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3 de jun de 2018

Nos EUA, terrenos abandonados são transformados em fazendas urbanas de abelhas que recuperam biodiversidade local

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Em Mundo

Abelhas cada vez mais presentes na cidade… Parece até coisa de filme (de terror), não? Pois não é! Pouca gente sabe, mas apesar de pequenas, as abelhas são consideradas importantíssimas para garantir o equilíbrio ambiental das regiões onde estão presentes. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), esses animais são responsáveis por pelo menos um terço da produção mundial de alimentos. Sem eles, não falta apenas mel, mas também o trabalho de polinização tão essencial para a reprodução e manutenção da variabilidade genética das plantas e do equilíbrio da biodiversidade.

Pensando nisso (e procurando ajudar a combater a extinção de abelhas que assola o mundo), o casal Timothy Paule e Nicole Lindsey, criou a Hives Detroit (Colmeias de Detroit, em português), uma organização sem fins lucrativos que pretende conservar a vida das abelhas transformando lotes urbanos abandonados da cidade norte-americana em fazendas comunitárias de abelhas.

Até agora o casal aplicou o projeto em um lote abandonado, localizado no leste de Detroit, que foi transformado em um espaço com horta e três colmeias. O lugar, que antes era usado como depósito de lixo, hoje é muito mais verde, sobrevoado por milhares de abelhas e o xodó dos vizinhos.

Em entrevista ao HuffPost, Paule e Lindsey contam que sua fascinação por abelhas começou por conta de um resfriado persistente que tiveram e que só foi curado com mel. Foram, então, fazer cursos de apicultura e descobriram os inúmeros benefícios que esse animal garante às cidades. Todo o conhecimento que adquiriram é transmitido aos cidadãos: a Hives Detroit faz palestras em escolas para ensinar jovens e crianças e oferece visitação gratuita à sua primeira fazendo urbana de abelhas para que a população conheça seu trabalho.

Mais do que isso: a entidade fornece mel para mercados locais e também para um abrigo que recebe pessoas em situação de rua, além de comercializar seus produtos apícolas para quem quiser comprar e usar e abusar de suas propriedades medicinais. Curtiu? Curitiba também tem um projeto semelhante, como já contamos aqui no The Greenest Post. Por cidades com mais abelhas!

Assista, abaixo, vídeo sobre a iniciativa Hives Detroit.


Fonte: http://thegreenestpost.com/lotes-vazios-estao-sendo-transformados-em-fazendas-de-abelhas-urbanas-em-detroit/


curiosidades meio ambiente

Baleia morre depois de engolir 80 sacolas plásticas na Tailândia

Ao menos 300 animais marinhos, entre baleias, tartarugas e golfinhos, morrem todos os anos nas águas tailandesas por engolir resíduos plásticos.

Baleia (nestor galina/Photopin/Reprodução)

Uma baleia morreu depois de ter engolido mais de 80 sacolas de plástico na Tailândia, anunciaram as autoridades que tentaram, em vão, salvar o cetáceo.

A Tailândia é um dos países do mundo onde mais se usa sacolas plásticas, causando todos os anos a morte decentenas de criaturas marinhas que vivem perto das populares plaias do sul do país.

A baleia, um jovem macho, é a mais recente vítima achada entre a vida e a morte perto da fronteira com a Malásia, segundo informou o ministério da Marinha este sábado no Facebook.

Uma equipe de veterinários tentou salvar a baleia, mas não obteve sucesso.

Segundo a necropsia, ela tinha em seu estômago mais de 80 sacolas pesando cerca de oito quilos.

A baleia chegou a vomitar algumas sacolas durante a tentativa de salvamento.

As sacolas impediram que ingerisse qualquer outro alimento nutritivo, segundo Thon Thamrongnawasawat, biólogo da Universidade Kasetsart, de Bangcoc.

Ao menos 300 animais marinhos, entre baleias, tartarugas e golfinhos, morrem todos os anos nas águas tailandesas por engolir resíduos plásticos, explicou Thon Thamrongnawasawat à AFP.

Fonte: https://exame.abril.com.br/ciencia/baleia-morre-depois-de-engolir-80-sacolas-plasticas-na-tailandia/
destaques meio ambiente notícias

31 de mai de 2018

Como cortar seus chifres ajuda a salvar rinocerontes de caçadores furtivos

 O veterinário Dr. Mike Toft remove os chifres de um rinoceronte na reserva de caça de Somkhanda. Foto: Tony Carnie


Violento, mas sem derramamento de sangue, a descorna é considerada um mal necessário por ativistas na África do Sul.

Armados com dardos em um helicóptero pairando sobre a reserva de caça Somkhanda na África do Sul , o veterinário Dr. Mike Toft acaba de lançar um poderoso coquetel de drogas no rinoceronte branco abaixo.

O touro de 2.000 kg (315º) começa a cambalear e afunda lentamente até os joelhos, enquanto as drogas entram em ação. Embora imobilizado, o rinoceronte é consciente. Assim, uma vez que foi movido para a posição certa por uma equipe no chão, abafadores de espuma e uma venda são colocados em sua cabeça para reduzir os níveis de estresse.

Depois de marcar o ponto de corte ideal para evitar danificar as placas de crescimento vivo na base dos chifres, Toft dispara uma motosserra e corta as duas.

Esses magníficos chifres, que ajudaram a proteger esta espécie por milhões de anos, são a razão pela qual mais de 7.000 rinocerontes foram mortos na África do Sul na última década. Um desejo humano persistente de chifre de rinoceronte - para tudo, desde a medicina tradicional até curas de ressaca ou símbolos de status - impulsiona o abate de mais de 1.000 animais a cada ano no país que tem a maior população de rinocerontes do mundo.

Em todo o mundo, a situação é grave. O rinoceronte branco do norte tornou-se funcionalmente extinto após a morte do Sudão, do último macho, em março , enquanto a população de rinocerontes negros caiu para cerca de 5.200. A situação dos rinocerontes asiáticos é igualmente sombria: há apenas 3.200 rinocerontes sobreviventes, cerca de 76 rinocerontes de Sumatra e 60 rinocerontes de Java. Há menos de 30.000 rinocerontes no mundo, com o rinoceronte branco do sul da África, a espécie mais populosa, com cerca de 20.000 indivíduos.

Estes números alarmantes levaram os gestores da vida selvagem de várias reservas sul-africanas a tomarem a medida drástica de cortar centenas de chifres todos os anos, antes de os sindicatos criminosos poderem pôr as mãos nelas. Com o prêmio dos caçadores furtivos removido, o risco para os animais sem chifres é bastante reduzido.


 Chifres no rancho do criador de rinoceronte John Hume, que acredita que a única maneira de garantir a sobrevivência da espécie é cultivar os animais e legalizar a venda de chifre de rinoceronte em todo o mundo. Foto: Leon Neal / Getty Images


A estratégia produziu resultados dramáticos em várias reservas. Chris Galliers, presidente da Game Rangers Association of Africa , analisou as estatísticas de caça furtiva de 2010-15 da província sudeste de KwaZulu-Natal e descobriu que quase um quarto das mortes de rinocerontes estava nas reservas privadas. Mas nos últimos dois anos e meio, coincidindo com os esforços intensivos de descida, isso caiu para 5%.

A Toft removeu cerca de 1.800 chifres de 900 rinocerontes nos últimos três anos em KwaZulu-Natal, que tem sido fortemente visada por caçadores ilegais. Tanto Galliers quanto Toft reconhecem que a descorna não é uma solução permanente ou ideal para a crise. “Isso não é algo que queremos fazer. É caro e invasivo, mas acreditamos que é um mal necessário ”, diz Galliers, observando que custa cerca de 580 libras esterlinas para que um rinoceronte seja salvo com segurança.

O custo é baseado na contratação de helicópteros e veterinários qualificados. Galliers, também chefe da iniciativa anti-caça furtiva Projeto Rhino, ressalta que a descorna deve ser repetida a cada 18-24 meses enquanto os chifres voltam a crescer naturalmente.

Mesmo assim, houve casos de animais com chifres sendo atingidos por tocos. A Toft desenvolveu um método para remover tanto chifre quanto possível sem causar dor ao rinoceronte ou danificar suas placas de crescimento. A trompa é removida até cerca de três larguras de dedos a partir da base, em seguida, o coto é ainda cortado em torno das bordas com uma rebarbadora, permitindo a remoção de um extra de 2 kg de chifre em um touro grande.

A operação é barulhenta e violenta, mas não há sangue - e Toft insiste que não é mais doloroso do que aparar as unhas se feito corretamente.


Um rinoceronte descornado em uma exploração agrícola fora de Klerksdorp, África do Sul. Foto: Siphiwe Sibeko / Reuters


Galliers e Toft acreditam que a descorna poderia ajudar a salvar rinocerontes ameaçados em outros lugares da África e da Ásia. Mas o custo significa que isso só é possível em pequenas e médias reservas.

Descolar apenas touros selecionados não é uma opção, já que aqueles sem chifres seriam mais vulneráveis ​​em lutas territoriais. Nos parques onde toda a população de rinocerontes é desmamada, todos os touros são colocados em desvantagem igual. Mas os rinocerontes depenados ainda podem se defender dos leões usando seu considerável volume como arma, diz Toft.

Para os caçadores de troféus, o objetivo é adquirir a cabeça e os chifres. Muitos outros animais com chifres são caçados: os elefantes são massacrados por seu marfim, mas Toft não acha que extrações sejam uma solução. As presas são parcialmente ocas e contêm raízes e nervos sensíveis. Embora fosse viável remover a porção sólida, um grande volume de bolota teria que permanecer intacto, o que ainda poderia atrair a atenção dos caçadores furtivos. As presas também são ferramentas essenciais para os elefantes desnudarem a casca das árvores ou escavarem raízes e tubérculos suculentos.

Por enquanto, a descorna parece estar obtendo sucesso como uma medida de emergência, ganhando tempo enquanto o debate de décadas continua sobre como acabar com a demanda por chifre de rinoceronte.

Este artigo faz parte de uma série sobre possíveis soluções para alguns dos problemas mais difíceis do mundo. O que mais devemos cobrir? Envie-nos um email para theupside@theguardian.com

Fonte: https://www.theguardian.com/world/2018/may/31/how-chopping-off-their-horns-helps-save-rhinos-from-poachers

destaques variedades

Projeto monitora toninhas na APA da Baleia Franca

Hidrofone coletará o som emitido pela espécie de golfinho mais ameaçada de extinção.



O Projeto Toninhas, desenvolvido pela Univille, com recursos da Petrobrás, que há 15 anos monitora a população de toninhas (Pontoria blainvillei) que vive na Baía da Babitonga, no norte de Santa Catarina, estendeu suas atividades para o território da APA da Baleia Franca. A iniciativa tem apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade por se tratar de uma das espécies de golfinho mais ameaçada de extinção no planeta.

Recentemente, foi instalado um hidrofone em frente à praia de Itapirubá para registrar o som emitido pelas toninhas. A espécie produz um som bem característico que permite distingui-la de outras espécies de golfinhos. Portanto, através do registro sonoro é possível dizer se a toninha esteve presente naquela área.

A colocação desse primeiro hidrofone foi para testar a metodologia em mar aberto. Até o final de maio o equipamento será recolhido para que se possa processar e analisar os dados coletados. Caso a metodologia se mostre eficaz, esses equipamentos serão colocados em outras regiões da APA Baleia Franca. Com os dados, será possível compreender melhor o padrão de distribuição dessa espécie na APA.

O bolsista Jonatas Prado, contratado pelo Funbio/GEF Mar para apoiar as ações da UC referentes à conservação dos cetáceos, participou da instalação do equipamento, que foi realizada com apoio de pescadores artesanais de Itapirubá. Além da atividade de campo, a equipe do Projeto realizou reuniões na sede da unidade de conservação, para discutir os objetivos e a metodologia do projeto.

Segundo o bolsista, esse projeto tem uma grande importância para a conservação da toninha, pois existem poucos estudos sobre a espécie na região da APA da Baleia Franca. Ele enfatiza que os estudos direcionados à toninha nessa UC está em concordância com as ações previstas no Plano de Ação Nacional para a Conservação da Toninha. “A obtenção de informações a respeito da sua biologia e ecologia será decisiva para a elaboração de propostas de conservação para a espécie na APA”, ressalta o bolsista.

O chefe da APA da Baleia Franca, Cecil Barros, avalia que esta é uma ótima oportunidade de conhecer melhor nossos recursos naturais e é um privilégio poder contar com o Projeto Toninhas. "Esse projeto tem toda a competência acumulada ao longo dos seus 15 anos de pesquisas, para que possamos adotar ações de manejo voltadas especificamente para a proteção desta espécie. Fico muito feliz que esta iniciativa conte com o apoio dos pescadores artesanais de Itapirubá, considerando que uma das prioridades da gestão da UC é justamente a participação e empoderamento das comunidades tradicionais”, defende Cecil.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280

Fonte: http://www.icmbio.gov.br/portal/ultimas-noticias/20-geral/9661-projeto-toninhas-monitora-especie-na-apa-da-baleia-franca
meio ambiente notícias

Conheça a família que produz 2,7 mil quilos de comida por ano em horta urbana

Família Dervaes, que vive na Califórnia, Estados Unidos, produz mais de 2,7 mil quilos de comida por ano no quintal de casa.

Casa da família Dervaes na Califórnia. Os 370 m² do jardim são destinados à produção de alimentos. Foto: The Urban Homesteaders / Divulgação

A produção urbana de alimentos pode representar a “salvação” para o impasse que se vive com o crescimento das cidades e da população em número inversamente proporcional à produção de alimentos nas áreas rurais.

Família Dervaes planta e colhe o próprio alimento em um terreno de 370 m² na Califórnia, Estados Unidos.
Foto: The Urban Homesteaders / Divulgação


A família Dervaes, que vive em Los Angeles, na Califórnia, Estados Unidos, vem colocando em prática técnicas que superam as expectativas. Ele produzem sozinhos, e com técnicas modernas, cerca de 2,7 mil quilos de comida por ano no quintal de casa. O projeto “Urban Homestead” existe como negócio desde 2001, mas a família se dedica ao cultivo de alimentos na área urbana desde os anos 1960.

O jardim, de onde saem os vegetais, frutas, mel e ovos nascidos das galinhas que são criadas no terreno, tem cerca de 370 metros quadrados.

Casa da família Dervaes em Los Angeles: jardim é um grande canteiro para o cultivo de vegetais.
Foto: The Urban Homesteaders / Divulgação


Os números mostram como um grupo de quatro pessoas pode viver com pouco, agredindo menos o meio ambiente.

Além dos vegetais e frutas, há produção de mel.
Foto: The Urban Homesteaders / Divulgação


Além da subsistência, os Dervaes vendem o excedente da produção e garantem renda extra de cerca de R$ 90 mil por ano.


Menos impacto ambiental

No super jardim dos Dervaes há de tudo. De vegetais à frutas, de ovos de galinha biológicos à flores comestíveis e mel. São mais de 400 produtos com preços de venda abaixo do praticado no mercado comum.

Sistema de irrigação artesanal.
Foto: The Urban Homesteaders / Divulgação


Do ponto de vista ambiental, além de consumir produtos sem ou com menos agrotóxicos, a família instalou painéis solares para fazer funcionar as máquinas agrícolas, com energia renovável. O sistema de irrigação é artesanal, e foi feito com vasos de argila instalados nos canteiros.

Instalação de painéis solares para geração de energia.
Foto: The Urban Homesteaders / Divulgação


Os produtos são cultivados de acordo com a estação e sua venda é estritamente reservada para os restaurantes e moradores da região, eliminando o custo e a poluição gerada com o transporte.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/haus/sustentabilidade/conheca-familia-que-produz-propria-comida-em-370-metros-quadrados/

destaques meio ambiente saúde

30 de mai de 2018

13 coisas que é melhor você renunciar se quiser ser bem sucedido




Às vezes, para se tornar bem sucedido e se aproximar da pessoa que podemos nos tornar, não precisamos adicionar mais coisas – precisamos desistir de algumas delas.

Existem certas coisas que são universais, o que o tornará bem-sucedido se você desistir delas, mesmo que cada um de nós possa ter uma definição diferente de sucesso.

Você pode desistir de alguns deles hoje, embora possa demorar um pouco mais a desistir dos outros.

1-Abandone qualquer estilo de vida não saudável


“Cuide bem do seu corpo. É o único lugar que você tem para viver”

A primeira coisa a se fazer é procurar ter um corpo saudável e uma mente sã. Abandone os vícios que vão prejudicar sua saúde mais cedo ou mais tarde. Desenvolva hábitos que vão retardar o desgaste do seu corpo e da sua mente. Pratique exercícios físicos, tente manter uma dieta razoavelmente saudável.

Não durma mais do que o necessário para se sentir descansado. Dormir mais que as horas de sono que seu organismo precisa é um “prazer” que pode lhe tirar um tempo precioso.

Pequenos passos, mas você vai se agradecer um dia.

2 – Desista da mentalidade de curto prazo

“Você só vive uma vez, mas se você fizer isso direito, uma vez é o suficiente.”  -  Mae West

Defina sua meta a longo prazo. Essa meta se alcança executando tarefas de curto prazo, que é preciso fazer todos os dias.

Esses hábitos saudáveis ​​não devem ser algo que você faz; Eles devem ser algo que você encarna. Existe uma diferença entre malhar para obter um corpo de verão e malhar porque isso faz de você quem você é.


3 – Abandone o hábito de pensar pequeno


“Pensar pequeno não serve ao mundo”.

Não há mérito nenhum em diminuir seu brilho para que outras pessoas não se sintam inseguras perto de você. Sejamos como as crianças, que não se intimidam em brilhar.

Não está apenas em alguns de nós, está em todos, e quando deixamos nossa luz brilhar, inconscientemente damos permissão a outros para fazer o mesmo.

À medida que nos libertamos do nosso medo, nossa presença automaticamente liberta os outros. “- Marianne Williamson

Não desperdice as oportunidades, pois a mais insignificante delas pode ser justamente a que iria tornar seus planos em realidade. Caso as deixe passar, o mundo nunca se beneficiará do que você poderia ter conseguido.

O medo de falhar é o primeiro erro que se comete. Dele é que nasce o desânimo e a desistência. Antes de desistir diante de um projeto ou até adiar, faça uma análise de consciência e constate se não está apenas desacreditando do seu potencial.

Não tenha medo de ter sucesso!

4 – Elimine as suas desculpas

“A vida não consiste em ter boas cartas na mão, mas sim em jogar bem com as que tem.” – Randy Pausch, The Last Lecture

As pessoas bem sucedidas não conquistaram o sucesso dando desculpas para não fazer as coisas. Pelo contrário, elas eliminavam as “justificativas” de qualquer entrave arranjando soluções para cada uma delas.

Todo problema tem uma solução, uma saída, que você vai encontrar se não estiver disposto a usar o entrave como desculpa para se acomodar.

Lembre-se da analogia (clichê) da água que contorna qualquer obstáculo. Converse com qualquer pessoa bem sucedida e ela terá um repertorio imenso para te relatar sobre esses contornos que ela teve que fazer.

Pessoas bem-sucedidas sabem que são responsáveis ​​por suas vidas, não importa o seu ponto de partida, fraquezas e falhas do passado.

Perceber que você é inteiramente responsável pelo que acontece em seguida na sua vida, é assustador e excitante.

Eliminar as desculpas é a única maneira que você pode alcançar o sucesso, porque as elas nos limitam e impedem de crescer pessoalmente e profissionalmente.

Possua sua vida. Ninguém mais o fará.

5 – Desista da mentalidade fixa

“O futuro pertence àqueles que aprendem mais habilidades e conseguem combiná-las de maneiras criativas.” – Robert Greene, Maestria

Em uma mentalidade fixa, as pessoas acreditam que sua inteligência ou talento, são simplesmente traços fixos e que talento sozinho gera sucesso – sem esforço.

Eles estão errados.

Além disso, as pessoas bem-sucedidas sabem disso.

Elas investem uma imensa quantidade de tempo para desenvolver uma mentalidade de crescimento, adquirir novos conhecimentos, aprender novas habilidades e mudar sua percepção, para que isso possa beneficiar suas vidas.

Lembre-se: quem você é hoje, não é quem você tem que ser amanhã.

6 – Abandone a crença na “Bala Mágica”

“Todos os dias, em todos os sentidos, eu estou ficando cada vez melhor” – Émile Coué

O sucesso de um dia para o outro é um mito.

Pessoas bem-sucedidas sabem que fazer pequenas melhorias contínua a cada dia, será agravado ao longo do tempo, e dará os resultados desejados.

É por isso que você deve se planejar para o futuro, mas com o foco no dia seguinte, e melhorar apenas 1%.

7 – Desista do perfeccionismo

“Se mover é melhor que ser perfeito.” – Kahn Academy’s Development Mantra

Nada será perfeito, não importa o quanto tentemos.

O medo da falha (ou mesmo o medo do sucesso) nos impede frequentemente de agir e de pôr nossa criação no mundo. No entanto, muitas oportunidades serão perdidas se esperarmos que as coisas sejam certas.

Então, navegue e depois melhore (aquele 1%).

8- Desista de ser multitarefa

“Você nunca chegará ao seu destino se parar e jogar pedras em cada cão que ladra.” – Winston S. Churchill

As pessoas bem sucedidas costumam focar num objetivo só por vez. Imagine uma meta, um ponto lá na frente aonde você queira chegar e trace estratégias para alcançá-lo, fazendo uma coisa por vez. Pode ser uma ideia de negócio, uma conversa ou um treino.

Não tente “cortar caminho” quando não for possível, não pule etapas importantes para não ter que recuar e assim atrasar seus planos. Se, para atingir algo, você precisar de um determinado curso, faça o quanto antes, mas foque apenas nesse curso e não em mais dois ou três ao mesmo tempo.

Estar plenamente presente e comprometido com uma tarefa é indispensável.

9 – Desista da sua necessidade de controlar tudo

“Algumas coisas dependem de nós e algumas coisas não dependem.” – Epictetus, filósofo estóico

Diferenciar uma da outra é muito importante.

Separar-se das coisas que você não pode controlar, e concentrar-se naquelas que você pode, e saber que às vezes, a única coisa que você será capaz de monitorar é a sua atitude em relação a algo.

10 – Desista de dizer SIM para coisas que não levam aos seus objetivos

“Aquele que pode realizar pouco deve sacrificar pouco. Aquele que pode alcançar muito, deve sacrificar muito. Aquele que pode alcançar níveis muito altos, deve sacrificar grandemente.”- James Allen

Pessoas bem-sucedidas sabem que para alcançar seus objetivos, terão que dizer NÃO a tarefas, atividades e demandas de seus amigos, familiares e colegas.

Em um curto prazo, você talvez sacrifique um pouco de gratificação instantânea, mas quando seus objetivos começarem a dar frutos, vai valer a pena.

11 – Evite as pessoas tóxicas

“Você é a média das cinco pessoas que você mais convive.” – Jim Rohn

As pessoas com quem gastamos mais tempo somam-se a quem nos tornamos.

Há pessoas menos ambiciosas e há pessoas mais ambiciosas do que nós. Se você gastar tempo com aqueles que são menos motivados do que você, sua média vai cair e com ela, o seu sucesso.

No entanto, se você passar o tempo com pessoas mais avançadas do que você, não importa o quão desafiador que possa ser, você será mais bem-sucedido.

Dê uma olhada em si mesmo e veja se você precisa fazer alguma mudança.


12 – Abandone sua necessidade de ser apreciado

“A única maneira de não se chatear com as pessoas é não fazer nada importante.” – Oliver Emberton

Pense em si mesmo como um produto de mercado.

Muitas pessoas vão gostar desse produto, outras pessoas não e não importa o que você faça, você não será capaz de fazer todas as pessoas gostarem de você.

Isso é totalmente natural, e não há necessidade de fazer nada para se justificar.

A única coisa que você pode fazer é continuar sendo autêntico, e saber que o crescente número de pessoas que o odeiam significa que você está fazendo coisas importantes.

13 – Abandone sua dependência de redes sociais e TV

“O problema é que você acha que tem tempo” – Jack Kornfield

O vício de ficar na internet e assistir TV é o mal da sociedade atual.

Essa distração pode se tornar numa armadilha perigosa. Se distrair com isso é se boicotar sem se dar conta.

A folha que você arranca do calendário não pode mais ser reposta. Ela significa o tempo sendo descontado do total que sua vida dispõe, que nem é tanto assim.

As redes sociais e a TV podem fazer com que você desperdice um tempo precioso com futilidades que não somam em nada na meta de alcançar seus objetivo.

A menos que seus objetivos dependam deles, você deve minimizar (ou eliminar) a sua dependência sobre eles. Além disso, dirija esse tempo para coisas que podem enriquecer sua vida.

Texto traduzido e adaptado de Personal Growth

Fonte: https://www.revistapazes.com/renunciar-bem-sucedido/

artigos reflexões

Publicada lei da compensação ambiental

Norma facilita liberação e utilização dos recursos para estruturação das unidades de conservação federais.

Parque Nacional Pau Brasil (BA)

Brasília (29/05/2018) – O Diário Oficial da União desta terça-feira publica a Lei 13.668/2018, que autoriza o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) a selecionar, sem licitação, banco público para criar e gerir fundo formado pelos recursos arrecadados com a compensação ambiental. O fundo financiará atividades de estruturação das unidades de conservação (UCs) federais.

A lei permite, ainda, que o ICMBio faça a concessão de serviços de uso público nas unidades de conservação a empreendedores privados. Esses serviços devem estar relacionados com a melhoria da estrutura de recepção aos visitantes, principalmente nos parques nacionais, como lanchonetes, restaurantes, atividades esportivas na natureza e cobrança de ingressos.

O texto tem origem no Projeto de Lei de Conversão (PLV) 5/2018, decorrente da Medida Provisória 809/2017, e foi aprovado no Senado no dia 8 de maio. Com a publicação no Diário Oficial, a norma passa a valer imediatamente.

REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA

O ICMBio avalia que o fundo permitirá a utilização de cerca de R$ 1,2 bilhão da compensação ambiental atualmente represados. Desse total, cerca de R$ 800 milhões seriam destinados à regularização fundiária das UCs, um dos maiores desafios do Instituto. O restante deverá ser investido na implementação das unidades.

Na execução dos recursos, o banco escolhido poderá realizar as ações estabelecidas pelo ICMBio de forma direta ou indireta, inclusive por meio de parceria com banco oficial regional. O banco também ficará responsável pelas desapropriações de imóveis privados que estejam em unidades de conservação beneficiadas pelos recursos do fundo.

Autarquia do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Instituto é responsável pela gestão das unidades de conservação federais. Ao todo, administra hoje 333 UCs distribuídas por todos os estados e biomas brasileiros, num total de 75 milhões de hectares na área continental e 92 milhões de hectares em águas oceânicas.

NOVO PATAMAR

Com a nova lei, a gestão das UCs entra num novo patamar, segundo o secretário de Biodiversidade do MMA, José Pedro de Oliveira Costa. "Esse é um momento importante para as áreas protegidas que, a partir de agora, poderão ser melhor estruturadas para cumprir seus objetivos e também abertas à população, propiciando bem-estar a todos", disse o secretário.

De acordo com o governo federal, a nova lei resolverá entraves jurídicos apresentados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que entendeu não haver previsão legal para a execução indireta (pagamento em dinheiro) da compensação ambiental.

O texto altera a Lei 11.516/2007, que criou o ICMBio, e também autoriza os órgãos executores do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Snuc) nos estados e municípios a contratarem banco oficial para gerenciar um fundo similar ao federal. Com isso, a lacuna legal que impedia o uso de recursos da compensação ambiental fica, definitivamente, resolvida.

SAIBA MAIS

A compensação ambiental é prevista na Lei 9.985/2000, que criou o Snuc e é paga pelos responsáveis por empreendimentos com significativo impacto ambiental, como a construção de grandes fábricas ou hidrelétricas. Equivalente a um percentual do valor do empreendimento, essa quantia é usada para criar ou administrar unidades de conservação de proteção integral - compostas por áreas com restrição ou proibição de visitação pública.

A ideia por trás da compensação é que o empreendimento custeie o abrandamento ou o reparo de impactos ambientais relacionados no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e/ou no Relatório de Impacto Ambiental (Rima). Pela MP, se o empreendedor obrigado a pagar a compensação depositá-la diretamente no fundo, ele será dispensado de executar medidas em valor equivalente.



Por: Elmano Augusto/Ascom MMA

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA)
(61) 2028-1227/ 1311/ 1437
imprensa@mma.gov.br

Fonte: http://www.mma.gov.br/index.php/comunicacao/agencia-informma?view=blog&id=3020
destaques meio ambiente notícias

Cientistas apresentam o top 10 das novas espécies descobertas


Jueirana-facao (Dinizia jueirana-facao) na Reserva Natural Vale, no Espírito Santo. Crédito: Gwilyn Lewis.

Grandes, pequenos, belos e não tão belos assim. Essas são as espécies que figuram esse ano na lista das 10 Novas Espécies mais importantes de 2017. E tem espécie brasileira na lista, uma árvore majestosa de 40 metros de altura.

Um primata raro, um organismo unicelular e um fóssil de leão-marsupial que habitou na Austrália estão entre as espécies listadas.


Veja a lista:

1.Protista (Ancoracysta twista) - Descoberto em um aquário em San Diego, Califórnia, EUA, este novo protista unicelular desafiou os cientistas a determinar seu parentesco mais próximo. Na verdade, ele não se encaixa dentro de qualquer grupo conhecido e parece ser de uma linhagem eucariota, ainda não descoberta e com um genoma mitocondrial excepcionalmente rico.

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29 de mai de 2018

Falta d'água? Conheça o dessalinizador paraibano de baixo custo




A falta d'água sempre foi uma realidade no Nordeste brasileiro e a escassez dela está se tornando realidade também em lugares onde ela nunca ou pouco faltou, por exemplo, no Sudeste. A previsão de falta d'água em nível mundial preocupa e muito. O que fazer quando o ouro azul realmente valer ouro?

Transposição de rio é uma solução de alto impacto que, bem por isso, precisa ser muito bem planejada para não piorar a situação. Existem outras soluções como a captação da água da chuva, o reuso d'água além da possibilidade de dessanilinizar a água do mar e torná-la potável para uso humano.

No Brasil, Pernambuco e Natal já testaram ou inauguraram dessalinizadores movidos a energia solar em 2015.

Mas agora, a novidade é o premiado projeto da Universidade Estadual da Paraíba que já beneficia 37 famílias em 3 cidades paraibanas, com o baixíssimo custo de R$ 1 mil de produção para um dessalinizador solar. O projeto recebeu o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2017.

Sob orientação do professor da UEPB, Francisco Loureiro, o dessalinizador fora produzido por estudantes do curso de Agroecologia e por agricultores locais, membros da COONAP (Cooperativa de Trabalho Múltiplo de Apoio às Organizações de Autopromoção). O projeto tem uma cartilha explicativa para todos que quiserem ter acesso à esta tecnologia, poderem implementá-la onde for necessário.

Segundo reportagem do G1 Paraíba, este "dessalinizador foi projetado em uma caixa construída com placas pré-moldadas de concreto, com uma cobertura de vidro, que possibilita a passagem da radiação solar". O aquecimento da água promove sua desinfecção (elimina germes e bactérias) e a dessalinização ocorre por evaporação da água quente que, entrando em contato com uma superfície resfriada, condensa os sais nela existentes.

Cada unidade do dessalinizador produz um volume de 16 litros de água potável por dia.

Novas unidades do dessalinizador já estão se espalhando pelo estado da Paraíba.

O futuro promete

Não é só a Paraíba, o Rio Grande do Norte ou Pernambuco que estão vendo a dessalinização da água com um olho no futuro. A notícia mais recente sobre este método de prover água potável vem do Ceará. O governo cearense instalou uma unidade de dessalinização da água do mar no litoral de Fortaleza e vem estudando e investindo nesta técnica para levar avante o seu plano de em até 2020 abastecer parte da população de Fortaleza com água do mar, dessalinizada e potável.

"A alternativa de futuro que temos é complementar o abastecimento humano com a dessalinização da água do mar. Não temos mais dúvidas disso", disse o secretário de Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira à reportagem de André Borges do Estadão.

O Rio de Janeiro também esteve sondando com técnicos de Israel e da Espanha, países referências em dessalinização da água, para a solução da crise hídrica que promete amedrontar cada vez mais o país e o mundo.

Fonte: https://www.greenme.com.br/informar-se/cidades/6517-dessalinizador-paraibano-de-baixo-custo

Fonte e foto originais. G1 Paraíba.
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Ilha da Cotinga é dormitório de cerca de quatro mil papagaios-de-cara-roxa

Editado




O censo populacional que verifica se a população de determinada espécie está se reproduzindo e se mantendo na área de ocorrência apontou que 60% da população de papagaio-de-cara-roxa do litoral do Paraná vive na Ilha de Cotinga, localizada na Baía de Paranaguá.

De acordo com a SPVS, esta espécie vive somente na Floresta Atlântica, no trecho entre o litoral sul de São Paulo e litoral norte de Santa Catarina, pegando todo o litoral paranaense.

O último censo realizado contabilizou, no total, 8.380 papagaios: 6.548 no Paraná e 1.832 em São Paulo.

Os números mostram que, em média, a população se manteve em relação a 2015, quando foram registrados 9.176 papagaios, ainda segundo a SPVS. A sociedade desenvolve, desde 1998, o Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa.


60% dos papagaios-de-cara-roxa do Paraná vivem na Ilha de Cotinga, em Paranaguá (Foto: Fabio Schunck / SPVS / Divulgação)

Cerca de quatro mil papagaios, que representam 60% do total da população que habita o litoral do Paraná, vivem no dormitório da Ilha da Cotinga. No estado, ao longo dos anos, foi percebida uma dinâmica no uso dos dormitório. Contudo, as maiores concentrações acontecem em quatro: no Parque Nacional do Superagui, que pertence a Guaraqueçaba; na Estação Ecológica da Ilha do Mel, pertencente a Paranaguá; na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaraqueçaba e na Reserva Indígena da Cotinga.

O censo é realizado de forma simultânea em 17 dormitórios ao longo do litoral paranaense e litoral sul de São Paulo. Em Santa Catarina, não foi localizado nenhum dormitório.

Fonte: http://g1.globo.com/pr/parana


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Vaso biodegradável protege crescimento de árvores em regiões áridas

O Cocoon já foi utilizado em plantios em mais de 12 países com taxa de sobrevivência das mudas de até 95%.



Plantar árvores em resposta ao desmatamento e às mudanças climáticas parece ser um ato simples, mas em condições áridas pode ser um grande desafio. Entretanto, a empresa internacional Land Life Company, com sede na Holanda, pode ter encontrado uma solução na forma de um tipo de vaso biodegradável feito a partir da polpa e subprodutos de culturas capazes de apoiar as mudas durante seu estágio mais vulnerável de desenvolvimento. Chamado de Cocoon (casulo em português), o produto tem mostrado excelente resultados, já que as árvores plantadas em mais de 12 países utilizando o sistema têm taxa de sobrevivência de até 95%.

Cocoon tem dois benefícios primários para as mudas. Primeiro ele protege a árvore contra o ambiente adverso, garantindo o abastecimento de água adequado para desenvolver raízes saudáveis ​​durante o primeiro ano. Além disso, o abrigo cilíndrico também protege as mudas de serem devoradas por pequenos animais, devido aos altos muros que cercam a pequena planta. O processo resulta em árvores adolescentes fortes e autossuficientes em água. O Cocoon vai se desintegrando no solo à medida que a estrutura da raiz da árvore se desenvolve.

O vaso biodegradável é feito com uma massa similar ao papelão. No entanto, ela possui uma variedade de materiais orgânicos, todos considerados seguros para o solo e manuseio. Devido ao seu formato, o Cocoon também cria um reservatório semelhante a uma vala, garantindo que as mudas tenham toda a umidade necessária para prosperar e crescer. A adição de fungos micorrízicos, presente em 90% das florestas do mundo, suporta a capacidade dos sistemas radiculares para absorver a umidade e também melhora o substrato, liberando enzimas que contribuem com nutrientes vitais.

Foto: Land Life Company

A Land Life Company já fez parceria com programas de plantio de árvores em 12 países pelo mundo para ajudar a restaurar a vida vegetal onde ela foi perdida, incluindo Peru e Chile. Outros programas já estão operando na nos Estados Unidos, México, Europa, África e Austrália.

Foto: Land Life Company


A empresa trabalha com viveiros locais para fornecer mudas de alta qualidade mais adequadas ao ambiente em que serão plantadas, isso resulta em mais chances de crescimento a longo prazo de árvores fortes e independentes. Segundo a empresa, o sistema autônomo chega a ser dez vezes mais barato que os métodos de plantio tradicionais. Com isso, é possível plantar muito mais árvores com o mesmo orçamento.



Por Mayra Rosa, arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.

Fonte: http://ciclovivo.com.br/inovacao/tecnologia/vaso-biodegradavel-arvores-em-regioes-aridas/

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Pratos e talheres podem ser plantados para gerar alimentos


Imagina se todo mundo pudesse plantar pratos e talheres para que eles depois virassem novos alimentos? Essa possibilidade já existe e é ideia de uma startup colombiana.


Feitos de coroas de abacaxi e cascas de milho, os produtos da linha Papelyco podem ser plantados depois de usados para gerar temperos, legumes e flores. Isso porque as embalagens descartáveis carregam em sua composição vários tipos de sementes.

Elas também são ricas em nutrientes essenciais para a germinação e crescimento da planta, como zinco, cálcio e potássio. É possível ver os primeiros brotinhos germinando em até três semanas.

Diferente das embalagens tradicionais de plástico e de papel, a embalagem ecológica leva 180 dias para se decompor depois de plantada. É livre de toxinas e não usa fibras de madeira de árvores que foram destruídas.

Assista a um vídeo de como funciona:





Publicado em Razões Para Acreditar.

Fonte: http://www.solam.com.br/blog/?p=5464

curiosidades meio ambiente

28 de mai de 2018

Crise revela a urgente necessidade de descarbonizar o transporte no Brasil

“Quase 15% de toda carga transportada no Brasil é o próprio combustível que viaja milhares de quilômetros para chegar aos postos para abastecer os veículos”



A atual greve dos caminhoneiros está mostrando de forma inequívoca que a excessiva dependência dos combustíveis fósseis é um sério problema de segurança nacional. A exemplo do que já ocorreu no passado, quando as crises de energia elétrica alavancaram programas e iniciativas de eficiência energética e diversificação da matriz, o caos que o Brasil vive atualmente pode ajudar a lançar luzes sobre o futuro que queremos.

“É muito oportuno se discutir a eletrificação do sistema de transporte brasileiro. Quase 15% de toda carga transportada no Brasil é o próprio combustível que viaja milhares de quilômetros para chegar aos postos para abastecer os veículos. Num sistema de transporte baseado em eletricidade isto desapareceria, pois a energia circula pelo sistema integrado de energia elétrica”, explica Tasso Azevedo, coordenador do SEEG. “Postos de recarga podem ser instalados de forma rápida em qualquer lugar e, ainda, serem carregados com energia solar no local. Embora o investimento inicial seja alto, os custos de operação dos veículos elétricos são muito mais baixos. Apesar dos óbvios benefícios, a eletrificação do transporte tem sido solenemente ignorada nas politicas de transporte, mobilidade e desenvolvimento da indústria automobilística no Brasil”, destaca.

Mais de 80% da energia que movimenta nosso sistema de transportes ainda é de origem fóssil: gasolina, querosene de aviação e óleo diesel. Ter alternativas tecnológicas à mão é fundamental, mas não parece ser suficiente. “Para quem busca sistemas de transporte livres de combustíveis fósseis, estas crises revelam pistas sobre algumas questões de natureza não tecnológica que precisam ser enfrentadas, bem como acerca de atores sociais que devem ser levados em conta no debate sobre descarbonização dos sistemas de transportes”, explica André Ferreira, do Instituto de Energia e Ambiente.

Entre as razões estruturais que precisam ser abordadas está a excessiva dependência do transporte rodoviário, que os sistemas político e econômico têm enorme dificuldade em abordar. Entre os países de grandes dimensões, o Brasil é o que mais depende dos caminhões. Aqui estes respondem por 65% da carga transportada, enquanto na Austrália respondem por 53%, na China por 50%, no Canadá por 43%, nos EUA por 32% e, na Rússia por somente 8% (em tkm). Vale observar que o caminhão é o mais perdulário dos modos de transporte: para transportar uma tonelada de carga útil por 100 quilômetros, os caminhões gastam – no Brasil – 2,3 litros de diesel, enquanto os trens gastam 0,4 litros e os navios 0,3 litros.

Carlos Rittl, do Observatório do Clima, diz que “o Brasil parece se esforçar demais para chegar atrasado no futuro. Enquanto vemos avançar mundo afora trens e caminhões com energia solar, internet das coisas e blockchain na logística de transportes, entre outras inovações, governo e políticos se restringem a discutir o preço e os subsídios aos combustíveis fósseis. Nenhum deles, durante esta crise, sequer mencionou a necessidade de revermos nossa dependência de estradas e combustíveis fósseis para transportar cargas atravessando este país continental. No país do sol, dos ventos e dos biocombustíveis, o futuro vira fumaça”, completa.

Para Rachel Biderman, do WRI Brasil, “é importante usar essa crise para refletirmos sobre nossa excessiva dependência do petróleo, que nos faz vulneráveis a interesses econômicos e políticos, além de causar enormes impactos na saúde e no meio ambiente. Além dos preços abusivos, estamos reféns também da falta de uma política energética focada nas energias renováveis, perdendo na competição com outras economias emergentes que já aderiram às mesmas em combate às mudanças climáticas”.

Em 2001, o apagão da eletricidade revelou nossa profunda dependência das usinas hidrelétricas. Em 2018 a crise do diesel está revelando que, no estágio atual, sem os combustíveis fósseis, cargas e pessoas perdem a mobilidade em nossa sociedade. Se ainda é difícil entender o quadro socioeconômico que gerou a greve dos caminhoneiros associada ao locaute das empresas de transporte rodoviário, não é difícil perceber que ele exige saídas sustentáveis – e não a repetição do mesmos modelos. Estas, no longo prazo, passam necessariamente pela incorporação no planejamento do transporte no país da racionalidade que permeia o Acordo de Paris pelo clima do nosso planeta, que tem como intenção primordial a descarbonização da economia, isto é, acabar com a dependência dos combustíveis fósseis.

Artigo elaborado pelas organizações Observatório do Clima, IEMA, SEEG e WRI.

Fonte: http://ciclovivo.com.br/planeta/energia/crise-revela-a-urgente-necessidade-de-descarbonizar-o-transporte-no-brasil/

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Memórias da emigração no Paraná - William Michaud

Guillaume Henri Michaud ou William como era chamado, nasceu em 21 de junho de 1829 na Rue d'italie, no "Chateau" em Vevey (Suiça). 

Auto retrato.

William era o mais velho dos 08 filhos, entre eles Nancy, Elisa, Emma e Jules, recebendo uma educação cuidadosa, quando logo cedo foi mandado à escola primária, perto da casa e em seguida ao colégio, onde com o diretor do August Colomb, aprendia francês e história e o desenhar clássico com o professor Gottlieb Steinie, quando se tornou um pintor de extrema categoria, demonstrando em pequenas pinturas em tempos de escola.

Filho de Jean Henri Michaud e Louise Baer, de Aarau, ele um rico negociante de vinho, teve como padrinhos de batismo Guillaume Frei e Elise Bernoully.

Em 19 de agosto de 1844, William com 15 anos perde sua mãe, já com 40, o que marcaria sua vida para sempre, pois a afeição do pai não se dirigia a ele, que era o mais velho e o herdeiro natural dos negócios paternos, mas ao irmão Jules, três anos mais jovem.

Charles Pradez, um comerciante do Rio de Janeiro, de férias, passa pela cidade a procura de especialista para criação de bicho-da-seda no Brasil, quando aconselha-o a vir ao Brasil, pois está cada vez mais distante do pai e outro grande estímulo veio de um amigo de infância, o jovem Henri Doge, de Vevey, que já tinha resolvido emigrar e trabalharia com Pradez.

No dia 06 de outubro de 1849, William parte para o Brasil, viajando com seu companheiro até Paris com o Correio e após alguns dias, com o trem até Le Havre.

A partida do navio havia atrasado, de forma que os dois jovens viajantes, somente em meados de novembro conseguiram embarcar no veleiro "Achilles", sob o comando do Capitão Lambert. A travessia, bastante tempestuosa, durou 72 dias.

Num álbum que tinha levado, William tentava fixar as variadas impressões e acontecimentos que lhe ocorreram desde o inicio da viagem, com anotações e ilustrações, porém infelizmente este diário de viagem fora mandado ao pai logo após sua chega­da, aparentemente não foi conservado.

Em 1º de fevereiro de 1849 desembarca no Ancoradouro Fort Vellegagnon no Rio de Janeiro, sendo recebido pelos irmãos Decosterd, só­cios da firma Gex & Decosterd Frères, que ofereceram uma cordial hospedagem em sua casa de campo, situada fora da cidade, na praia da baia de Guanabara, onde pode rever e saudar outros compatriotas, encaminhando a casa de um destes, Rosset, numa fazenda em Jacarepaguá, levando lembranças ao conterrâneo já idoso.

Com o amigo Henri Doge vão trabalhar numa fazenda em Palmisal, no Rio de Janeiro, de propriedade de Tavares, que tinha decidido iniciar uma criação de bicho‑da‑seda, onde já trabalhavam cerca de 50 escravos e italianos.

A experiência acabou em fracasso completo, pois os bichos‑da‑seda importados da Itália não satisfaziam as exigências das circunstâncias climáticas diferentes do Brasil e degeneravam, por isso, 15 meses mais tarde, Michaud estava novamente no Rio de Janeiro, onde Pradez tentava encontrar‑lhe uma ocupação, numa casa suíça de comércio.

Conheceu um engenheiro francês, geólogo e agrimensor, chamado Vallée, encarregado pelo governo de Minas Gerais e Goiás de proceder a agrimensuras, levantamentos cartográficos e pesquisas geológicas e que procurava um homem jovem que soubesse desenhar um pouco, contratando Michaud de 1851 a 1853, quando percorrem grande extensão do país ilustrando os levantamentos cartográficos para o governo de Goiás, com desenhos à pena, que provocaram tal admiração, sendo chamado, após a conclusão do serviço, a exercer a função de professor de Francês e Desenho em Goiás, pelo Presidente da Província, o que negou, voltando ao Rio de Janeiro.

Aos 23 anos, Michaud conheceu Charles Perret Gentil (de Neuenburg) - que acabara de fundar a Colônia de Superaguí – e a um ano mais tarde, em suas andanças, estava na mesma Península, onde em 1854 casou-se com uma nativa de nome Custódia Maria do Carmo (ou Custódia Amérigo - Américo).



Deste casamento nasceram em 1855 Marie Louise (batizando-a com o nome da sua mãe), 1862 Robert (casa com Elise Durieux e deste casamento nasceram três crianças: Alfred, Cecília e Eugenia), José, Leocádia, Elisa, Maria Joana, 1867 Antônia (casa-se em 28 de dezembro de 1899 com o filho do tessino Giordano Esquinini, de Sondrio, um dos primeiros cafeicultores de Superagui) e mais tarde Ana (casa-se em 28 de janeiro de 1897 com o brasileiro Antônio dos Passos).

Assim, Michaud virou um pequeno agricultor, rusticamente cortando um pedaço de mata, queimava e após algumas semanas roçava‑se e, em geral, em meados de agosto, plantava‑se no solo virgem que, no início, é de uma fertilidade quase inimaginável e tudo o que se queria, dava, primeiro o necessário a vida de cada dia: feijão, cozido principalmente com carne seca, depois arroz e especialmente milho, para o pão e também como alimento para as aves domésticas e o porco.



Além disso, a mandioca que é transformada em farinha e torrada com banha e acrescentada como fonte nutritiva, também café, tendo especial cuidado com cultura da uva, que lhe deu boas colheitas nos declives do morro Barbados, o que o fez junto com o vizinho alsaciano Sigwalt, se dedicar a vinicultura, chegando ater 1.000 videiras, produzindo o vinho denominado "petit Bordeaux", comparável ao suíço, como se diz no relatório oficial à Assembléia, de 31 de mar­ço de 1877: “o vinho que se produz na colônia (de Superagui) tem tido boa aceitação nesta capital".



Nunca deixou de desenhar e pintar, mais ainda quando em 13 de novembro de 1885, o Presidente da Província do Paraná – Alfredo D’Escragnolle Taunay – visitou Superaguí, juntamente com o Visconde de Nácar e se hospedaram na casa de Michaud, fundando uma associação de imigrantes, designando Sigwalt como presidente e Michaud como secretário, e daquela amizade, começou a ganhar regularmente pincéis, livros, jornais e telas, que pintava e enviava às irmãs enrolados com cartas, dentro de bambú e também presenteava amigos em Paranaguá e Curitiba.

A situação econômica da família melhorou, comercializando madeira, também tinham uma casa comercial e uma olaria. Em 1883 foi nomeado, pelo amigo Luís Ramos Figueira - responsável pelo ensino primário, como professor interino do Superaguí, mesmo que nunca recebera um programa de ensino, manuais ou qualquer outro meio, nunca as autoridades demonstraram interesse por sua conduta, mandava as matrículas de seus alunos e seus relatórios, tentava ensinar leitura, escrita e cálculo e recebia, por tudo isto, o salário de 2OO mil réis anuais, que logo depois, fora aumentado para 30O mil reis e como não havia prédio para a escola, ainda reunia os 43 alunos em sua casa.



Em junho de 1888, as aulas tiveram que ser suspensas "por falta de verba", mas recomeçaram em 03 de novembro de 1890.

Dois anos depois, no mês de julho, perde seu cargo, vitima da derrota sofrida pelo governo nas eleições, sendo convidado a retornar em 1895, mas não aceita, porém reconsidera e em 1898, com quase 70 anos, assume o cargo, por falta de substituto.



Na mesma época em que foi inaugurada a escola, Superagui foi elevada a distrito (incentivada pela visita de Taunay), sendo separada administrativamente de Guaraqueçaba, porém seu fundador Perret‑Gentil já tinha a abandonado deixando Louis Durieux, o mais velho colo­no, como administrador.

Michaud foi Juíz de Paz, onde tinha que fiscalizar os registros civis e, nas eleições comandar a presidência da mesa, atuando como comissário distrital no Censo de 1890. também trabalhou como Agente dos Correios, até a Revolução Federalista (1893/1894), quando recebeu acusações injustas.



Foi preso com seus dois filhos, Robert e Joseph e enviados a Paranaguá, onde por interferência de amigos que tinha na cidade, principalmente descendentes do Visconde de Nácar conseguiu a imediata liberação, enquanto seus filhos foram postos em liberdade no dia seguinte, quando desabafa a suas irmãs na Suíça: "Vocês não fazem sequer idéia do que nós sofremos: felizmente encontramos aqui, em Paranaguá, algumas boas pessoas".



Quando retornou a Superaguí, encontrou sua casa saqueada e destruída pelos soldados da polícia e sua família escondida nas matas, quando financeiramente foram socorridos pelos parentes da Suíça, que lhe enviaram quantias de dinheiro.

Foram penalizados os culpados, porém Michaud ficou extremamente abatido com o acontecido, a ponto de se arrepender de ter vindo ao Brasil, lamentando não poder retornar a Europa, entristecendo-se mais quando recebe a notícia, em 1864, do falecimento do pai.

Sua esposa falece em 10 de novembro de 1895, quando escreve à irmã dizendo que se pudesse voltaria a Suíça, não o faria por estar velho e com raízes na região: "Que bons anos perdidos vindo ao Brasil... Mas a juventude é tola e não aceita conselhos!".



Com o decorrer dos anos, os velhos amigos da Colônia faleciam um a um e Michaud sente-se solitário, ainda que em 1899, convidado pelos irmãos a visitar a pátria, o que foi recusado, apesar da grande vontade, ainda que sua irmã Elisa propôs vir visitá-lo, ele a desestimulou, mas aumentaram os convites depois do falecimento das irmãs Custódia, Emma e Nancy, quando lhe enviam dinheiro para a viagem mas, após reflexões profundas, Michaud devolve o dinheiro e pediu‑lhes, de uma vez por todas, que desistissem desses planos, dizendo que envergonhava‑se de viajar às custas de outros e de encontrar lá, gente que "não Ihe poderia perdoar que ele não tivera sucesso".

No ano de 1900, último censo que organizara, Superagui possuía 1.480 almas, número que expressa um certo progresso, entre elas um dos fundadores, Giovanni Batista Rovedo, todos os outros, suíços, italianos e alemães, estavam mortos.

Em 07 de setembro de 1902, pelo meio-dia, Michaud morreu, deixando seus últimos anos de amargura e tristeza vivido no lugar que tanto amou, Superaguí, onde alí mesmo foi enterrado no velho Cemitério de San Martim.

Para comunicar o fato para as tias na Suíça, os filhos de Michaud, pediram ajuda ao Pe. Hyppolite Lassaiaz, que trabalhava na Santa Casa em Paranaguá, para escrever no idioma francês.

Na sua cidade natal, na Suíça, a sua casa virou um museu, onde há exposição permanente de suas cartas e aquarelas. “ (28/12/1884) -




Sabes que estamos no verão, muitas vezes faz um calor sufocante que ocasiona tempestades terríveis, na Terça-feira passada tivemos um vendaval terrível , tão forte que a maioria das casas sofreu as consequências, as telhas voaram, as árvores foram arrancadas pelas raízes, todas as bananeiras quebradas e os campos de milhos destruídos, inclusive os vinhedos, atualmente carregados, foram por terra, em alguns lugares as estacas foram quebradas pela violência do furacão, apesar destes ventos, os cafeeiros nada sofreram e estão cheios de frutos.



Atualmente os matos estão coberto de flores vermelhas e violetas, brancas e amarelas. E ao penetrarmos nos bosques encontramos muitas árvores cobertas de frutos, e que portanto, havia florescido antes, se pode crer que estamos no paraíso, os cafeeiros florescem no mês de maio e não acabamos de recolher a colheita do ano passado até o mês de outubro, de modo que ao, colher os frutos maduros, os cafeeiros já estão cheios de frutos e brotos.

As vinhas estão carregadas de frutos e começaram a amadurecer, a vindima será em janeiro, temos cana de-açúcar o ano todo, também bananas, de abril a setembro são as laranjas e outras frutas;



Portanto vês que, neste país privilegiado, as flores e os frutos se sucedem sem interrupções o ano todo. Mas também existe o reverso da medalha, as febres intermitentes (que não existe quase sobre as mesetas do interior), as dificuldades na criação de gados, por causa de vampiros (morcegos) que chupam o sangue dos animais ocasionando-lhes úlceras, onde as moscas depositam suas larvas;

Também deves pensar, em um país onde não faz frio, nem inverno, o verde é constante, as ervas daninhas crescem com um vigor desconhecido na Europa, sendo o principal trabalho do agricultor arrancá-las e secá-las e deixá-las sobre o terreno, formando uma cobertura vegetal, pois, se não são extirpadas, asfixiam as plantas que nada produzem; Apesar de todos estes incovenientes e de outros, este é um paraíso para as pessoas pobres, honradas e trabalhadoras, que vivem em abundância e não temem os longos invernos da Europa, tão frios e terríveis para os pobres”.

O barão de Taunay escreveu ao então vice‑presidente do Paraná, Dr. Joaquim Almeida Faria Sobrinho, após sua visita a Superagui: "Eu encontrei, naquele lugar mal conhecido mas não menos interessante de nossa Província, um professor verdadeiro, cercado de muitos alunos, que é, ao mesmo tempo, um artista notável com o qual, desde então, cultivo as mais agradáveis relações".
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Fonte das fotos: William Michaud von Vevey (1829 - 1902). Schicksal eines Schweizer Auswanderers in Brasilien. von P. Dr. Emílio Cl. Scherer. 1960.
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Pesquisa:
Zé Muniz. "Guaraqueçaba um pequeno mundo dentro do mundo". obra inédita.
SCHERER. Emilio. Willian Michaud Von Vevey (1829-1902). 1960.
SCHERER. Emílio. Michaud: O pintor de Superaguí. Fundação Cultural de Curitiba - 1979.

Telas pintadas por William Michaud em Superagui.

Fonte: http://informativo-nossopixirum.blogspot.com.br/2009/07/william-michaud.html
destaques

Permacultura é uma revolução cujo problema é a solução

A humanidade vive um momento em que precisa obrigatoriamente 'mudar de rumos', diante da interface física e a finitude material da sua existência.


Um novo paradigma socioambiental necessário
para a sobrevivência da espécie humana

“O problema é a solução" nos fala Bill Mollison, considerado o Pai da Permacultura. A enciclopédia livre Wikipédia nos traz uma boa definição de Permacultura: um sistema de princípios agrícola e social de design centrado em simular ou utilizar diretamente os padrões e características observados em ecossistemas naturais. A Permacultura nasceu fruto do trabalho acadêmico de David Holmgren, então um estudante de pós-graduação, e seu professor, Bill Mollison, em 1978.

Na Universidade de São Paulo, a USP, uma Universidade Pública brasileira das mais conceituadas do mundo, o pesquisador Djalma Nery Ferreira Neto segue essa trajetória. É o design ecológico, a engenharia ecológica, o design ambiental, a construção e bioconstrução, o gerenciamento integrado de recursos hídricos, a arquitetura sustentável, os sistemas de habitat e agricultura regenerativos e autossustentáveis a partir de ecossistemas naturais. Neste artigo ficam claros alguns desafios e paradigmas da humanidade que, através da Permacultura, podem ser enfrentados e superados.

Djalma Nery
Djalma Nery: "A humanidade vive um momento em que precisa obrigatoriamente de 'mudar de rumos', diante da interface física e a finitude material da sua existência".

O pesquisador da USP Djalma Nery é um dos mais conceituados estudiosos e militantes da Permacultura no Brasil. Entre seus trabalhos estão dissertações que versam sobre o papel determinante da Permacultura, traçam mapeamentos dos grupos de Permacultura em atividade e revelam aspectos que podem e devem colocá-la como eixo central de um novo paradigma do atual momento planetário e civilizacional. Djalma Nery conheceu a Permacultura em Araraquara, em 2008, no curso de Ciências Sociais da UNESP. Por ser um curso bastante teórico, teve a oportunidade de participar de diversos debates literários que envolviam amplamente a temática da sustentabilidade. O contato direto com a Permacultura começou através de uma horta comunitária, criada por colegas universitários.

No mesmo ano em São Carlos - SP, sua cidade natal, seu pai também iniciava a implementação de uma horta caseira. Filho de pais ambientalistas, desde a infância foi incentivado a estar em contato com a natureza, entretanto ao longo do tempo percebeu a necessidade de ir mais longe. Sentia-se desconectado. Reconheceu que era muito ativo nos debates e nas manifestações teóricas, porém carecia da prática. A Permacultura surgiu como espaço de prática objetiva daquilo que buscava. Identificando seu espaço de atuação, observou que precisava ir além das discussões de sistemas alternativos, era necessário atuar diretamente no meio que pertencia. A partir dos seus estudos, entendeu que a Permacultura estava sendo debatida e aplicada em diversos lugares do mundo. Viajou em busca de conhecimento. Carona, hospedagem solidária e alimentação em troca de trabalho foi a realidade de Djalma durante quatro anos de estudos, dedicados exclusivamente à Permacultura.

Em uma breve entrevista, Djalma Nery destaca a Permacultura como necessária e sua compreensão de que 'a necessidade é o motor da história' e dá caminhos para a sua massificação e escala no Brasil e no mundo, baseadas nas mudanças profundas de paradigma que a sociedade vive e a ausência de opção alternativa. A humanidade vive um momento em que precisa obrigatoriamente de 'mudar de rumos, diante da interface física e a finitude material da sua existência'.

Sociólogo e graduado em Ciências Sociais, o acadêmico de pós-graduação do programa de Ecologia Aplicada da USP é educador ambiental, social e popular, exercendo a docência na disciplina de 'Sociologia e Permacultura'. É fundador da Veracidade – estação de permacultura urbana – entidade ambientalista que atua na região de São Carlos/SP, interior do Estado de São Paulo, Brasil. O pesquisador ressalta, entre outros comportamentos da sociedade moderna, o consumo exacerbado e o desperdício como fatores que colocam a civilização em risco e exigem a mudança de paradigma, para 'a prática da cultura da permanência, ao invés das práticas da impermanência, insustentável e irreprodutiva, que tenham a sua história finita demarcada no tempo'. A Permacultura é uma resposta à altura que questiona a estrutura da organização humana e se coloca com viabilidade e potencialidade transformadora.

Como a Permacultura vai se tornar algo massificado, alcançar a escala necessária para romper paradigmas? Para Djalma Nery essa é a questão além da necessidade, por que impõe um planejamento estratégico que faça acontecer, com atuação simultânea envolvendo os Governos, as Empresas e a Sociedade Civil. O diálogo constrói a realidade e os Poderes e Setores podem e devem oferecer respostas a esse momento único e perturbador para todos.

Gansos e patos auxiliam na agricultura | Foto: EwigLernender 

A Permacultura precisa ser uma diretriz central dos Governos, ser prioridade enquanto política pública fundamental de Estado, regulamentada em Lei a ser cumprida, fiscalizada... Entre as iniciativas estão a geração de energia limpa, a bioconstrução regulamentada incentivada, as hortas comunitárias e urbanas, a reciclagem em escala, o desenvolvimento sustentável em evidência no setor governamental.

As empresas, também por força da regulamentação das políticas públicas, voltadas a um tipo de produção mais sustentável, renováveis ao invés de não renováveis, pressionadas pelo Mercado e pelo Estado. A constituição de ambientes de mercado estimulados e pressionados, que migram o paradigma produtivo e dão espaço para as mudanças. E, principalmente, a participação ativa e consciente da sociedade civil, organizada através de grupos, cooperativas e associações com responsabilidade, demandas e voz na construção do sentido de futuro, do paradigma sustentável da articulação de um novo ambiente social. Uma plataforma colaborativa, a partir de uma visão sistêmica e o diálogo persistente e permanente entre poder público, sociedade e iniciativa privada de maneira inseparável num ambiente saudável.

Djalma Nery defende a Permacultura enquanto alternativa que se consolide nos espaços empresariais, de decisão do poder público e da sociedade. A Permacultura é um viés para a mudança do atual paradigma de produção e consumo. A mudança é fundamental e é preciso ser parte dessa mudança. A sociedade percebeu a finitude do planeta, a partir de então cultiva-se nas pessoas a consciência da sustentabilidade, preservação e cria-se uma perspectiva de ciclos. Contudo, é preciso compreender as macroestruturas do sistema, para não cair no senso comum.

Analisamos um simples comparativo: 10% da água utilizada no Brasil é para fins domésticos, 75% pelo agronegócio e 20% pela indústria. Portanto, não basta economizar água em casa, é preciso repensar o modelo de produção. Compreender a diferença entre as micro e macro estruturas. É fundamental a criação de políticas públicas que mudem o modelo de consumo e produção.
 Bill Mollison, considerado o pai da permacultura | Foto: Nicolás Boullosa 

Anos 70 - Fundamentos da Permacultura

Aos fundadores australianos se deve a criação da denominação “Permacultura”, mas a criação da cultura da Permacultura se dá àqueles que a puseram em prática, baseados na soma do conhecimento de diversas vertentes que discorrem sobre o tema. Os dois autores reuniram fontes que culminaram na coesão e concisão do termo Permacultura.

O caminho para a construção de uma nova realidade passa por vários aspectos: ação individual, percepção do impacto que as nossas escolhas têm sobre a sociedade, a partir disso, mudança de hábitos. Articulação de mudanças locais, grupos que repensem a forma de consumo. Posteriormente, conectar os pequenos grupos. Uma ação isolada não muda as coisas substancialmente. Mudar é apontar para uma construção coletiva. Equilibrar e conectar esses três links. O pessoal, o local e o macro.

A Permacultura permite vislumbrar algumas de suas características conceituais na vivência prática. É possível viver, através das escolhas, ex.: banheiro seco em casa, fazendo compostagem, horta, água de chuva, etc... (Em referência à obra “Ilusão Concreta - Utopia Possível – Contraculturas espaciais e Permacultura. Tese de doutorado de Luiz Fernando de Mateus e Silva – USP/2013). É possível melhorar as condições de vida sobre a égide do capitalismo, a partir de orientações da Permacultura, principalmente no âmbito técnico. É possível pensar num futuro onde as pessoas tenham energia solar em casa, composteira, horta, e ainda, sim, viver num sistema capitalista, mas é impossível unir a ética (ou a falta dela) do sistema capitalista com a ética da Permacultura.


Ética da Permacultura

Djalma Nery ainda destaca o cuidado com as pessoas, o cuidado com a terra e a partilha justa dos excedentes. E denuncia que o capitalismo viola sistematicamente cada uma delas, cada pilar: ao explorar a mão-de-obra do trabalhador para construir a riqueza dos donos dos meios de produção, não pode cuidar das pessoas. Não pode cuidar da terra, pois é a fonte dos recursos e matéria-prima para produções em larga escala. Não convive com a partilha justa, pois se baseia na competição, disputa. 'Permacultura e Capitalismo são incompatíveis', segundo o pesquisador que destaca que mesmo assim é possível avançar, pois a imprensa colabora na formação da consciência das pessoas em relação à Permacultura. É um desafio fazer um contraponto, pensando nos objetivos escusos que os veículos de comunicação têm. É preciso fazer a permacultura ocupar os espaços de divulgação.

Desenvolvendo sistemas alimentares locais

O repórter norte-americano Nelson Harvey realizou uma interessante conversa com Adam Brock, cofundador da fazenda urbana e centro de educação da GrowHaus, um mentor da Corporação de Permacultura de Denver/EUA sobre questões de segurança alimentar na capital e cidade mais populosa do estado norte-americano do Colorado, sob a perspectiva da permacultura.

“Precisamos ensinar as pessoas a realmente trabalhar com essa terra, como produzir calorias de uma forma que mantenha ou melhore o solo e a água...”

Brock destaca ainda que a maioria das pessoas pensa primeiro na perspectiva da permacultura no âmbito da produção de alimentos e agricultura. Isso é certamente uma grande parte disso, mas na verdade é uma estrutura de solução de problemas, uma estrutura de design. E revela que a preocupação com políticas públicas e engajamento da sociedade civil com a Permacultura, através de investimentos sociais de longo prazo, passa por uma linha de pensamento em que não se enquadram as 'métricas econômicas convencionais para expressar seu valor'. "Parece que esses investimentos fariam mais sentido se pudéssemos olhar para além do atual trimestre financeiro e colocar um prêmio maior em benefícios não-econômicos - como a resiliência que vem com a manufatura ou produção de alimentos".

As conclusões alcançadas até ao momento, considerando os históricos da permacultura no mundo e os estudos de mapeamento de grupos no Brasil, especialmente detectam o perfil das pessoas que constrõem a Permacultura, em debates díspares e com vazão filosófica e política. A Permacultura não se constitui enquanto movimento social. Não existe espaço organizativo concreto. Não existe corpo coeso de trabalho. Não existe um manifesto que unifique e defina o que os permacultores reivindicam.

Atualmente, a maioria dos permacultores no Brasil são pessoas brancas, socioeconomicamente favorecidos, universitários que possuem uma preocupação com o meio ambiente. Geograficamente, estão localizados no Sul e Sudeste do país. Há uma ausência de participação nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste e, lamentavelmente, não é considerada uma ferramenta de construção de políticas públicas, mantendo um 'status quo', onde o Estado serve ao poder econômico e aos interesses privados, cujo bem-estar das pessoas, da sociedade, parecem estar à margem.

Espiral de ervas | Foto: jongela19 

Os 12 princípios de design da Permacultura articulados por David Holmgren em seu livro Permacultura Princípios e caminhos além da sustentabilidade:


Observe e interaja.

Alocando tempo para engajar-nos com a natureza, podemos desenhar soluções adequadas à nossa situação particular.


Capte e armazene energia.


Desenvolvendo sistemas que coletem recursos que estejam no pico de abundância, podemos utilizá-los quando houver necessidade.


Obtenha rendimento.


Assegure-se de que esteja obtendo recompensas verdadeiramente úteis como parte do trabalho que você está fazendo.


Pratique auto-regulação e aceite retornos.


Precisamos desencorajar atividades inapropriadas para garantir que os sistemas continuem funcionando bem.


Utilize e valorize recursos e serviços renováveis.


Faça o melhor uso da abundância da natureza para reduzir nosso comportamento consumista e nossa dependência de recursos não renováveis.


Evite o desperdício.


Valorizando e fazendo uso de todos os recursos que estão disponíveis para nós, nada será desperdiçado.


Projete dos padrões aos detalhes.


Dando um passo atrás, podemos observar padrões na natureza e na sociedade. Estes padrões podem formar a espinha dorsal de nossos projetos, com os detalhes sendo preenchidos conforme avançamos.


Integrar ao invés de segregar.


Colocando as coisas certas no local certo, fazemos com que as relações entre uma e outra se desenvolvam e elas passam a trabalhar juntas para ajudar uma à outra.


Utilize soluções pequenas e lentas.


Sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que sistemas grandes, fazendo uso mais adequado de recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.


Utilize e valorize a diversidade.


A diversidade reduz a vulnerabilidade a uma variedade de ameaças e tira vantagem da natureza única do ambiente na qual reside.


Utilize bordas e valorize elementos marginais.


A interface entre as coisas é onde os eventos mais interessantes ocorrem. É onde frequentemente estão os elementos mais valiosos, diversificados e produtivos de um sistema.


Utilize e responda criativamente às mudanças.


Podemos ter um impacto positivo nas mudanças inevitáveis se as observarmos com atenção e intervirmos no momento certo.


Permacultura e Empreendedorismo

Para o paisagista Márcio Modelski da Empresa Cantinho Verde Ecologia, que atua no interior do Estado do Rio Grande do Sul, no Brasil a Permacultura é um dos conceitos mais modernos para definir a sustentabilidade. 'Sempre tive meu olhar voltado para o campo, para a natureza. Meu primeiro contato de estudos foi para o curso de Agronomia. Posteriormente, fui apresentado à beleza das plantas, flores e suas cores, através de minha esposa e a partir daí não parei mais e me encontrei, sendo o que mais gosto de fazer, tornando-me respeitador da natureza e criador de paisagens naturais', destaca.

'A minha missão é mostrar à população um elo de convivência entre o ser humano e a natureza em um mesmo ambiente. É preciso passar a informação de que as plantas nos dão conforto térmico, que os jardins curam e que existe uma conexão muito forte entre o humano e o natural', revela o paisagista que é um entusiasta da Permacultura.
 Márcio Modelski


Educação

Já o Instituto ÇaraKura, sediado em Florianópolis, no Estado de Santa Catarina – uma ONG ambientalista que desenvolve projetos e ações ligados à educação e à pesquisa de tecnologias sustentáveis – organiza cursos, vivências e oficinas de Permacultura desde 2005, tendo por objetivo contribuir para a formação de novos padrões na relação homem/natureza. O Curso de Permacultura ÇaraKura, PDÇara, tem a peculiaridade de desenvolver sua metodologia baseada em atividades práticas, com ênfase nos diversos sistemas permaculturais desenvolvidos na propriedade já há cerca de 30 anos. Trabalha com base no zoneamento Permacultural, ou seja, divisão de áreas por aspectos que dizem respeito ao planejamento das energias internas do sistema.

A Revolução necessária

As mudanças em curso no Planeta são bastante profundas em sua perspectiva histórica, ocasionando um limite literal para a própria existência da humanidade. Esse limite é caracterizado por um momento extraordinário de potencial igualmente promissor ou perigoso. O advento das mudanças climáticas, a partir do fenômeno denominado aquecimento global, é um dos fatores que determinam novas relações e categorias para a existência do Ser Humano no planeta, mas não é o único e tão pouco o mais significativo. A raiz dos principais dilemas da humanidade está relacionada diretamente com o papel do indivíduo na sociedade e sua organização. A chamada 4ª Revolução Industrial, baseada em inovações tecnológicas significativas, como a inteligência artificial, robótica, nanotecnologia, biotecnologia e computação quântica é um dos aspectos deste novo e determinante momento da história da humanidade em que, em termos demográficos, alcançamos em outubro de 2017 mais de 7,6 bilhões de humanos vivendo no planeta Terra. A ONU, a Organização das Nações Unidas estima que a população global população humana chegará até 11,2 bilhões em 2100.

Uma superpopulação que se concentra em grandes centros urbanos em todos os continentes, mesmo nos mais vastos em território, com baixa demografia, o fenômeno da concentração de pessoas é real. Em linhas gerais, esses centros urbanos enfrentam diferentes e alarmantes níveis de problemas, sobretudo socioambientais. 'Uma das matrizes da virtude da Permacultura é que incorpora a responsabilidade socioambiental numa estratégia de desenvolvimento e pode-se medir seus resultados'. Uma 'pegada' positiva para o desenvolvimento comunitário sustentável, entendendo a Comunidade em seu sentido literal, alinhado com seus objetivos econômicos, sociais e culturais.

A Permacultura coloca no centro o meio ambiente e sua relação a partir de um visão sistêmica, numa plataforma colaborativa que permite ao ser humano se realizar e ressignificar sua existência, contribuindo para sua sobrevivência. Oferece essa condição desde as pessoas simples até às grandes corporações. Aqueles que desenvolvem a Permacultura normalmente não criam expectativas irreais e anunciam seus resultados, seja em família, comunidade ou para o mundo, através da Internet, de suas páginas em redes sociais, como o Facebook. É comum encontrar postagens de pessoas que aderiram à Permacultura que nem sequer conhecem seus conceitos, mas a cultuam na prática de sua relação com a pequena horta, seu viveiro de plantas ou jardim de chás. O seu dia-a-dia sustentável é construído a partir dos conceitos da Permacultura e contribui significativamente para a qualidade de vida e a saúde, especialmente a saúde mental. Problemas psicossociais, stress, ansiedade e depressão podem ser superados através de hábitos saudáveis em que a Permacultura tem um papel sensacional.

Por Vinícius Puhl (40) é jornalista, gaúcho da cidade de Santa Rosa no Estado brasileiro do Rio Grande do Sul. É comunista e industrial, atualmente trabalha no Poder Legislativo.

Fonte: https://www.theuniplanet.com/2018/05/permacultura-e-uma-revolucao-cujo-problema-solucao.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+theuniplanet%2FLDTJ+%28UniPlanet%29

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