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20 de nov de 2017

EPE defende corte do volume de gás boliviano comprado pela Petrobras



A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia, sugeriu em estudo que a Petrobras corte pela metade o volume máximo de gás natural contratado com a estatal boliviana YPFB, em momento em que o mercado de gás no Brasil caminha para ter uma participação de mais agentes privados.

A Bolívia iniciou o fornecimento de gás natural ao Brasil em 1999, através do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol).

A Petrobras financiou e construiu o empreendimento nos dois lados da fronteira, assumindo a posição de carregador exclusivo do gás natural boliviano para o Brasil até o volume de 30,1 milhões de m³/dia.

O estudo, encaminhado a representantes do Ministério de Minas e Energia, defende que, na renovação do contrato, a Petrobras se comprometa com a compra firme de até 16 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia) de gás para atender o mercado doméstico e, volumes adicionais, que hoje podem chegar a mais 14 milhões de m³/dia, ficariam disponíveis para outras empresas que poderiam se beneficiar da compra externa.

Entre as possibilidades cogitadas no estudo da EPE está “a abertura” da contratação do gás boliviano por distribuidoras de gás de Estados como São Paulo, Paraná, Santa Catarina e ou Rio Grande do Sul.

“É provável que a Petrobras não fique responsável pela totalidade da contratação, uma vez que há um processo de desverticalização do setor de gás natural em andamento no Brasil, incluindo a separação societária entre carregadores e transportadores… o que favorece a entrada de novos agentes como importadores de gás”, afirmou o documento.

“É razoável supor que ocorra a renovação do contrato de fornecimento firme de 16 milhões de m³/dia por parte da Petrobras.”

Em fevereiro deste ano, a Petrobras informou à Reuters que havia reduzido a importação de gás da Bolívia para cerca de 45 por cento do volume máximo diário contratado com a estatal boliviana YPFB, devido à queda da demanda interna e ao aumento da oferta nacional.

Diante disso, a Bolívia partiu em busca de novos compradores no Brasil.

De acordo com a EPE, além da entrada de novos agentes na importação do gás boliviano, o prazo contratual e o regime de fornecimento também poderiam variar para dar maior garantia à renovação.

O documento sugeriu ainda cautela nos volumes a serem estabelecidos na renovação de contrato devido à situação das reservas bolivianas de gás natural, que apresentam uma relação reserva/produção de cerca de 13 anos, “podendo vir a ser insuficientes para atendimento simultâneo de sua demanda doméstica e dos compromissos de exportação de gás natural firmados com a Argentina e com o Brasil”.

“Há a possibilidade de que, enquanto permanecerem baixos os preços dos hidrocarbonetos no mercado mundial, o ritmo de investimentos se mantenha reduzido… prejudicando o plano de incorporação de novas reservas de gás natural na Bolívia”, disse o estudo.

O estudo citou ainda como incertezas para o aumento da oferta de gás o histórico risco político, o mercado local limitado, o fato de os preços serem regulados pelo governo boliviano e produção concentrada em apenas três áreas (Margarita, San Antonio e Sabalo). Também destacou a crise econômica no Brasil e na Argentina, que reduz as demandas.

A EPE cogita também no estudo a possibilidade da redução no preço da molécula de gás boliviano dada as grandes reservas no pré-sal brasileiro e a possibilidade da importação de Gás Natural Liquefeito (GNL).

“Eles (os preços) dependerão da competição do gás natural boliviano com o gás natural brasileiro, que deve estar disponível nos próximos anos, como aquele proveniente do pré-Sal, e também com o GNL, que desde 2015 tem sido importado a preços menores do que aqueles que eram praticados no mercado internacional à época da assinatura dos contratos originais entre o Brasil e a Bolívia”, disse o documento.

Fonte: *com informações da Reuters - https://www.ambienteenergia.com.br
notícias

20 DE NOVEMBRO É DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA - SALVE A NOSSA CULTURA AFROBRASILEIRA



Você sabe por que no dia 20 de novembro o Brasil comemora o Dia da Consciência Negra? A data foi escolhida para homenagear Zumbi, um escravo que foi líder do Quilombo dos Palmares e morreu em 20 de novembro de 1695. Entretanto, além de prestar essa justa homenagem a Zumbi, o dia de 20 de novembro simboliza a resistência do movimento negro até os dias de hoje.

Celebrar o Dia da Consciência Negra é uma forma de todo o Brasil lembrar da importância da cultura afrobrasileira na formação e constituição da nossa sociedade.

Nós sabemos que, historicamente, os negros, além de terem sido escravizados por quase três séculos, sendo tratados de forma desumana, até hoje ainda vivem à margem da sociedade brasileira, já que são as principais vítimas de mortes, encarceramento e preconceito.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é o país com mais descendentes africanos fora da África, já que 54% da sua população é afrodescendente.

Zumbi - sua luta continua



Entre os séculos XVI e XIX, milhares de africanos foram escravizados em solo brasileiro. Zumbi, escravo mais conhecidos por nós, foi líder do Quilombo dos Palmares - quilombos eram lugares que serviam de refúgios para escravos que fugiam de seus "donos". No dia 20 de novembro de 1695, em um ataque promovido pelo bandeirante Domingos Jorge Velho à comunidade de Palmares, Zumbi acabou sendo assassinado e transformado em símbolo da luta contra a escravidão.

O dia 20 de novembro é uma oportunidade para fazer os brasileiros refletirem sobre os problemas enfrentados pela população negra no Brasil, sobretudo, para que brancos reflitam sobre os seus privilégios e reconheçam que a desigualdade social e econômica afeta, principalmente, os negros.

A data deve marcar não apenas a reflexão, mas a discussão de políticas públicas de inclusão com a participação de representantes da comunidade negra.

Salve a Nossa Cultura Afrobrasileira



A cultura afrobrasileira é extremamente rica e atinge todo o Brasil. Por exemplo, muitas das palavras que estão na nossa boca são originárias de línguas africanas, segundo uma pesquisa divulgada pelo aplicativo de idiomas Babbel:

1. Dengo
Segundo os dicionários, a palavra significa “lamentação infantil”, “manha”, “meiguice”. Contudo, a palavra de origem banta (atualmente Congo, Angola e Moçambique) e língua quicongo tem um sentido mais profundo e ancestral: dengo é um pedido de aconchego no outro em meio ao duro cotidiano.

2. Cafuné
Também do quimbundo vem a palavra cafuné, que significa acariciar/coçar a cabeça de alguém.



3. Caçula
Do quimbundo kazuli, que significa o último da família ou o mais novo.

4. Cachaça
A palavra tem origem na língua quicongo, do grupo banto (atualmente Congo, Angola e Moçambique). A cultura da cachaça no Brasil começou no tempo de escravidão, quando os africanos trabalhavam na produção de açúcar proveniente da cana. O método consistia em moer a cana, ferver o caldo obtido e, em seguida, deixá-lo esfriar. Desse processo, resultava a rapadura – produto que tinha como finalidade adoçar alimentos e bebidas. Quando o caldo fermentava, o açúcar da garapa se convertia em álcool.

5. Muvuca
Mvúka, de origem banta e língua quicongo, significa aglomeração ruidosa de pessoas como forma de lazer, celebração.

6. Cachimbo
Instrumento utilizado para fumar, geralmente, tabaco. A palavra deriva do termo kixima de uma das línguas bantas mais faladas em Angola: o quimbundo.

7. Moleque
Mu’leke significa “filho pequeno” ou “garoto”. Este era o modo que os quimbundos - angolanos do grupo banto - chamavam seus filhos.

8. Quitanda
A palavra tão conhecida por nós que designa o lugar onde compramos produtos alimentícios também vem do quimbundo kitanda.

9. Dendê
Este óleo tão usado em nossa culinária, o termo dendê que designa o óleo de palma vem do quimbundo ndende.

10. Fubá
E por fim, fubá vem de Fuba que na língua banta quimbundo designa a farinha feita de milho, base da alimentação africana e afro-brasileira com suas mil e uma receitas: para fazer angu, sopa, polenta, biscoitos, broas, bolos de fubá...

Vamos comemorar!



O Dia da Consciência Negra é feriado nacional desde 2003, mas nem todos os estados e cidades incluíram a data em seu calendário oficial. Independente disso, hoje é dia de comemorar, enaltecer, louvar a nossa cultura africana, a nossa história e o nosso povo afrobrasileiro.

Fonte: https://www.greenme.com.br
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Adolescentes presos em Palmas colhem safra de legumes e hortaliças que plantaram

A horta comunitária ocupa uma área de cinco mil metros quadrados é usada dentro do próprio centro.


Vinte e dois reeducandos do Centro de Atendimento Socioeducativo de Palmas (Case), capital de Tocantins, já estão colhendo os legumes e hortaliças produzidos na horta comunitária desenvolvida pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (Seder) e pelos internos da instituição, para serem utilizados no preparo das refeições do próprio centro.

A horta comunitária no Case ocupa uma área de cinco mil metros quadrados, onde os internos realizam, com a orientação de um técnico e de um engenheiro agrônomo, o preparo do solo, plantio e cultivo de hortaliças, abóboras, milhos e mandiocas, entre outros.

Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Roberto Sahium, o projeto da horta comunitária promove a integração dos adolescentes e contribui na resolução dos problemas, principalmente daqueles que estão cumprindo as medidas socioeducativas. “A horta é uma das ferramentas utilizadas na reeducação dos jovens, além de enriquecer os alimentos nas mesas dos internos e colaboradores do Case”, pontuou Sahium.


A horta, que já produziu várias safras, é uma parceria da Seder com a Secretaria Estadual de Cidadania e Justiça (Seciju) e a Defensoria Pública do Estado, por meio de um contrato de cooperação para desenvolver em conjunto com os reeducandos e educadores o trabalho no cultivo da horta.

As informações são da Prefeitura de Palmas.

Fonte: http://ciclovivo.com.br
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19 de nov de 2017

E SE A RECUPERAÇÃO DE PORTO RICO FOSSE PLANEJADA PELOS PORTO-RIQUENHOS?

É DIFÍCIL chocar os porto-riquenhos. Eles não se chocaram quando o presidente dos Estados Unidos atirou rolos de papel toalha para a multidão. Nem quando Donald Trump várias vezes agrediu verbalmente a prefeita de San Juan por ousar brigar pelas vidas de seu povo, ou ameaçou, com as piores desculpas, deixar de ajudar a ilha nesse momento de necessidade.

Ainda assim, é especialmente cruel que o pacote de ajuda aprovado pelo Congresso contenha 5 bilhões de dólares em empréstimos , não em subvenções. Vivendo numa ilha já esmagada pelo peso de uma dívida impagável de 74 bilhões de dólares (e mais 49 bilhões de déficit previdenciário), os porto-riquenhos sabem muito bem que dívidas não são ajuda, mas sim ferramentas poderosas de empobrecimento e controle, e a ajuda é necessária para sair delas.

A simples inclusão desse empréstimo pela Câmara dos Representantes dos EUA no amplo projeto de lei de resposta a desastres (que entrará em votação no Senado na próxima semana) é simbólica do profundo receio que vem assombrando muitos porto-riquenhos desde que o furacão Maria os atingiu: de que, a despeito de todo o sofrimento em meio a essa emergência humanitária, o período pós-emergência seja ainda mais danoso. É nesse momento que políticas alardeadas como parte da reconstrução podem se transformar em uma forma de punição, tornando a ilha ainda mais desigual, endividada, dependente e poluída do que já era antes da chegada do furacão Maria.

Esse é um fenômeno que denominamos “doutrina do choque”, e que já foi presenciado muitas vezes. Um desastre acontece, mobiliza a simpatia do público, e grandes promessas são feitas de “reconstruir ainda melhor”, trazendo justiça aos que perderam tudo. No entanto, quase imediatamente a atmosfera de emergência se torna um pretexto para forçar medidas que beneficiam os grandes poluidores, as incorporadoras imobiliárias e os financiadores, às custas daqueles que já perderam tanto. Basta lembrar das escolas e moradias públicas fechadas em Nova Orleans depois do furacão Katrina, ou de como o terremoto de 2010 no Haiti acabou fomentando indústrias de mão-de-obra barata e resorts de luxo, enquanto necessidades básicas de moradia eram negligenciadas.

Mas há uma boa notícia nisso tudo: os porto-riquenhos já são experientes nas táticas da doutrina do choque. Eles sabem muito bem que sua crise de endividamento, fomentada pela ganância de Wall Street por títulos isentos de tributação, foi sistematicamente explorada para pressionar “reformas” brutais em prejuízo de trabalhadores e estudantes que não tiveram qualquer participação no crescimento dessa dívida. Sabem também que a crise foi usada para suprimir direitos fundamentais básicos, ao colocar as finanças da ilha nas mãos de uma Junta de Controle Fiscal – conhecida como “La Junta”.

E é por isso que, tão logo os furacões Irma e Maria atingiram Porto Rico, muitos de seus habitantes já estavam atentos para a possibilidade de que os choques fossem explorados para benefício privado. A rede elétrica destruída seria usada como argumento de que o sistema inteiro precisa ser privatizado, e as casas arrasadas seriam a abertura necessária para leiloar terras para campos de golfe e casas de praia.


O bairro de La Perla, destruído, visto do ar durante os esforços de reconstrução quatro semanas depois que o furacão Maria atingiu Porto Rico. Foto tirada durante sobrevoo em 18 de outubro de 2017.


Foto: Mario Tama/Getty Images


Há uma diferença, porém: os capitalistas do desastre podem estar sobrevoando Porto Rico, mas talvez não consigam capturar sua presa. Por quê? Porque os porto-riquenhos – na ilha e no continente – estão respondendo à ofensiva em tempo real.

Sob a bandeira de uma “recuperação justa” para Porto Rico, milhares de pessoas se reuniram para elaborar um plano ousado e holístico para que a ilha seja reconstruída e se torne referência de uma sociedade segura, resiliente e pujante, numa era de aceleração do caos climático e de aumento exponencial da desigualdade econômica.

Desde os primeiros dias da atual situação de emergência, e apesar das imensas dificuldades logísticas e de comunicação, os porto-riquenhos na diáspora trabalharam com parceiros na ilha para desenhar os princípios fundamentais e as políticas desse plano. O trabalho que desenvolvem parte da ideia de que a razão subjacente às crises concorrentes em Porto Rico é o fato de que as pessoas e o solo da ilha vêm, há mais de um século, sendo tratados como uma inesgotável fonte de recursos primários que o continente extrai sem se preocupar com as consequências econômicas devastadoras. Coincidentemente, a crise climática global – que agora atinge Porto Rico com uma fúria desproporcional – decorre de uma lógica semelhante. Por muitos séculos, as sociedades industriais extraíram e queimaram combustíveis fósseis como se nunca fosse haver qualquer consequência ecológica. Isso foi um erro.

Um processo de recuperação justo procuraria substituir as estratégias extrativistas por relações baseadas em princípios de reciprocidade e regeneração. No curto prazo, isso significa um substancial perdão da dívida, bem como a suspensão imediata, seguida de posterior reforma, do “Jones Act”, lei que exige que todos os bens que ingressam em Porto Rico, vindos do continente, cheguem em navios dos EUA, o que aumenta drasticamente o custo e restringe as opções. Significa também que, sempre que possível, a ajuda financeira deveria ser entregue diretamente a organizações e comunidades porto-riquenhas, porque não são só os banqueiros e as empresas de navegação que extraem riqueza de comunidades pobres. Organizações de ajuda humanitária, mesmo com boas intenções, já transformaram muitas zonas de desastre em playgrounds para a indústria das organizações sem fins lucrativos. É um processo que consome grande volume de recursos em custos indiretos, hotéis, e tradutores; inflaciona os preços locais; e coloca as populações afetadas na posição de pedintes passivas, que não participam de sua própria recuperação. Para que uma recuperação justa aconteça, essa história não pode se repetir.



Uma mulher se protege do sol com um pedaço de madeira, enquanto os moradores aguardam para receber água e alimentos, fornecidos pela FEMA, em um bairro sem rede elétrica, nem água encanada. Foto tirada em 17 de outubro de 2017, em San Isidro, Porto Rico.


Foto: Mario Tama/Getty Images


E ESSAS SÃO apenas as condições prévias para o trabalho de verdade, que não é reconstruir Porto Rico como era, mas repensar e refazer um sistema econômico que estava em conflito direto com o povo e a ecologia da ilha. Antes que os furacões Irma e Maria arrasassem a maior parte de sua rede elétrica, 98% da energia de Porto Rico era proveniente de combustíveis fósseis. Uma transição justa substituiria esse modelo extrativista por um sistema descentralizado em minirredes de geração de energias renováveis, que seria mais resistente aos inevitáveis choques climáticos ao mesmo tempo que reduziria a poluição, grande causadora da confusão climática.

Essa transição energética já está em curso nos esforços de ajuda comunitária, graças a projetos inovadores como o Resilient Power Puerto Rico, que está distribuindo geradores movidos a luz solar para as partes mais remotas da ilha. Seus organizadores trabalham por uma completa e permanente revolução movida a energia solar, planejada e controlada pelos próprios porto-riquenhos. “Em vez de perpetuar a dependência da ilha em relação a equipamentos vulneráveis de distribuição e combustíveis ricos em carbono”, explica o site da Resilient Power, “priorizamos a produção limpa de energia que permita a cada casa ser autossuficiente.”

Vários agricultores de Porto Rico estão exigindo uma revolução semelhante na agricultura. Eles relatam que o furacão Maria destruiu quase toda a colheita da estação e contaminou boa parte do solo, criando mais uma oportunidade de repensar um sistema que já não funcionava antes da chegada das tempestades. Atualmente, uma parcela muito grande das férteis terras de Porto Rico permanece sem cultivo, o que faz com que cerca de 80% dos alimentos da ilha sejam importados. Antes dos furacões, já havia um movimento em expansão para romper esse ciclo e revitalizar a agricultura local por meio de métodos como a “agroecologia”, que se fundamenta tanto em conhecimento tradicional indígena quanto em tecnologias modernas.

Grupos de agricultores estão agora estimulando a proliferação de cooperativas agrícolas comunitárias, que cultivariam comida para consumo local. Da mesma forma que as minirredes de energia renovável, trata-se de um modelo muito menos vulnerável aos choques na cadeia de fornecimento, tais como os furacões, com a vantagem adicional de gerar riqueza local e aumentar a autossuficiência.

Também da mesma forma, os agricultores de Porto Rico não estão esperando que cesse o estado de emergência para iniciar a transição. Pelo contrário, grupos como a Organização Boricuá de Agricultura Ecológica criaram “brigadas agroecológicas” que viajam pelas comunidades para levar sementes e solo para que os moradores possam imediatamente começar a cultivar. Katia Avilés-Vásquez, uma das agricultoras da Boricuá, comentou sobre uma das brigadas: “Hoje vi nascer Porto Rico como nos meus sonhos. Essa semana trabalhei com aqueles que lhe estão dando à luz.”

Essa experiência é, na essência, uma recuperação justa para Porto Rico. É a ideia de uma ilha onde as pessoas não são resgatadas por estrangeiros benevolentes, mas recebem os instrumentos para se associarem e salvarem a si mesmas, e podem fazer uma rápida transição para uma matriz energética renovável, ao mesmo tempo em que exercem pleno poder político.

É difícil chocar os porto-riquenhos, mas a ilha pode estar prestes a chocar o mundo, ao usar uma crise cheia de dificuldades para forjar um inspirador modelo de desenvolvimento econômico.

Elizabeth Yeampierre é a diretora executiva da United Puerto Rican Organization of Sunset Park (UPROSE), uma organização comunitária sediada no Brooklin, em Nova York. Naomi Klein é autora de vários livros; o mais recente deles, “No Is Not Enough: Resisting Trump’s Shock Politics and Winning the World We Need”, será publicado em novembro de 2017 pela Bertrand Brasil.”

Foto do Título: Gladys Francisco diante de sua casa destruída, em um bairro ainda sem rede elétrica e água encanada. Foto tirada em 17 de outubro de 2017 em San Isidro, Porto Rico.

Tradução: Deborah Leão

Fonte: https://theintercept.com
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Custo da energia solar terá redução de 66% e eólica de 47% até 2040, segundo o New Energy Outlook



As fontes de energia renovável, como solar e eólica, deverão receber quase três quartos dos US$ 10,2 trilhões que o mundo investirá em novas formas de tecnologia de geração ao longo dos anos até 2040, de acordo com uma ampla previsão independente publicada nessa semana.

O estudo New Energy Outlook (NEO) 2017, a mais recente previsão de longo prazo da Bloomberg New Energy Finance, mostra um progresso mais rápido, do que sua versão do ano passado, para a descarbonização do sistema de energia mundial – com as emissões globais projetadas para atingir o pico em 2026 e ser 4% menores em 2040 do que estavam em 2016.

“O relatório deste ano sugere que a transição para um sistema elétrico mundial renovável não irá parar, graças à rápida queda dos custos de energia solar e eólica, e um papel cada vez mais crescente das baterias, inclusive as de veículos elétricos, no equilíbrio entre oferta e demanda”, disse Seb Henbest, principal autor do NEO 2017 da BNEF.

O NEO 2017 é o resultado de oito meses de análise e modelagem por uma equipe de 65 pessoas na Bloomberg New Energy Finance. Baseia-se, essencialmente, nos projetos anunciados em cada país, além da previsão econômica de geração de eletricidade e na dinâmica do sistema de energia. Assume que os subsídios atuais expiram e que as políticas de energia em todo o mundo permanecem em seu rumo atual.

Seguem abaixo alguns dos principais resultados da previsão deste ano:

* Energia solar e eólica dominam o futuro da eletricidade. Esperamos que US$ 7,4 trilhões sejam investidos em novas usinas de energia renovável até 2040, o que representa 72% dos US$ 10,2 trilhões em investimentos projetados para geração de energia em todo o mundo. A energia solar levará US$ 2,8 trilhões, e terá um salto de 14 vezes de capacidade. A eólica receberá US$ 3.3 trilhões e terá um aumento de quatro vezes de capacidade. Como resultado, as energias eólica e solar representarão 48% da capacidade instalada no mundo e 34% da geração de eletricidade até 2040, em comparação com os apenas os respectivos 12% e 5% atuais.


* A energia solar desafia o carvão cada vez mais. O custo nivelado da energia solar de painéis fotovoltaicos (PV), que agora é quase um quarto do que era em 2009, deverá baixar outros 66% até 2040. Até lá, um dólar comprará 2,3 vezes mais energia solar do que hoje. Essa energia já é pelo menos tão barata quanto o carvão na Alemanha, Austrália, EUA, Espanha e Itália. Em 2021, será também na China, Índia, México, Reino Unido e Brasil. (Para definição de custos nivelados, veja a nota abaixo.)


* Os custos de energia eólica onshore caem rapidamente e os de offshore mais ainda. Os custos nivelados de energia eólica offshore cairão impressionantes 71% até 2040, com o auxílio da experiência de desenvolvimento, competição e risco reduzido, e economia de escala resultante de projetos e turbinas maiores. O custo da energia eólica onshore cairá 47% no mesmo período, além da queda de 30% nos últimos oito anos, graças à turbinas mais baratas e mais eficientes e procedimentos de operação e manutenção simplificados.


* A China e a Índia são uma oportunidade de US$ 4 trilhões para o setor de energia. Esses países representam 28% e 11%, respectivamente, de todo o investimento em geração de energia até 2040. A região da Ásia-Pacífico verá quase tanto investimento em geração quanto o resto do mundo combinado. Deste modo, a energia eólica e solar receberão, cada uma, aproximadamente um terço do valor total, enquanto 18% irá para a energia nuclear e 10% para o carvão e o gás.


* Baterias e novas fontes de capacidade flexível reforçam o alcance de energias renováveis. Esperamos que o mercado de baterias de íon de lítio para armazenamento de energia acarretará em pelo menos US$ 239 bilhões entre hoje e 2040. As baterias de larga escala competem cada vez mais com o gás natural para fornecer flexibilidade ao sistema em horários de pico. As baterias de pequenas dimensões, instaladas em residências e empresas ao lado dos sistemas fotovoltaicos, representarão 57% do armazenamento em todo o mundo até 2040. Prevemos que as energias renováveis atinjam 96% de penetração no Brasil até 2040, 82% nos México e 86% no Chile.

* Os veículos elétricos reforçam o uso de eletricidade e ajudam a equilibrar a matriz. Na Europa e nos EUA, os veículos elétricos representarão 13% e 12%, respectivamente, da geração de eletricidade até 2040. Recarregando veículos elétricos de forma flexível, quando renováveis estão gerando e preços de energia estão baixos, irá ajudar o sistema a adaptar à intermitência da geração solar e eólica. O crescimento desses veículos reduz o custo das baterias de íon de lítio, chegando a uma queda de 73% até 2030.

* O amor dos proprietários de residências por energia solar cresce. Até 2040, os painéis solares fotovoltaicos residenciais representarão até 24% da eletricidade na Austrália, 20% no Brasil, 15% na Alemanha, 12% no Japão e 5% nos EUA e na Índia. Isso, combinado com o crescimento das energias renováveis em larga escala, reduz a necessidade de plantas de carvão e gás existentes, cujos proprietários enfrentarão uma pressão contínua sobre suas receitas, apesar de um crescimento de demanda por causa de veículos elétricos.

* Geração termoelétrica a partir do carvão colapsa na Europa e nos EUA, continua a crescer na China, e atinge o ápice global até 2026. A demanda fraca, o baixo custo das renováveis e a substituição do carvão por gás reduzirão o consumo de carvão em 87% na Europa até 2040. Nos EUA, o uso de carvão para geração de energia cairá 45%, já que as plantas antigas não serão substituídas e outras começarão a queimar gás mais barato. A geração de carvão na China crescerá um quinto na próxima década, mas atinge seu pico em 2026. Globalmente, esperamos que 369GW de novas plantas de carvão planejadas sejam canceladas, sendo um terço delas da Índia, e que a demanda global de carvão para geração de energia diminua 15% entre 2016-40.

* O gás é um combustível de transição, mas não da maneira como a maioria das pessoas imagina. Energia a gás receberá US$ 804 bilhões em novos investimentos e aumentará 16% em capacidade até 2040. As usinas de gás atuarão cada vez mais como uma das tecnologias flexíveis necessárias para atender aos picos de demanda e proporcionar estabilidade ao sistema em uma era de geração renovável crescente, em vez de atuarem como uma substituição à produção base (baseload) de carvão. Nas Américas, no entanto, onde o gás é abundante e barato, ele desempenha um papel mais central, especialmente no curto prazo.

As emissões do setor de energia global atingem seu pico em pouco mais de dez anos, depois diminuem. As emissões de CO2 da geração de energia aumentam em um décimo antes de atingir o pico em 2026. As emissões caem mais rápido do que anteriormente estimado, alinhando-se com a geração máxima de carvão da China. Esperamos que as emissões da Índia sejam 44% inferiores às da nossa análise NEO 2016, uma vez que o país adote a energia solar e prevê investimentos de US$ 405 bilhões para construção de 660GW de novos painéis fotovoltaicos. Globalmente, até 2040 as emissões terão caído para 4% abaixo dos níveis de 2016, o que não é suficiente para evitar que a temperatura média global cresça mais de 2°C. Um investimento adicional de US$ 5,3 trilhões em 3.9TW de capacidade zero-carbono seria necessário para manter o planeta na trajetória da meta de 2°C.



Nos Estados Unidos, a administração de Trump expressou apoio ao setor de carvão. No entanto, o NEO 2017 indica que a realidade econômica nas próximas duas décadas não irão favorecer a energia baseada em carvão nos EUA, que tem uma redução prevista de 51% na geração até 2040. Em seu lugar, a eletricidade a gás aumentará 22% e renováveis 169%.

Uma das grandes questões para o futuro dos sistemas elétricos é como grandes quantidades variáveis de geração eólica e solar podem ser acomodadas e ainda manter as luzes acesas a todos os momentos. Os céticos se preocupam que as energias renováveis ultrabaratas depreciem os preços de energia e desalojem as produções de carvão, de gás e usinas nucleares.

Elena Giannakopoulou, analista líder no projeto NEO 2017, disse: “A previsão deste ano mostra o carregamento inteligente de veículos elétricos, sistemas de bateria em pequena escala nos negócios e nas famílias, além de armazenamento em grande escala na rede, desempenhando um papel importante na suavização dos picos e lacunas causado pela geração variável de eólica e solar”.

Jon Moore, presidente-executivo da BNEF, disse: “O NEO reflete a compreensão que nossa equipe acumulou ao longo de mais de uma década de como os custos de tecnologia e a dinâmica do sistema evoluíram e estão evoluindo. O NEO deste ano mostra uma transição ainda mais dramática para baixo carbono do que projetamos nos anos anteriores, com queda mais acentuada nos custos eólicos e solares e um crescimento mais rápido para armazenamento de energia”.

Nota: O custo nivelado da eletricidade cobre todas as despesas de geração de uma planta nova. Estes custos incluem desenvolvimento de infraestrutura, licenciamento e permissões, equipamentos e obras civis, finanças, operações e manutenção e matéria-prima (se houver).

Acesse: https://www.ambienteenergia.com.br/wp-content/uploads/2017/06/NewEnergyOutlook2017_ExecutiveSummary.pdf

Sobre a Bloomberg New Energy Finance

A Bloomberg New Energy Finance (BNEF) proporciona análise, ferramentas e dados exclusivos para tomadores de decisões que estejam procurando impulsionar mudanças no sistema energético. A BNEF tem uma equipe de 200 funcionários em 14 escritórios no mundo inteiro. Os produtos setoriais da BNEF oferecem análises financeiras, econômicas e de políticas públicas, além de notícias e do banco de dados mais abrangente do mundo sobre ativos, investimentos, empresas e equipamentos no campo das energias limpas por região. Para mais informações sobre a Bloomberg New Energy

Acesse: https://about.bnef.com/

Fonte: https://www.ambienteenergia.com.br
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18 de nov de 2017

Pesquisa mostra que é possível mudar para a agricultura orgânica sem usar muita terra a mais



Alimentos orgânicos, que não utilizam produtos químicos prejudiciais para a saúde e para o meio ambiente em sua produção, são certamente melhores para o planeta, certo? A resposta, infelizmente, não é tão simples assim. De acordo com um estudo publicado nesta terça-feira (14), se todas as fazendas do mundo resolvessem produzir apenas alimentos orgânicos, isso exigiria mais terras dedicadas à agricultura para alimentar o mundo até 2050.

Mesmo assim, os autores do estudo sugerem que nós façamos isso de qualquer forma. Para eles, cortes maciços no desperdício de alimentos e consumo de carne significariam que podemos fazer essa mudança sem necessidade de enormes quantidades de novas terras.

Além disso, a conversão de terras da agricultura convencional para a produção orgânica pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa, o excesso de nitrogênio dos fertilizantes e o uso de pesticidas.

O estudo, publicado na revista Nature Communications, descobriu que, ao combinar a produção orgânica com uma dieta cada vez mais vegetariana, maneiras de cortar o desperdício de alimentos e um retorno aos métodos tradicionais de fixação do nitrogênio no solo em vez de usar fertilizantes, a população projetada em 2050 de mais de 9 bilhões de pessoas poderia ser alimentada sem aumentar consideravelmente a quantidade atual de terras sob produção agrícola.Isso é importante, pois a conversão de outras terras como florestas ou cerrados para uso agrícola aumentaria as emissões de gases de efeito estufa da Terra.

Um guia

Outros cientistas, no entanto, não são tão otimistas em relação às descobertas do relatório. O tamanho dos sistemas agrícolas mundiais e sua variabilidade são citados como fatores que dificultam uma previsão concreta sobre a conversão para a agricultura orgânica, bem como os pressupostos sobre futuras necessidades nutricionais da população.

“Como em todos os modelos, pressupostos devem ser feitos e o peso que você atribui a cada item pode alterar muito os resultados. A suposição de que as áreas de pastagem permanecerá constante é grande. A questão do desperdício é importante, mas as soluções, não abordadas aqui, para as perdas pós-colheita antes do mercado serão difíceis sem fungicidas para os grãos. Algumas populações podem fazer isso com mais proteínas para crescer e desenvolver-se normalmente, apesar dos modelos que requerem menos proteína animal”, diz Colin Berry, professor emérito de patologia da Universidade de Londres.

Já Les Firbank, professor de agricultura sustentável da Universidade de Leeds, na Inglaterra, alerta para o aumento na quantidade de terras, mas diz que, se as medidas corretas forem tomadas, há como equilibrar as coisas. “Um dos pontos de interrogação sobre agricultura orgânica é que ela não pode alimentar o mundo. Este artigo conclui que a agricultura orgânica exige mais terra do que os métodos convencionais, mas se gerenciarmos a demanda por alimentos, reduzindo o desperdício e reduzindo a quantidade de culturas cultivadas como ração animal, a agricultura orgânica pode alimentar o mundo”, afirma.

“Estes modelos só podem ser vistos como um guia: existem muitos pressupostos que podem não se tornar verdadeiros e todos esses exercícios de cenário são restritos por conhecimento limitado e são bastante simplistas em comparação com a vida real, mas suficientemente realistas para ajudar a formular políticas. A mensagem central é valiosa e oportuna: precisamos considerar seriamente como gerenciamos a demanda global de alimentos”, pondera.

Melhores métodos de cultivo

Mesmo sem conversão para a produção orgânica, no entanto, os países com maiores índices de emissão de gases do efeito estufa – como os EUA, Índia, China e Rússia – poderiam se transformar em alguns dos maiores absorvedores de carbono, através de uma melhor gestão de suas terras agrícolas.

Um outro estudo mostra que esses países têm o maior potencial para o sequestro de dióxido de carbono através da mudança da forma como os solos são protegidos, através de melhores métodos de cultivo que também podem ajudar a preservar a fertilidade do solo.

Os cientistas afirmam que usar o solo como um dissipador de carbono é equivalente a tirar entre 215 e 400 metros de carros da rua, e isso poderia ser feito com apenas pequenas mudanças, que podem ser feitas em todas as fazendas. O estudo, publicado no Nature Journal Scientific Reports, e conduzido por especialistas da Academia Chinesa das Ciências, da ONG Nature Conservancy e do Centro Internacional de Agricultura Tropical, descobriu que lidar de forma diferente com as culturas agrícolas poderia contribuir de forma significativa para alcançarmos os objetivos do Acordo de Paris.
Os métodos agrícolas intensivos de hoje, que envolvem frequentes cultivos de solos e o uso excessivo de fertilizantes químicos, podem ser substituídos por métodos mais antigos, como o aumento do uso de estrume e a plantação de árvores próximas a terras cultivadas. O papel da gestão da terra na prevenção de níveis perigosos de carbono muitas vezes foi negligenciado nas negociações dos acordos internacionais – as discussões sobre a queima de combustíveis fósseis dominaram. Isto se deve em parte à urgência de se desligar dos combustíveis fósseis e, em parte, porque o manejo da terra é um problema difuso e diverso espalhado por todo o mundo, desde pequenos agricultores até agroindustriais, enquanto as fontes de combustíveis fósseis tendem a ser maiores, como usinas de energia a carvão.

Os resultados destes estudos estão sendo apresentados aos delegados nas negociações climáticas da COP23 da ONU, em Bonn, na Alemanha. Os países estão discutindo maneiras de aumentar os compromissos sobre reduções de emissões feitas no acordo de Paris – os cientistas dizem que os compromissos atuais não são adequados para manter o mundo a menos de 2ºC de aquecimento, o objetivo do acordo de 2015. [The Guardian].

Fonte: https://hypescience.com/
saúde

Este vídeo feito na ISS com a música "Sound of Silence" me fez chorar



A maioria de nós provavelmente nunca vai viajar pelo planeta observando suas nuvens, paisagens, cidades e luzes do espaço. Felizmente, os sortudos astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) são adeptos das mídias sociais e nos presenteiam constantemente com as magníficas visões que eles têm lá de cima.

E a última compilação de vídeos do NASA Johnson Space Center, feita pelos membros atuais da Expedition 53, é muito comovente, não apenas pelas imagens incríveis do nosso planeta, mas também pelo musical impressionante; a banda de heavy mental americana ganhou, dois anos atrás, uma indicação ao Grammy por sua versão dramática da clássica música de Simon.

Os cliques são cortesia do Comandante Randy Bresnik e dos engenheiros de voo Sergey Ryazanskiy e Paolo Nespoli.

No vídeo, navegamos por vistas panorâmicas da superfície do nosso planeta, com breves vislumbres de tempestades, luzes das cidades e até auroras rodopiantes pelos céus.

As imagens foram capturadas da ISS de agosto a outubro deste ano, constituindo apenas uma pequena porcentagem dos milhares de fotos que os astronautas fizeram em suas órbitas completas do planeta a cada 90 minutos.

Confira:






O papel do silêncio

A canção, em tradução livre, “O Som do Silêncio”, é uma linda escolha simbólica para representar o vasto vácuo do espaço, onde não podemos ouvir nenhum som que viaja.

No entanto, a realidade dos astronautas da ISS não é tão silenciosa. O ex-astronauta Garrett Reisman, da NASA, já deu uma entrevista ao portal Slate contando quais ruídos são ouvidos quando um astronauta realiza uma caminhada espacial: “Principalmente o que você ouve é o som das bombas e ventiladores que circulam ar e água através de seu traje. Não é terrivelmente irritante, mas não é o ambiente solitário e silencioso além da sua própria respiração, como muitas vezes é retratado nos filmes”.

Apesar disso, os viajantes espaciais ainda podem ter uma experiência estranha do silêncio devido ao vácuo. “Você não ouve coisas lá fora. Quando você gira um parafuso ou toca um equipamento com uma ferramenta, você não escuta nada”, explicou Reisman.

De qualquer forma, observar o planeta Terra de fora dele deve ser distante e silencioso, mesmo que apenas metaforicamente. [ScienceAlert]

Fonte: https://hypescience.com
destaques

17 de nov de 2017

"Em 20 anos ninguém mais terá carros”, afirma lendário executivo automotivo

Bob Lutz, ex-vice-presidente e chefe de desenvolvimento de produtos da General Motors, afirmou para o portal Automotive News que “estamos nos aproximando do fim da era automotiva”.



As manchetes de tecnologia parecem corroborar sua previsão: enquanto o meio ambiente implora pela extinção do combustível e as estradas ficam cada vez mais lotadas e impossíveis de se trafegar, soluções como o Hyperloop, capazes de levar muitas pessoas de um lugar para o outro de forma mais rápida, segura e ecológica, despontam como o futuro mais provável.

As manchetes de tecnologia parecem corroborar sua previsão: enquanto o meio ambiente implora pela extinção do combustível e as estradas ficam cada vez mais lotadas e impossíveis de se trafegar, soluções como o Hyperloop, capazes de levar muitas pessoas de um lugar para o outro de forma mais rápida, segura e ecológica, despontam como o futuro mais provável.

As grandes mudanças

Por centenas de anos, o cavalo foi o principal meio de transporte dos seres humanos. Nos últimos 120 anos, o automóvel tem sido.

Agora, estamos nos aproximando do final da linha para o automóvel, de acordo com Lutz.

O futuro? Módulos de transporte automáticos e padronizados.

Uber e concorrentes

“O estado final será o módulo totalmente autônomo sem capacidade para que o motorista exerça comando. Você vai convocá-lo, ele chegará à sua localização, você entrará, informará seu destino e navegará pela estrada. Na rodovia, ele se fundirá perfeitamente em um fluxo de outros módulos que viajam a 200, 240 km/h. A velocidade não importa. Você tem uma mistura de transporte ferroviário com transporte individual”, escreveu Lutz para o Automotive News.

Esses módulos funcionarão como um misto de transporte público rápido e táxi: você viajará sozinho, será cobrado pelo serviço quando chegar ao seu destino, e o modulo poderá seguir com outro passageiro.

A maioria desses módulos padronizados serão inclusive de propriedade dos Ubers e Lyfts da vida, argumenta Lutz. Uma minoria de indivíduos poderá optar por ter módulos personalizados, pela conveniência, mas isso provavelmente será algo restrito.

Os veículos, no entanto, certamente não serão conduzidos por humanos, porque em 15 a 20 anos, tal situação será proibida.

Carros autônomos ou sem motorista: a norma

Lutz aposta que o ponto de inflexão ocorrerá quando 20 a 30% dos veículos circulando na estrada forem totalmente autônomos, como o Google Driverless Car.

Os governos analisarão as estatísticas de acidentes e descobrirão que os motoristas humanos estão causando 99,9% deles. Logo, proibirão carros que precisam de motorista de circularem nas estradas.

Claro, haverá um período de transição. O executivo crê que cerca de cinco anos serão oferecidos pela legislação para que as pessoas tirem seus carros de circulação, vendendo-os para ferros-velhos ou trocando-os por módulos personalizados.

Mas e se o público não aceitar carros autônomos?

Lutz também argumenta que não precisamos de aceitação pública de veículos autônomos para eles se tornarem a norma, em caso de você estar pensando que carros sem motorista não vão ficar populares em tão pouco tempo por conta do medo das pessoas.



Outras mudanças

Lutz também fez outras previsões, como a de que empresas de transporte poderão solicitar módulos de vários tamanhos, sejam eles pequenos, médios ou grandes. Apesar disso, o desempenho será o mesmo para todos, porque ninguém vai passar ninguém na estrada. Esse é o sinal da morte para empresas como BMW, Mercedes-Benz e Audi, porque esse tipo de performance não vai importar mais.

Em cada veículo, você poderá solicitar diferentes níveis de equipamento, desde módulos básicos a módulos de luxo que incluem geladeira, TV e computador com conectividade. Não há limites para o que se pode incluir nos módulos, porque beber ou escrever mensagens de texto enquanto viaja não será mais um problema.

A importância do design também será minimizada, porque os módulos de alta velocidade precisam ser achatados nas duas extremidades.

O futuro das concessionárias

Tudo isso também implica, necessariamente, no desaparecimento do varejo automotivo como o conhecemos.

Os vendedores de carros continuarão a existir como um negócio marginal, como os vendedores de cavalos hoje, para pessoas que querem módulos personalizados ou que compram reproduções vintages de carros como Ferraris.

O esporte automotivo sobreviverá, apenas não nas rodovias públicas. Vai ser provavelmente uma coisa elitista, embora possam existir estradas públicas, como quadras esportivas públicas, nas quais você poderá se divertir por algumas horas.

“Como criadores de cavalo de corrida, haverá fabricantes de carros de corrida e carros esportivos e veículos off-road. Mas será uma indústria artesanal”, opina Lutz.

Em resumo, todo o grande mercado do automóvel, das oficinas mecânicas, das concessionárias e da mídia automotiva chegará ao fim em 20 anos.

A sobrevivência das montadoras

As montadoras de hoje só vão sobreviver se conseguirem se adaptar a esse novo mercado.

Lutz afirma que a General Motors está fazendo as escolhas certas, apostando em funções automáticas, para resistir quando a transição ocorrer.

“Penso que todo mundo vê [a mudança] chegando, mas ninguém quer falar sobre isso. Eles sabem que estarão bem por alguns anos, se continuarem a fornecer tecnologia superior, design superior e um bom software para a condução autônoma. Assim, por um tempo, a ‘ideia autônoma’ será capturada pelas empresas automobilísticas. Mas então isso vai se transformar, e o ‘valor’ será capturado pelas grandes frotas. Essa transição estará amplamente completa em 20 anos”, conclui Lutz. [AutoNews]

Fonte: https://hypescience.com
variedades

Como começou a prática da apicultura, como ela ocorre e os prejuízos que causa nas abelhas



Através desse conteúdo vamos entender como começou a prática da apicultura, como ela ocorre e os prejuízos que causa nas abelhas, sendo esse o motivo do porquê os veganos não consumirem o mel produzido por elas. Saberemos, também, como vivem as abelhas e produzem seu mel, e como podemos substituir o mel por outros feitos de vegetais e aprenderemos uma receita caseira de mel de maçã.

COMO AS ABELHAS PRODUZEM O MEL
As abelhas trabalham durante o verão, passam o tempo produzindo alimento para se abastecerem no inverno.

Essa produção é feita a partir do néctar que recolhem das flores, processam através de suas enzimas digestivas e armazenam em favos nas suas colmeias e vão estocando esse alimento para o inverno.

O mel é um produto líquido, viscoso e açucarado e, como foi dito, é produzido pela abelha a partir do néctar das flores, e é parecido com água com açúcar.

As abelhas com sua enzimas digestivas, transformam a sucrose em frutose.

A maior parte dessa mistura evapora, restando somente 18% de água na composição final, resultando em um alimento resistente a mofo, fungos e a várias bactérias, com durabilidade e validade de muitos anos .

Existem cerca de 20 mil espécies de abelhas e as da espécie Apis mellifera são as que melhor realizam a polinização.

Abelhas polinizam de 50% a 80% dos vegetais que fazemos utilização.

Se as abelhas forem extintas, a vida do planeta está condenada, pois elas, com a polinização, promovem a vida de vários ecossistemas em nosso planeta.

O mel digerido pela abelha é depositado nos favos através do vômito dela.

O SURGIMENTO DA APICULTURA

O uso e consumo do mel pelo homem é feito a partir de uma atividade de extração desse produto, a denominada apicultura.

Esta prática teve seu início, aproximadamente, em meados 2400 a.C., com os povos egípcios e gregos.

Lorenzo Langstroth, (25/12/1810 –06/10 /1895), foi o apicultor que desenvolveu a "apicultura moderna."

Há mais de 20 milhões de anos, calcula-se a existência das abelhas, parentes das formigas e vespas, em nosso planeta.

No século XVIII, os jesuítas, trouxeram as abelhas naturais da Europa e América, para o noroeste do Rio Grande do Sul.

VAMOS SABER MAIS SOBRE AS ABELHAS




  • As abelhas são insetos que vivem em sociedade;
  • Cujo tamanho é por volta de cerca de dois centímetros de comprimento;
  • Têm listras pretas e amarelas no corpo;.
  • Possuem cinco olhos: dois maiores na frente e três menores no topo da cabeça;
  • Têm duas antenas na cabeça;
  • São detentoras de dois pares de asas;
  • e utilizam sua língua para sugar o néctar das flores.
  • A abelha, assim como outros insetos, pássaros e pequenos mamíferos, polinizam plantas ao se alimentarem, através das flores, levam o pólen, contribuindo para reprodução das plantas.
  • As abelhas constroem suas colmeias em topos de árvores, cavernas, etc.
  • Em uma colmeia pode chegar a ter 80 mil abelhas.
  • As colmeias são muito organizadas e funcionam, de forma hierárquica, na qual existe uma abelha rainha, muitos zangões e abelhas operárias.


A abelha rainha


  • A abelha rainha pode chegar a viver 5 anos e é responsável pela reprodução da espécie e produz mais de mil ovos por dia. Ela se alimenta da geleia real, seu único e exclusivo alimento.


  • A abelha rainha desde o 9º dia de vida já pode ser fecundada pelos zangões.


  • Ao nascer duas abelhas rainhas, em uma única colmeia, ocorre uma disputa, elas lutam até a morte, a abelha que vencer terá a missão de garantir a reprodução da colônia e será a única rainha da colmeia.


Os zangões


  • A função dos zangões nas colmeias é a fecundar as abelhas rainhas, e isso ocorre 1 vez ao ano.


  • O zangão não possui ferrão e vive, em torno de 3 meses.


  • Uma média de oito zangões conseguem realizar a cópula, no voo da abelha rainha, para realizar a fecundação dela,


  • Depois que ocorre a cópula, o zangão morre, pois, seu genital fica preso à rainha.


A abelha operária


  • A abelha operária realiza todo o trabalho, dentro da colmeia 
  • limpeza;
  • produção de alimento, através da coleta do pólen e néctar;
  • produz cera e mel;
  • e elabora a própolis, que é uma substância desinfetante.
  • Uma abelha operária produz, em média, cinco gramas de mel, ao ano.
  • Ela vive, aproximadamente, quatro meses.
  • As colmeias possuem uma rigorosa ordem e hierarquia entre operárias, zangões e rainha.


Os produtos gerados pelas abelhas nas colmeias, são:



Cera - que é resultado da reelaboração do mel, através das glândulas especiais das abelhas e é usada como estrutura básica dos favos;

Própolis - as abelhas usam essa substância resinosa para vedar orifícios e desinfetar a colmeia, além disso, é um antibiótico natural e antifúngico, sua composição é de 55% resinas vegetais; 30% cera de abelhas; oito a 10% de óleos essenciais; e 5% de pólen, aproximadamente;

Pólen - alimento extraído das flores pelas abelhas;

Geleia real: secreção produzida pelas glândulas de jovens abelhas operárias que é a única fonte de alimento para a abelha rainha por toda a sua vida.


QUAIS AS RAZÕES QUE LEVAM OS VEGANOS A NÃO CONSUMIREM MEL?

Veganismo é a filosofia e conduta de vida baseada em viver sem explorar os animais, de forma alguma.

O vegano não se alimenta de animais e dos produtos provenientes deles, sejam:


  • ovos;


  • leite;


  • laticínios;


  • gelatina,


  • corantes, como a cochonilha;


  • repudia a caça;


  • é contra a vivissecção (veganos boicotam quaisquer produtos que tenham sido testados em animais);


  • não aceitam confinamentos e apropriação de animais, tais como; rodeios, circos, zoológicos e qualquer tipo de atividade que explore animais.


  • Não usa couro, peles, lã, penas, camurça, seda, enfim, qualquer vestuário, calçado e acessório que seja feito, a partir, da crueldade, sofrimento ou morte de um animal.


  • Veganismo não é só dieta, é um conjunto de práticas e princípios baseados na Proteção, Defesa e Direitos dos Animais.


Direitos dos Animais.

Em uma reunião, em 1944, organizada por Donald Watson (1910 – 2005), um carpinteiro e mais seis pessoas que se desfiliaram da “The Vegetarian Society” por diferenças ideológicas e resolveram criar uma nova sociedade (“The Vegan Society”), adotando um novo termo para definir esta nova associação, a partir daí, passou-se a usar o termo inglês “vegan” (Wikipedia /“vegetarian”).

VEGETARIANO X VEGANO: VAMOS ESCLARECER AS DIFERENÇAS?

O mel é um produto criado pelas abelhas para sua alimentação e isso, por si só, já é motivo para os veganos não consumirem esse alimento.

Dizem que o mel tem muitos benefícios, mas segundo a ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil, não é recomendável a ingestão desse alimento por crianças, abaixo de um ano de idade, por perigo de contaminação por esporos do bacilo Clostridium botulinum, responsável pelo botulismo.

Seres humanos podem substituir o mel por melado de cana, melado de beterraba, agave azul e veja, no vídeo abaixo, uma receita de mel vegano:

A APICULTURA É CRUEL




  • A extração do mel, através da prática da apicultura, envolve crueldade:


  • Para a extração do mel é utilizado um método, muito agressivo, chamado Fumigação.


  • Nessa prática, o apicultor usa fumaça, pode ser com a queima de palha e sabugo de milho, para atordoar as abelhas que ficam intoxicadas e, assim, ele manuseará mais facilmente a colmeia.


  • As abelhas morrem por asfixia provocada pela fumaça, e, também, pelo calor, pois a fumaça é muito quente, e isso acaba por lhes queimar e matar.


  • Os apicultores, quando vão extrair os favos, nesse manuseio esmagam abelhas com suas mãos.


  • As abelhas rainhas são inseminadas artificialmente e, para isso, o apicultor utiliza ganchos e seringas, injetando o sêmen de zangões decapitados (porque arrancando a cabeça do zangão, e espremendo o seu tórax, ele ejacula).


  • As rainhas são mortas quando sua capacidade de produção de ovos diminui.


  • Essa inseminação é feita utilizando abelhas importadas: italianas, alemãs e africanas, por produzirem mais mel, e, isso acaba causando devastação para as abelhas nativas.


  • As asas da rainha são grampeadas pelos apicultores, para que ela não abandone sua colmeia, levando as operárias.


  • Para perpetuar a espécie e criar um novo enxame, as abelhas podem criar uma nova rainha, a princesa.


  • O apicultor, além de grampear a rainha, quando percebe que a produção de mel irá baixar, com a saída dessas operárias, mata a princesa, ainda em forma de larva.


Com estes procedimentos cruéis ocorre que:


  • a colmeia fica superlotada.
  • as abelhas produzem muito mel, que é extraído e comercializado, após as abelhas serem mortas de fome e envenenadas (para substituir o mel que foi retirado, as abelhas são alimentadas com pólen artificial e calda de açúcar branco, pobres em nutrientes) e, então, recomeçam um novo ciclo de produção.
  • As colmeias são sacudidas violentamente ou recebem jatos de ar, para que as abelhas saiam das colmeias e, isso, provoca a perda de suas asas e pernas, gerando dor e morte e a manipulação dos favos, faz com que muitas abelhas morram esmagadas.
  • A ganância dos apicultores submete as abelhas à vivissecção e muitos testes são realizados, para aumentar a produção do mel e aumentar a lucratividade em sua produção.
  • No Japão, para que as abelhas se tornem inofensivas e possam ser manuseadas mais facilmente, submetem-se esses insetos à radiação, para que os ferrões caiam, produzindo, assim, abelhas sem ferrões.
  • Para que os animais silvestres não se alimentem do mel das abelha, os apicultores instalam armadilhas para captura e matança deles, entre estes temos o tatu.

As abelhas e todos os insetos sentem dor

O fisiologista Gilberto Xavier, pesquisador da USP, Universidade São Paulo, disse:


  • “Assim, como os humanos, os insetos têm terminações nervosas, por isso, se deduz que eles possuem algum tipo de percepção sensorial, equivalente à sensação de dor.


  • Outra aspecto, que atesta essa análise, é que os insetos se afastam, esquivam ou fogem de tudo que lhes causa causa desconforto.


  • As terminações nervosas dos insetos são na pele, eles possuem receptores nervosos convergentes, além de possuírem mecanismos de bloqueio de dor diferentes e mais eficientes que os dos humanos.


  • O fato de uma barata continuar a andar, mesmo após, ter uma perna arrancada, é um exemplo desse bloqueio desse mecanismo de defesa e bloqueio da dor.


  • Estes mecanismos são ativados nos insetos, justamente, porque eles sentem dor e são utilizados para para promover a diminuição deste efeito, nessas criaturas.


CONCLUSÃO

Em busca de obter a doçura do mel, o homem amarga a vida das abelhas!

Fonte: https://www.greenme.com.br/
destaques

Hortas orgânicas promovem bem-estar e saúde para funcionários da prefeitura de BH

Eles se revezam para cultivas hortaliças, verduras e árvores frutíferas.



Imagine incluir em suas refeições diárias um prato de salada preparada com verduras, frutas e legumes fresquinhos retirados de uma horta plantada em seu próprio local de trabalho. É o que servidores da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) em Belo Horizonte, Minas Gerais, têm feito graças ao cultivo, nas horas vagas, de hortaliças e outros alimentos. Com isso, os trabalhadores têm investido em hábitos mais saudáveis e garantido alguns minutos de relaxamento.

Desde março deste ano, a Unidade de Recebimento de Pequenos Volumes (URPV) Botão de Rosas, que fica no bairro Etelvina Carneiro, conta com uma horta que é motivo de orgulho para funcionários e cidadãos da comunidade. O local, utilizado para receber resíduos volumosos que poderiam se tornar deposições clandestinas pela cidade, agora abriga também um belo canteiro com couve, cebolinha, alface, abóbora, cenoura, almeirão, quiabo, beterraba, pimenta, pimentão, tomate e chuchu.

Raimundo Bibliano e Raimundo Leonardo, operadores da URPV, são os responsáveis pela manutenção da horta. Segundo a gerente regional de Limpeza Urbana Norte, Poliana de Castro, a iniciativa vem fortalecer o funcionamento da unidade, já que a área era um ponto crítico de descarte irregular de lixo. “Os moradores ajudam a tomar conta do espaço e, se quiserem, podem até levar algumas hortaliças para casa”, explica Poliana.

Os dois Raimundos levam a sério os cuidados com a horta, providenciando terra apropriada, adubo e sementes. “Muitas pessoas, ao buscar uma verdura, fazem questão de deixar uma contribuição, que serve para a compra de mais sementes”, conta Raimundo Leonardo. “As verduras são livres de agrotóxicos e são plantadas com todo carinho por nossas próprias mãos, algo difícil hoje em dia numa cidade grande”. “Até nossa própria família experimenta as hortaliças”, revela Raimundo Bibliano.



Por todas as regiões

Quando o assunto é horta, Venda Nova não fica para trás. Na gerência regional de Limpeza Urbana, os funcionários têm à disposição couve, cebolinha, taioba e salsa. O funcionário Geraldo Amaro é quem cuida do espaço. Segundo ele, todos os servidores colaboram, inclusive comprando as sementes. “O tempo seco atrapalha um pouco o desenvolvimento das verduras, mas estamos sempre atentos e, no final, tudo o que a gente planta nasce”, afirma.
A sede da Gerência Regional de Limpeza Urbana Oeste também dispõe de uma horta com couve, almeirão, hortelã, poejo, erva cidreira, funcho, acerola, pitanga e goiaba. Já na mini-horta da gerência de limpeza urbana da região Nordeste, é possível encontrar delícias como quiabo e couve, distribuídos em três canteiros.




Mudança de endereço

Uma das maiores hortas plantadas e cuidadas até hoje por funcionários da SLU é sem dúvida a da Gerência Regional de Limpeza Urbana Noroeste. Com a mudança da sede para outro endereço, no bairro Caiçara, os funcionários pretendem reiniciar o projeto que fez sucesso durante quase dez anos.

O local, desta vez, será a URPV da Paz, localizada bem perto do prédio da gerência. Os mesmos trabalhadores que cuidavam da antiga horta vão se dedicar aos novos canteiros de verduras, principalmente por já terem experiência no assunto.

Ademir Batista, oficial de manutenção que atua como soldador na Central de Tratamento de Resíduos Sólidos da BR-040, considera uma terapia cuidar de uma das hortas instaladas no antigo aterro sanitário da SLU, no bairro Jardim Filadélfia. “É possível arejar a cabeça e ainda se alimentar de forma segura e natural”, destaca. Ele, como um dos colaboradores do projeto, faz questão de lembrar:

“Temos hortaliças como couve, serralha, almeirão, alface, mas também árvores frutíferas permanentes, que nos oferecem banana, jenipapo, abacate, cana, jabuticaba e manga.”. Ele enfatiza que é necessário driblar a falta de tempo, para manter viva a proposta. “São várias gerações de funcionários cuidando das hortas e participando ativamente da ação, o que nos motiva e nos traz muita alegria”, comemora.





Fotos: Pedro Antônio de Oliveira/SLU

Fonte: http://ciclovivo.com.br

destaques

Clima levará 50 anos para normalizar


Anomalias anuais de temperatura em relação a 1981-2010 (Imagem: OMM)

Mas isso só se o Acordo de Paris for efetivamente implementado; para Peteri Taalas, da Organização Meteorológicas Mundial, “estamos no rumo de 3 a 5 graus de aquecimento”

Se a humanidade tiver sucesso em implementar o objetivo mais ambicioso do Acordo de Paris e estabilizar o aquecimento global em 1,5oC, o mundo seguirá batendo recordes climáticos negativos até por volta de 2060. A avaliação sombria foi feita pelo finlandês Petteri Taalas, chefe da Organização Meteorológica Mudial (OMM), nesta segunda-feira (6) – que emendou, no entanto, que “até agora não estamos nos movendo nessa direção”.

Taalas apresentou à imprensa, na abertura da COP23, em Bonn, as conclusões preliminares do Estado do Clima Global, um relatório produzido anualmente pela OMM que registra as principais alterações do clima da Terra. Em 2017, o relatório contou com participação de outras nove agências da ONU, como o FMI, que estimou também as perdas de PIB causadas pelo aquecimento global no mundo.

O rosário de desgraças climáticas deste ano, desfiado pelo chefe da OMM na conferência de Fiji-Bonn, é conhecido de qualquer pessoa que não tenha acabado de chegar de Marte. Mas mesmo assim impressiona quando mostrado em conjunto: 2017 será o segundo ou terceiro ano mais quente de todos os tempos desde o início das medições, em 1880, e o mais quente da história sem El Niño, superando de longe 2014; entre janeiro e setembro, a temperatura ficou 1,1oC acima da média de 1880 a 1900; as concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera em 2016 foram as maiores em 3 milhões de anos, ultrapassando 403 partes por milhão, mesmo num ano em que as emissões de carbono por uso de energia não cresceram; recordes também foram batidos nas concentrações de metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), respectivamente o segundo e o terceiro gases de efeito estufa mais importantes.

A alta temperatura causou ondas de calor e incêndios florestais no sudoeste da Europa, na Califórnia e no Canadá; na Patagônia argentina, os termômetros bateram 43,5oC abaixo da latitude 45 Sul; secas agravaram guerras no Iêmen, no Sudão do Sul e na Somália.

E tudo isso para não falar na temporada de furacões de 2017, a mais cara de toda a história, com duas supertempestades (Harvey e Irma) tocando terra nos EUA, três furacões de categorias 4 e 5 se sucedendo em duas semanas e o furacão de categoria 5 mais duradouro da história, o Irma.

“A Organização Mundial da Saúde começa a ver um aumento no número de pessoas expostas a ondas de calor. São 175 milhões por ano”, disse Taalas. E as estimativas do FMI dão conta de que os países mais pobres da América Latina, da África, do Sudeste Asiático e da Oceania estão vendo um encolhimento de suas economias da ordem de 2% a 4% devido a mudanças decorrentes da elevação de 1oC na temperatura global.

Imagine agora que as discussões em Bonn visam tentar limitar o aquecimento a quase o dobro disso. Segundo o chefe da OMM, mesmo que esse esforço seja bem-sucedido e a humanidade consiga nos próximos 20 anos atingir a meta mais ambiciosa do Acordo de Paris, limitar o aquecimento a 1,5oC, o número de eventos extremos continuará crescendo por décadas.

“A coisa negativa sobre o sistema climático é que nós emitimos tanto que vai levar 50 anos para [o planeta] se recuperar, o que significa mais tendências negativas e mais recordes desconfortáveis”, disse Taalas. “Se nós conseguirmos implementar o Acordo de Paris, poderíamos ver uma redução disso a partir dos anos 2060. Caso contrário, claro, isso continuará por milhares de anos, dada a persistência do CO2 na atmosfera.”

O problema, afirmou, é que não há nada hoje que nos autorize a antever o melhor cenário. “Até aqui não temos caminhado nessa direção; caminhamos para 3oC a 5oC de aquecimento neste século.”

Fonte – Claudio Angelo, Observatório do Clima - http://www.funverde.org.br
meio ambiente

16 de nov de 2017

Após indicar subsídio multibilionário ao setor de petróleo, Brasil ganha “Fóssil do Dia” na COP 23

O país mereceu o “prêmio” por causa de uma polêmica Medida Provisória enviada por Temer ao Congresso.



O prêmio mais tradicional das Conferências da ONU sobre Mudanças Climáticas, o Fóssil do Dia, foi para o Brasil na última quarta (15). Não por causa dos seus negociadores, mas por causa do presidente. De acordo com o grande grupo de ONGs ambientais que selecionam os vencedores do prêmio – uma brincadeira para sinalizar aqueles que tornam as negociações climáticas mais difíceis – o país mereceu o “prêmio” por causa da Medida Provisória enviada por Temer ao Congresso que pode dar às empresas de petróleo US$ 300 bilhões em subsídios para perfurar suas reservas offshore.

O chamado Fóssil do Dia é uma tradição das negociações climáticas que teve início em 1999 – quando a COP também foi realizada em Bonn, na Alemanha. A premiação foi iniciada pela ONG alemã Forum e é conduzido pela Climate Action Network (CAN): seus membros elegem os países que julgaram ter feito o seu “melhor” para bloquear o progresso nas negociações ou na implementação do Acordo de Paris durante as negociações das Nações Unidas sobre mudanças climáticas.

Nesta COP já foram contemplados países como Estados Unidos, Japão, Austrália, Alemanha, França e Noruega. Veja abaixo a declaração lida pelas ONGs ao premiar o Brasil com o prêmio fóssil:
“Brasil acometido pela febre do petróleo

O Fóssil para hoje vai para o Brasil, por propor um projeto de lei que poderia dar às companhias de petróleo US $ 300 bilhões em subsídios para perfurar suas reservas offshore.

Você ouviu isso certo, US $ 300 bilhões.

Pensemos sobre isso por um minuto – é aproximadamente o valor de uma Torre Eiffel ou seis torres de Londres. Basicamente, uma quantidade insana de dinheiro. Também é cerca de 360 vezes mais do que o mundo inteiro fornece em apoio anual para financiamento de resiliência climática e desastre nos Pequenos Estados insulares em desenvolvimento, destacando como os fluxos de financiamento do clima atual são diferentes em comparação com os subsídios maciços de combustíveis fósseis.

O Brasil, o gigante verde sul-americano, a terra dos biocombustíveis sustentáveis e o orgulhoso portador de uma mistura de energia com baixa emissão de carbono, é a mais nova vítima da febre do petróleo.

Uma Medida Provisória enviada ao Congresso pelo presidente Michel Temer, que pode ser votada nas próximas semanas, abre o país a um frenesi do petróleo, dando às empresas um pacote de isenções fiscais que podem ascender a US $ 300 trilhões nos próximos 25 anos. O ministro do Meio Ambiente do Brasil chamou o projeto de lei “inaceitável”.

A taxa de aprovação pública da Temer é de 3%, aproximadamente a mesma que a margem de erro das pesquisas. Mas certamente, as grandes empresas de petróleo têm uma opinião sobre ele melhor do que os eleitores brasileiros.

O objetivo da medida é acelerar o desenvolvimento da camada de pré-sal ultra-profunda, uma reserva do petróleo offshore que se pensa conter 176 bilhões de barris recuperáveis. Se esse óleo fosse queimado, o Brasil sozinho consumiria 18% do orçamento de carbono restante por 1,5 graus, acabando com nossas chances de afastar o mundo de uma catástrofe climática.

O engraçado é que o governo brasileiro parece estar totalmente ciente de que está cometendo uma falta. Como um funcionário do governo disse com franqueza, “o mundo está indo em direção a uma economia de baixo carbono. Haverá petróleo no chão, e esperamos que não seja nosso “.

O cinismo flagrante da administração Temer está em contraste com a posição bastante progressiva tomada pela delegação brasileira em Fiji-em-Bonn. Enquanto os diplomatas aqui pedem biocombustíveis como uma solução climática e pressionam para a ambição pré-2020, de volta para casa, a atitude é “drill, baby, drill!”.

Brasil, você faz uma cara boa, mas abaixo daquela camada de tinta verde encontra-se uma petrocracia em construção. É hora de levar subsídios absurdos e destiná-los a um melhor uso, mais verde”.





Fonte: http://ciclovivo.com.br/

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Documento de 15000 cientistas: o planeta em crise, a mudança é agora ou nunca mais




Para uma civilização cujo desenvolvimento é medido em milênios, 25 anos não é nada. Certamente não deveria ser suficiente para devorar um planeta inteiro. Mas é para isso que estamos nos encaminhando, e em um aviso para a humanidade, os cientistas explicam que, no espaço de uma ou duas gerações tomamos o caminho da autodestruição.

Era 1992, quando a Union of Concerned Scientists (UCS, uma organização internacional de cientistas envolvidos em campanhas pela sustentabilidade, sediada nos EUA) publicou o primeiro “Aviso dos cientistas do mundo para a humanidade”. Assinado por mais de 1.400 especialistas, o documento mostrava indicadores alarmantes, do desmatamento às reservas hídricas, até o crescimento da população: as atividades humanas estavam destruindo os ecossistemas, conduzindo a própria humanidade a uma crise global, sem precedentes.

Depois de um quarto de século, e não por acaso publicado exatamente durante as negociações da 23ª Conferência das Partes, em Bonn da Convenção das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas, os cientistas da UCS emitiram um segundo aviso.

Usando dados de organizações governamentais e não-governamentais, os especialistas avisam: estamos a ponto de provocar um “dano irreversível” ao planeta Terra, estamos a um passo de atingir os limites de tolerância da biosfera. Eles reiteram a mensagem escrita muito claramente 25 anos atrás: “É preciso uma mudança drástica na gestão dos recursos terrestres” para evitar o colapso do sistema Terra, o ser humano incluído.

Os signatários do documento, liderados por William Ripple, professor de ciências florestais na Universidade Estadual de Oregon, desta vez são 15 000 (dos quais 280 operam em instituições italianas), provenientes de 184 países e incluem a maioria dos ganhadores do prêmio Nobel ainda vivos. Nunca tantos especialistas se reuniram em um único documento científico.

Seria fácil rotular o apelo como um alarmismo com viés catastrófico-ficcional. O trabalho dos cientistas é estudar as mudanças a longo prazo nos ecossistemas, explica Ripple. “E aqueles que assinaram não estão levantando um falso alarme: estão apenas avisando sobre os sinais claros de que estamos seguindo ladeira abaixo, rumo a um percurso insustentável”. Os progressos realizados para uma coexistência entre a espécie humana e todas as outras formas de vida, e para garantir um futuro para nós mesmos, são poucos, mas importantes. Quem escreve isso é Ripple e seus colegas na revista Bioscience, onde publicaram o relatório.

Foram registrados progressos na redução de compostos químicos responsáveis pelo buraco de ozônio, no aumento da produção de energia a partir de fontes renováveis, mas também no declínio da fertilidade (ligado a programas de educação e de sensibilização) em algumas regiões, e, por fim, no declínio da taxa de desmatamento, que passou de 0,18% por ano em 1992 para 0,08% ao ano atualmente. Essas são as melhorias, de outra forma, todo o resto continua muito preocupante.

É grave a situação dos recursos hídricos per capita, que diminuíram em 26% desde 1992 (vocês não sentiram o problema? Muito possivelmente sim, no mais é uma média e significa que em algum lugar alguém provavelmente ficou sem água). Continuam a diminuir os estoques de pescado, embora o boom da aquicultura tenha dado algum fôlego para os oceanos. Aumentam, e dramaticamente, as “zonas mortas” marinhas: milhares de quilômetros de costa tornaram-se estéreis pelo afluxo de poluentes originados pelo setor agropecuário (por exemplo, os fertilizantes para a agricultura).

Estamos derrubando menos árvores, certamente, mas ainda assim perdemos 122 milhões de hectares de florestas em 25 anos, dizendo um não a um dos melhores seguros contra o aquecimento global. Disso decorre o problema da atmosfera, aquecida por emissões de gases de efeito estufa que aumentaram implacavelmente em 62% em vinte anos. Tudo isso causou um aumento na temperatura média global na Terra de 167%, e repercute sobre nossos coinquilinos do reino animal: desde 1992, perdemos 29% das espécies, entre mamíferos, anfíbios, répteis, peixes e aves.

Os cientistas insistem que é crucial, para superar essa longa descida rumo ao colapso, a redução da taxa de crescimento da população humana, que aumentou em 2 bilhões em 25 anos, equivalente a um aumento de 35% desde o primeiro aviso da UCS.

E a Itália, em tudo isso? Qual é a sua contribuição? De acordo com Alberto Basset, professor de ecologia da Universidade de Salento, e signatário do aviso, “o fato de que em alguns países, como a Itália, muitos dos indicadores estejam na contratendência não é motivo de tranquilidade e nem mesmo de satisfação. De fato, nossa ‘pegada ecológica‘ geral vai além do território italiano e contribui para as tendências globais destacadas no relatório”. “Na Itália, as mudanças na superfície florestal e na população estão na contratendência em relação aos dados globais. A preservação das espécies animais e vegetais é muito avançada, a perda de habitat reduzida e em alguns casos verificou-se uma recuperação de habitats prioritários, como, por exemplo, é o nosso rico patrimônio lagunar. No entanto, existem outros pontos fracos, como a invasão de espécies exóticas, o abandono das terras agrícolas, a exploração excessiva das águas subterrâneas, e o nível de poluição geral, todos elementos de desequilíbrio significativos para o nosso país”, explica o ecologista.

Basset afirma que “a principal prioridade é a difusão da cultura ecológica no nosso país que leve os cidadãos a estarem cientes da interdependência da nossa saúde e do nosso bem-estar com aqueles das outras espécies com as quais compartilhamos o território. O conhecimento científico e as políticas de prevenção mais avançadas são certamente importantes, mas o elemento decisivo é o nosso comportamento e nossa percepção do valor dos ecossistemas”.

Uma visão, esta, compartilhada pelos autores do relatório, segundo os quais a intervenção política é fundamental, mas, dizem, “chegou o momento de re-examinar e mudar os comportamentos individuais, incluindo nossa reprodução (limitar-se a dois filhos por família), e a diminuição drástica do consumo per capita de combustíveis fósseis e de carne“.

É o segundo aviso, e desta vez pede a nossa participação, das nossas comunidades, das nossas famílias. Haverá tempo para uma terceira advertência?

Fontes – Jacopo Pasotti, La Repubblica / tradução Luisa Rabolini, IHU de 14 de novembro de 2017

Fonte: http://www.funverde.org.br
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15 de nov de 2017

Ponta de Nossa Senhora, na ilha dos Frades (Salvador) - a praia com selo bandeira azul de sustentabilidade



O verão está chegando e as férias de fim de ano também. Você já pensou onde irá desfrutar esse período? Que tal desbravar o Brasil escolhendo o turismo sustentável para se aventurar em um lugar ainda pouco conhecido pelos brasileiros?

A nossa dica de hoje é a praia Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, em Salvador, que acaba de receber o selo Bandeira Azul, considerado o mais importante da categoria em todo o mundo e atribuído a praias e marinas que cumprem um conjunto de 34 requisitos de qualidade socioambiental, segundo o site de turismo do governo federal.

A praia Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe está em uma Área de Proteção Cultural e Paisagística (APCP), na Baía de Todos os Santos. Tem cerca de 50 moradores e, no verão, chega a receber 4 mil visitantes no fim de semana.

Para chegar à praia, que fica a cerca de uma hora e meia de barco de Salvador, você deve sair do terminal de São Tomé de Paripe.

A Bandeira Azul é promovida pela organização não governamental Foundation for Environmental Education (FEE - Fundação para Educação Ambiental). No Brasil, apenas mais duas praias já tinham o selo, a praia do Tombo e Marinas Nacionais, no Guarujá (SP), Prainha, no Rio de Janeiro (RJ) e Marina Costabella, em Angra dos Reis (RJ).



Exigências da Bandeira Azul

Para receber a Bandeira Azul, a prefeitura de Salvador teve que realizar uma série de requisitos, adequando a praia para atender quatro áreas principais: educação ambiental, gestão ambiental, qualidade da água, segurança e serviços. Com isso foram feitas melhorias em acessibilidade, sanitários, adequação das barracas de praia, implantação de sinalização sobre educação ambiental, entre outras medidas. Segundo a Secretaria de Sustentabilidade de Salvador, durante todo o processo houve participação da comunidade.

Preservação ambiental da praia

A expectativa da prefeitura de Salvador é que o selo ajude na preservação ambiental da praia, ao mesmo tempo em que irá fortalecer o turismo na região e a economia local. André Fraga, secretário de Cidade Sustentável, garante que: "Essa iniciativa na praia de Ponta de Nossa Senhora coloca Salvador na dianteira tanto na área de sustentabilidade quanto na área turística. É a prova de que a praia atende aos critérios exigidos, como comércio justo, acessibilidade e balneabilidade, por exemplo. A Espanha possui centenas de praias com a bandeira, e isso tem muita importância para o turista europeu, que busca locais com essa certificação. Isso potencializa o turismo e o respeito pelas praias sobre a importância de ter sempre locais limpos e acessíveis, que prezem pela sustentabilidade".

Belezas naturais

A Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe está uma grande faixa de mata nativa cujas águas são transparentes e mornas. Além de ser uma APCP, a praia é uma Reserva Ecológica desde 1982. Subindo o mirante onde estão um farol e uma igreja, é possível se deslumbrar com a vista para a Baía de Todos os Santos.



Turismo

A coordenadora do Bandeira Azul no Brasil, Leana Bernardi, afirmou ao Correio 24h que: “A comunidade se sente mais valorizada e cuida mais da praia, é um atrativo para a movimentação da economia. Salvador tem um trabalho bem avançado e deve, sim, ganhar a certificação”.

Mas a adequação da praia ainda não acabou. Espera-se que uma trilha seja implantada, que um posto de salva-vidas e de lixeiras seja instalado e que medições da qualidade da água sejam feitas periodicamente. A ponta de acesso à ilha já conta com piso táctil para garantir acessibilidade.

O padrão de conservação ambiental exigido pela Bandeira Azul acaba interferindo na atitude da comunidade, que se sente mais responsável pelo cuidado da praia. Essa é a visão do oceanógrafo Mateus Lima, da Preamar Gestão Costeira, empresa responsável pela execução das mudanças necessárias para a garantia da certificação. “As mudanças ocorreram junto com a comunidade. Eles aceitaram aulas de educação ambiental. Estamos acertando regras para instalar uma horta comunitária; fizemos mergulhos com eles para mapear o local”, diz ele. Como o selo tem validade anual, para que ele seja renovado, a comunidade tem que manter um padrão de cuidado ambiental.

Deu vontade de conhecer esse paraíso não é mesmo? Mas lembre-se: assim como a comunidade local teve que se adaptar para atender as exigências do selo Bandeira Azul e precisa manter um padrão de conservação ambiental, o turista também tem essa mesma responsabilidade. O cuidado com o meio ambiente deve ser praticado na nossa casa e em todos os lugares por onde transitamos, inclusive, quando saímos de férias. Podemos relaxar à vontade, mas sem descuidar do meio ambiente.

Fonte: Gisella Meneguelli - https://www.greenme.com.br/
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