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11 de dez de 2017

Como se dá a reciclagem dos plásticos e no que se transformam

O plástico com certeza foi uma das maiores invenções de todos os tempos. Nos dias de hoje, ele está tão inserido nas nossas vidas que nem percebemos que quase tudo ao nosso redor é feito de plástico. Acontece que toda essa dependência gera um resíduo grande e indissolúvel pela natureza. A solução? RECICLAR. Confira aqui passo a passo as etapas pela qual o plástico passa durante a reciclagem e fique por dentro do que acontece antes do plástico voltar para você.

Abaixo, você pode visualizar como ficou esse material super rico visualmente, produzido pelo Evolution Plásticos:



Colaboração de Nayrison da Costa, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 11/12/2017

Fonte: www.ecodebate.com.br/
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9 de dez de 2017

PROTESTO

Há sete anos criei meu site e o mantenho ininterruptamente com postagens diárias de cunho cultural e informações de qualidade. Cheguei a marca de 70.000 visualizações por mês em todo os continentes.

Deve ser esse o motivo porque me encontro bloqueado pelo facebook (só posso publicar na minha linha do tempo).

Com bondade e amor vai aí meu protesto:


reflexões

Pesquisas recentes comprovam o poder das PANC na prevenção de doenças




No início de 2016 publiquei aqui um post sobre as PANC, Plantas Alimentícias Não-Convencionais. Para se ter uma ideia, aqui no Brasil existem cerca de 10 mil espécies de plantas alimentícias e só utilizamos cerca de 300. Isso diminui a regionalidade alimentar e é mais uma prova do aumento da globalização dos nossos hábitos alimentares. As PANC normalmente são vistas como mato, ervas daninhas ou invasoras das plantações, isso porque elas nascem e crescem sozinhas, sem precisar de nenhum tipo de manejo. O que a maioria das pessoas não sabe é que elas possuem mais nutrientes, fibras, proteínas e compostos bioativos do que as convencionais, principalmente as que são cultivadas em larga escala, com agrotóxicos e solo pobre. Na culinária, as PANC são saborosas e versáteis. E o aumento do seu consumo pode ajudar a combater a fome, a melhorar a renda de pequenos agricultores locais e a preservar o meio ambiente, pois não o agride na sua produção.

De acordo com a nutricionista Valéria Paschoal, autora do livro, Nutrição Funcional & Sustentabilidade, “Para asseguramos que as gerações futuras tenham acesso ao alimento íntegro tanto em quantidade como em qualidade, os profissionais que trabalham com a prescrição e orientação nutricional têm que ter a noção de que a compra que eu faço hoje, no supermercado, de produtos alimentícios, terá um impacto futuro na saúde do meio ambiente e na qualidade dos alimentos produzidos. Temos que trabalhar com alimentos que sejam da nossa biodiversidade, produzidos no Brasil, um país continental, que tem em abundância frutas, verduras e alimentos que não são classicamente consumidos, como as PANC.”. Vou citar aqui os benefícios e as características de algumas delas.

Camu-camu



Encontrada nas regiões Norte e Nordeste, essa PANC é rica em potássio, sódio, cálcio, zinco, magnésio, cobre, flavonóides e antocianinas, que ajudam a reduzir possíveis inflamações. Pesquisas comprovam que o seu consumo frequente aumenta a nossa capacidade antioxidante, protegendo as nossas células. Um estudo realizado com fumantes concluiu que o consumo diário do suco de camu camu ajuda a reduzir o estresse oxidativo aumentado pelas toxinas do cigarro. Este potencial antioxidante também foi testado em ratos e foi comprovado o seu poder de aumentar os espermatozóides nos animais, o que pode colaborar com a fertilidade. Ela também tem um papel importante na redução do triglicérides e do colesterol total e ainda colabora com a saúde do nosso fígado. Se não bastasse, possui altas doses de vitamina C, que fortalece o nosso sistema imunológico. Pode ser consumida na sua forma original ou em sucos, compotas ou geleias.

Beldroega



Encontrada na região Sudeste, essa hortaliça folhosa tem ramos longos que vão de 20 a 40 cm. De acordo com pesquisas recentes, suas folhas têm uma qualidade nutricional melhor do que a de outros vegetais cultivados. Possui também maior teor de betacaroteno, vitamina C e ácido alfa-linoleico. É muito rica em ômega 3 e em ômega 6, que são antioxidantes, que colaboram com a saúde do fígado e com a eliminação de toxinas. Tem ainda bastante magnésio, que pode prevenir a formação de cálculos renais. Na medicina chinesa a beldroega é usada em forma de chá para combater febres, vermes ou atuar como antisséptico.

Ora-pro-nobis



Em Minas Gerais a planta é consumida normalmente, mas em outros estados do Sudeste, é considerada como não-convencional. Estudos científicos comprovaram o seu poder no aumento na imunidade e na prevenção de alguns tipos de câncer, por conta do alto teor de vitamina A. Ela ainda colabora com o controle da pressão arterial e tem um teor proteico pelo menos duas vezes maior do que o do feijão. É composta também de zinco, que atua como antioxidante, de cálcio e magnésio, que melhoram a saúde óssea e de ácido fólico, que contribui com a diminuição do risco de doenças cardiovasculares.

Taioba




Muito consumida no Rio de Janeiro, mas desconhecida em outros estados do País, esta PANC é rica em fibras, cálcio, magnésio e boro, fundamentais para a saúde óssea, o boro ajuda a reter o cálcio dentro dos ossos e a prevenir a formação de cálculos renais. Tem também cobre e manganês, que ativam nosso sistema imunológico e melhoram a pigmentação do cabelo, por exemplo, evitando o aparecimento de cabelos brancos, causados pelo estresse oxidativo. Ainda é composta por ferro e vitamina C, que devem ser consumidos juntos por quem tem acesso ao ferro por fontes vegetais, que precisa da vitamina C para ser absorvido. Estudos comprovam que a taioba aumenta o bolo fecal, que ajuda a reduzir a gordura do fígado e colabora muito com o funcionamento do intestino, ajudando a prevenir o câncer de colo retal.

Moringa



Presente na região Sul essa PANC pode ser consumida em várias partes, sua flor, seu fruto jovem, sua folha e sua raíz, que parece a raíz forte utilizada na culinária japonesa. Foram feitas pesquisas recentes que comprovaram a sua eficácia na eliminação de metais tóxicos, como alumínio, chumbo e flúor, e como consequência, na prevenção do câncer. A planta também é rica em vitamina A, ferro, proteína, vitamina E e fitoquímicos, que ajudam a reduzir a gordura no fígado.

Caruru ou Bredo


Esta PANC pode ser encontrada em todas as regiões do Brasil, mas é mais popular na Bahia. Nasce no meio das plantações de verduras e tem um papel importante no controle da pressão arterial. Também é rica em zinco, cálcio, magnésio, fibras, compostos fenoicos, que são antiinflamatórios, antioxidantes e podem ajudar na prevenção de casos de Alzhemeir e de Parkinson.

Os especialistas recomendam que as PANC não devem ser consumidas cruas por conta de seus fatores antinutricionais, substâncias que atrapalham a absorção de vitaminas e minerais pelo organismo. Também precisam ser bem higienizadas. Outra dica é optar por aquelas vindas de solos sadios, ou seja, que fiquem distantes de fontes de poluição.

O principal desafio agora é disseminar estas informações para que as pessoas possam identificar as PANC mais próximas e acessíveis e para que saibam diferenciá-las das plantas não comestíveis. “Nosso desejo é que em breve as PANC, não sejam mais alimentos não convencionais, porque a partir do momento que eu passe a consumi-las elas passam a fazer parte do nosso cotidiano alimentar. Chega de consumirmos apenas alimentos convencionais como cenoura, alface, tomate. As PANC são amigas do meio ambiente, são selvagens, resistentes e não precisam de muita água”, complementa Valéria Paschoal. A nutricionista sugere que as PANC sejam utilizadas para compor as hortas das escolas, pois durante as férias a maioria das plantações morre e precisam ser refeitas a cada início de ano letivo, mas as não-convencionais não precisam de muitos cuidados e estarão sempre à disposição dos alunos, assim que as aulas retornarem. Também é uma forma de apresentá-las à população por meio dos estudantes.

Fonte – Juliana Carreiro, O Estado de S. Paulo - http://www.funverde.org.br
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8 de dez de 2017

Governo publica MP que destrava recursos de conservação ambiental

Medida define novas regras para a aplicar os recursose aumenta o prazo para a contratação de brigadistas em unidades de conservação.


Unidades de conservação: ainda não está definido como o novo modelo vai funcionar, mas é o ICMBio quem vai determinar a forma de aplicação dos recursos (Osvaldo Cristo/Acervo Floresta Nacional de Ipanema/Prefeitura de Iperó/Divulgação)

Após longa negociação entre o governo federal, o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes da Conservação da Biodiversidade (ICMBio), foi publicada esta semana a Medida Provisória (MP) nº 809, que define novas regras para a aplicação de recursos da compensação ambiental e aumenta o prazo para a contratação de brigadistas em unidades de conservação nacionais.

O presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski, disse que o órgão está comemorando muito a medida, considerada a mais importante do ano. Ele avalia que a nova regra vai fortalecer a gestão e viabilizar a consolidação de várias unidades no país.

“Quando são somadas as possibilidades de mais recursos e as de ampliação do tempo e do escopo de atuação desses brigadistas em cada parque e em cada reserva, ganhamos outra dimensão, muda completamente nossa dimensão de gestão e de trabalho. Ou seja, teremos mais dinheiro para infraestrutura e custeio e mais capacidade de gestão, ampliando nossos quadros com contratação local. Para nós, é a medida mais importante dos últimos tempos.”, disse.

Soavinski explicou que a nova regra deve destravar R$ 1,2 bilhão, atualmente represados. “Isso é o que já está em carteira, acumulado, ou seja, aquilo que já nos devem. Fora as novas obras que vão acontecendo a cada mês e a cada ano.”, explicou. Do total, cerca de 800 milhões serão destinados à regularização fundiária em unidades de conservação, que precisam ser indenizadas. O restante será investido na melhoria da infraestrutrura de administração, proteção, visitação, educação ambiental e pesquisa.

O orçamento discricionário do ICMBio em 2017, ou seja, tirando a folha de pagamento e custeio, é de R$ 200 milhões.

Entenda a mudança

A compensação ambiental é um mecanismo financeiro criado para contrabalançar os impactos ambientais previstos ou já ocorridos na implantação de empreendimentos. É uma indenização paga pelos empreendedores pela degradação e que incorpora os custos sociais e ambientais identificados no processo de licenciamento.

Pela regra anterior, cabia às empresas executar diretamente as atividades de compensação nas unidades de conservação indicadas. A norma era de difícil aplicação, pois geralmente era exigido o cumprimento de uma lista grande de atividades, necessárias para a implantação de uma unidade. “Aí uma empresa, vamos supor, uma hidrelétrica ou uma petrolífera, tem que ir lá implantar uma unidade de conservação, mas essa não é a expertise dela”, diz o presidente do ICMBio.

A partir da MP, os empreendedores passam a ter opção de depositar os recursos da compensação ambiental em uma instituição financeira pública e assim quitar suas obrigações. “A partir daí, o ICMBio faz o plano de trabalho, passa para a instituição financeira e ela executa, acompanhada por nós.”

Segundo ele, o problema não era que as empresas se negassem a pagar, mas que tinham dificuldade de cumprir as exigências e reclamavam que era muito complicado fazer a execução direta. “Foi daí que surgiu a ideia de preparar essa medida provisória e discutir com o governo, no sentido de desonerar as empresas de ter que fazer. Para nós, a vantagem é que as unidades ganham mais agilidade. Em vez da empresa ir lá e fazer, ela deposita o recurso nesse fundo que foi criado.”

Ainda não está definido como o novo modelo vai funcionar, mas é o ICMBio quem vai determinar a forma de aplicação dos recursos.

Ricardo Soavinski informou que a área responsável foi orientada a se dedicar integralmente ao assunto, e a expectativa é de que as regras para o uso dos recursos sejam publicadas em uma Instrução Normativa que deve sair “nos próximos dias”.

Brigadistas

A MP aumentou de seis meses para dois anos o prazo para a contratação de brigadistas em unidades de conservação administradas pelo ICMBio e ampliou o escopo de atividades que eles podem exercer nas unidades. Todos os anos, o órgão contrata cerca de mil brigadistas.

Segundo o presidente, o tempo de contratação previsto anteriormente, de três meses, renovável por mais três meses, era curto demais para fazer a prevenção e depois o combate a incêndios. “A mudança vai tornar o trabalho deles mais efetivo e o custo também deve cair por causa da economia com a compra de EPIs e a capacitação.”

O presidente destaca que as contratações ocorrem nas localidades próximas de cada parque ou reserva. “É emprego local e cria uma sinergia entre a comunidade e a unidade de conservação”, afirma Ricardo Soavinski.

Com a medida, os brigadistas também poderão exercer outras funções. “Às vezes, a gente faz a prevenção e depois fica esperando os possíveis focos de incêndio. Nesse meio-tempo, os brigadistas agora poderão ajudar na educação ambiental, na manutenção de trilhas, enfim, fazer uma série de atividades nos parques que a legislação anterior não permitia.”.

Fonte: https://exame.abril.com.br/
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7 de dez de 2017

Mamão papaia inibe a proliferação de células de câncer no intestino

Estudo publicado esta semana comprova efeito benéfico do mamão.


Pesquisadores da USP descobriram que o mamão papaia, dependendo de seu ponto de amadurecimento, é capaz de conter o avanço de células de câncer no intestino. O estudo, realizado por João Paulo Fabi e Samira Prado, do Centro de Pesquisas em Alimentos - Alimentos sem Mitos (FoRC-USP), foi publicado no último dia 29 na revista científica Scientific Reports e está disponível para consulta on-line.

Realizado com frutos naturais e células extraídas de tumores humanos, o resultado do estudo in vitro mostra que as pectinas, que são fibras naturais presentes no mamão, reagiram com as células cancerígenas, evitando sua proliferação. Conforme os frutos foram amadurecendo, maiores foram as porcentagens de reação de suas pectinas com os tumores. No caso dos mamões utilizados no experimento, o terceiro dia após a colheita foi o que mostrou os melhores resultados. No quarto dia já ocorreu uma nova queda no desempenho das pectinas.

Isso ocorre porque as pectinas presentes nos frutos variam de tamanho e formato conforme avança o amadurecimento. Os pesquisadores concluíram, dessa forma, que existe um ponto ideal em que o consumo do mamão terá os seus efeitos maximizados. As pesquisas devem continuar para descobrir quais seriam as melhores formas de identificar esse momento, uma vez que o amadurecimento dos frutos varia de acordo com o clima e as características do local onde ele foi plantado.

Confira o vídeo completo sobre o estudo:



Fonte: https://www.ecycle.com.br/

saúde

O que é aquecimento global?

Aquecimento global é o aumento da temperatura média global na atmosfera e nos oceanos.



O aquecimento global é o processo de mudança da temperatura média global da atmosfera e dos oceanos. O acúmulo de altas concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera bloqueia o calor emitido pelo sol e o prende na superfície terrestre, aumentando a temperatura da Terra.

O mundo está se tornando mais quente. Mas esse é um processo natural da Terra ou decorre da ação humana? Há muita discussão em torno do assunto, mas é sempre bom esclarecer o que é o aquecimento global, processo que o vídeo abaixo, produzido pela equipe do Portal eCycle, explica:



Já o efeito estufa é um processo fundamental para a vida na Terra, pois faz com que o planeta se mantenha aquecido; mas o aumento significativo das emissões de gases do efeito estufa associado a fenômenos naturais e ações promovidas pela atividade humana, como o desmatamento de florestas, têm sido determinantes para o desequilíbrio do balanço de energia do sistema, ocasionando maior retenção de energia e o aumento do efeito estufa, com o aquecimento da baixa atmosfera e aumento da temperatura média do planeta e possíveis distorções ambientais O aquecimento global se tornou um dos maiores problemas da Terra, com efeitos que podem ser catastróficos.

Assim, o aquecimento global é um processo que ocorre quando a radiação infravermelha na superfície terrestre - que vem da luz do sol - é absorvida por gases presentes na atmosfera; como o vapor de água (H2O), o dióxido de carbono (CO2) e outros gases mais fortes como o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O) e a família dos CFCs (CFxCly) - que se apresentam como fortes captadores de radiação infravermelha e potencializadores do efeito estufa. Esse conjunto de gases é, portanto, chamado de Gases de Efeito Estufa ou GEE. Para saber mais sobre esse tema confira a matéria: "Conheça os gases de efeito estufa e sua influência no aquecimento global".

Entenda melhor o que é o efeito estufa no vídeo abaixo, produzido em parceria entre a Agência Espacial Brasileira e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais:



Estudos

Se a ação humana não é a única causa do aquecimento global, seu impacto é considerável. É importante a discussão sobre a determinância ou não da ação antrópica (dos humanos) sobre o aquecimento global; mas a sólida maioria da classe científica reconhece a atividade humana como a principal causadora do aquecimento global.

Um estudo feito pela Universidade de Bristol, no Reino Unido, e publicado na revista Nature, estimou que um aumento no nível do mar poderia ser da ordem de 90 centímetros até o ano de 2100. Isso, de acordo com o estudo, seria devido ao derretimento de geleiras e da expansão das águas do oceano, causados pelo aumento da temperatura global. O aumento do nível do mar causaria o desaparecimento de ilhas e até de países inteiros, além de prejuízos para cidades litorâneas, causados pelo desaparecimento de áreas mais baixas.

Outro estudo sugere que o aquecimento global pode aumentar o número de erupções vulcânicas. Ao analisarem o último milhão de anos, pesquisadores conseguiram estabelecer uma relação direta entre o aquecimento global e o aumento de atividades vulcânicas. Isso pelo fato de que, com o aumento da quantidade de água nos oceanos causado pelo derretimento, a pressão sobre o solo oceânico aumenta, fazendo com que as chances de erupções aumentem.

Uma pesquisa liderada por Nigel Arnell, diretor do Instituto Walker, da Universidade de Reading, no Reino Unido, demonstra que o estabelecimento de políticas que garantam o aumento de temperatura de até 2°C até o ano de 2100, pode reduzir 65% dos impactos ambientais. Atualmente, a previsão é de que até o fim do século, o aquecimento global conduzirá o planeta a uma temperatura até 4°C mais quente. O Acordo de Paris, estabelecido em dezembro de 2015, tem a meta de limitar o aquecimento global em 2°C até 2100.

Em relatório encomendado pelo Fórum Econômico Mundial, intitulado Global Risks 2013, o aquecimento global associado ao desequilíbrio do efeito estufa já era reconhecido como o terceiro maior risco global por conta dos grandes fenômenos climáticos de 2012, como o furacão Sandy e as enchentes na China. A indústria seguradora é um bom exemplo disso - acompanha com apreensão a crescente sucessão de desastres naturais que impactam, direta e imprevisivelmente, o risco de suas operações.


O que fazer para ajudar a reduzir o aquecimento global

Conscientização e mudanças de atitude são muito importantes quando o assunto envolve aquecimento global e mudanças climáticas. Para contribuir com a diminuição de emissão de gases do efeito estufa, em primeiro lugar, é preciso saber onde estão esses gases.

Reduza o uso de carro

O dióxido de carbono é encontrado principalmente na queima de combustíveis fósseis como a gasolina, diesel e carvão. Para evitar esse tipo de poluição, a redução do uso deliberado do automóvel parece ser um bom caminho.

Que tal usar bicicleta, transporte público ou coletivo?



Bicicletas são boas opções para deslocamentos de curta e longa distâncias. Caronas e transporte público de qualidade, sobretudo trens e metrô - que utilizam fontes renováveis de energia - são ótimas alternativas. Quando o local é bem próximo, ir a pé também é uma boa.

Churrasquinho? Hoje não, obrigado!

O uso maciço de fertilizantes nitrogenados na agricultura para a ração do gado também é um forte amplificador do aquecimento global, uma vez que além de exigirem grandes quantidades de energia em sua produção, quando aplicados ao solo, desprendem nitrogênio na atmosfera. O gás, combinado ao oxigênio, dá origem ao óxido nitroso (N2O), um poderoso GEE, cujo potencial de retenção de calor na atmosfera é de ordem 300 vezes superior à do dióxido de carbono (CO2).

Já o metano, GEE cerca de 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono na retenção de calor na atmosfera, a ela chega de diversas formas: emanação via vulcões de lama e falhas geológicas, decomposição de resíduos orgânicos, fontes naturais (ex: pântanos), na extração de combustível mineral (a exemplo do gás de folhelho via fraturamento hidráulico extraído do folhelho negro), fermentação entérica de animais (herbívoros, carnívoros e onívoros), bactérias e aquecimento ou combustão de biomassa anaeróbica.

A agropecuária é fortemente uma atividade amplificadora do aquecimento global; isso porque no processo são emitidas quantidades significativas de GEE. Um estudo feito pela Universidade de Leeds, no Reino Unido, mostrou que reduzir consumo de carne vermelha é mais efetivo contra gases-estufa do que deixar de andar de carro.

Compostagem é uma boa!



Com relação à decomposição de resíduos orgânicos, a biodigestão e a compostagem são consideradas tecnologias mitigadoras por reduzirem as emissões GEE por tonelada de resíduo tratado; a primeira tem a vantagem de gerar energia como subproduto e a segunda, o adubo natural.

Quanto menos CFCs, melhor

Embora o consumo de CFCs (clorofluorcarbonetos) tenha sido eliminado no país de forma regulamentar, ainda estão em operação equipamentos de refrigeração e ar-condicionado que operam à base desses gases nocivos. Alternativamente aos CFCs, sob o argumento de serem 50% menos destrutivos à camada de ozônio, surgiram os HCFCs (hidroclorofluorcarbonos). Por outro lado, a nova solução, baseada nos gases chamados fluorados, representa grande contribuição para o aquecimento global. Isso porque essa tecnologia alternativa pode ser milhares de vezes mais prejudicial do que o dióxido de carbono, o que levou a União Européia a pressionar por seu banimento em favor de alternativas naturais não sintéticas, como a amônia ou o próprio dióxido de carbono, que têm altas propriedades de resfriamento. No Brasil encontra-se em curso o Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs, com objetivo de cumprir um cronograma para a eliminação destes gases e que estabelece o congelamento dos níveis de produção e importações em 2013, sua redução em 10% até 2015, e o banimento total em 2040.

Por fim, ainda há ações importantes a serem tomadas e que dizem respeito ao caráter político de nossa vida em sociedade. Um cidadão consciente e ambientalmente educado reúne a argumentação e as condições necessárias para, além de tomar as melhores escolhas em relação ao consumo, pressionar governos, empresas e representantes da sociedade a tomarem decisões e posturas mais viáveis socioambientalmente e, consequentemente, combativas ao aquecimento global. Exemplos dessas ações são a capacidade de articulação em sociedade, apoio à representantes que mostram preocupação com mobilidade urbana, com o aquecimento global e com todos outros temas ligado à sustentabilidade.

Fontes: AEB - Agência Espacial Brasileira e INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais MCT - https://www.ecycle.com.br
artigos

Brasil inicia operações dos dois maiores parques solares da América Latina

Juntos, eles tem capacidade para abastecer 568 mil lares brasileiros.



Parque Solar Nova Olinda, no Piauí. | Foto: Divulgação/Enel

A Enel, por meio de sua subsidiária de energia renovável Enel Green Power Brasil (EGPB), iniciou operação de 546 MW de projetos solares fotovoltaicos no Brasil, sendo 254 MW do parque solar Ituverava e 292 MW do parque solar Nova Olinda, que são os maiores parques solares da América do Sul atualmente em operação. Ituverava fica no município de Tabocas do Brejo Velho, Estado da Bahia, e Nova Olinda está localizada no município de Ribeira do Piauí, no Estado do Piauí.

A Enel investiu aproximadamente 300 milhões de dólares americanos na construção de Nova Olinda, como parte dos investimentos previstos no plano estratégico da companhia, e que serão financiados por meio de recursos próprios do grupo, assim como por um empréstimo de longo prazo concedido pelo Banco do Nordeste. O parque solar de Nova Olinda (292 MW), que é composto por quase 930 mil painéis solares em uma área de 690 hectares na região do semiárido, será capaz de produzir mais de 600 GWh por ano quando estiver em plena operação, o suficiente para atender às necessidades de consumo de cerca de 300 mil lares brasileiros, evitando a emissão de aproximadamente 350 mil toneladas de CO2 na atmosfera.

A construção da planta solar de Ituverava exigiu investimentos de cerca de 400 milhões de dólares americanos, também parte dos investimentos previstos no plano estratégico do grupo. O parque Ituverava é financiado por recursos próprios do grupo, assim como por um financiamento de longo prazo fornecido pelo Banco da China e Santander. A planta é composta de cerca de 850 mil painéis distribuídos em uma área de 579 hectares e, uma vez em plena operação, será capaz de produzir mais de 550 GWh, o suficiente para atender às necessidades de consumo de mais de 268 mil lares brasileiros, evitando a emissão de mais de 318 mil toneladas de CO2 na atmosfera.


Parque solar de Ituverava, na Bahia. | Foto: Divulgação/Enel

Os dois parques solares são apoiados por um acordo de compra de energia (Power Purchase Agreement, – PPA sigla em inglês) de 20 anos com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

No Brasil, o Grupo Enel, através de suas subsidiárias EGPB e Enel Brasil, tem uma capacidade instalada total em renováveis de cerca de 2.276 MW, dos quais 670 MW de energia eólica, 716 MW de energia solar e 890 MW de energia hidrelétrica, bem como cerca de 275 MW de capacidade atualmente em construção, dos quais 172 MW eólicos e 103 MW solares.

Fonte: http://ciclovivo.com.br
meio ambiente

A legislação ambiental brasileira é restritiva demais para os negócios?


Em outubro deste ano, foi divulgado o resultado de um estudo realizado pelo Climate Policy Initiative, relacionado no Brasil ao Núcleo de Avaliação de Políticas Climáticas (CPI/NAPC), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Com apoio da Sociedade Rural Brasileira e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o trabalho levaria à conclusão, segundo a agência, que, em termos mundiais, o Brasil tem “a legislação florestal mais restritiva entre os grandes produtores de alimentos”.

O enfoque é dado preponderantemente ao Código Florestal Brasileiro, a despeito do substantivo abrandamento feito pelo Congresso Nacional em 2012. De acordo com o estudo, o Brasil teria as regras mais rígidas de proteção de Áreas de Preservação Permanente (APP) em propriedades privadas. Porém, cabe ressaltar que essa situação se limita à legislação existente e não a sua aplicação, sendo considerada uma “pedra no sapato” no entendimento de diversas entidades de classe que representam os interesses ruralistas.

Parece haver uma compreensão distorcida de que proteger áreas naturais onde há nascentes, beiras de rios e encostas é algo prejudicial aos negócios e que, pelas restrições causadas, estamos em defasagem perante os países que não apresentam o mesmo arcabouço legal protetivo.

Pior ainda se a questão da Reserva Legal for considerada, pois ela se refere a uma percentagem da propriedade diferente em cada bioma brasileiro, que deve ser mantida com cobertura natural. Mas isso antes da profunda modificação do Código Florestal. Atualmente, há situações que levam à possibilidade de até monoculturas exóticas de árvores integrarem parte da área de Reserva Legal, o que vem sendo motivo de contestação judicial neste momento.

De fato, vivemos em um país de extremos. E de uma complexa condição de interesses sumamente segregadores, que deixam o que é óbvio dúbio. E o que deveria ser uma fortaleza torna-se fragilidade. Lamentavelmente, é corrente o uso de comparações desprovidas de suporte científico com países do Hemisfério Norte. São, em geral, construídas com base em regiões onde as condições climáticas, dinâmica de evolução do relevo, ciclo hidrológico e formação de solos, além da diversidade biológica, são radicalmente distintas do que ocorre nos biomas brasileiros, portanto pouco comparáveis em termos de susceptibilidade e necessidade de proteção.

É antiga a máxima de que “se eles destruíram por lá, nós também temos o direito de destruir por aqui”. Ouvimos isso no Brasil há décadas. E os que têm o poder sobre o território vêm impondo suas vontades de forma intensa, desrespeitando a legislação vigente e desafiando o restante da sociedade.

O “Agro” vende uma imagem de modernidade e riqueza sem limites. É, ao mesmo tempo, responsável por situações de expressiva limitação de acesso à água para milhões de pessoas. São também inúmeros os serviços ecossistêmicos que acabam cerceados da população pelo excesso de exploração do território. Dados não faltam, mas é desproporcionalmente baixo o número de instituições sendo estimuladas a processá-los, trazendo à tona o que perdemos todos os anos por erosão dos solos, efeitos do excesso de fertilizantes e de agrotóxicos e as terras que deixam de ser produtivas por sua exaustão.

É grosseira a afirmação de que um regramento ambiental mais consistente seja a razão para qualquer país ser inferior a outro. Se o Brasil conseguiu construir uma legislação mais avançada e moderna, que reconhece nossa enorme dependência da natureza (ou de áreas naturais bem conservadas), isso representa uma vantagem competitiva sem precedentes.
Mas o que ocorre, afinal, é um “faz de conta” no que se refere ao cumprimento dessas leis por parte de muitos proprietários de terras. É um discurso claramente demagógico, que deveria nos envergonhar, a afirmação de que a manutenção de áreas mínimas protegidas é responsável pelas mazelas da sociedade. Aqui, como se vê, o inverso tem espaço e se impõe, mesmo sendo uma grande mentira.

Por Gilson Burigo, geólogo e professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).


Fonte: Época - Blog do Planeta - http://espacoecologiconoar.com.br
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6 de dez de 2017

ANISTIA INTERNACIONAL REVELA: BRASIL É PAÍS MAIS PERIGOSO DO MUNDO PARA AMBIENTALISTAS




A Anistia Internacional divulgou ontem, 05, em Paris, um documento em que menciona o Brasil como o país mais perigoso do mundo para ambientalistas. Conforme notícia publicada pela Rádio França Internacional, a organização não governamental apresentou dados que apontam a morte de 58 ativistas de janeiro a agosto deste ano.

As mortes de ativistas que atuam contra o desmatamento e na defesa de trabalhadores sem terra e pequenos agricultores tornam-se preocupante, principalmente ao se comparar com os dados de mortes ocorridos no ano de 2016, onde foram identificadas 66 mortes durante todo o ano.

Para se ter uma ideia da representatividade desta quantidade de mortes identificada no País, a Anistia Internacional divulgou que neste mesmo ano de 2016 foram registrados um total de 200 mortes, relacionadas a ambientalistas, em todo o mundo.

O Brasil lidera uma lista que apresenta logo atrás países como a Colômbia, Filipinas, Índia e Honduras.

A ação de lobbys poderosos relacionados a interesses privados que possuem interesses na exploração irregular de recursos naturais, são os responsáveis por este tipo de crime e vem se agravando a cada ano, sem uma ação mais efetiva das autoridades locais.

Além disso, a ação policial de forma violenta no sentido de conter invasões ou na retomada de terras invadidas acaba resultando na maioria destas mortes, que dificilmente são apuradas, não gerando responsabilizações e punições a seus causadores.

O documento da Anistia Internacional intitulado “Ataques letais, mas evitáveis: assassinatos e desaparecimentos forçados daqueles que defendem os direitos humanos”, conclui ainda que “desde que o Programa Nacional para a Proteção dos Defensores de Direitos Humanos foi enfraquecido, em 2016” a situação brasileira apresentou piores indicadores, sendo até motivo de cobranças de fortalecimento de controles em maio de 2017, por parte do Conselho de Direitos Humanos da ONU em reunião realizada em Genebra.

Este documento emitido nesta data pela Anistia Internacional tem por objetivo se inserir na campanha anual do Dia Internacional de Defesa dos Direitos Humanos, celebrado no dia 10 de dezembro.

Fonte foto: Justiça Global - https://www.greenme.com.br
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Novas regras do IAP proíbem tocar bateria na Ilha do Mel

Portaria atualizada do IAP permite música ao vivo apenas acústicas e com novos horários limites.


Música ao vivo está liberada até meia-noite nos dias de semana e até as 2h no finais de semana e dias festivos. Brunno Covello/Gazeta do Povo

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) atualizou a portaria 223/2017, que regulamenta o uso de equipamentos de som na Ilha do Mel, no litoral do Paraná. Em debate com moradores e o Ministério Público, ficou definido que nos dias de semana, independente de ser temporada, o horário de meia-noite será o limite para permissão de música ao vivo, que deverá ser sempre acústica, ou seja, sem o uso de bateria. A regra vale também para outros equipamentos de diversão, lazer e entretenimento. No finais de semana, feriados e festividades, como carnaval e ano-novo, o horário se estende até 2h da manhã nas mesmas condições.

Em relação ao volume e a amplitude do som, o IAP informa que deverão ser respeitados os limites definidos pela Resolução nº 01/90 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), assim como era definido na portaria anterior. “Não podemos esquecer que a maior parte do território da Ilha do Mel é Unidade de Conservação e que nossa principal missão é proteger e conservar os ecossistemas únicos que tem no local”, afirma o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto.

A nova regulamentação também define que a fiscalização será de competência do Batalhão de Polícia Ambiental, da Polícia Militar, conforme convênio firmado entre Secretaria de Estado do Meio Ambiente, IAP, Secretaria de Estado da Segurança Pública, e Polícia Ambiental em 2016.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br
notícias

Pesquisadores são ameaçados por criticarem projeto de mineração no Xingu

Grupo apresentou estudos sobre os impactos da mineradora canadense Belo Sun na região.



Um grupo de pesquisadores acionou o Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) após ser ameaçado pelo prefeito de Senador José Porfírio, Dirceu Biancardi, durante uma apresentação de estudos sobre os impactos negativos da mineradora canadense Belo Sun na região no entorno da cidade, que serve de base operacional para o projeto Volta Grande.

A ameaça ocorreu na semana passada, durante o evento Veias Abertas da Volta Grande do Xingu, realizado em um auditório da Universidade Federal do Pará. Acompanhados de ativistas e moradores da região da Volta Grande do Xingu, os professores e estudantes relataram à Polícia Federal e ao MPF que, a mando do prefeito da cidade, cerca de 40 pessoas teriam sido instruídas a ameaçá-los, impedindo-os de deixar o local, o que configura cárcere privado. Os agressores, segundo a denúncia, foram transportados da cidade até Belém, em um ônibus pago pelo prefeito. Por segurança, a identidade dos denunciantes é mantida em anonimato.

Em nota, o prefeito confirmou ter participado do evento e afirmou que, na ocasião, “desenvolveu meramente o papel de defender os interesses da população porfiriense”. Segundo ele, sua atuação ficou limitada a ponderações sobre os investimentos em torno do empreendimento e “o futuro das comunidades no entorno do projeto” da mineradora. “O governo municipal quer se fazer presente e ter o direito constitucional de voz”, afirmou o gestor em outro trecho do comunicado.

Processos

Atualmente, tramitam no MPF dois processos judiciais contra a Belo Sun e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará, ambos relacionados a irregularidades no licenciamento ambiental da mineradora. Além disso, a licença da instalação concedida pelo governo estadual à companhia está suspensa por ordem do Tribunal Regional Federal da 1º Região (TRF1).

Na mesma região da cidade de Senador José Porfírio, no sudoeste do estado, também opera a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, outro empreendimento criticado pelos impactos à comunidade local.

As informações são da Agência Brasil.
meio ambiente

5 de dez de 2017

Dez fatos sobre energia eólica brasileira que você talvez não saiba






1. Há dias em que pelo menos a metade da energia do Nordeste vem das eólicas

A energia eólica tem batidos recordes atrás de recordes no Brasil. Há dias, por exemplo, em que pelo menos a metade da energia do Nordeste vem de eólicas, destaque impressionante para essa região. No dia 4 de Julho de 2017, por exemplo, 51% da energia consumida no Nordeste veio das eólicas.

2. Não é só no Nordeste que estão os parques eólicos

Não é só no Nordeste que os parques eólicos estão localizados. Dos 457 parques eólicos atuais, 363 estão no Nordeste, mas é preciso saber também que o Rio Grande do Sul, por exemplo, é um produtor extremamente importante, com 78 parques instalados.

3. A geração de energia eólica não emite CO2.

Se calcularmos a quantidade de emissões de gases de efeito estufa que a energia eólica evita, vamos perceber que equivale à quantidade produzida por praticamente toda frota da cidade de SP (8 milhões de veículos). Isso porque, ao gerar esse tipo de energia, evita-se a geração de uma energia poluente.

4. O Brasil tem um dos melhores ventos do mundo

Para entender essa afirmação, antes você precisa saber o que é fator de capacidade. Pois bem! Fator de capacidade é a medida de eficiência dos aerogeradores de um parque eólico com base na qualidade dos ventos de uma região, ou seja, quanto foi gerado por um aerogerador. Quando falamos, por exemplo, de um fator de capacidade de 30%, estamos falando, de maneira simplificada, que os ventos da região têm aproveitamento moderado e geram energia em 30% do tempo na média. O tipo do aerogerador também influencia. No que se refere à qualidade do vento, os melhores para energia eólica são os constantes, sem grandes alterações de velocidade ou direção. No caso do Brasil, temos ótimos ventos e de boa qualidade, principalmente na região Nordeste, fazendo com que nosso fator de capacidade seja superior a 50%, enquanto a média mundial varia de 20% a 25%.

5. A eólica também faz bem para o bolso

Nos leilões recentes, a energia eólica se consagrou como a segunda fonte mais barata. A primeira é a energia das grandes hidrelétricas, mas se considerarmos que atualmente estão escassas as opções para que o país invista em grandes hidrelétricas, especialmente por questões ambientais, podemos considerar que a eólica é a opção mais barata de contratação no Brasil.

6. As torres de geração de energia eólica convivem com outras atividades agrícolas e animais

É bem comum encontrarmos uma torre eólica em funcionamento e, logo ao lado, vacas pastando, cavalos ou uma plantação. Isso é possível porque as torres, depois de instaladas, ocupam pouco espaço de solo e os donos da terra podem seguir com seu cultivo, criação de animais ou qualquer outra atividade que melhor convir.

7. As torres são grandes, bem maiores do que às vezes achamos quando vemos fotos

Você sabe qual é o tamanho de uma torre eólica? As torres eólicas podem parecer pequenas, mas aquelas atualmente instaladas medem entre 90 e 120 metros de altura, sem contar a pá! A estrutura completa pode variar entre 140 e 185 metros, como um prédio de 42 a 56 andares. A base da torre tem cerca de 5 metros de diâmetro, para abraçar são necessárias pelo menos 15 pessoas.

8. O Brasil tem se saído muito bem nas comparações mundiais

De acordo com o GWEC – Global Wind Energy Council, no Ranking de 2016 dos dez países com mais capacidade instalada total de energia eólica, o Brasil subiu uma posição e aparece agora em 9º colocado na lista dos maiores países, com 10,74 GW, ultrapassando a Itália, que está com 9,2 GW. Para mais informações, confira o relatório “Global Wind Report 2015” do GWEC: http://bit.ly/2l19jBR

9. A cadeia produtiva da energia eólica está no Brasil e gera empregos aqui

Nos últimos anos, com forte investimento de empresas, foi construída uma cadeia produtiva nacional de alta tecnologia, eficiência e complexidade para energia eólica. Os grandes fabricantes de aerogeradores, pás, torres e componentes estão instalados no Brasil, produzindo e contratando aqui. Pelo menos 80% de um aerogerador é nacional, com componentes e matéria-prima feitos no país. Só em 2016, foram gerados 30 mil postos de trabalho na cadeia eólica.

10. A energia eólica vai ajudar o Brasil a cumprir o Acordo do Clima

A energia eólica surge como a melhor opção para expandir o papel das renováveis porque é barata, de baixo impacto e de rápida implantação, com zero emissão de CO2 em sua operação e com uma cadeia produtiva nacionalizada. Hoje, esta energia representa 7% da matriz e segue crescendo. Isso vai ajudar o país a cumprir com suas metas de redução da emissão de CO2 e diversificação da matriz com fontes renováveis complementares.


A lista acima foi elaborada pela ABEEólica, associação que congrega mais de 100 empresas de toda a cadeia produtiva do setor eólico e tem como principal objetivo trabalhar pelo crescimento, consolidação e sustentabilidade dessa indústria no Brasil.

Fonte: http://www.abeeolica.org.br
notícias

As contradições do fracking ou fraturamento hidráulico




Somos parceiros de http://naofrackingbrasil.com.br/ e https://350.org/pt/, instituições atuantes na vanguarda ao combate de extração de gás e óleo de xisto, ou outros combustíveis fósseis.

Apesar do assunto ser de amplo conhecimento , publicamos abaixo informações no sentido de formar opinião a respeito dos grandes riscos ao meio ambiente. Manter os combustíveis fósseis soterrados. A Mãe Natureza nos oferece outras alternativas de energias limpas e sem impacto ambiental.



A técnica de fracking ou fraturamento hidráulico é utilizada para realizar perfurações a fim de extrair um determinado tipo de gás, o gás de folhelho, também conhecido como gás de xisto (apesar dessa definição não ser correta) ou shale gas, do solo. O grande diferencial do método é que ele permite explorar reservas de gás ou petróleo inalcançadas pelo método convencional. Todavia, os impactos causados ao subsolo ainda são desconhecidos e, em alguns países da Europa, o fracking é proibido.

Para entendermos quais são os riscos, é preciso formular uma breve explicação: a principal razão para a preocupação dos ambientalistas é que os poços de fraturamento hidráulico estão sujeitos a vazamentos. Nesses locais, a água, produtos químicos e areia são bombeados em alta pressão de forma vertical, para fraturar o xisto do subsolo. Em outras palavras, o solo e os lençóis freáticos podem ser contaminados com substâncias nocivas à saúde.

Muita polêmica cerca o uso da fratura hidráulica. Recentemente, manifestantes de entidades ambientalistas se opuseram ao uso da técnica para extrair gás em um vilarejo chamado Belcombe, na Inglaterra. O fraturamento já havia sido proibido no país em 2011, após geólogos associarem a técnica a tremores de terra em Blackpool, noroeste da Inglaterra. Porém, o método foi retomado no segundo semestre de 2013 sob a alegação de que o gás pode ser uma alternativa barata à energia elétrica - O Reino Unido enfrenta problemas nesse aspecto.

A decisão do governo está rendendo muita discussão. A BBC produziu um documentário sobre fracking, mostrando diversos pontos de vista a partir de entrevistas com geólogos, políticos, moradores (que alegaram que a qualidade da água foi prejudicada) e trabalhadores locais (que, antes, sofriam com a falta de emprego e agora trabalham nos poços).

Confira abaixo o documentário intitulado Fracking - A Nova Corrida Energética: (em inglês com legendas em português)




O futuro das perfurações

Os Estados Unidos defendem o método. "Seremos exportadores e importadores ao mesmo tempo, mas o resultado líquido poderá ser zero", disse. Moniz ainda ressalta que o país poderá alcançar a independência energética em uma década.

 "O gás de folhelho tem tido um impacto enorme na economia, no mix energético e no desempenho ambiental dos Estados Unidos. Os preços do gás natural despencaram. Essa queda de preços tem implicações enormes, como o atingimento de metade da meta de reduções de gases estufa (que é de 17% até 2020). Da redução obtida até agora, cerca de 50% foi graças ao uso do gás de folhelho no setor elétrico".

O exemplo deve ser seguido por outros países do mundo que enfrentam problemas econômicos e energéticos e podem usar a extração de gás de folhelho do solo como uma forma de gerar empregos e obter ganhos políticos. Mais uma vez, o mercado deve comandar a tendência energética de grandes países, fazendo-os investir em tecnologias que impactam no meio ambiente para criar soluções paliativas. Embora a produção do gás em larga escala possa reduzir as emissões de gases estufa, os danos causados no solo podem prejudicar milhares de pessoas.

Contudo, parece inevitável que a extração de gás seja largamente difundida, pois os países (inclusive o Brasil) precisam se manter competitivos e não poderão ficar para trás enquanto os EUA e o Reino Unido enriquecem suas fontes energéticas. Com isso em mente, o governo brasileiro vem fazendo testes com fracking desde 2012.

Fonte: https://www.ecycle.com.br

destaques

4 de dez de 2017

Por que uma igreja no centro de São Paulo resolveu hipnotizar pombos?



Ajoelhadas, 600 pessoas se concentram em oração em uma igreja no centro de São Paulo. Mas em um dos pontos altos da missa, logo após a Eucaristia, uma sequência de rasantes acompanhados de arrulhos próximos aos ouvidos dos fiéis desviam os olhares e interrompem sua paz.

Uma situação descrita por testemunhas como "um verdadeiro inferno".

"Os pombos entravam aqui e faziam cocô em tudo. Ficavam voando na hora da missa. Eu xingava e até jogava bolinhas de papel para tentar espantá-los, mas eles faziam ninhos no alto e não saíam de jeito nenhum", disse Janete Thies, que trabalha como secretária na paróquia Nossa Senhora da Consolação, uma das mais tradicionais do centro de São Paulo.

Com álcool e um paninho em mãos, Thies passava parte de seu dia limpando penas, pedras e fezes dos bancos da igreja fundada há mais de 200 anos.

Mas, há um mês, os pombos passaram a evitar a igreja como o diabo foge da cruz. A razão, diz a paróquia: a adoção de uma técnica de hipnose.

O efeito é causado por um painel com círculos coloridos desenhados em forma de alvo, fixado em uma das entradas da igreja. Segundo a empresa responsável pela instalação, a imagem causa uma sensação de mal-estar e náuseas nos pombos, que passam a rejeitar o local.



"Os pombos ficavam procriando e faziam muito barulho na hora da missa. Mas o trabalho teve um sucesso de 100% e nunca mais nenhum pombo entrou na igreja", disse o padre José Roberto Pereira, responsável pela paróquia.

"Antes, um casal voava de um lado para o outro na hora da missa. Quando pisava na poeira, no concreto ou no gesso, caía tudo nas pessoas. Por sorte, nunca aconteceu de se sujarem com fezes", conta ele, aliviado.

Mas Osmando Rodrigues, supervisor técnico da Protec, empresa que instalou os equipamentos, disse que o painel, sozinho, não seria capaz de afastar os pombos. Após uma vistoria na igreja, ele e sua equipe identificaram a necessidade de fechar cada buraco que pudesse servir de porta de entrada para as aves, além de fazer uma dedetização completa.

"Instalamos telas em todos os vãos da igreja, além de espículas (espetos não afiados) para evitar que os animais pousassem e fizessem ninhos", explicou.

Havia um ninho na torre da igreja. Segundo o padre, as aves arrancaram a manta protetora, mancharam as paredes com cocô e retiraram telhas para construir suas casas.

A paróquia não informou o custo total da intervenção, mas o dono da Protec disse que só a instalação das espículas, da tela e do painel custa de R$ 1 mil a R$ 3 mil. A obra foi paga por um doador anônimo.

Mal-estar

O supervisor da empresa responsável pelos equipamentos disse que, desde a instalação do painel, sempre que os pombos tentam voar na direção da igreja, sentem sua visão embaralhar. Segundo ele, isso faz com que as aves desviem da entrada.

Ele afirmou que a técnica de hipnose foi desenvolvida por um biólogo da própria empresa, com base em um sistema semelhante implantado no exterior. "Nós fizemos muitos testes, adaptamos para o Brasil e deu certo", contou Rodrigues.

Mas ornitólogos ouvidos pela BBC Brasil acreditam que seria praticamente um milagre que uma imagem estampada numa placa conseguisse espantar pombos.

"Para que haja essa sensação de enjoo, a gente precisa pensar em algum mecanismo que afete o labirinto, dentro do ouvido do animal. Uma imagem giratória poderia causar essa sensação de náusea.

Mas, mesmo que ela girasse, o animal teria que ficar olhando para ela até sentir náuseas", disse Thiago Dantas, professor de ornitopatologia e clínica médica de animais silvestres na Universidade Anhanguera, em Niterói (RJ).

Mas a empresa garante que o painel funciona. Ela afirma que os animais até tentam voltar para o local uma ou duas vezes, mas a sensação é tão desagradável que não retornam mais.

O padre, que convivia com o incômodo causado pelos pombos desde que chegou à paróquia, há sete anos, disse que a igreja se preocupou em instalar um sistema antiaves que não maltratasse os animais.
Mas confessa que chegou a pensar em medidas mais agressivas contra os pombos, símbolo da Santíssima Trindade na doutrina católica.

"Propuseram que a gente instalasse um aparelho sonoro. Mas pensamos que, caso passasse um cachorro na rua, eles também poderiam sofrer por terem um ouvido mais sensível que o nosso. E isso a gente não queria."

Reportagem: Felipe Souza / Vídeo: Rafael Barifouse

Fonte: Felipe Souza
curiosidades

Os rinocerontes órfãos devolvidos à natureza sem chifres para não atrair caçadores

Comércio ilegal de produtos feitos a partir do chifre dos rinocerontes coloca animais em risco em várias reservas africanas. Crença da medicina tradicional oriental sustenta que material pode curar doenças.


Os cinco filhotes tiveram seus chifres removidos (o azul se deve ao spray antisséptico) para evitar caçadores ilegais (Foto: Divulgação/Rhino Revolution)

Cinco filhotes órfãos de rinocerontes foram devolvidos à natureza na última semana, na África do Sul. As mães desses rinocerontes foram mortas para o comércio de chifres.

Os filhotes foram resgatados, cuidados e reabilitados pela organização de proteção de rinocerontes Rhino Revolution, com base na África do Sul, durante dois anos.

A organização "reabilita" animais que sofreram violência para devolvê-los à natureza, de forma que se mantenham independentes e não domesticados. Seus chifres foram retirados para que eles não virem alvo de caçadores ilegais.


Veterinária faz carinho em rinoceronte cuidado pela organização Rhino Revolution, na África do Sul (Foto: Neil Aldridge)

O comércio ilegal de chifres de rinocerontes é uma prática comum em vários países da África. O material é traficado para países como China e Vietnã, onde é extremamente valorizado – comparável a ouro.

O negócio se baseia na crença, sem base científica, de que o chifre – que é feito do mesmo material que as unhas dos pés – pode curar tudo, de câncer a pedra nos rins.

Os animais viviam em diferentes reservas na África e tinham diferentes idades ao chegar ao "orfanato" da organização.

Os cinco filhotes foram, aos poucos, apresentados uns aos outros, e rapidamente formaram um grupo.

Agora que todos têm entre dois e três anos de idade, são grandes o bastante para se defenderem sozinhos na natureza.


Animais formaram um grupo e foram devolvidos à natureza, na África do Sul (Foto: Divulgação/Rhino Revolution)

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Pretória, na África do Sul, está acompanhando a adaptação dos rinocerontes à natureza. Os animais estão sendo monitorados à distância para que sejam avaliados comportamento, condição física e níveis de estresse e saúde.

Uma vez que se adaptarem a esse novo ambiente, eles serão introduzidos a uma região mais ampla da reserva, onde há rinocerontes brancos, para que possam se integrar aos poucos e se reproduzir quando chegar a hora para assim manter sua população.

Fonte: https://g1.globo.com/natureza
variedades

3 de dez de 2017

Ibama descarta 10 toneladas de peixe podre mantido por 5 anos no Aeroporto de Guarulhos

Carga foi mantida em contêiner refrigerado devido a indefinição sobre quem era responsável pela remoção do alimento. Problemas começaram após erro operacional de companhia aérea.


Carga de 10 toneladas de peixe será removida do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, após ficar cinco anos abandonada (Foto: Ibama/Divulgação)

Uma carga de 10 toneladas de peixe podre será removida do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, nesta quinta-feira (30), após ficar cinco anos abandonada, informou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

O problema começou com um erro operacional no transporte de carga. Em 2013, uma companhia aérea, que depois foi adquirida pela Latam, desembarcou a carga do Chile no Rio de Janeiro, ao invés de São Paulo.

Em seguida, o produto foi encaminhado para o Aeroporto de Guarulhos, mas não havia mais a possibilidade de alterar o registro no sistema, a operação ficou impossibilitada e a mercadoria ficou abandonada no terminal.

As 10 toneladas permaneceram em um contêiner refrigerado em um terminal de carga do Aeroporto de Guarulhos até que a GRU Airport acionou o Ministério Público (MP), solicitando apoio na remoção, segundo informou o Ibama.

O descarte está previsto para a manhã desta quinta-feira. O material será posicionado em um caminhão hermeticamente fechado e conduzido até uma incineradora em Mauá, na Grande São Paulo. Um comboio formado por técnicos do Ibama vai monitorar o trajeto.

Desdobramento

Quando a companhia aérea cometeu o equívoco de atracar a carga no Rio, o Aeroporto de Guarulhos, que era administrado pela Infraero até 2012, havia acabado de ser concedido à iniciativa privada e passava por mudanças em sua administração.

Enquanto o terminal era gerenciado pelo governo federal, por meio da Infraero, a Receita Federal era a responsável pela remoção de cargas apreendidas. Depois da concessão à GRU Airport, as companhias e empresas não sabiam exatamente quais seriam as instruções normativas em casos como esse, em que havia algum tipo de inconveniente ou inconsistência com a documentação de uma importação.

“É difícil identificar um culpado por essa situação. Era preciso um procedimento claro, especifico, sobre esse descarte. Faltava normativa e objetividade no procedimento. Foi uma sequência de erros e de morosidade que gerou esse problema”, explicou José Edilson Marques Dias, superintendente do Ibama no Estado de São Paulo.

Crime ambiental

Após ser acionado, o MP solicitou um parecer técnico do Ibama, que constatou o crime ambiental ao identificar uma grande quantidade de carga abandonada de diversas naturezas e empresas não só no Aeroporto Internacional de Guarulhos, mas também em Viracopos, no Galeão e no Porto de Santos.

A companhia aérea Latam e a empresa que havia comprado seu serviço de transporte foram notificadas pelo MP e, por atenderem a solicitação, não foram multadas.

“Essas empresas atenderam a solicitação e se comprometam a recolher o material e fazer a destinação correta. Elas serão um exemplo para as outras empresas. O Ibama provocou uma situação para que as empresas regularizem essas cargas e a ideia é zerar em Guarulhos, Viracopos e Santos, este último, o caso mais complexo”, explicou o superintendente do Ibama.

Nos últimos cinco anos, a GRU Airport arcou com o custo de refrigeração para o armazenamento do contêiner frigorífico e com a proteção dos profissionais que lidavam com o produto. A concessionária também arcou com o risco à saúde humana e com o risco ambiental – se a carne apodrecida não fosse bem armazenada poderia, por exemplo, atrair urubus, que impediriam o tráfego aéreo no aeroporto.

Em nota, a concessionária GRU Aiport não comentou o caso. A LATAM apenas confirmou a incineração do material, "conforme a legislação e as exigências dos órgãos competentes".

Terminal para cargas abandonadas

Um grande terminal armazena toneladas de produtos de origem animal, vegetal e química no Aeroporto de Guarulhos. O trabalho que o Ibama vem prestando para desocupar este terminal ao longo do último ano gerou multas a multinacionais.

“Assumimos um trabalho no início do ano para fazer um levantamento dessas cargas que se acumulam em aeroportos e no Porto de Santos após problemas operacionais. Levantamos os materiais e as empresas, e elas foram notificadas para a remoção. Esse trabalho já gerou um montante de R$ 600 mil de multa das empresas que não atenderam a solicitação”, disse José Edilson Marques Dias.

Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo

destaques

500 mil litros de adubo orgânico foram produzidos e distribuídos em Palmas

Além de abastecer os produtores, esse adubo orgânico é utilizado nas rotatórias, praças e parques.



O Centro de Compostagem do Município de Palmas, no Tocantins, produziu e distribuiu durante 2017 mais de 500 metros cúbicos do adubo orgânico que está sendo usado nas hortas comunitárias e pelos produtores do entorno de Palmas, o chamado cinturão verde. Atualmente, o composto denominado de “super mix 4-2-2” está sendo enriquecido com farinha de ossos e resíduo de soja.

O super mix 4-2-2, livre de elementos químicos, que causam danos à produção do campo, é desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (Seder), que faz o reaproveitamento de material orgânico, que seria descartado após serviços de poda e galhadas.

Além de abastecer os produtores, esse adubo orgânico é utilizado nas rotatórias, praças e parques, o que permite melhor preparo e manutenção do solo, contribuindo com a preservação das áreas verdes da cidade.

Compostagem

A Seder explica que a compostagem é resultado de um processo natural em que os micro-organismos, como fungos e bactérias, são responsáveis pela degradação de matéria orgânica, neste caso, as galhadas, que são coletadas na cidade e são encaminhadas para o Núcleo de Compostagem.

O projeto, desenvolvido e executado pelo secretário da pasta, Roberto Sahium, foi implantado pela Seder em 2013, e tem o objetivo de transformar em adubo orgânico todas as galhadas de podas de árvores, gramas e demais folhagens oriundas da área urbana de Palmas, e são aplicadas nos canteiros centrais e rotatórias.

As informações são da Prefeitura de Palmas.

Fonte: http://ciclovivo.com.br/noticia
notícias

2 de dez de 2017

Caçar o quê?


Florestas vazias:“Não consigo entender como matar animais pode ser sinônimo de diversão e esporte. 

O Projeto Urubu, coordenado pelo professor Alex Bagio, da Universidade Federal de Lavras (Ufla), em Minas Gerais, diagnosticou que cerca de um milhão de animais silvestres morrem nas rodovias anualmente. A tragédia não afeta o emocional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e os Departamentos de Edificações e Estradas de Rodagem (DERs) esta- duais. E mais: os órgãos ambientais esfacelados ou meros cabides de emprego mantêm uma ladainha de justificativas que já se tornou insuportável.

Não há estatísticas sobre o número de animais que morre queimado pelos incêndios, desmatamentos, envenenados por agrotóxicos, tráfico e caça clandestina. E mesmo diante dessa tragédia silenciosa e sem “lama”, o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC) quer legalizar a caça esportiva, por meio do Projeto de Lei 6.268/16.

De pessoal, acredito que ele tenha uma personalidade gelada, insensível à beleza da natureza e ao sofrimento de qualquer ser vivo. Provavelmente também aos seres humanos. E como político notabilizou-se por apresentar projetos contra populações indígenas e o meio ambiente de forma geral. Procurei no site do TRE de Santa Catarina a origem das doações à sua campanha, considerando que o PL atende interesse direto da indústria de armas que, coincidentemente, localiza-se no Sul do país. Mas não há informações.

O PL é recheado de absurdos. Prevê “eutanásia”, classificação inapropriada para morte por tiro, envenenamento ou estraçalhamento por cães para animais que forem considerados nocivos às atividades agropecuárias.

O Brasil tem tido safras recordes de colheita de grãos. Mas maritacas, pássaros-pretos, caititus e outros são responsáveis por prejuízos ao poderoso setor ruralista. Grandes predadores, como as onças-pintadas e pardas, cada vez mais acuados pelo desmatamento, matam animais domésticos para comer. A solução é exterminá-los de vez.

Unidades de conservação de proteção integral, mesmo quase abandonadas pelo poder público, áreas protegidas por alguns particulares e a proibição da caça são os únicos fatores que ainda garantem a sobre- vivência de nossa fauna. Se o PL passar, a fiscalização da Polícia Militar Ambiental e também a dos órgãos ambientais estarão praticamente extintas, pois não haverá mais abri- go legal. Detalhe importante: o deputado apresentou outro PL que prevê acabar com a lista de espécies ameaçadas de extinção. Isso, certamente, facilitará o extermínio das pequenas populações que ainda resistem.


Cultura da violência

Filosoficamente, não consigo entender como matar animais pode ser sinônimo de diversão e es- porte. Muito menos criar abrigo legal para que crianças sejam, como nos Estados Unidos, “inicia- das” no manejo de armas de fogo, incentivando a cultura da violência.

Porém, mesmo que esse aspecto pudesse ser deixado de lado, já que os “ amantes da morte” chegam a dizer que matar animais é “direito humano”, há uma realidade que não pode ser esquecida no processo de discussão desse famigerado PL.

São as “florestas vazias”. Enquanto brigadista, já passei noites e dias combatendo incêndios e sempre me impressionou o fato de raramente vermos animais. Suas populações já foram tão reduzidas que é sorte avistar algum. Caçar o quê, então, “senhor deputado”?

Se um caçador entrar na minha propriedade para matar animais que protejo, posso atirar nele também? Espécies exóticas, introduzidas pelo ser humano, como o javali e a lebre, estão prejudicando a agricultura e o meio ambiente, pois concorrem com a fauna silvestre em diversos sentidos.

A pesquisa de soluções para minimizar o problema deveria, há muito tempo, ter sido priorizada pelo poder público. É preciso muita má-fé ou desinformação para acreditar que esse PL vá resolver o problema.

Centenas de entidades protetoras de animais e defensoras do meio ambiente, alguns parlamentares federais e estaduais, representantes do Ibama, IEF, pesquisadores e Ministério Público estão mobilizados na luta contra a proposta.

Mas é uma luta inglória, principalmente hoje, com o país mergulhado numa crise política marcada por um parlamento que perdeu qualquer noção de respeito ao bem público.

Encerro citando pergunta relativa à finalidade do PL, que faz parte do manifesto entregue à Câmara dos Deputados pela “resistência”: “Comprovar a soberania do homem sobre o meio em que vive? ”

Fonte: Maria Dalce Ricas - redacao@souecologico.com.br - http://www.revistaecologico.com.br

meio ambiente

Quem são os rohingyas, povo muçulmano que a ONU diz ser alvo de limpeza étnica


ONU afirma que os Rohingya são vítimas de limpeza étnica

A migração de cerca de 370 mil muçulmanos rohingyas de Mianmar para Bangladesh nas últimas semanas é mais um capítulo de uma história marcada por décadas de perseguições.

Cerca de um milhão de pessoas dessa minoria, a maior comunidade no mundo, vivem em Mianmar, país predominantemente budista. A maioria mora de forma precária no Estado de Rakhine, palco dos episódios recentes de violência que o alto comissário das Nações Unidas para os direitos humanos, Zeid Ra'ad al-Hussein, classificou de "limpeza étnica".

O estopim foi em 25 de agosto, quando militantes rohingya atacaram dezenas de postos policiais. Em resposta, o exército birmanês deu início a uma operação militar que, segundo relatos citados pelo alto comissário da ONU, incendiou vilarejos, matou civis e espalhou minas terrestres na fronteira com Bangladesh.

O êxodo em massa dos rohyngias nos últimos dias não tem precedentes, diz a Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU, que estima que outras 100 mil pessoas possam se juntar nos próximos dias aos que cruzaram a fronteira.

Cerca de 60% dos novos refugiados são crianças, de acordo com o chefe de proteção a crianças da
Unicef em Bangladesh, Jean Lieby.

Pobreza e repressão

A crise do povo rohingya é uma das mais longas do mundo e também uma das mais negligenciadas.

O diagnóstico, feito pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), levou a ONU a aprovar uma resolução em dezembro de 2014 que exortava Mianmar a permitir o acesso à cidadania para a minoria, classificada de forma geral como apátrida.

No país, eles são proibidos de se casar ou de viajar sem a permissão das autoridades e não têm o direito de possuir terra ou propriedade.


Refugiados rohingyas em Cox's Bazar, Bangladesh

O povo representa cerca de 5% entre 60 milhões de habitantes de Mianmar, e sua origem ainda é amplamente debatida.

Por sua parte, eles afirmam serem indígenas do Estado de Rakhine, anteriormente conhecido como Arakan, no oeste do país, mas outros apontam que são, na verdade, muçulmanos de origem bengali que migraram para Mianmar durante a ocupação britânica.

Desde 1948, quando o país se tornou independente, eles têm sido vítimas de tortura, negligência e repressão.

Com as dramáticas mudanças políticas e sociais locais nos últimos anos, os ânimos das várias comunidades que habitam o país entraram em ebulição e uma onda de violência e discriminação voltou a emergir contra os rohingyas.

Após ter sido governado por uma junta militar por mais de meio século, Mianmar vinha passando por uma transição para a democracia e por melhorias no campo social.

Mas a situação não melhorou para os rohingyas.

Em 2012, duas ondas de violência, uma em junho e a outra em outubro, orquestradas por grupos extremistas de maioria budista em Rakhine, deixaram cerca de 140 mortos, centenas de casas e edificações muçulmanas destruídas e 100 mil desabrigados.

Autoridades e a polícia foram acusadas de não agir para defendê-los.


Muçulmanos rohingyas não são reconhecidos como cidadãos em Mianmar

Como explicou o correspondente da BBC no sudeste da Ásia, Jonathan Head, em um relato feito em 2015, "Rakhine é o segundo Estado mais pobre em Mianmar, e este é um dos países menos desenvolvidos do mundo".

"A pobreza, negligência e repressão têm desempenhado um grande papel na violência étnica", diz o repórter.

"Adicione a isso as memórias históricas amargas e os medos sentidos por comunidades rivais do que poderiam perder ou ganhar no ambiente político novo e incerto de Mianmar", acrescenta.
Em 2012, 100 mil muçulmanos rohingyas ficaram desabrigados.

Direitos civis

Tanto as Nações Unidas quanto as organizações de defesa dos direitos humanos pedem que as autoridades de Mianmar revejam a Lei de Cidadania de 1982, de forma a garantir que os rohingyas não continuem sem pátria.

Essa é a única maneira, dizem, para combater as raízes da longa discriminação contra essa etnia.
Contudo, muitos budistas de Mianmar nem sequer reconhecem o termo rohingya. Chamam-nos de "bengalis muçulmanos" - uma alusão à visão oficial de que os rohingyas são imigrantes de Bangladesh.

Como diz Jonathan Head, cerca de 800 mil rohingyas de Mianmar não possuem cidadania. E isso de certa forma incentivou budistas a acreditar que sua campanha de segregação e expulsão forçada é justificada.

Mas a segregação, explica o correspondente da BBC, não só é social.
"As longas décadas de isolamento e de injustiça crônica impostas pela junta militar de Mianmar criou um preconceito e ressentimento no Estado de Rakhine. E isso tem fermentado um clima venenoso da desconfiança e falta de informação."

"É claro que, além de a separação física dos muçulmanos e budistas, também há uma extrema segregação mental."

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese
destaques

1 de dez de 2017

ESCARPA DEVONIANA (vídeo).



Um grupo de artistas produziu um videoclipe para protestar contra a tentativa de reduzir a Área de Proteção Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana, uma unidade de conservação no Paraná que pode perder quase 70% de sua área por causa de um Projeto de Lei. O trabalho conta com a participação de paranaenses ilustres, como Luís Melo, ator que no momento trabalha na novela O outro lado do paraíso, na TV Globo, a cantora Rogéria Holtz e mais de 40 artistas, entre atores, músicos e humoristas. (Confira o clipe no final da reportagem ou neste link.)
A música foi escrita pela cantora e compositora Raissa Fayet, de Curitiba, que tem família na região da escarpa. Vegana e interessada no ativismo ambiental, Raissa conta que, quando foi convidada a participar de uma ação contra a redução da APA, viu uma oportunidade para juntar a classe artística na defesa da natureza da região. “Queremos que as pessoas se importem com o que é essencial, como nossa água, nosso ar e nosso alimento. A arte tem esse poder de levar essa mensagem para as pessoas”, diz.
A Escarpa Devoniana nada mais é que um grande degrau geológico, de 200 metros de altura, que separa dois planaltos no Paraná. Ela tem esse nome porque suas rochas foram formadas no período devoniano, há 300 milhões de anos – antes mesmo do surgimento dos dinossauros. Hoje, é uma das áreas naturais mais importantes do Paraná, funcionando como reservatório natural de água, contendo inúmeras cachoeiras e espécies de fauna e flora. Ela abrange, além disso, dois ecossistemas ameaçados da Mata Atlâtica, os Campos Gerais e a Floresta de Araucária.
Esse patrimônio natural é protegido pela APA, criada em 1992. Uma APA é uma unidade de conservação pouco restritiva. Ela permite que, num mesmo ecossistema, haja florestas protegidas ao lado de propriedades privadas com produção agrícola, pecuária e até atividades industriais e minerais. Todas essas atividades são organizadas por um plano de manejo, que define onde se pode produzir e onde se deve preservar. “A APA é um grande laboratório de convivências entre a natureza e as atividades humanas”, diz Aristides Athayde, advogado e vice-presidente do Observatório Justiça & Conservação, organização conservacionista do Paraná. “Mas, recentemente, alguns proprietários pararam de respeitar o plano de manejo e houve inúmeros ilícitos.” Entre esses ilícitos estão o desmatamento ilegal e o avanço de atividades agrícolas, especialmente monoculturas de pinus, eucalipto e soja em áreas destinadas à conservação.
Essa situação se intensificou a partir de dezembro do ano passado. Os deputados estaduais Plauto Miró (DEM), Ademar Traiano (PSDB) e Luiz Cláudio Romanelli (PSB) apresentaram na Assembleia Legislativa um Projeto de Lei que reduzia em 68% a área da APA, tirando todas as áreas particulares da unidade de conservação. Na prática, o projeto permite que essas propriedades que hoje estão na escarpa ou nos Campos Gerais possam ignorar qualquer restrição do plano de manejo, além de anistiar aqueles produtores que cometeram irregularidades.
Athayde ressalta que a APA, na forma como está criada hoje, não representa impedimento para a atividade econômica e é possível produzir na região dos Campos Gerais de forma sustentável e integrada com a natureza. “Foi aqui que começou o plantio direto, que não agride muito o solo. Há aqui uma cultura muito forte de agricultura orgânica. Nós queremos preservar essas boas práticas”, diz.
A campanha contra a redução da APA mobilizou o setor ambiental do Paraná e já conseguiu algumas vitórias. Em setembro, por exempo, o deputado Romanelli, líder do governo Beto Richa, retirou sua assinatura do projeto. No entanto, ele ainda tramita na Assembleia Legislativa e, com a aproximação das eleições, pode virar moeda de troca entre deputados e o governo. Além disso, o contexto político nacional mostra que estamos em um período de ataque às áreas protegidas. Há tentativas de reduzir unidades de conservação federais em vários estados brasileiros, como na Floresta do Jamanxim, no Pará, no Parque Estadual Serra Ricardo Franco, em Mato Grosso, e no Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina, entre outros. Por isso, a música gravada pelos artistas, chamada de “Pare. Preste atenção!”, procura deixar o público atento para as tentativas de fragilizar as áreas protegidas não só no Paraná, mas no país todo. “A letra fala do meio ambiente e do homem ambicioso”, diz Raissa. “São vários os lugares que precisam de atenção, e a escarpa é um deles.”
Fonte: http://espacoecologiconoar.com.br
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