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26 de jul de 2017

Mineração na Amazônia coloca em risco nove áreas protegidas

Segundo o WWF-Brasil, a conservação da biodiversidade e os direitos indígenas serão fragilizados com a atividade.



Está pronto no governo o texto do decreto presidencial que deverá abrir uma área de 47 mil quilômetros quadrados entre o Pará e o Amapá para exploração mineral. A área equivale ao estado do Espírito Santo. A medida deverá ser anunciada em breve, conforme adiantou o ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, ao comentar o pacote com novas regras para o setor de mineração divulgado ontem. A abertura dessa área, porém, poderá gerar uma série de conflitos entre a atividade minerária, a conservação da biodiversidade e os direitos indígenas.

O alerta consta de um relatório divulgado nesta quarta-feira (26) pelo WWF-Brasil, produzido em parceria com a empresa Jazida.com, especializada em geoprocessamento. A área conhecida como Reserva Nacional do Cobre e seus Associados (Renca) engloba nove áreas protegidas: o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, as Florestas Estaduais do Paru e do Amapá, a Reserva Biológica de Maicuru, a Estação Ecológica do Jari, a Reserva Extrativista Rio Cajari, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru e as Terras Indígenas Waiãpi e Rio Paru d`Este.

A Renca está bloqueada pelo governo brasileiro desde 1984, mas deve ser aberta para mineração como parte dos planos do governo Temer de atrair investimentos internacionais para a região e engordar o PIB. Uma portaria do MME publicada início de abril foi o primeiro passo para retomar a exploração mineral na região.

“Apesar do forte apelo econômico, o desenvolvimento da atividade minerária pode trazer impactos indesejáveis para as áreas protegidas inseridas na Renca, tais como explosão demográfica, desmatamento, comprometimento dos recursos hídricos, perda de biodiversidade, acirramento dos conflitos fundiários e ameaça a povos indígenas e populações tradicionais”, adverte Maurício Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil.

A legislação ambiental brasileira proíbe a mineração em unidades de conservação classificadas como de proteção integral – destinadas exclusivamente à preservação dos recursos naturais. Já as unidades de uso sustentável podem ser abertas à atividade, desde que haja um Plano de Manejo que indique claramente quais as atividades permitidas.

No caso das Terras Indígenas a proibição é total. O mesmo se aplica às Reservas Extrativistas. Das nove áreas protegidas existentes na Renca, a legislação atual permite atividade mineral apenas na Floresta Estadual do Paru, já que a atividade está prevista no seu Plano de Manejo, e mesmo assim em apenas um trecho da Flota.

Potenciais conflitos

De acordo com o relatório, a principal área de interesse para a mineração na Renca coincide justamente com uma área de proteção integral, a Reserva Biológica (Rebio) de Maicuru, onde os dados da Serviço Geológico Brasileiro (CPRM) apontam fortes indícios da ocorrência de cobre e ouro.

O relatório do WWF aponta ainda que existem na Rebio três processos minerários registrados no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Trata-se de duas autorizações para lavra e uma de pesquisa. Duas concessões de lavra de ouro pertencem à Mineração Transamazônica S.A. A de pesquisa é de domínio da Mineração Jatapu Ltda. Esses processos devem ser mantidos, segundo a portaria do MME que começar a reabrir a Renca.

Outra autorização de pesquisa a ser mantida pertence à Mineração Tucuri Ltda, e fica em uma área transfronteiriça que pega o trecho paraense da Estação Ecológica do Jari e a zona proibida à mineração na Floresta Estadual do Paru (PA). Outros 154 requerimentos de pesquisa protocolados junto ao DNPM serão analisados com a abertura da Renca. No total, a área requerida para estudos corresponde a cerca de 30 por cento de toda a reserva.

Na Floresta Estadual do Paru (PA) – de uso sustentável –, onde também há sinais de existência de ouro, o Plano de Manejo prevê apenas a atividade de pesquisa mineral, e mesmo assim em somente um trecho, na porção centro-sul da Renca.

Entretanto, o documento orientador das atividades na Flota deixa brechas para que o zoneamento da unidade seja alterado, estendendo a permissão para lavra se comprovado o interesse mineral. Nesse tipo de unidade de conservação, existe a possibilidade de mineração, mas deve-se considerar todas as salvaguardas para garantir o cumprimento de seus objetivos, conforme a legislação exige.

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Iratapuru (AP) ainda não tem Plano de Manejo, sendo vulnerável a interesses contrários à conservação. Neste caso, o ideal seria elaborar o documento com as devidas restrições.

Outro potencial conflito é a existência de duas Terras Indígenas na Renca. No lado paraense está a TI Rio Paru d`Este, onde habitam duas etnias, os Aparai e os Wayana. No lado do Amapá, encontra-se o território indígena do povo Wajãpi. São povos que vivem em relativo isolamento, conservam modos de vida milenares e mantêm de pé uma área superior a 17 mil quilômetros quadrados de floresta amazônica.

“Uma eventual corrida do ouro para a região poderá causar danos irreversíveis a essas culturas e ao patrimônio natural brasileiro. Se o governo insistir em seguir abrindo áreas para mineração sem discutir as salvaguardas socioambientais poderá ser questionado internacionalmente”, alerta Jaime Gesisky, especialista em Políticas Públicas no WWF-Brasil. Segundo ele, o Brasil não pode repetir os erros cometidos na década de 1970 – quando grandes empreendimentos foram levados para a Amazônia sem nenhum critério que levasse em conta o meio ambiente e os povos da região.

Fonte: http://ciclovivo.com.br/
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O professor de pós-graduação que largou uma carreira de sucesso para virar bioconstrutor no interior de São Paulo




Após anos trabalhando em busca de ascensão social, o jornalista e radialista Edilson Cazeloto chegou ao ápice da carreira profissional. Foi professor do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Paulista e da Faculdade Cásper Líbero. Graduado em Comunicação Social, mestre e doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Pós-doutorado pela UFRJ. Foi nesse momento que ele resolveu utilizar a autonomia profissional que conquistou para tomar a decisão de colocar em prática um plano: usar o dinheiro para sair do sistema econômico e seguir por um novo caminho.

Ele mudou da metrópole para o campo, engrossando a massa do movimento chamado Novos Rurais: pessoas de classe média, com formação universitária, que estão retornando às suas raízes agrícolas. Sua história nos inspira a refletir que poucos bens valem a pena quando nós os precificamos em tempo de vida e como a maioria de nós parece estar “perdendo a vida para ganhar a vida”.

Em sua nova jornada, construiu sua própria casa na Ecovila Clareando, em Piracaia, a 90 km de São Paulo. Depois fundou o Sítio Pau d’Água, vizinho à ecovila, onde atualmente desenvolve trabalhos de permacultura a agroecologia. São 3 alqueires de terra, com duas nascentes e mais de 3 mil árvores reflorestadas.

Nos dias 29 e 30 de julho ele vai contar mais da sua história e ministrar uma Oficina de Bioconstrução Para Iniciantes, que se baseia no princípio de que é possível construir sua própria casa com um impacto ambiental muito baixo, muitas vezes utilizando técnicas ancestrais. Durante a oficina, os participantes vão aprender duas técnicas com barro: o pau a pique e o cob. Não é necessário ter experiência em nenhuma prática para participar. É uma experiência real: os participantes vão ajudar a construir as paredes de uma moradia coletiva que está sendo erguida no sítio com diferentes técnicas. O espaço abrigará três famílias.

“A sustentabilidade passa pelas pessoas aprenderem a construir suas próprias casas”, afirma Cazeloto. A ideia é justamente apresentar a bioconstrução dentro de uma nova perspectiva, fruto da experiência de 10 anos de Cazeloto lidando com o tema no dia a dia. “Na oficina, vamos ver como a bioconstrução é apaixonante, mas exige entrega”, completa.

A técnica de pau a pique (taipa de mão ou taipa de sopapo) consiste no entrelaçamento de madeiras verticais fixadas e horizontais, geralmente bambus, que são preenchidas com barro amassado misturado com palha seca. Já as paredes de cob, que são quase tão resistentes quanto o concreto, costumam ser feitas somente de barro argiloso adicionado de um pouco de palha e água. A obra tem sido um espaço para experimentações: um dos reboques está sendo feito com tapioca.

A parte mais gostosa é quando os participantes, juntos, amassam o barro para fazer a massa. Embora use técnicas antigas, a bioconstrução é apontada por especialistas em sustentabilidade como a “arquitetura do futuro“. Além da não agressão ao meio ambiente, uma das grandes vantagens das duas técnicas que serão ensinadas é o conforto térmico. Nos dias de calor, o interior fica sempre fresco. E nos dias frios, fica quentinho, evitando o uso de ar condicionado ou aquecedores. O valor da oficina, de R$290, já inclui hospedagem em alojamento e alimentação. As inscrições podem ser feitas pelo email: cursos@kaminaricomunicacao.com.br

Fonte: http://thegreenestpost.bol.uol.com.br
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A “síndrome” da torneira seca



Barragem de Santa Maria, que abastece parte do Distrito Federal, sofre com a falta de chuvas na região desde o começo de 2016 (crédito: Tony Winston/Agência Brasília - CC BY 2.0)

As crises hídricas que afligiram diversas regiões do Brasil nos últimos anos deixaram evidente que padecemos de problemas de gestão e consumo de água que podem se agravar com as alterações no clima nas próximas décadas.

São Paulo, fins de 2014. O cenário era desolador. Ao invés do imponente lago, o que se via era um descampado ressecado. Em alguns trechos, o chão que servia como leito dos reservatórios do Sistema Cantareira, o maior da região metropolitana paulista e responsável pelo abastecimento hídrico de milhões de pessoas todos os dias, tinha virado terra rachada.

Naquela época, a maior metrópole da América do Sul caminhava rumo a um cenário de restrição absoluta na disponibilidade de água para milhões de pessoas. A situação era dramática: no auge do que seria a estação chuvosa, as precipitações na região dos reservatórios do Sistema Cantareira estavam muito abaixo das médias históricas. Por quase dois anos, os níveis definharam dia após dia, até chegar efetivamente ao fundo do poço. Sem volume operacional, a Sabesp (responsável pela gestão do sistema e pelo abastecimento de boa parte das cidades metropolitanas de SP) foi forçada a utilizar as chamadas “reservas técnicas”, apelidadas pela imprensa e pela população como “volume morto” – um estoque de água nos trechos mais profundos das represas, abaixo dos canos de captação, com qualidade bem abaixo do normal.


A terra rachada tomou conta do leito de muitos dos reservatórios do Sistema Cantareira (SP) no auge da crise hídrica, no começo de 2015 (crédito: Mídia Ninja/Flickr – CC BY-NC-SA 2.0)

Mas o desastre não era resultado apenas da falta de chuva: a crise hídrica de 2014-2015 explicitou a pouca atenção do poder público para a gestão de recursos hídricos em todo o Brasil, um país que sempre se vangloriou de ter mais de 1/10 de toda água doce do mundo.

A mesma São Paulo que torcia para que as chuvas voltassem logo para encher seus reservatórios continuava ignorando os três rios de porte que cruzam a região: o Tietê, o Pinheiros e o Tamanduateí, todos extremamente poluídos – sem falar na represa Billings, uma dos maiores reservatórios da região, mas com água igualmente tóxica para saciar a sede dos paulistanos. Assim, São Paulo viveu um paradoxo curioso: ao mesmo tempo em que a região metropolitana paulista era forçada a conviver com suas torneiras cada vez mais secas, os rios que poderiam servir como algum alento estavam inutilizados.

Avancemos um pouco no tempo. As mesmas imagens dramáticas vistas nos reservatórios paulistas no verão de 2015 agora podem ser vistas hoje no Distrito Federal: reservatórios esvaziados, terra ressecada, restrição ao abastecimento de água. A capital brasileira, planejada nos mínimos detalhes na época de sua construção, convive hoje com o resultado da ausência completa de planejamento de sua expansão urbana e demográfica nas últimas décadas.

No auge do que deveria ter sido o período mais chuvoso do ano, em janeiro passado, a Barragem do Descoberto, responsável pelo abastecimento de 61,5% do DF, tinha apenas 18,94% de sua capacidade. A expectativa é que, em outubro próximo, após o inverno, este índice esteja na casa dos 9%.

Desde o começo de 2017, a região sofre com o racionamento de água, com um dia de corte integral no abastecimento durante a semana. Com o avanço da temporada seca no Centro-Oeste brasileiro, o governo distrital não descarta a possibilidade de ampliar o racionamento, principalmente se as chuvas esperadas para setembro não caírem como o esperado.

Em São Paulo e no Distrito Federal, as medidas tomadas pelo poder público são similares: investimentos em obras emergenciais para ampliar a captação de água de novas fontes e medidas de restrição no abastecimento, como racionamentos e a cobrança de taxas adicionais para evitar o consumo excessivo. No caso paulista, mesmo após a recuperação dos níveis dos reservatórios, decorrente do retorno das chuvas nos últimos dois verões e da redução do consumo de água, algumas medidas restritivas perduram até, como a diminuição da pressão na rede de distribuição durante a madrugada.


A Barragem do Descoberto, responsável pelo abastecimento de mais de 60% do Distrito Federal, encontra-se hoje com menos de 15% de sua capacidade (crédito: Tony Winston/Agência Brasília – CC BY 2.0)

Da falta de gestão à falta d’água

Os dois casos recentes de crise hídrica evidenciam a forma problemática com a qual o Brasil lida com sua água. A pujança hídrica brasileira contrasta com a distribuição desigual do estoque de água potável no país: mais de 80% dessa água está concentrada na região amazônica, que, por sua vez, abriga uma parcela ínfima da população brasileira. No resto do país, a situação é mais delicada. O caso do Semiárido nordestino é notório: a seca faz parte do imaginário cultural e da experiência histórica do nordestino brasileiro. Viver no sertão é viver a escassez de água em seus limites.

A crise hídrica no Sudeste mostrou que a situação desta região não é muito diferente do drama nordestino. Um relatório da Agência Nacional de Águas (ANA) de 2013 apontou que a disponibilidade de águas superficiais na bacia do Alto Tietê, do qual fazem parte os rios que abastecem os reservatórios do Sistema Cantareira, estava em 135,8 metros cúbicos ao ano por habitante em 2010. As Nações Unidas considera que qualquer índice abaixo de 1,5 mil m³/habitante é “crítico” em matéria de abastecimento hídrico (saiba mais).

Tanto em São Paulo como no DF, a estiagem prolongada catalisou um processo de restrição que está intimamente associado à falta de atenção do poder público, das empresas e dos cidadãos para a gestão dos recursos hídricos no Brasil.

Nas últimas décadas, os investimentos para aumentar a disponibilidade de água e reduzir as perdas na rede de distribuição foram tímidos – sem falar no eterno desafio do saneamento básico no Brasil, que ainda tem metade de sua população vivendo sem esgoto tratado, o que acaba resultando na contaminação de água potável por efluentes não tratados. Aliada aos investimentos pobres na melhoria da oferta, a demanda crescente e abusiva de água também pressiona a situação, alimentada por uma cultura que reforça o desperdício deste recurso por parte dos consumidores.

O mau uso da água não se restringe ao Brasil. Segundo as Nações Unidas, o consumo de recursos hídricos cresceu a uma taxa duas vezes maior que o aumento da população ao longo do último século. Até 2025, o consumo deve subir 50% nos países em desenvolvimento e 18% nas nações desenvolvidas – isto em um mundo onde dois bilhões de pessoas viverão em regiões de absoluta escassez de água (saiba mais).

Sem clima, sem água

Durante o auge da crise hídrica no Sudeste, um questionamento frequente que surgia nos debates era o quanto a mudança do clima estava por trás da falta de chuvas na região entre 2014 e 2015. Ainda que não exista uma resposta científica mais clara sobre esta pergunta, o que podemos notar é que, no contexto das alterações no clima global, situações dramáticas como as vividas em São Paulo há pouco mais de dois anos e no DF atualmente podem se tornar mais frequentes, com impactos negativos mais profundos e imprevisíveis.

Um exemplo de cenário de restrição mais frequente e dramático é a seca pela qual o Semiárido do Nordeste brasileiro passa há cinco anos. Desde 2012, os índices pluviométricos do sertão nordestino estão abaixo dos níveis históricos, resultando em perdas sucessivas de safra, baixa vazão da água dos rios e, consequentemente, problemas socioeconômicos graves para sua população. Quase 80% das cidades do Nordeste já decretaram estado de emergência ou de calamidade ao menos uma vez nos últimos cinco anos. No Piauí, este número é assombroso: mais de 98% dos municípios do estado recorreram à situação de emergência ou calamidade para conseguir recursos externos para aliviar o problema. No Ceará, a estiagem atual já pode ser considerada a pior seca de sua história.


Desde 2012, o Nordeste passa por uma de suas piores secas registradas até hoje; intensidade e frequência de eventos climáticos extremos poderão aumentar nas próximas décadas, em decorrência da mudança no clima global (crédito: Flávio Costa/Flickr – CC BY-NC 2.0)

A ocorrência de secas no interior do Nordeste é normal, mas a intensidade e o prolongamento de sua ocorrência levantam sérias preocupações no contexto da mudança do clima. De acordo com o Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (IPCC, sigla em inglês), em seu relatório publicado em 2012, “um clima em transformação leva a mudanças na frequência, intensidade, extensão espacial, duração e na temporalidade de eventos climáticos e meteorológicos extremos, e pode resultar em eventos extremos sem precedentes”.

Ou seja, ainda que não se possa afirmar categoricamente que a seca atual no sertão nordestino e as estiagens no Sudeste entre 2014 e 2015 e no Centro-Oeste desde o ano passado sejam decorrente da mudança do clima, não se pode igualmente ignorar que algumas características deste fenômeno recente, como sua intensidade e duração prolongada, podem ser efeitos das alterações no clima global. Se isto for efetivo, desenha-se um cenário futuro problemático para os municípios e estados nordestinos e, consequentemente, para o Brasil (saiba mais).

Tudo normal, vida que segue?

Passados mais de dois anos da pior fase da crise hídrica no Sudeste, os paulistas voltam a viver um cenário de normalidade no abastecimento de água. A situação dos reservatórios no auge do inverno de 2017 está muito melhor do que no verão de 2015. O infame “volume morto” faz parte do passado.

No entanto, os fatores que nos levaram ao cenário de crise persistem. A despeito dos investimentos recentes na melhoria e na integração das redes de captação e armazenamento de água nos reservatórios, as perdas na rede de distribuição continuam altas. A redução forçada da demanda de água, vital para evitar que a região metropolitana de São Paulo entrasse em colapso no inverno de 2015, começa a se dissipar com os consumidores voltando a antigos e maus hábitos de consumo, o que aumenta o desperdício de água.

Mais importante, a gravidade da crise hídrica não trouxe uma mudança na forma como governos, iniciativa privada e cidadãos enxergam a água nas cidades no seu dia-a-dia. A esperança de que a escassez forçasse uma redefinição no paradigma de gestão e consumo de água se dissipou junto com a ameaça de colapso total no sistema de abastecimento.

Essa conduta é extremamente perigosa, especialmente se colocarmos a questão climática na conta. Se hoje estamos em uma situação mais tranquila e confortável, nada nos garante que voltemos a enfrentar uma crise hídrica num futuro próximo, talvez até mais forte que a vivida há dois anos. Não é porque a situação melhorou e a água voltou a sair de nossas torneiras é que devemos voltar aos velhos hábitos. A “síndrome da torneira seca” continua a nos assombrar, e (re)negá-la é o primeiro passo para a crise hídrica retornar.

Afinal, como escreveu certa vez Guimarães Rosa, “água de boa qualidade é como a saúde ou a liberdade: só tem valor quando acaba”.

Fonte: http://pagina22.com.br
artigos

25 de jul de 2017

NÂO À INCLUSÃO DAS FLORESTAS BRASILEIRAS NA COMPENSAÇÃO DE CARBONO




Florestas para compensação de carbono - offsets - não interessa ao nosso pais. Segundo as ONGs que assinam este documento, as offsets são uma “falsa equivalência” entre o carbono acumulado em florestas e aquele que é gasto ao se consumirem os combustíveis fósseis e podem prejudicar, em muito, o ambiente terrestre permitindo, por outro lado, o aumento do ritmo das emissões de CO2.

Segundo a Agência Brasil mais de 50 entidades protocolaram nos ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores, na semana passada (11 de julho), “uma carta em defesa da posição histórica do Brasil contra a inclusão das florestas em mecanismos de compensação de carbono – chamados de offsets”.

“A floresta demora muito mais tempo para absorver carbono do que você demora para queimá-lo. Se eu queimo um barril de petróleo, eu vou demorar muito e muitos anos para uma floresta absorver aquilo, a compensação não é imediata. Tem uma falha no princípio científico da coisa”, explicou Pedro Telles, especialista em Clima da organização não-governamental (ONG) Greenpeace, uma das entidades que assina o manifesto.

“O carbono que está embaixo da terra [combustível fóssil] é um carbono muito menos suscetível a ser emitido. Um carbono que está na floresta é muito vulnerável, porque pode ter um desmatamento, pode ter um incêndio”, acrescentou Telles.

Esta é uma conta de somar que resulta em 0



“Nunca são reduções efetivas, pois o que há é a compensação. O que se reduz por meio da não emissão florestal continua sendo emitido em outro setor”, argumentam as entidades.

Uma outra sugestão - hipoteca de florestas
Uma sugestão das ONGs que assinam o documento é “em vez de diminuir suas emissões, países ou empresas poluidoras poderiam fazer uma espécie de “hipoteca das florestas”, a fim de cumprir suas metas por meio do pagamento para plantá-las ou mantê-las em pé”.

Fonte: https://www.greenme.com.br/
meio ambiente

Governo quer privatizar Ferroeste e licitar novo trecho Curitiba/Paranaguá

Primeiro passo será um edital de chamamento para estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, a ser lançado entre agosto e setembro. Projetos somam R$ 10 bilhões.



Não tem como a economia do Paraná permanecer competitiva pelos próximos anos se a única opção de modal ferroviário no trecho final do corredor de exportações, de Curitiba a Paranaguá, continuar sendo uma obra concluída em 1885, na época do Brasil Império. O traçado sinuoso para vencer a Serra do Mar, com curvas fechadas e rampas em declive acentuado, forma um belo cartão postal, mas desacelera não somente as locomotivas e vagões: é um freio ao próprio desenvolvimento do estado.

A partir dessa conclusão o governo estadual deve lançar nas próximas semanas um edital de chamamento para empresas interessadas em elaborar estudos sobre a viabilidade técnica, econômica e ambiental para construção de uma nova ferrovia de 400 km ligando Guarapuava, na região Central do estado, até o Porto de Paranaguá, descendo a serra em paralelo à BR 277. Como parte do pacote para superar o gargalo logístico ferroviário, o governo pretende ainda conceder à iniciativa privada o trecho de 248 km atualmente operado pela Ferroeste – entre Cascavel e Guarapuava – assim como o direito de exploração de outro trecho, de 350 km, entre Cascavel e Dourados, no Mato Grosso do Sul. No total, o traçado de uma futura ferrovia alcançaria quase mil quilômetros para o escoamento das safras de duas das principais regiões produtoras de grãos do país – o Oeste do Paraná e o Mato Grosso do Sul - , além de estender a área de captação de cargas até o Paraguai.

“A sociedade organizada e o mercado já demonstraram que querem essa ferrovia, o governo do estado quer, o Porto de Paranaguá precisa e o governo federal já deixou claro, pela ANTT, que também quer essa obra”, diz João Vicente Bresolin Araújo, diretor presidente da Ferroeste. Araújo acrescenta, no entanto, que não é interesse do governo estadual nem construir nem operar as novas ligações ferroviárias: “Tudo deve ser feito pela iniciativa privada. Não temos dúvida da viabilidade econômica e financeira do projeto. Pela sua localização e importância estratégica, se essa ferrovia não ficar em pé por si mesma, nenhuma outra ficará”.

Entre outros apoios, o projeto tem respaldo do governo sul-matogrossense, que considera a ligação Dourados-Paranaguá o melhor caminho para escoar suas safras, e da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP). “Quando falamos de infraestrutura, é preciso pensar grande. Não teríamos a atual ferrovia se D. Pedro II não tivesse uma visão de longo prazo, então, precisamos fazer o mesmo”, afirma João Arthur Mohr, secretário-executivo do Conselho de Infraestrutura da Federação.

Atualmente, o modal ferroviário responde por apenas 20% da 45 milhões de toneladas exportadas por ano via Paranaguá. Para a FIEP, o certo seria o contrário, a maior parte da movimentação acontecer pela ferrovia e um percentual menor pelas rodovias. Isso porque a maioria dos produtos que viajam por caminhões hoje são commodities, ou seja, têm baixo valor agregado, exigem grandes volumes e precisam percorrer longas distâncias – caso típico da soja, milho, açúcar, óleos vegetais e contêineres de celulose, que lideram os itens da pauta de exportação paranaense.

Concessionária é contra
Naturalmente, a proposta de uma nova ferrovia não é vista com bons olhos pela Rumo, empresa que incorporou a antiga ALL e que é concessionária dos trilhos que cortam o Paraná, à exceção daqueles operados pela Ferroeste. Em nota, a Rumo informou que tem “um plano de investimentos ousado a longo prazo, que deverá mudar de patamar a capacidade de transporte do estado”. A Rumo fala em investir R$ 7 bilhões até 2030 “para capacitação, modernização e manutenção dos corredores que atendem o Norte e o Oeste do Paraná”. A empresa informou que não foi chamada para discutir outros projetos, e questiona a viabilidade financeira e o respaldo jurídico para duas concessões ferroviárias atendendo um mesmo mercado. Se for necessário, a Rumo deverá invocar na Justiça a cláusula que a protege contra o desequilíbrio financeiro-econômico do contrato, o que poderia acontecer com a criação de uma ferrovia concorrente.

Para o governo estadual, no entanto, não há como alegar desequilíbrio no contrato de concessão porque o Artigo 21 da Constituição Federal deixa claro que é de responsabilidade da União o serviço público de ferrovias que ultrapassem os limites estaduais ou que liguem portos às fronteiras, o que não é o caso dos projetos paranaenses. “O trecho de Guarapuava a Paranaguá não se encaixa nessa definição. E faríamos uma subconcessão do trecho operado atualmente pela Ferroeste e do direito de exploração de Cascavel a Dourados. Faremos um grande projeto ferroviário pela união de dois projetos”, afirma João Vicente Araújo. Por outro lado, por envolver obras de longo prazo, de mais de 10 anos para implantação, o projeto só ficaria pronto após o final da concessão da Rumo, em 2027.

No Programa de Investimentos em Logística (PIL) do governo federal, de 2013, já constava o plano de construção de uma nova ferrovia até Paranaguá. O que muda agora é a necessidade de fazer um desvio de Curitiba e São José dos Pinhais, já que dificilmente será possível compartilhar o trecho administrado pela Rumo.

Os projetos ferroviários do governo estadual têm apoio da maioria mas não são unanimidade no G7, o grupo formado pelas grandes instituições do setor produtivo do Paraná (Federação das Indústrias, Federação da Agricultura, Federação das Cooperativas, Federação das Empresas de Transporte de Cargas, Associação Comercial, Federação das Associações Comerciais e Empresariais, e Sebrae-PR).

“Não dá para ter ferrovias concorrendo lado a lado”, diz Nilson Hanke Camargo, assessor da Federação da Agricultura (FAEP) para assuntos de infraestrutura e logística. Segundo Camargo, a prioridade deveria ser para “obras mais factíveis, que possam resolver os principais gargalos para escoamento da safra por ferrovia em até cinco anos”. Um bom começo, segundo ele, seria corrigir o traçado de descida da Serra da Esperança, entre Guarapuava e Ponta Grossa, que “por causa de ângulos e curvaturas obsoletos, obriga o trem a puxar um número limitado de vagões e a andar no máximo a 10 ou 15 km por hora”. No trecho entre Curitiba e Paranaguá , diz Camargo, é urgente fazer a correção do traçado de 70 metros próximo à ponte São João, que hoje impossibilita o uso de locomotivas maiores e mais modernas, já adquiridas pela concessionária. Para liberar a obra solicitada pela Rumo, há quase um ano o Conselho Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná (Cepha) exigiu compensações pelo impacto que será causado na Serra do Mar, que é patrimônio tombado. A Rumo entendeu que as exigências - restauro das estações Engenheiro Lange e Marumby, e estabilização de quatro estações menores - eram desproporcionais. Também reclamou que as imposições do Conselho poderiam interferir indevidamente em futuras obras de manutenção. O assunto será discutido em uma nova reunião do Conselho, em setembro.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br
notícias

Palmas ganha horta urbana comunitária com mais de 7 mil m2

A horta vai ajudar 100 famílias de baixa renda da região a empreender no ramo de hortaliças.



Com um novo conceito de horta comunitária, a horta empreendedora em Taquari é a maior da área urbana de Palmas, no Tocantins, e chega com a proposta de ajudar 100 famílias de baixa renda da região a empreender no ramo de hortaliças e produtos de caixa, abastecendo os mercados locais, feiras e escolas. A área de 7.130 m², com toda infraestrutura necessária para o cultivo, foi entregue na última quinta-feira (20).

Além de capacitações para desenvolver o empreendedorismo, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Emprego (Sedem), através do Banco do Povo, fornecerá em forma de financiamento aos beneficiados 100 kits com equipamentos necessários para fazer a manutenção de seus canteiros, compostos por carrinho de mão, regador, rastelo e enxada.

A ideia, segundo o prefeito Carlos Amastha, é que a produção da horta empreendedora seja absorvida pelos grandes supermercados de Palmas. “Temos uma economia enorme em nossa cidade e o poder público entra aqui como um indutor nesse processo. Como é possível que ainda tenhamos que trazer esses produtos de fora? Mas como os supermercados poderiam comprar sem um padrão de qualidade? Agora, com o apoio da rede de supermercados nos dando dicas, iremos expandir esse mix de produtos totalmente produzido em Palmas”, destaca.

“Hoje a gente adquire algumas coisas em Palmas, mas a maioria vem de fora. Por isso, é importante um empreendimento como este, para que possamos fomentar a economia de Palmas”, comenta Maria de Fátima de Jesus, presidente da Associação Tocantinense de Supermercados (Atos).


A área de 7.130 m² já conta com toda infraestrutura necessária para o cultivo. 
 Foto: Júnior Suzuki/Sedes

Horta Empreendedora

O projeto conta com 140 canteiros e 20 reservatórios de água de mil litros cada um, abastecidos por dois poços artesianos. O solo já foi preparado com palha de arroz para deixá-lo mais macio e com calcário para diminuir sua acidez, comum do solo do cerrado. A Secretaria de Desenvolvimento Rural (Seder) também ajudará os novos empreendedores nessa produção inicial com composto orgânico, adubos e conhecimento técnico.

Para o secretário executivo da Seder, Claudemir Portugal, o objetivo é que esses novos empreendedores recebam a assessoria da Prefeitura e consigam desenvolver por eles mesmos. Além da produção de hortaliças, como alface, coentro, couve, cebolinha, na horta será produzido produtos de caixaria, como jiló, batata-doce, quiabo, berinjela, maxixe, pepino, entre outros. A previsão é que esse novo modelo de horta seja implantado em outras regiões da cidade.

Geração de Renda

Beneficiada com um canteiro, a aposentada Maria José Ferreira de Souza de 66 anos estava empolgada com a possibilidade de um complemento em sua renda. “Hoje na minha casa mora um filho e uma neta, essa renda vai me ajudar a pagar a luz e fazer as compras lá de casa”.


Maria José Ferreira, de 66 anos, estava empolgada com a oportunidade para complementar sua renda. | Foto: Júnior Suzuki/Sedes

Cadastro

Foram oferecidas 100 vagas, sendo 50 para homens e 50 para mulheres, cujos interessados passaram por cadastro e filtragem para checagem de ausência de vínculo empregatício, situação de vulnerabilidade socioeconômica, idade avançada, entre outros critérios.

Os contemplados terão direito ao plantio no canteiro por um ano. “Todas as atividades serão acompanhadas pela Sedem e “caso algum canteiro não esteja sendo cultivado ou sendo cultivado de forma inadequada iremos suspender a concessão e entregar a outra pessoa que realmente queira empreender”, destacou o secretário da Sedes, Kariello Coelho.

Com informações da Sedes.

Fonte: http://ciclovivo.com.br/
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Uso de termômetro de mercúrio será banido em 2019

Proibição dos produtos compostos de mercúrio vai ajudar a minimizar os danos causados à saúde humana e a preservar o meio ambiente.


O descarte correto da substância ainda está sendo estudado pelo Anvisa

O mercúrio é um composto químico obtido por meio da ustulação (processo químico que expele uma determinada substância de outra) de sulfatos e outros minerais. Ele é muito utilizado em garimpos, em antigas fábricas de cloro e soda, e na fabricação de pilhas de óxido de mercúrio e termômetros. Porém, o que poucas pessoas sabem é que esse composto pode ser extremamente prejudicial para a saúde dos seres humanos e para o meio ambiente.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, entre 2006 e 2014, 188 casos de contaminação foram confirmados, devido aos efeitos tóxicos do mercúrio no organismo. Desta forma, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) decidiu banir em 2019 a fabricação, o uso ou a importação dos termômetros e aparelhos de pressão com mercúrio.

A proposta que está em andamento desde o ano passado, esse mês teve sua confirmação na 51ª Reunião Ordinária da Comissão Nacional de Segurança Química (Conasq) e traz muitos benefícios para o meio ambiente, como o auxílio na diminuição das emissões e liberações do produto na natureza.

O acordo assinado pelo governo brasileiro e aprovado no dia 04 de julho pelo Congresso Nacional cuida do banimento do mercúrio de produtos e processos também capazes de colocar em risco a saúde humana, uma vez que eles podem trazer sérios danos mesmo em pequenas quantidades.

Em matéria publicada no site do MMA, Letícia Reis, coordenadora geral de Qualidade Ambiental e Resíduos do MMA, “essa é uma medida defendida no Conasq há muito tempo e antecipa a implementação da Convenção de Minamata sobre Mercúrio, que previa a medida para 2020”.

A ANVISA está estudando as melhores formas para o descarte correto do produto, para adequá-las à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Claro, que novas tecnologias e alternativas estão chegando para substituir esses produtos, como os termômetros digitais, que já são bastante populares no país.

Além da proibição do uso desses instrumentos compostos com mercúrio, a reunião abordou outros assuntos muito importantes, tais como: amianto, sulfluramida utilizada como isca formicida, retardantes de chama em eletroeletrônicos e chumbo em tintas.

Fonte: http://www.pensamentoverde.com.br
notícias

24 de jul de 2017

O cheirinho de certos alimentos industrializados pode trazer riscos à saúde

O aromatizante presente em alimentos industrializados está relacionado a problemas respiratórios e doença degenerativa.



Presente em alimentos industrializados, como pipocas, margarinas, temperos em pó do macarrão instantâneo, salgadinhos, bolachas, biscoitos, alimentos congelados (lasanha, hambúrgueres, pães de queijo) e massas prontas em pó, o diacetil é responsável por conferir a todos esses alimentos o "sabor manteiga" e/ou "sabor queijo". Em combinação com outras substâncias, o aromatizante diacetil proporciona "sabor iogurte", "sabor adocicado de manteiga", "sabor fruta", "sabor caramelo", "sabor groselha" e "sabor baunilha" - tudo isso em alimentos como balas, gomas de mascar, bebidas lácteas, petit suisse, sorvetes e massas prontas em pó para bolo.

Apesar de o diacetil ser produzido por micro-organismos pelo processo de fermentação e ser encontrado em vinhos, cervejas e produtos lácteos; nos alimentos industrializados, ele é utilizado na forma sintética. Substâncias sintéticas interferem nos processos naturais do organismo. Desse modo, muitas vezes acabam se acumulando e gerando efeitos indesejáveis na saúde. O diacetil é um composto orgânico volátil (VOC), portanto, é facilmente inalado por nós. A inalação constante de compostos como o diacetil pode levar a sérios problemas de saúde. Pensando no grande número de alimentos industrializados em que o diacetil está presente, não é difícil imaginar que podemos inalar a substância várias vezes ao dia e durante muito tempo da nossa vida.

Por que evitar?

O fato mais conhecido sobre o diacetil e os efeitos na saúde está relacionado à exposição de trabalhadores em fábricas de pipoca de micro-ondas à substância e o surgimento de vários problemas respiratórios, como tosse crônica, dificuldade para respirar, bronquite e asma. Já que os efeitos surgem ao inalar o diacetil e sendo ele um aromatizante, isso é muito fácil de ocorrer.

Outros estudos mostram que o contato do diacetil com o organismo por meio das vias respiratórias faz com que a proteína beta-amiloide se acumule no cérebro mais do que o necessário, impedindo assim as ligações neuronais e provocando a morte de vários neurônios. Essa doença acelerada pelo contato com o diacetil é conhecida como Alzheimer.

O que podemos fazer?

Os problemas que envolvem o diacetil estão relacionados à inalação. Então procure não consumir alimentos industrializados exageradamente e com muita frequência. Antes de ingeri-los, primeiro sentimos o odor artificial do produto e é aí que reside o problema.

Separamos alguns alimentos industrializados muito presentes no dia-a-dia que merecem atenção:

Pipocas de micro-ondas com sabor artificial

Escolha não ingeri-lo com regularidade. Opte por comprar milho de pipoca e estourar você mesmo, utilizando pouco óleo e pouco sal. Ao estourar a pipoca de micro-ondas, não inspire o vapor quente que sai assim que a embalagem é aberta. Esse vapor contém muito diacetil e pode ocasionar os problemas de saúde citados anteriormente, como problemas respiratórios e aumento das chances de desenvolvimento de Alzheimer.

Tempero do macarrão instantâneo

O mesmo vale para este condimento que serve para ser adicionado ao macarrão instantâneo. Além de conter muito diacetil, ele proporciona "sabor queijo", "sabor cheddar", "sabor quatro queijos" entre outras derivações - um único sachê pode suprir a necessidade diária de sódio por até dois dias! E contém quantidades excessivas de gordura trans, gordura saturada e açúcar. Como alternativa prefira outros tipos de macarrão e, se possível, escolha os que são feitos com farinha integral (veja uma receita deliciosa de macarrão saudável).

Margarinas

Esse produto ganhou espaço no mercado por ser mais barato devido a sua matéria-prima ser a gordura vegetal hidrogenada e não o leite, como na manteiga. No entanto, para que a margarina se pareça com a manteiga, é adicionado o aromatizante diacetil, deste modo a margarina apresentará "sabor manteiga". A melhor opção é não exagerar na margarina, além de adquirir as que são livres de gordura trans.

Alimentos industrializados congelados

Evite alimentos industrializados deste tipo principalmente lasanhas, tortas, escondidinhos, estrogonofe, parmegianas, nuggets e hambúrgueres, porque além de conterem muito sódio, conservantes e gordura, eles possuem muitos aromatizantes, como o diacetil.

Fonte: http://www.ecycle.com.br
saúde

BAUNILHA - UMA ORQUÍDEA DE CHEIRO MARAVILHOSO PARA VOCÊ PLANTAR




Baunilha, aquela que se usa para aromatizar bebidas, bolos e pães, cremes e perfumes deliciosos vem de um tipo de orquídea, as Vanilla sp. Na verdade as baunilhas são as vagens dos seus frutos, recheadas de uma massa intensamente aromática.

Dentre as especiarias, e a baunilha é dessas, a baunilha tem um dos preços de ouro, logo atrás do açafrão da Índia.

Existem orquídeas em todos os biomas pelo mundo - não são plantas de exclusividade das matas tropicais úmidas, também não são plantas exclusivamente epífitas (que vivem penduradas de outras) e sequer são só de clima quente.

Tem orquídea até na Sibéria, imagine só.



Mas, as baunilhas de cheiro são das mais antigas, 120 milhões de anos e cerca de 100 espécies; todas Vanilla sp. alguma coisa: no Brasil há uma grande variedade dessas inclusive com endemismo regional e todas, mais ou menos, são bem cheirosas.


  • Vanilla angustipetala (Brasil - São Paulo)
  • Vanilla bahiana (Brasil - Bahia)
  • Vanilla bradei (Brasil - São Paulo)
  • Vanilla carinata (Brasil)
  • Vanilla cristagalli (Norte do Brasil)
  • Vanilla denticulata (Brasil)
  • Vanilla dietschiana (Brasil)
  • Vanilla dubia (Brasil - Minas Gerais)
  • Vanilla dugesii (Brasil)
  • Vanilla edwallii (do Brasil à Argentina)
  • Vanilla gardneri (Brasil)
  • Vanilla lindmaniana (Brasil - Mato Grosso)
  • Vanilla organensis (Brasil - Rio de Janeiro)
  • Vanilla parvifolia (do Sul do Brasil ao Paraguai)
  • Vanilla purusara (Brasil)
  • Vanilla ribeiroi (Brasil - Mato Grosso)
  • Vanilla schwackeana (Brasil - Minas Gerais)
  • Vanilla trigonocarpa (da Costa Rica ao Norte do Brasil)
  • Vanilla uncinata (Norte do Brasil).


Mas, de todas as baunilhas existentes somente 4 cultivares têm boa produtividade e nome no mercado. Os cultivares comercializáveis são resultado de hibridizações e seleções com as espécies Vanilla planifolia, V. tahitiensis, V. odorata e V. pompona, leia aqui em detalhe. E aqui também temos a Vanilla edwallii, nativa do nosso país (mas não só) que também começa a alcançar algum nome comercial.

Fora da questão mercadológica, saiba que no cerrado brasileiro já são conhecidas (mas, não ainda catalogadas) mais de 30 espécies de baunilha do cerrado.

QUER PLANTAR SUA BAUNILHA?
Mas, como nosso objetivo não é ensinar você a fazer um cultivo comercial de baunilha então, claro, a recomendação básica é que você tenha em sua casa uma, ou mais, das plantas que são bem adaptadas ao seu clima (mais seco, mais úmido, mais frio, mais quente) pois, a baunilha é planta de sombreado, umas não florescem se não há um longo período de sequia, suas sementes são pouco viáveis, geralmente, e para reproduzí-las o melhor é você ter estacas com 30 a 100 cm de comprimento, saudáveis.

Para se ter uma planta de baunilha é preciso ter espaço, sombreado, para que ela possa crescer. As baunilhas vão se esticando, lançando ramos por donde possam se apoiar, e chegam a atingir os 20 ou 30 metros de comprimento.

Estas são orquídeas cujas raízes devem estar na terra - são terrestres porém, adoram uma subida como boas trepadeiras.As folhagens das baunilhas varia bastante, podendo ser mais escuras, mais claras, mais redondas, mais pontudas, mais duras, mais frágeis, assim como as flores que são grandes, em geral e com cores que vão do amarelo ao verde.

Você poderá até ter sua baunilha dentro de casa, sem grandes dificuldades mas, não se esqueça que a polinização delas é feita por insetos diversos então se esses faltarem, faça-a a troca de material genético, gentilmente, à mão, com a ajuda de um pincel fino ou cotonete.



COMO PLANTAR BAUNILHA EM 7 PASSOS
1 - Escolha a espécie que seja mais adaptada ao clima específico da sua casa

2 - Se for plantar no jardim, escolha um lugar sombreado e faça uma pérgola, caramanchão ou estrutura para amarrar a sua baunilha. Você também a poderá plantar junto de uma árvore, ou muro, mas em todos os casos, deverá orientar para que lado pretende que a planta se estique.

3 - Consiga ramas, estacas, da baunilha que quer plantar - mais compridas são melhores pois possuem mais gemas reprodutivas - enterre uma parte na terra (diretamente ou em vaso) e deixando de 1 a 3 nós sob o solo para enraizar. Retire as folhas desta parte da rama.

4 - A parte da rama que ficar sobre a terra deverá estar com algumas folhas saudáveis e quanto maior for esta mais rapidamente sua baunilheira florescerá

5 - O enraizamento das ramas demora entre 4 a 6 semanas

6 - A planta florescerá após o 2º ano de plantio e até o 4º ano somente.

7 - As raízes da baunilha são bem superficiais, tenha cuidado com elas ao limpar em volta para retirar outras plantas concorrentes.

AS VAGENS DA BAUNILHA



A planta em si, como toda planta, tem sua beleza mas, o verdadeiro charme da baunilheira está nas suas vagens frutíferas. É aí que se esconde o ouro, o aroma e o sabor da baunilha.

A colheita das vagens acontece de 6 a 9 meses após a floração. Para serem usadas, as vagens terão que passar por um processo de maturação que pode ser por secagem ao sol ou cozimento em água a 65ºC. Mas esta parte, como maturar e usar as vagens da baunilha a gente conversa em outro artigo mais direcionado.

Fonte: https://www.greenme.com.br
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23 de jul de 2017

Curitiba plantou mais de 10 mil árvores nativas em 6 meses

Foram plantadas aroeiras chorão, paus-brasil, ingás, vacuns, extremosas, ipês roxos, guaçatungas e dedaleiras.



Nos seis primeiros meses deste ano, Curitiba, capital do Paraná, ganhou 10.404 novas árvores nativas em ruas, avenidas, parques e praças. As mudas vêm do Departamento de Produção Vegetal da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Os plantios acontecem para complementação da arborização ou compensação da necessidade da retirada de uma árvore comprometida. A prefeitura está trabalhando em algumas das vias mais importantes com vistorias, podas e o plantio de novas espécies nativas.

Mais de 2,7 mil árvores, entre aroeiras chorão, paus-brasil, ingás, vacuns, extremosas, ipês roxos, guaçatungas e dedaleiros, foram plantadas em vias públicas. Outras 1,2 mil mudas foram para parques e praças da cidade.

Comunidade

Junto às ações de educação ambiental da Secretaria do Meio Ambiente, alunos de escolas municipais e associações de moradores também promovem plantios de árvores. As atividades acontecem em parceria com as administrações regionais e já foram responsáveis por mais de 6,4 mil novas plantas.









Fotos: Luiz Costa/SMCS

Prefeitura de Curitiba

Fonte: http://ciclovivo.com.br

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Por que ainda se resiste a acreditar nos efeitos do aquecimento global?




Mesmo quando treinamos n osso olhar para os impactos que as mudanças já estão provocando, somos incapazes de compreender seu alcance”, diz o texto da revista “New York” publicado no dia 9 de julho, que procura destrinchar a relação da humanidade com a saga que está enfrentando. As mudanças climáticas estão sendo sentidas com mais rapidez do que os cientistas puderam prever. E como, ao mesmo tempo, os recursos financeiros estão cada vez mais concentrados em poucas mãos, muita gente está sendo obrigada a buscar outros territórios para fugir de secas e tormentas.

Mas, de verdade, poucas pessoas estão motivadas a mudar um pouco que seja seus hábitos, não só para livrar as gerações futuras de situações muito ruins, quanto de ajudar hoje mesmo pessoas que são recorrentemente vitimadas por morarem em locais de risco. É este o mote da reflexão do artigo. Somos capazes de criar filmes de ficção incríveis sobre o futuro do planeta, com previsões apocalípticias ficcionais, mas a realidade nos faz relegar a um segundo plano as mudanças climáticas que já estamos enfrentando. São diversos os motivos para isso, e o artigo escrito por David Wallace-Wells levanta algumas hipóteses que fazem sentido:

“ A linguagem tímida com que são anunciadas as probabilidades científicas, que o climatologista James Hansen chamou uma vez de "reticência científica" em um artigo em que diz que os cientistas andam editando suas próprias observações de maneira tão cuidadosa que não conseguem comunicar, de verdade, o quão cruel a ameaça é; o fato de que o país (Estados Unidos) é dominado, ao mesmo tempo, por um grupo de tecnocratas que acredita que qualquer problema pode ser resolvido e por uma cultura oposta que nem sequer vê o aquecimento como um problema que mereça atenção; a velocidade das mudanças climáticas e, por outro lado, a sua lentidão, de modo que só se está vendo hoje os efeitos do aquecimento das décadas passadas; nossa incerteza quanto à incerteza, que nos impede de agir logo, como se um resultado médio fosse mesmo possível; o fato de assumirmos que os efeitos negativos das mudanças do clima vão afetar algumas regiões, mas não todas (e sempre podemos acreditar que conosco nada vai acontecer); o absurdo dos números: dois graus de elevação pode parecer pouco demais, enquanto 400 partes por milhão (o máximo que a atmosfera aguenta de quantidade de dióxido de carbono, segundo cientistas) é muito alto; medo, simplesmente; e a falta absoluta de condições para conseguir resolver esse problema rapidamente, o que nos dá uma sensação desconfortável de impotência”, lista o artigo.

O jornalista que escreveu o artigo lembra que os cientistas com quem já conversou a respeito das mudanças climáticas afirmam que, mesmo que se pare hoje de queimar combustível fóssil, não há hipótese de Miami e Bangladesh ainda existirem no fim deste século. Temíamos que a temperatura do planeta se elevasse em dois graus até o fim do século, mas hoje é este o nosso objetivo, nossa meta. E os estudiosos nos dão poucas chances de atingirmos tal gol.

“O Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC na sigla em inglês) emite relatórios em série, muitas vezes chamados de "padrão-ouro" da pesquisa climática. O mais recente nos leva a atingir quatro graus de aquecimento no início do próximo século, se mantivermos o curso atual. E essa é apenas uma projeção mediana”, diz o texto.

Enquanto escrevia o texto, de dentro de sua casa climatizada, as ruas da vizinhança de David Wallace-Wells, morador do deserto da Califórnia, chegava quase a 50 graus. Não por acaso, o jornalista se preocupou em saber o que pode acontecer nas regiões do planeta que já sofrem com o calor, quando o aquecimento atingir os tais 2 graus, se assim conseguirmos. E a expectativa não é nada boa:

“O calor já está nos matando. Na região de cana-de-açúcar de El Salvador, cerca de um quinto da população tem doença renal crônica, incluindo mais de um quarto dos homens, o que pode ser atribuído à desidratação pelo fato de eles terem que trabalhar nos campos. Impressionante que, cerca de duas décadas atrás, isso não acontecia. Com diálise, o que é caro, aqueles com insuficiência renal podem esperar viver cinco anos; mas sem ela, a expectativa de vida é de semanas”, escreve o autor.

Na ciência do clima nada é simples, mas a aritmética pode ser bastante angustiante. Alguns cientistas conseguiram fazer umas contas que os ajudaram a concluir que se o nosso planeta ficar cinco graus mais quente as guerras e os conflitos sociais poderiam mais do que duplicar. A Marinha norte-americana, diz ele, está preocupadíssima com o aquecimento global, em parte porque o aumento do nível do mar já será um problema e tanto a resolver. Mas se a taxa de criminalidade dobrar por causa do calor excessivo, isso seria também muito preocupante para os soldados das Forças Armadas.

“Qual a relação entre clima e conflito? Muito tem a ver com a migração forçada, já batendo recordes frequentes, com pelo menos 65 milhões de pessoas deslocadas pelo planeta nos dias atuais. Mas também há o simples fato de irritabilidade individual, que fica aumentada pelo calor. E a chegada do ar condicionado no mundo desenvolvido, em meados do século passado, fez pouco para resolver o problema da onda do crime nos verões”.

O artigo de David Wallace é bem extenso, engloba várias facetas do aquecimento global, da falta de economia às nossas perdas de recursos naturais. Já na segunda metade do texto, cita o estudo do romancista indiano Amitav Ghosh , em que ele se pergunta por que o aquecimento global ainda não foi tema de ficção contemporânea. Já não há mais esta lacuna. Está para ser lançado nos Estados Unidos uma web série chamada “The North Pole”, quase uma sitcom.

Em “The North Pole”, três amigos de Oakland, ao norte da Califórnia, lutam para que seu bairro não se torne um ambiente hostil. Em sete episódios, Nina, Marcus e Benny combatem a gentrificação, os planos de geoengenharia, sonham e tramam esquemas divertidos para salvar o lugar onde moram.

Ao longo de todo o artigo de David Wallace a sensação é de que o jornalista não acredita que haja luz no fim do túnel para as questões climáticas. Mas o fim do texto mostra algum otimismo, quando ele cita cientistas com quem conversou e que são capazes de confortar aqueles que estão achando que vivemos, de fato, o fim da era da humanidade no planeta. Ou, pelo menos, uma dúvida, o que já é melhor do que a certeza da catástofe.

“Os cientistas do clima têm um tipo estranho de fé: segundo eles, encontraremos uma maneira de prevenir o aquecimento radical, simplesmente porque devemos fazer isso. Não é fácil saber o quanto ficar tranquilizado por essa desolada certeza, e quanto se perguntar se é outra forma de ilusão”, diz ele.

Foto: Parque Nacional Death Valley, no deserto da Califórnia (EUA) Crédito: Ezra Shaw / Getty Images North Ameica / AFP

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/
destaques

22 de jul de 2017

Alemanha pretende banir carros movidos a combustão até 2030

Resolução solicita à Comissão Europeia que a proibição seja aplicada a toda União Europeia.


Objetivo é levar todos os países da União Europeia a tomarem a mesma iniciativa.

O Conselho Federal da Alemanha (Bundesrat) aprovou, recentemente, uma resolução que promete revolucionar a relação do país com os automóveis. Trata-se do projeto que pretende acabar com a circulação de veículos movidos a combustão até 2030 em toda Alemanha, proibindo a fabricação de novos motores deste tipo.

De acordo com o legislador do Bundesrat, Oliver Krischer, encarregado pelas políticas de meio ambiente do partido verde, a resolução é mais uma das atitudes necessárias para que o país cumpra com as exigências acordadas entre os países signatários no Acordo de Paris, no ano passado.

“Se o Acordo de Paris para reduzir os avanços do aquecimento global deve ser levado a sério, novos carros com motor de combustão não devem ser permitidos nas estradas depois de 2030″, disse Spiegel durante o anuncio da resolução.

Vale destacar, inclusive, que a resolução recebeu apoio interpartidário, mesmo que não incida na esfera legislativa, e solicita que a Comissão Europeia estenda a proibição dos veículos movidos a combustão para todas as nações da União Europeia. Em conjunto, o projeto exorta a Comissão Europeia a “rever suas atuais práticas de tributação e encargos, no que diz respeito ao estímulo à mobilidade sem emissões”.

Caso a proibição venha a ser mesmo confirmada, os cidadãos alemães terão à disposição no mercado automóveis elétricos ou modelos de carro movido a hidrogênio. Desta forma, a expectativa é de que as grandes montadoras germânicas, como os casos da Volkswagen e da Audi, desenvolvam novos modelos populares já adaptados aos novos padrões.

Fonte: http://www.pensamentoverde.com.br
notícias

Até 2040, França deve banir carros movidos a petróleo e diesel

Governo acredita que fabricantes nacionais têm projetos que possibilitam à ação um objetivo com grande potencial de sucesso.


Governo acredita que projetos das empresas automobilísticas locais vão ajudar a alcançar objetivo.

O governo francês veio a público confirmar um planejamento ambicioso de metas sustentáveis para o país nos próximos anos. De acordo com o pronunciamento do ministro do Meio Ambiente, Nicolas Hulot, a França vai banir até 2040 a comercialização de carros movidos a petróleo e diesel.

A iniciativa faz parte da estratégia do país para diminuir o consumo de combustíveis fósseis, com o objetivo de fortalecer os compromissos firmados no Acordo de Paris com as outras partes signatárias. Vale destacar que, em conjunto, o ministro está inaugurando um plano de cinco anos do governo para incentivar a energia limpa.

De acordo com Hulot, a expectativa de sucesso do projeto está na grande capacidade dos fabricantes de automóveis do país, que têm projetos que podem fazer com que esse objetivo possa ser cumprido.

Inclusive, o grupo PSA, responsável pela fabricação dos modelos da Peugeot e Citroën, confirmou que os planos anunciados pelo governo vão ao encontro do seu objetivo, que é oferecer versões híbridas ou elétricas de 80% de sua frota até 2023. A prefeitura de Paris, por exemplo, já apresentou um projeto de proibição contra veículos a diesel até 2020.

Outra meta audaciosa dos franceses é a de proibição de automóveis movidos a gasolina. Esta, porém, é mais complicada, já que modelos que contam com tecnologias mais limpas ainda não estão disponíveis por preços mais acessíveis no mercado.

A ótima notícia, no entanto, está sendo analisada com uma certa cautela pela cúpula internacional. O Greenpeace pediu que o governo francês enviasse um prazo mais claro para suas ações, já que está preocupado com a possibilidade de os governos subsequentes abandonarem o esforço de geração com o passar dos anos.

Hulot também propôs uma proibição de novas operações de petróleo e gás em território francês, além de ter confirmado que o país deixará de produzir energia proveniente do carvão – que hoje representa 5% do total – até 2022.

Dentre outras ações do planejamento, a sexta maior economia do mundo quer também reduzir a proporção de seu poder da energia nuclear para 50% até 2025 (diminuindo os atuais 75%). A tributação de poluentes é também uma das estratégias para incentivar o consumo de energia e tecnologias verdes.

Fonte: http://www.pensamentoverde.com.br
notícias

A biodiversidade amazônica em tempo real



Tefé (AM) -- O Projeto Providence, coordenado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), desenvolve um equipamento que deverá ser capaz de identificar espécies de animais por meio de sons e imagens e ainda transmitir informações via satélite ou sinal de Telefonia Celular. A intenção é montar uma rede de monitoramento on-line da biodiversidade amazônica, que poderá ser acessada pela internet.

Na primeira fase do projeto, que vai até o primeiro semestre do ano que vem, dez módulos devem ser instalados na RDS Mamirauá, interior do Amazonas. Os pesquisadores preveem a realização da segunda fase, com instalação de cem módulos, que vão tornar a RDS Mamirauá a primeira a ter a biodiversidade monitorada em tempo real do mundo, com informações disponíveis para o público. O objetivo final é espalhar cerca de mil equipamentos por toda a Amazônia.

“A ideia é não só criar essa tecnologia, mas criar também um sistema integrado on-line que permita não só a academia mas a sociedade de forma geral acesse os dados de biodiversidade, saiba o que está acontecendo com a biodiversidade da Amazônia de forma interativa e fácil de entender”, explica o biólogo Emiliano Esterci Ramalho, coordenador de Monitoramento do IDSM.

Os módulos em desenvolvimento integram tecnologias de reconhecimento de imagens e de identificação de sons. O uso de dois sistemas permite identificar um número bem maior de espécies do que o uso apenas de imagens. Ramalho conta que, com armadilhas fotográficas, foram identificadas, pouco mais de 30 espécies de mamíferos em Mamirauá. Com os sons, vai ser possível monitorar centenas de pássaros e outros mamíferos, inclusive espécies que vivem na água, como botos.

Tecnologia que nasceu no mar  

O sistema acústico de identificação está sendo desenvolvida pelo pesquisador francês Michel André, do Laboratório de Aplicações Bioacústicas da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC), Espanha, e Fundação Sense of Silence, parceiros do projeto. Michel André já recebeu prêmios internacionais, devido a tecnologia que desenvolveu para monitorar a poluição sonora em oceanos, mesmo aquela impossível de ser detectada por ouvidos humanos.

Na visita mais recente ao Brasil, no início de julho, ele gravou sons de botos em lagos de Mamirauá. Michel André busca parâmetros para diferenciar por meio de sons o boto-vermelho do tucuxi. A dificuldade é separar o som dos botos de outros animais e ruídos que existem no fundo do lago, além é claro de diferenciar as duas espécies entre elas.

“A diferente entre eles é que o tucuxi produz sons para se comunicar, enquanto o boto-vermelho é o único a produzir cliques de ecolocalização, que são usados para detectar a presa e se orientar”, explica Michel André. “A diferenciação entre esses sons, que vêm acompanhados, é feita em um programa especial de computador, que é capaz de extrair diferentes parâmetros para definir um som do outro”, completa.

Ele conta que a tecnologia nasceu há mais de 20 anos, para compreender diferentes aspectos da poluição sonora, que afetam o fundo do mar. De acordo com ele, já se sabia que a poluição sonora podia prejudicar baleias ou golfinhos, que usam a ecolocalização, mas ele descobriu que mesmo em ambientes aparentemente silenciosos, ondas sonoras que não podem ser ouvidas afetam invertebrados marinhos. “Apesar de não terem ouvidos como o nosso, esses animais possuem um sistema que usa os sons para se manter em equilíbrio na coluna de água”, esclarece.

Adaptação

A tecnologia está sendo adaptada tanto para ouvir animais aquáticos quanto aqueles que vivem em terra. Os sons captados na natureza são processados e aparecem como um gráfico na tela do computador. O software é capaz de identificar, em meio a infinidade de ondas sonoras (mesmo inaudíveis para nós), padrões que caracterizam diferentes espécies e assim identificá-las. É um sistema inteligente, capaz de aprender sozinho a identificar a presença de espécies que não estavam programadas em seu banco de dados.

Para enfrentar a dificuldade de comunicação na floresta amazônica, em locais mais distantes, de onde se podem enviar poucos dados e com dificuldades, os equipamentos poderão fazer a transmissão via satélite dos animais identificados. De áreas mais próximas às cidades, as informações podem ser passadas por GSM, tecnologia usada em telefonia móvel.

A primeira fase do projeto prevê investimento de US$ 1,4 milhões, um pouco menos de R$ 4,6 milhões, financiados Fundação Gordon e Betty Moore. A Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIro) da Austrália e o Laboratório de Aplicações Bioacústicas da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC), na Espanha, por meio da Fundação Sense of Silence, são parceiros do projeto.

Fonte: http://www.oeco.org.br

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Natureza faz da Colômbia o país mais colorido das Américas

Cordilheira dos Andes, onde as montanhas tocam as nuvens, é um cenário que faz da América um continente exuberante.



Na Colômbia, a imponente Cordilheira dos Andes, onde as montanhas tocam as nuvens, é um cenário que faz da América um continente exuberante. No Parque Nacional Los Nevados, o vulcão Del Ruiz exibe uma explosão gigante de vapor e cinzas. A 5.300 metros de altitude, ele está em plena atividade. É a força da natureza que vem de dentro da terra e ajuda a levar vida à imensa cordilheira.

A terra árida que circunda o vulcão, coberta de pedras, desaparece em minutos atrás do nevoeiro. Mais abaixo, os primeiros arbustos, fortes e delicados. Assim nasceram para resistir ao vento e ao frio.

Os frailejones são a planta típica da cordilheira colombiana. As flores lembram o girassol, e as folhas são tão fofinhas que parecem esculpidas à mão. E nada é por acaso. É assim que elas conseguem captar a água das nuvens que passam a todo o instante. É essa misteriosa parceria entre as nuvens e as plantas que se transforma em gotas e escorre pelas encostas, formando nascentes que dão origem a 37 rios, e ainda lagoas, como a Lagoa Negra.

Belezas que não se limitam às alturas. É descer as montanhas ao nível do mar para ver a outra ponta do paraíso. Sob o céu de azul intenso ao nível do mar, tem um lugar que dá vontade de ficar sem pressa, só para ficar olhando, quase que com espanto, os tantos tons de verde esmeralda brilhante que aquela água é capaz de exibir.

No mar do Caribe, um arquipélago de 28 ilhas de coral faz parte do parque nacional Ilhas do Rosário. O mar é manso e quente, e abriga mais de 60 espécies de corais. As praias são estreitas, e as árvores se agarram aos corais. No local vivem criaturas como a Maria Mulata, gaviões, pelicanos e o Pepe, uma iguana mansinha.

Lagoas recortam o interior das ilhas. Uma delas é entrada para um lugar impressionante, um túnel verde que é feito com o próprio manguezal. É espetacular, é possível ver o fundo. Um túnel de 600 metros coberto pelas árvores do mangue, onde o sol e os galhos vão criando formas na floresta e na água. A água é tão parada que se transforma num espelho, refletindo o céu, refletindo as raízes.

Conheça Guatapé, a cidade mais ‘colorida do mundo’



Guatapé, um pequeno povoado nos arredores de Medellín, na Colômbia, é possivelmente a cidade mais colorida do mundo. As cores estão presentes em todos os lugares: nas paredes, janelas, telhados e escadas. A cidade foi fundada em 1811.



Fonte: Espaço Ecológico - Globo Repórter
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21 de jul de 2017

Educação Ambiental X Política



Educadores precisam ficar atentos para não serem manipulados.

“A Educação Ambiental deve se configurar como uma luta política, compreendida em seu nível mais poderoso de transformação: aquele que se revela em uma disputa de posições e proposições sobre o destino das sociedades, dos territórios e das desterritorializações; que acredita que mais do que conhecimento técnico-científico, o saber popular igualmente consegue proporcionar caminhos de participação para a sustentabilidade através da transição democrática”.

Este argumento de Michele Sato explica bem o que significa política nas práticas de Educação Ambiental, ou seja, transformar o destino da sociedade, incentivando as mudanças de hábitos, o conhecimento e valorizando a sabedoria popular. Sendo assim, quem lida com atividades de EA sabe que é preciso fazer com que a população seja mais crítica, compreenda seus direitos e deveres em relação às questões socioambientais.

Muitos educadores, às vezes, optam por realizar em suas comunidades eventos que acabam tendo um bom alcance na mídia, como plantio de mudas em uma determinada área degradada, mutirões de limpeza onde o poder público não se faz presente, e assim por diante. Mas aí pode morar um sério perigo: o uso das atividades como marketing para ações político-partidárias.

Já reparou como se multiplicam os eventos de EA em anos de eleição? Quem já trabalhou em Organizações não-governamentais sabe como é difícil conseguir verbas para projetos. E, em anos pares, políticos que nunca participaram daquela instituição começam a rondar, principalmente se a Organização tem credibilidade na comunidade e acesso fácil à imprensa.

Por isso, é preciso muita cautela com as chamadas parcerias, apoios culturais etc. Muitas vezes essas atividades podem ser manipuladas, sem que o educador perceba, para destacar um governo, por exemplo. São muito comuns situações onde uma instituição faz um belo trabalho sobre um tema e um indivíduo participa de uma única ação e já coloca em seu material de campanha que é um defensor da natureza. Ou, então, um governo pode aproveitar um evento de uma ONG para aparentar que tem ações concretas para aquele assunto, que no dia a dia não consegue resolver.

Exemplos: prefeitura falando em seminários sobre resíduos sólidos, enquanto ela mesma não recolhe o lixo, mas no evento apresenta fotos de alguns lugares e quem não conhece bem a região acho que está uma maravilha. E pior, tem aqueles que fundam associações de meio ambiente só para fazer um bom eleitorado. Isso sem contar as empresas poluidoras que patrocinam eventos justamente onde possuem o ponto mais fraco, para desviar o foco.

Suspeite também de organizações que passam o ano inteiro sem fazer nada e, de repente, apresentam trabalhos que dão crédito a um fulano ou outro que são candidatos.

Por isso, educadores e educadoras, não se deixem manipular! Sabemos que há muita dificuldade para conseguir patrocínio para projetos e atividades na área de Educação. Mas é preciso que estejamos atentos para distinguir o que são realmente parcerias com intuito de melhorar o meio ambiente daquelas que só estão interessadas em resolver seus interesses particulares. Pois um dos objetivos da Educação Ambiental é fazer com que os cidadãos lutem por políticas públicas e não partidárias.

Fonte: www.pensamentoverde.com.b
meio ambiente

20 de jul de 2017

Isto é o quanto de plástico o mundo já produziu (e não é bonito)

Pela primeira vez, cientistas calcularam a quantidade desse material já produzida na história, revelando urgência de se pensar uma nova economia do plástico.


Montanha de lixo plástico se acumulando na natureza. (Press Digital/Thinkstock)

São Paulo – Pela primeira vez, cientistas calcularam a quantidade de plásticos já produzidos na história da humanidade. E o resultado é um tanto quanto assustador: foram 8,3 bilhões de toneladas desde que a produção em larga escala de materiais sintéticos começou, no início da década de 1950. É tanto plástico que equivale a cerca de 25 mil vezes o peso do Empire State Building, em Nova York.

A parte assustadora é que a maioria de todo esse material tem como destino aterros sanitários ou, mais grave, o próprio ambiente natural, de acordo com o estudo publicado na revista Science Advances. Se as tendências atuais continuarem, cerca de 12 bilhões de toneladas de resíduos plásticos terão o mesmo destino impróprio até 2050.

O estudo é fruto do trabalho conjunto de cientistas da Universidade da Geórgia, da Universidade da Califórnia, Santa Barbara e Sea Education Association. Na ponta do lápis, os pesquisadores descobriram que das 8,3 bilhões de toneladas de plásticos geradas até 2015, 6,3 bilhões já se tornaram resíduos, ou seja, foram descartadas.

Desse total, apenas 9% foram recicladas, 12% foram incineradas e 79% se acumularam em aterros sanitários ou simplesmente ficaram pelo caminho poluindo o meio ambiente.

O que preocupa é que a maioria dos plásticos não se biodegrada na natureza de forma significativa, de modo que os descarte incorreto no presente se torna um problema que perdura por centenas e até milhares de anos.

Com o levantamento, os cientistas esperam chamar atenção para a necessidade de pensar sobre o uso que fazemos desse material e as práticas de gerenciamento de resíduos. É essencial, portanto, desenvolver uma nova economia do plástico, que seja mais responsável e sustentável.

Para o estudo, eles compilaram estatísticas da produção de resinas, fibras e aditivos de várias fontes da indústria e sintetizaram-nas de acordo com o tipo de setor e consumo.

Entre 1950 e 2015, a produção global de plásticos aumentou de 2 milhões de toneladas para mais de 400 milhões de toneladas, de acordo com o estudo, superando a maioria dos outros materiais artificiais. Exceções ​​são alguns materiais amplamente utilizados no setor de construção, como aço e cimento.

Mas enquanto o aço e o cimento são usados ​​principalmente na construção, o mercado de plásticos é majoritariamente voltado para a produção de embalagens, que em geral são usadas apenas ​​uma vez e descartadas. “Metade de todos os plásticos se tornam resíduos após quatro ou menos anos de uso”, diz Roland Geyer, principal autor do estudo.

Os pesquisadores alertam, porém, que não se deve buscar a remoção total de plástico do mercado, mas sim repensar o uso que fazemos desse material. “Existem áreas onde os plásticos são indispensáveis, como a indústria médica”, disse a coautora Kara Lavender Law. “Mas eu acho que precisamos examinar cuidadosamente o uso de plásticos em algumas situações e perguntar se ele faz sentido”.

A mesma equipe de pesquisadores liderou um estudo publicado em 2015 na revista Science que calculou a quantidade de resíduos plásticos no oceano. Eles estimaram que 8 milhões de toneladas de resíduos plásticos entraram nos oceanos em 2010.

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia
destaques

China promete ter cidade inteira coberta por árvores até 2020



A poluição na China há tempos já chegou em um estado crítico: estudo alerta que mais de 80% da água consumida no país está poluída. Em dezembro do ano passado, a cidade de Beijing ganhou uma torre que purifica o ar – atingindo uma melhora de 55% na qualidade do ar! O projeto era uma iniciativa do governo, batizado de Smog Free Project (ou Projeto sem Poluição, em português).

Outra iniciativa com o mesmo objetivo, realizada pelo escritório de arquitetura Stefano Boeri Architetti, foi anunciada e já está em fase de construção. A ideia é ter uma cidade nova, pensada do zero, coberta por verde, a fim de combater a poluição do ar. No total serão 40 mil árvores e mais de um milhão de plantas, de 100 espécies diferentes.

Com o nome de Liuzhou Forest City, a cidade terá escritórios, residências, hotéis, um hospital e duas escolas. Tudo coberto por plantas vivas. A capacidade planejada é abrigar aproximadamente 30 mil pessoas, com uma área de 175 hectares ao longo do rio Liujiang. Localizada na região de Guangxi, na parte sul da China, terá o potencial de absorver 10 mil toneladas de CO2 e 57 toneladas de outros poluentes todos os anos.

Além disso, Liuzhou Forest City será 100% autossuficiente quando o assunto é produção de energia elétrica. Para climatização, energia geotérmica será utilizada enquanto o restante da demanda será suprida por placas solares.

Trazendo de volta o verde para o ambiente urbano, é esperado que aves, insetos e pequenos animais também sejam atraídos para a região, aumentando sua biodiversidade. E tudo isso deve ficar 100% pronto até 2020. Bota fé?

Foto: Divulgação
meio ambiente

Com diversas atividades, jovens se apropriam de bairro perigoso para acabar com violência

Liderado por jovens, movimento ganha ruas de Chicago para dar fim a onda de violência.



O que você faz quando percebe que seu bairro está cada vez mais perigoso? Se tranca em casa? Esta é uma atitude bem comum, mas pouco eficaz. Jovens em Chicago (Illinois), nos Estados Unidos, estão fazendo exatamente o contrário: eles estão ocupando as ruas.

A atitude é uma ação conjunto de um projeto batizado de “The Resurrection Project” (Projeto Ressureição) como resposta à crescente violência na cidade. São mais de duas centenas de adolescentes unidos e dispostos à causa.

As ações estão concentradas em Back of the Yards, um dos bairros mais complicados de Chicago. Eles já realizaram marcha de paz pelo bairro, palestras e rodas de conserva sobre a filosofia de não-violência de Martin Luther King. Mas, o principal é incentivar a apropriação e envolvimento da comunidade pelo bairro. Desta forma, eles se reúnem à noite para jogar basquete, dançar e até fazer bater papo em volta de uma fogueira.

Os jovens também saem nas ruas limpando o bairro, relatam o que a de errado na cidade (pode ser até um problema com semáforo quebrado) e batem nas portas para recrutar mais pessoas para esta mini revolução.

O projeto já tem alguns frutos bem notáveis, um deles é um jovem líder de 16 anos com antecedentes criminais, que agora está se voluntariando para ajudar a comunidade e defender a paz.

Os eventos tiveram início em outubro do ano passado e o objetivo é continuar a crescer. “Com esses ‘acampamentos’ acontecendo todas as semanas, esperamos realmente recrutar mais líderes, para que possam nos ajudar com nossos esforços de paz a longo prazo”, afirma Berto Aguayo, um dos organizadores do projeto. “É o que esperamos fazer: garantir que criemos jovens líderes que nos ajudarão a criar uma cultura de não-violência nas nossas comunidades”, conclui o jovem de apenas 22 anos.

Redação CicloVivo
destaques

20 alimentos e remédios naturais que ajudam a emagrecer

Confira alguns alimentos e remédios naturais que podem ser grandes aliados no processo de emagrecimento.



Os alimentos que ajudam a emagrecer são aqueles que melhoram o trânsito intestinal, combatem a retenção de líquidos, aceleram o metabolismo, enganam a fome e auxiliam na queima de gordura.

Se o objetivo é emagrecer e reduzir medidas, os alimentos a seguir devem ser consumidos... Mas de nada vai adiantar se não houver prática de atividade física regular. Também não se deve exagerar: uma alimentação saudável pobre em açúcar, doces, gordura, frituras e alimentos processados deve ser seguida se o objetivo é o emagrecimento.

Chá verde

Vários estudos confirmam os benefícios do chá verde para o emagrecimento. Rico em catequinas, antioxidantes que estimulam o metabolismo, o chá pode ajudar a queimar mais calorias.

O chá verde é capaz de atuar no corpo evitando a degradação de noradrenalina, um neurotransmissor essencial que, entre outras coisas, promove a lipólise, a decomposição e eliminação de gorduras.

Gengibre



Raiz com ação antioxidante, baixo valor calórico e rico em vitaminas B3, B6 e C, o gengibre é um termogênico natural que acelera nosso metabolismo e aumenta a queima de gordura do corpo.

Ele ainda facilita a digestão de alimentos gordurosos e melhora o funcionamento do intestino, sendo um bom remédio natural contra desconfortos estomacais, enjoos e indigestão. Você pode usar o gengibre em chás, sucos ou comê-lo em pedaços.

É importante lembrar que, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso do gengibre é contraindicado para pessoas com hipertensão.

Aveia

Cereal rico em fibras solúveis e insolúveis, a aveia auxilia na perda de peso pois suas fibras aumentam a sensação de saciedade, auxiliando no controle glicêmico e ajudando a regular o intestino.

Assim, descongestionam nosso corpo de toxinas e gorduras que nos fazem engordar e, inclusive, adoecer. Se quisermos obter uma maior quantidade de nutrientes, devemos consumir a aveia crua.

Pepino

Devido ao seu alto teor de água e baixo teor calórico, o pepino é a fonte ideal para as pessoas que estão querendo perder peso.

Refrescante e diurético, elimina toxinas e ajuda na hidratação. Pode ser consumido em saladas, sanduíches ou como petisco.

Quinoa

Apesar de não conter poucas calorias, a quinoa é riquíssima em proteínas, nutrientes e fibras, promovendo saciedade e ajudando a controlar a fome.

É uma ótima alternativa para substituir o arroz com feijão. Em formato de farinha, ela pode ser misturada no suco ou na comida. Já em forma de grãos, pode ser cozida junto com legumes ou salada.



Ameixa seca

A ameixa seca ajuda a melhorar o trânsito intestinal, combatendo a prisão de ventre e mantendo o corpo saciado por mais tempo. De novo, o mérito é de suas fibras, que, além de estimularem o funcionamento do intestino, saciam a fome com facilidade, auxiliando na perda de peso.

Pouco calórica e prática para carregar, a ameixa seca substitui o doce e pode ser consumida em lanches intermediários ou como sobremesa.

Mamão

Diurético e rico em fibras, o mamão combate o inchaço na barriga e é indicado para todas as pessoas que sofrem de problemas digestivos, como diarreias, gases, prisão de ventre, gastrite, etc.

Trata-se de uma fruta muito nutritiva, que também é responsável pelo funcionamento correto do metabolismo e por eliminar o excesso de gordura do nosso corpo.

Folhas verdes

Elas são sempre são muito indicadas para quem quer perder peso pois, além de possuírem pouquíssimas calorias e um alto valor nutritivo, elas contêm um alto índice de fibras, as quais promovem saciedade e auxiliam no bom funcionamento de nosso intestino, consequentemente eliminando todas as toxinas desagradáveis e maléficas do nosso corpo.

Goji berry

O goji berry se destaca por ser rico em vitamina C, nutriente que melhora o sistema imunológico, o humor, evita problemas oftalmológicos, derrames e ajuda a emagrecer.

Uma pesquisa publicada em 2011 mostrou que a ingestão diária de suco de goji berry durante 14 dias foi capaz de reduzir a circunferência da cintura e aumentar as taxas metabólicas em seres humanos em relação ao grupo controle que tomou um suco placebo.

Parecidos com uvas passas vermelhinhas, os gojis têm um gosto doce com um toque azedinho, e podem ser acrescentados a sucos, iogurtes, cereais, etc. Compre-os sempre orgânicos.



Nuts

Os nuts (amêndoas, nozes, avelãs, castanhas, macadâmias, pistaches, etc.) são importantíssimos para aumentar os níveis de HDL, o colesterol bom, prevenindo doenças cardíacas. A gordura boa encontrada nos nuts também é ótima para quem está tentando emagrecer porque dá um efeito de saciedade.

Os ácidos graxos ajudam a deixar a silhueta mais fina, ativando o metabolismo da queima de gorduras e eliminando o tecido gorduroso que se acumula na região abdominal.

Uma boa dica é ingerir as oleaginosas antes das refeições, pois como as gorduras demoram mais para ser digeridas pelo organismo, a tendência é consumir porções menores.

Grão-de-bico

Grão-de-bico, como a maioria dos legumes, é valioso devido à sua quantidade de fibras – duas xícaras oferecem a quantidade diária completa. Por conta disso e por possuir baixo valor calórico, ele ajuda a emagrecer de forma mais eficiente, diminuindo o apetite.

Chia

Por ser super rica em fibras solúveis, que ajudam na sensação de saciedade, a semente diminui a absorção de colesterol e ajuda a regular a glicemia do sangue. Tem um gosto neutro e é super fácil de ser adicionada a praticamente qualquer alimento, como frutas, saladas ou iogurtes.



Abacaxi

O abacaxi ajuda a emagrecer pois é rico em água e em vitamina C. Com poucas calorias, combate a retenção de líquidos e, por ser ácido e diurético, ajuda na digestão. Não se esqueça de beber muita água e outros líquidos para não sofrer desidratação.

Limão

O limão é diurético, rico em vitamina C e um potente antioxidante, que elimina as toxinas e ajuda na digestão, colaborando para o emagrecimento.

A parte branca do limão e a casca contém pectina, que quando é dissolvida em água, produz uma massa viscosa que auxilia no trânsito intestinal e na saciedade, retardando a absorção dos açúcares.

Linhaça

Contém substâncias bioativas que têm ação na modulação do processo inflamatório devido ao ômega 3, presente no alimento. As sementes de linhaça são antioxidantes e ricas em fibras.

Ajuda na digestão e pode contribuir com a manutenção da boa forma. Elas ajudam a diminuir os níveis de colesterol e açúcar no sangue. Polvilhe uma colher de sopa de linhaça triturada diariamente nos cereais no café da manhã ou nas saladas.



Maçã

A maçã ajuda a emagrecer, pois é rica em antioxidantes, regula os níveis de colesterol e de triglicerídeos e ajuda na digestão, sendo altamente recomendada para casos de obesidade e intestino preso.

Também conta com a presença de pectina e boa quantidade de potássio, nutriente que elimina o sódio extra do corpo, reduzindo a retenção de líquidos e, com ele, parte do inchaço. Contém fibras insolúveis na casca, que ficam no estômago por mais tempo e retardam a fome.

Chocolate amargo

Comer chocolate emagrece porque pequenas doses de chocolate no organismo favorecem o metabolismo, mantendo-o mais acelerado e ajudando a diminuir a quantidade de gordura no corpo. Além disso, alguns antioxidantes presentes no chocolate amargo interferem na produção de um hormônio chamado de leptina, que regula a saciedade ajudando a emagrecer.

As propriedades que estão no chocolate e ajudam a emagrecer estão presentes no cacau do chocolate, por isso, o ideal é comer chocolate amargo ou meio amargo.

Alimentos integrais

O alimento integral é aquele que não teve a sua estrutura alterada durante o processo de industrialização, mantendo a integridade das vitaminas, minerais e fibras. Por sua vez, todos estes nutrientes prolongam a saciedade, diminuindo a fome e, consequentemente, a quantidade de comida ingerida.

Comer pelo menos 20 gramas de fibras diariamente, provenientes de grãos integrais, frutas e verduras, ajuda a aumentar a sensação de saciedade. Um estudo publicado no ano passado mostrou que mulheres que comem mais fibras engordam menos à medida em que envelhecem.



Proteínas magras

Em um estudo feito em 2009 nos Estados Unidos, as pessoas que comiam mais proteínas no café da manhã (como ovos, por exemplo), sentiam menos fome e comiam menos calorias ao longo do dia do que aquelas que comiam pouca proteína na primeira refeição.

Além disso, comer três porções diárias de alimentos ricos em cálcio e vitamina D, como os laticínios magros (leite desnatado e queijos brancos), ajuda a diminuir a perda de massa muscular e facilita a manutenção do peso, indica um estudo.

Água

A água pode te ajudar a perder alguns quilos evitando que você coma mais. Além de ser vital para o bom funcionamento dos sistemas do corpo, tomar um copo de água antes das principais refeições e antes dos lanches é uma forma de comer menos – como o estômago já está parcialmente cheio de água, a sensação de saciedade não demorará a chegar e a tendência é comer menos do que o habitual.

Em vez de nos preocuparmos apenas com o emagrecimento, precisamos também sempre optar por dietas que mantenham e melhorem nosso estado de saúde. Diante de qualquer dúvida, procure a ajuda de um nutricionista, que indicará o melhor tipo de dieta para você.

Fonte: http://www.ecycle.com.br
saúde

 

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