegamos a Ponta do Poço. Seria a nave?. . . a embarcação? Pontal do Paraná carece de administração, de representatividade política, de uma população engajada, de uma macro drenagem, enfim, de tudo.

Como está acaba!

 08/08/2015 – Redação.

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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