20 de ago de 2015

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Especial Falha de San Andreas: como a Califórnia está se preparando para a catástrofe inevitável?

meio ambiente

Essa faixa percorre vias, estações de metrô e linhas de energia. Milhões vivem, trabalham e cruzam essa rachadura todos os dias. Para muitos, isso é questão de preocupação, já que, a qualquer momento, pode arruinar vidas e paralisar a economia nacional.




Na Califórnia, EUA, há uma rachadura que se estende por aproximadamente 1,2 mil km, desde o sul, no Mar Salton, até o Cabo Mendocino, no norte.
A partir de um estudo realizado pelo United States Geological Survey, pesquisadores descobriram que um grande terremoto em San Andreas poderia matar 1,8 mil pessoas, ferir 55 mil e causar um dano de 200 milhões de dólares. Levaria quase uma década para a Califórnia se recuperar.

O lado positivo é que, durante o processo de construção e manutenção da infraestrutura nas últimas décadas, os geólogos tiveram um olhar especial para esse rompimento.
Enquanto o futuro permanece incerto, as pessoas que vivem perto dessa fenda estão mais preparadas do que nunca.

 O problema com falhas

Toda a Terra, inclusive o oceano, é dividida em segmentos finos, quebradiços e que flutuam no topo de uma camada muito mais grossa, chamada manto. A maior camada de todas é a placa tectônica e corresponde aos continentes e aos subcontinentes do planeta. Essa falha está situada entre duas placas tectônicas – a do Pacífico e a da América do Norte. Porém, nos extremos norte e sul é onde as coisas ficam mais complicadas.
 Os verdadeiros problemas surgem quando as placas ficam presas ou encravadas ao mesmo tempo. Visões de um desastre O medo de um terremoto devastador em San Andreas já foi retratado em vários filmes, incluindo Superman. A boa notícia é que a Califórnia não vai afundar no mar. No entanto, desastres podem, sim, acontecer. Alguns estudos indicam que, no pior dos cenários, a cidade pode passar por um terremoto de classificação 8.3 na escala Richter. Para contextualizar: um terremoto de 6.0 pode causar danos aos prédios. Acima desse nível, as coisas ficam mais complicadas.
O maior terremoto registrado nos Estados Unidos foi em 1964, no Alasca, de classificação 9.2. Ainda que o terremoto nunca se materialize, os cientistas temem que uma ruptura na parte sul possa ser devastadora. Em 1989, o terremoto de Loma Pietra, de 6.9, abalou financeiramente São Francisco, feriu mais de 3 mil pessoas e matou 63. No entanto, até mesmo um cenário médio seria o suficiente para matar centenas e arruinar a economia. Em 2008, a cientista da United States Geological Survey, Lucy Jones, publicou o cenário "ShakeOut" – um relatório que mostra o que aconteceria caso ocorresse um terremoto de 7.8 ao longo da costa sul. Provavelmente, as pessoas que vivem na área ficariam sem energia e água por tempo indeterminado.
Os bombeiros também não teriam acesso a água para combater os incêndios que surgiriam na região do desastre. E, na atual situação da Califórnia, um incêndio após o terremoto poderia ser mais devastador do que o tremor em si. Fugindo da mira Não é possível prever quando isso acontecerá. Mas, quanto mais estudo, mais é possível ajudar em qualquer evento.
No último inverno, o prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti, anunciou um plano chamado Superação do Projeto, que aborda o risco da cidade caso houvesse um terremoto em San Andreas. Em 2002, no Alasca, um terremoto alcançou a magnitude de 7,9 – o maior já registrado no interior do país nos últimos 150 anos. Com isso, aproximadamente 550 mil barris de petróleo vazaram por toda a região. O gasoduto foi construído para acomodar o movimento da Terra, de modo que, mesmo que ela deslize após o terremoto, a estrutura não se danifique nem haja derramamento de óleo. Para isso, engenheiros projetaram a base do oleoduto em um padrão ziguezague, não em linha reta.
O objetivo é dar mais flexibilidade. Em caso de tremores, os tubos podem deslizar sobre as vigas, mas não quebram.




Na Califórnia, as tubulações de água e eletricidade poderiam ser construídas ou adaptadas com mais flexibilidade. Especialistas ainda estudam a construção de casas resistentes. Ao contrário de residências tradicionais, estas são feitas de aço e podem deslizar sem quebrar. A internet pode desenvolver um grande papel também.
 No futuro, redes de dispositivos espalhados pela Califórnia podem monitorar o início de um terremoto. Com isso, válvulas de tubulações seriam desligadas, evitando danos.
 Os cientistas já possuem uma rede sísmica na Califórnia, ainda que mais sensores estejam em desenvolvimento. O custo de um sistema de alerta é em torno de 80 bilhões de dólares, somente para a Califórnia, e 120 milhões de dólares para toda a Costa Oeste. Mas o financiamento é escasso.
No início deste ano, o presidente Obama prometeu 5 milhões de dólares para tal desenvolvimento. Os primeiros sensores já estão sendo utilizados pelo sistema de transporte público de São Francisco.

Fonte: http://www.jornalciencia.com

Alfredo de Pontal

Autor & Editor

O portal Águas de Pontal abre as cortinas para mostrar o grande espetáculo da vida proporcionado pela Mãe Natureza e seus atores: o ser humano íntegro voltado à reconstrução.

 

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