Destaques

Recentes

22 de mai de 2018

Pesquisa aponta crescimento histórico no número de vegetarianos no Brasil




Nas regiões metropolitanas de São Paulo, Curitiba, Recife e Rio de Janeiro este percentual sobe para 16%. A estatística representa um crescimento de 100% em relação a 2012, quando a mesma pesquisa indicou que a proporção da população brasileira nas regiões metropolitanas que se declarava vegetariana era de 8% . Hoje, isto representa quase 30 milhões de brasileiros que se declaram adeptos a esta opção alimentar – um número maior do que as populações de toda a Austrália e Nova Zelândia juntas – em um grupo que inclui cada vez mais personalidades, como Xuxa Meneghel, Júnior Lima, Tatá Werneck, Yasmin Brunet, Luisa Mell, João Gordo, Isabelle Drummond e Giulia Gayoso.

A pesquisa do IBOPE Inteligência mostra ainda o crescimento rápido no interesse por produtos veganos (ou seja, livres de qualquer ingrediente de origem animal) na população em geral: mais da metade dos entrevistados (55%) declara que consumiria mais produtos veganos se estivessem melhor indicados na embalagem ou se tivessem o mesmo preço que os produtos que estão acostumados a consumir (60%). Nas capitais, esta porcentagem sobe para 65%.

O salto surpreendente no número de pessoas que exclui alimentos de origem animal de seu cardápio reflete tendências mundiais consolidadas de busca por uma alimentação mais saudável, sustentável e ética. Por um lado, o reconhecimento dos benefícios de uma alimentação vegetariana para a saúde é cada vez maior, com grandes organizações – como a Organização Mundial de Saúde – se pronunciando sobre os riscos do consumo elevado de carnes. Por outro lado, o crescimento no número de pessoas que opta por excluir as carnes e derivados do cardápio, ou reduzir seu consumo, é impulsionado pela preocupação crescente da população com os impactos de seus hábitos de consumo. Dentre estas, estão as preocupações com o impacto ambiental negativo da pecuária e a indignação com as condições de vida impostas aos animais usados nos processos de produção. De fato, uma pesquisa do Datafolha de 2017 já havia mostrado que 63% dos brasileiros quer reduzir o consumo de carne.

http://www.aguasdepontal.com/2018/04/uma-em-cada-tres-mortes-prematuras-pode.html

Seguindo as mesmas tendências, em todo o mundo há empresas e investidores começando a mudar de rumo, com investimentos crescentes no setor de proteínas vegetais e de substitutos às carnes, leite e ovos. Nomes famosos, como Bill Gates, Richard Branson (da Virgin) e Sergey Brin (do Google) apostam no crescimento do setor. As estimativas apresentadas na pesquisa do IBOPE revelam que as oportunidades de negócios são também enormes para as empresas e investidores brasileiros atentos a estes dados. Segundo Ricardo Laurino, presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira, “o vegetarianismo está deixando de ser uma escolha de uma parcela restrita da população, para rapidamente ocupar posição central na mesa dos brasileiros”.

Divulgação


Sobre a pesquisa


As entrevistas foram realizadas por uma equipe de entrevistadores do IBOPE Inteligência em 142 municípios nas capitais, periferias e interiores das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Sudeste do país. O universo amostral incluiu representantes de ambos os sexos, das classes AB, C e DE, com 16 anos ou mais. A margem de erro desta amostra com respeito a população brasileira em geral é estimada em 2 pontos percentuais, com um nível de confiança estatística de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), mas inteiramente realizada pelo IBOPE Inteligência.



Fonte: Anda - SBV - http://espacoecologiconoar.com.br/pesquisa-aponta-crescimento-historico-no-numero-de-vegetarianos-no-brasil/

saúde

21 de mai de 2018

O maravilhoso e livre mundo offline




Eu sou da época em que ir para o mato ou para o campo significava ficar sem contato com o resto do mundo. Meus primeiros acampamentos como escoteira, depois as aulas práticas na faculdade e, por fim, muitos trabalhos e viagens pessoais pressupunham que eu ficasse dias ou semanas sem telefone e, mais tarde, internet. Nunca pensei muito sobre isso, além do fato de me ajustar a essa condição, educando minha família sobre a máxima “no news, good news”.

Por campo ou mato entende-se, quase sempre, unidades de conservação. Fragmentos de áreas naturais protegidas, territórios que, como sociedade, decidimos separar como espaço comum de um país. Recentemente, celebramos o centenário dessa ideia visionária que os norte-americanos consideram a melhor que já tiveram: a criação de parques nacionais. Criados inicialmente para assegurar a proteção de maravilhas naturais para o usufruto de todos os cidadãos, logo autores como Ralph Waldo Emerson e John Muir, ao lado do arquiteto Frederick Law Olmstead, desenvolveram argumentos espirituais e emocionais sobre o papel dos parques, ressaltando o aspecto curativo do contato com a natureza.

Valorizo imensamente esse aspecto das áreas protegidas: o fato de que elas são refúgios, escape e cura para os desafios da vida urbana. Aos poucos desenvolvi uma sincera apreciação sobre a sensação de afastamento em relação à vida que fica para trás cada vez que vou para o campo: a rotina na cidade, o barulho, o ritmo acelerado, as interferências.

Não faz muito tempo, passei uma semana no Parque Estadual Intervales, no interior de São Paulo, ao lado de outras cinco famílias, como faço há quase dez anos. Lá, a conexão digital chegou devagar. Por anos, só houve acesso à internet fora do Parque e apenas, há pouco tempo, instalaram wi-fi na administração. Você precisava sair deliberadamente da pousada e vencer os 800 metros que a separam do sinal do wi-fi para conectar seu celular.

Nesses dias em família com uma tribo de crianças e vários adultos no grupo, a rotina era dar uma breve checada no smartphone antes de começar as aventuras do dia, no ponto de encontro com os monitores, em frente à administração do Parque. O resto do tempo era dedicado aos encontros e experiências no mundo real.

Até que, em janeiro deste ano, no meio da semana que passamos no PEI, instalaram wi-fi no restaurante do Parque, que fica ao lado da Pousada, onde estávamos hospedados. E assim, de repente, a dinâmica das relações mudou. Todos os adultos passaram a levar o celular para o restaurante durante as refeições. As conversas tinham agora outro componente envolvido, como se não estivéssemos mais a sós naquele lugar remoto. A sensação de isolamento se foi.

Esse episódio me fez pensar sobre o que se perde quando há a possibilidade de conexão com a internet no interior de uma unidade de conservação. Afinal, que experiências buscamos quando visitamos uma área remota? O que é estar com o outro? Procurei pensar sobre essas questões sem nostalgia, mas buscando refletir sobre as transformações da nossa época.

Tem algo nisso tudo sobre corpo, infância, pressa, relações, natureza. Sobre estarmos de corpo e cabeça presentes compartilhando algo que nos é caro. Sobre nossa capacidade de nos desvencilharmos de nossos apetrechos digitais. Sobre crianças e adultos desfrutando experiências solitárias ao nosso lado enquanto nossos olhos estão numa tela. Sobre o lugar que guardamos para o corpo no nosso novo modo de viver. Sobre o papel de refúgio digital das áreas naturais protegidas.

Num momento no qual nossa sociedade faz reflexões importantes sobre a intoxicação digital que todos estamos submetidos, acredito que é preciso guardar tempos e espaços off-line em nossas vidas. Entretanto, se desconectar não é uma tarefa fácil, mesmo para aqueles que apreciam estar ao ar livre: requer uma ação consciente e uma mudança de cenário. Num mundo onde é cada vez mais difícil encontrar espaços sem conexão, o papel das áreas naturais protegidas ganha um novo contorno: reservas livres de wi-fi e dos sons dos smartphones.

Para muitos o vazio digital de um parque como Intervales não é um empecilho, ao contrário, é um de seus maiores atrativos.

Os órgãos gestores das unidades de conservação devem, portanto, avaliar sob essa perspectiva onde faz sentido disponibilizar wi-fi e que experiências os visitantes buscam quando procuram uma área remota. Eu acredito que devemos guardar, defender e proteger espaços naturais para todos os que buscam reinventar formas de estar consigo mesmos, com o outro e com o mundo. Para todos os que buscam a maravilhosa liberdade de estar off-line.


Foto: Maria Isabel Amando de Barros

Por Maria Isabel Amando de Barros, mãe da Raquel e do Beni, Engenharia Florestal e Mestre em Conservação de Ecossistemas, sempre trabalhou com educação e conservação da natureza. Desde 2015 é pesquisadora do programa Criança e Natureza do Alana.

Fonte: http://conexaoplaneta.com.br/blog/o-maravilhoso-e-livre-mundo-offline/
destaques

Oficina de Agrofloresta conecta pais e filhos à natureza

Espaço Voador, em Atibaia, realiza vivência rural de aventura para criar uma agrofloresta no feriado de Tiradentes.




O Espaço Voador, em Atibaia, a apenas 60 Km de São Paulo, realiza um programa perfeito para a família no feriado de Tiradentes (20 a 22 de abril): a Oficina de Agrofloresta Sintrópica, com o permacultor Bento Cruz. A proposta é conectar pais e filhos em uma vivência rural de aventura junto à Natureza. As famílias vão construir juntas um sistema agroflorestal em que todos vão participar ativamente do processo. “Ao observar as relações entre as plantas, somos convidados a perceber como interagimos uns com os outros”, afirma Bento, que é discípulo de mestre Tupinambá, pioneiro em Agrofloresta Sintrópica, ao lado de Henrique Souza e do suíço Ernst Gotsch.

A Agrofloresta cria um sistema que junta, na mesma área, a produção de hortaliças, frutas e madeira, que serão planejados e plantados durante o Curso. Resumindo: é plantar comida sem agrotóxico dentro de uma floresta. “As crianças são as que mais piram quando se dão conta que estão ajudando a preservar o meio ambiente”, diz Bento. “A experiência fica para sempre”.

A agrofloresta implatada vai servir como modelo para visitação futura de escolas para conscientização ambiental. A Oficina é aberta também para quem não tem filhos.

As atividades começam na sexta-feira, 20 de abril, a partir das 19h, com um jantar e fogueira de boas-vindas. Sábado e domingo são dias de muita mão na terra. O encontro se encerra com um belo almoço de confraternização. A alimentação é preferencialmente orgânica e vegetariana, um convite aos visitantes para despertar para hábitos mais saudáveis.

Outra novidade é em relação à hospedagem no estilo aventura. São duas opções. Para quem quiser desfrutar da experiência do lugar, as barracas Iglus do Voador estarão preparadas com colchão, travesseiro baby, lençóis e mantas. Cada iglu contempla 2 adultos e 1 criança. Se tiver 2 filhos, fornecemos 2 barracas. Quem tem sua própria barraca e equipamentos pode optar pelo pacote Camping Livre.

Sobre o Espaço Voador

O Espaço Voador é um laboratório em meio à natureza que une arte, permacultura, educação, pesquisa e empreendedorismo. Localizado em uma área de preservação de Atibaia, conta com nascentes, quedas d’água, lagos, trilhas e muito verde. Realiza inúmeras atividades de restauração da mata local, como enriquecimento do solo, manejo de eucaliptos e reprodução de mudas nativas. Recentemente inaugurou o Viveiro Escola, com foco na educação infantil.




Por Mayra Rosa
Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.

Fonte: http://ciclovivo.com.br/mao-na-massa/permacultura/oficina-de-agrofloresta-conecta-pais-e-filhos-natureza/
destaques

20 de mai de 2018

Até nas férias a gente ferra o planeta

Pesquisadores quantificam pela primeira vez pegada climática global do setor de viagens e descobrem que o turismo emite 8% do carbono do mundo; Brasil tem sexta maior participação.


Má notícia: o turismo emite 8% do carbono do mundo. Acima, travessia na Serra do Cipó, em Minas Gerais. Foto: Duda Menegassi.

A imagem de sustentável do setor de viagens e turismo acaba de sofrer um golpe. Um grupo internacional de pesquisadores publicou nesta segunda-feira (7) o primeiro cálculo global da pegada de carbono desse ramo da economia, e traçou um quadro pouco edificante: o turismo responde por nada menos do que 8% das emissões de gases de efeito estufa da humanidade. Em apenas cinco anos, as emissões do setor cresceram 15%, de 3,9 bilhões para 4,5 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente (CO2e).

Considerando o impacto no ciclo de vida e todas as atividades associadas, o turismo é proporcionalmente pior que a indústria para o clima. O chamado “multiplicador de carbono” da atividade, ou a quantidade de CO2 por dólar de consumo final, é de 1 kg para o turismo, contra 0,8 kg para a indústria e 0,7 kg para a construção civil.

“Existe uma noção popular de que o turismo é uma opção de desenvolvimento de baixo impacto e sem consumo”, escreveram os autores, liderados por Arunima Malik, da Universidade de Sydney, na Austrália. “Essa crença tem levado países a buscar projetos de desenvolvimento do turismo rápidos e em grande escala, em alguns casos tentando dobrar o número de visitantes num período curto. Nós mostramos que essa busca (…) vem com um ônus de carbono significativo, uma vez que o turismo é mais intensivo em carbono do que outras áreas.”

O que torna a conta climática das viagens tão salgada são, para começo de conversa, as próprias viagens: os transportes aéreos e terrestres têm um peso grande nas emissões do setor. Mas o que é emitido na produção da comida que alimenta os turistas e até das quinquilharias feitas na China que eles compram nas lojinhas de suvenir também entra na contabilidade.

Como esperado, os EUA são o gigante carbônico do setor, com cerca de 1 bilhão de toneladas de CO2 de pegada em 2013 – a maioria devida a viagens de americanos dentro do próprio país. Em seguida vem a China, cuja classe média em expansão tem viajado mais, mas que também se tornou um destino importante, em especial para o turismo de negócios. O Brasil ficou em sexto, com cerca de 200 milhões de toneladas de CO2 equivalente, obra e graça também das viagens domésticas da classe média (os dados são de antes de o país naufragar e a classe média voltar a andar de ônibus).

A maior pegada per capita, porém, é das insuspeitas Maldivas, um dos países mais vulneráveis do mundo ao aquecimento global. Com uma população pequena e um PIB quase inteiramente calçado no turismo internacional de luxo, o arquipélago emite por pessoa no setor mais do que os EUA.

Malik e colegas reconhecem no estudo, publicado no periódico Nature Climate Change, que o setor faz esforços para reduzir sua intensidade de carbono. O problema, dizem, é que o turismo se expande tão rápido no mundo (30% de crescimento nos gastos entre 2009 e 2013) que acaba atropelando as reduções na intensidade de carbono (da ordem de 13%).

Pior: a chamada elasticidade de PIB da pegada de carbono do turismo é maior do que 1. Traduzindo do economês para o português, o turismo é um bem demandado pela parcela mais rica da população e essa demanda não é saciada à medida que a renda cresce.

Os autores usam o exemplo do consumo de combustíveis no Brasil para ilustrar esse conceito: à medida que a classe média se expandiu, antes da recessão, o consumo de combustíveis – reflexo da compra de carros e motos – cresceu de forma desproporcional. Com as viagens um fenômeno análogo aparentemente está acontecendo, com economias emergentes assumindo porções crescentes da pegada de CO2.

“Uma vez que o turismo deve crescer mais do que outros setores da economia, a comunidade internacional pode considerar sua inclusão no futuro nos compromissos climáticos como o Acordo de Paris, alocando os voos internacionais a nações específicas”, disse Sun Ya-Yen, da Universidade Nacional Cheng Kung, em Taiwan, coautora do estudo.

Os pesquisadores também sugerem que as pessoas paguem mais por viagens aéreas de forma a neutralizar o carbono dos voos. Uma péssima ideia, na visão do ministro do Turismo do Brasil, Vinicius Lummertz.

“Aumentar o custo do transporte aéreo como forma de minimizar o impacto ambiental do setor não me parece um caminho correto. A medida pode tornar o setor de viagens um privilégio das camadas mais ricas da população sendo que lutamos por décadas para popularizar o avião como meio de transporte. Mais correto seria defender práticas de incentivo à pesquisa por soluções de transportes ou formas de propulsão alternativas que permitam minimizar o impacto do turismo na natureza.”

Ainda segundo Lummertz, o estudo “deixa de lado questões fundamentais”, como a contribuição do setor para a proteção ambiental por meio do ecoturismo e do turismo de aventura em áreas protegidas. “O turismo é um grande aliado na conservação do meio ambiente e na preservação de grandes áreas que ajudam a neutralizar o carbono.”

Fonte: http://www.observatoriodoclima.eco.br/turismo-emite-8-carbono-mundo-afirma-estudo/
meio ambiente

Brasileira integra delegação comitê internacional sobre mamíferos marinhos




A pesquisadora do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Camila Domit, integrou parte da delegação brasileira na reunião anual do Comitê Científico da Comissão Internacional da Baleia (International Whaling Comission-IWC), realizada entre os dias 21 de abril e 6 de maio, em Bled, na Eslovênia.

Reconhecida como uma convenção internacional, a comissão reúne pesquisadores de vários países para discutir ações de conservação das baleias e golfinhos, além de avaliar a sustentabilidade do uso desses animais como recurso pesqueiro por comunidades aborígenes/indígenas, ou mesmo de caça comercial, ainda realizada por países como o Japão.

Além da pesquisadora paranaense, a delegação brasileira contou com a presença de outros seis pesquisadores de universidades nacionais e ONGs. Também estavam presente representantes do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA/ICMBIO) e dos ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores. “Vários assuntos discutidos no comitê científico são de grande importância para o Brasil, pois ajudam a reforçar as políticas públicas de conservação e trazem suporte técnico para ordenamento de atividades sustentáveis em vários setores, como a pesca e o turismo”, afirma Camila Domit. Um dos exemplos foi a elaboração de guias para o turismo de observação de baleias e golfinhos e a compilação de dados científicos em bases internacionais para avaliações de impactos globais (demanda importante para espécies migratórias como diversos cetáceos).

Para a pesquisadora, que é especialista em mamíferos e tartarugas marinhas, “a participação nesse comitê é uma importante oportunidade de aproximação das ações de pesquisa realizadas no Paraná junto ao governo federal e às políticas públicas desenvolvidas no País e na esfera internacional para a conservação de espécies ameaçadas e ecossistema marinho”. Ainda neste ano, o Brasil sedia pela primeira vez, desde 1946, a reunião entre as partes da Comissão Internacional da Baleia (IWC). O evento acontece em Florianópolis, entre os dias 4 e 14 de setembro e novamente tratará sobre a moratória de proibição de caça de baleias em águas internacionais e a relevância dos santuários marinhos para a proteção destes animais.

Por Julio Ottobon

Fonte: http://envolverde.cartacapital.com.br/brasileira-integra-delegacao-comite-internacional-sobre-mamiferos-marinhos/

destaques

No rio e no mar, oportunidades de gerar renda e conservar recursos naturais





Ao mesmo tempo em que contribuem para restaurar os ecossistemas e conservar recursos naturais, as Soluções baseadas na Natureza (SbN) podem proporcionar bem-estar, gerando benefícios econômicos e sociais às pessoas envolvidas.

Aos que dependem da natureza para sua subsistência, soluções como essas podem ser a grande oportunidade para aumentar a renda e conquistar mais qualidade de vida, sem que isso signifique esgotar os estoques e os fluxos naturais.

Esse é um ponto sensível em atividades econômicas importantes no Brasil, como a piscicultura. Um problema frequente do setor é a pesca excessiva, que pressiona os estoques naturais de peixe, podendo levar à extinção de espécies. Para evitar riscos, a pesca é proibida durante a piracema, a temporada de reprodução dos peixes, de maneira a garantir a renovação natural de seus estoques.

O período de piracema, no entanto, traz enorme custo econômico para os pescadores, já que estão impedidos de realizar sua atividade econômica tradicional. Iniciativas como o seguro-defeso, que garante uma renda mínima aos pescadores nesse período, aliviam um pouco as dificuldades, mas ainda são limitadas em escopo e sofrem com problemas de transparência e corrupção.

Na maioria dos casos, os pescadores sem acesso a auxílios externos como o seguro-defeso acabam complementando sua renda durante a piracema com outras atividades econômicas. Na Amazônia, muitas vezes, essa atividade é a pecuária – podendo resultar na intensificação do desmatamento.

Piscicultura contra o desmatamento


Nos últimos anos, a retomada do ritmo de destruição da Floresta Amazônica no Brasil esteve relacionada diretamente com o aumento do desmate de pequeno porte – ou seja, realizado em pequenos trechos da floresta.

“O desmatamento em pequenos trechos está ligado a assentamentos e a pequenas propriedades rurais”, explica Yago Cavalcante, da gestora de fundos Kaeté Investimentos. “Este tipo de desmatamento, que chamamos de ‘espinha de peixe’, é muito mais difícil de ser controlado pelas ferramentas tradicionais.”

Nas pequenas propriedades rurais na região do Acre, o desmate de floresta deu-se por conta das restrições às atividades pesqueiras (decorrentes tanto de proibições governamentais quanto da indisponibilidade de peixes), que forçaram os pescadores a derrubar a mata para realizar pecuária extensiva.

http://www.aguasdepontal.com/2018/02/consumidores-buscam-cada-vez-mais.html

As necessidades econômicas e a degradação da floresta resultante delas motivaram a estruturação do modelo de negócio da Peixes da Amazônia, um dos casos de SbN selecionados para esta edição de P22_ON. Criada em 2011, esta empresa social tem como objetivo apoiar a piscicultura sustentável na região, permitindo aos pescadores locais uma geração de renda mais alta em troca da conservação da floresta nativa em suas propriedades.

“A Peixes da Amazônia concilia impacto social, geração de renda para pequenos produtores, e externalidades ambientais positivas, como a contenção do desmatamento e a possibilidade de restauração de áreas degradadas”, explica Cavalcante. Desde 2014, a Kaeté é uma das principais investidoras da Peixes da Amazônia e apoia a gestão e o fortalecimento do modelo de negócio.

Atualmente, a Peixes da Amazônia tem capacidade produtiva anual de 20 mil toneladas de peixes, 40 mil toneladas de ração animal, e 10 milhões de alevinos. A criação de alevinos, a produção de ração e o frigorífico para processamento da carne dos peixes ficam sob responsabilidade da empresa. Já o processo de engorda é realizado pelos piscicultores.

Os produtores integrados à cadeia recebem os alevinos e a ração para engorda dos peixes, além da assistência técnica para apoiar o processo produtivo. Uma vez engordados, os peixes são revendidos ao frigorífico.

Nas visitas de assistência, técnicos da Peixes da Amazônia aproveitam para acompanhar a situação da área florestal em cada propriedade, para verificar se os produtores estão cumprindo com sua responsabilidade de conservar a mata nativa e, se possível, restaurar áreas degradadas.

Além da Kaeté, a Agência de Negócios do Estado do Acre e empresários locais também têm participação societária na Peixes da Amazônia. Porém, a grande inovação do modelo de negócio está na estruturação de uma parceria público-privada-comunitária – ou seja, que agrega a comunidade local à gestão da organização. Assim, os piscicultores, organizados em uma cooperativa, também são incentivados a empreender e a participar da gestão e do desenvolvimento da empresa, sendo mais bem remunerados.

Hoje, a Peixes da Amazônia reúne 500 produtores no Acre, com uma área florestal protegida que totaliza 55 mil hectares. A meta é quintuplicar o número de piscicultores integrados nos próximos cinco anos.

Os resultados econômicos para os produtores locais são relevantes. Sua renda média antes da integração à cadeia da Peixes da Amazônia girava em torno de R$ 980, obtida principalmente de atividades agropecuárias. Após a integração, apenas a piscicultura rende a esses produtores R$ 1,8 mil em média, com uma atividade de menor impacto ambiental.

O modelo de negócio procura enfrentar dois desafios importantes no contexto amazônico: o desmatamento e a falta de oportunidades socioeconômicas em uma região historicamente carente. “A Peixes da Amazônia procura gerar valor a partir do produto nativo, direcionando renda para a própria região, reduzindo, assim, os incentivos para que os pequenos proprietários rurais desmatem a floresta”, explica Cavalcante.


Cultivo integrado de algas


Maricultura integrada de alga/ Divulgação


As dificuldades enfrentadas pela pesca tradicional não se limitam à Amazônia. Em todas as bacias e ao longo a costa, a atividade pesqueira tem se deparado com problemas que ameaçam diretamente a subsistência de milhares de famílias e reduzem a oferta de produtos do mar.

Para suprir a demanda e atender as necessidades dos trabalhadores, a aquicultura ­– cultivo de organismos aquáticos em um espaço geralmente controlado e confinado – vem ganhando espaço nos últimos anos, inclusive no litoral (maricultura).

Assim, além de peixes, os aquicultores ou maricultores conseguem criar outros animais, como mexilhões e ostras. No entanto, o aumento desse tipo de atividade pode gerar acúmulo de nutrientes prejudiciais nos corpos d’água, levando à sua eutrofização, processo que favorece o desenvolvimento de patógenos e pode causar a morte de animais e plantas.

Um caminho para reduzir o impacto ambiental da maricultura começou a ser aberto nos laboratórios do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP). O projeto de Maricultura Integrada de Algas: serviços ecoeficientes e socioeconomicamente sustentáveis, uma das SbN selecionadas na chamada de casos, procura trazer aos maricultores do Litoral Norte de São Paulo a tecnologia e o conhecimento necessários para produzir algas gracilarioides (algicultura).

Quando criadas de maneira integrada a peixes e mexilhões, essas algas conseguem manter um ecossistema equilibrado, sem a contaminação da água por detritos.O objetivo é aumentar a produtividade da área de cultivo, diversificar a produção e melhorar a renda das comunidades costeiras à medida que diminui os impactos ambientais da produção maricultora.

Baseada na Aquicultura Multitrófica Integrada Marinha (Amtim), a premissa do projeto está na capacidade das algas de reaproveitar os detritos da produção de peixes e mexilhões, reduzindo o nível de acidez dos corpos d’água, além de diversificar a produção dos maricultores, já que as gracilarioides estão entre as espécies de algas mais cultivadas e consumidas no mundo.

Em vez de cultivar uma única espécie, a Amtim tenta imitar um ecossistema natural, combinando o cultivo de várias espécies com funções ecossistêmicas complementares, de modo que um tipo de alimento não consumido, como resíduos, nutrientes e subprodutos, possam ser reaproveitados e convertidos em nutrientes, alimentos e energia para outras culturas.

“Nossa ideia é ajudar os maricultores a desenvolver métodos de produção ecoeficientes, que permitam uma atividade produtiva com benefícios econômicos e sociais, que mitigue os impactos ambientais da eutrofização, além do sequestro de carbono pela fotossíntese das algas”, explica Fanly Fungyi Chow Ho, professora do Instituto de Biociências da USP e coordenadora do projeto. “Essa estratégia de aquicultura baseia-se na produção aquática sob os conceitos da reciclagem e reutilização”, explica.

Tal projeto é hoje aplicado juntamente com um maricultor parceiro na cidade de Ubatuba (SP). Além da capacitação técnica para a algicultura, a iniciativa também busca realizar o monitoramento ambiental na região, de maneira a estimar o impacto do cultivo de algas no entorno. Isso facilitará o diagnóstico sobre a atividade no Litoral Norte paulista e sobre possíveis efeitos da sua intensificação.

Para a maricultura no Brasil, o projeto sinaliza um caminho para reduzir o impacto ambiental de sua atividade, diversificando sua produção e garantindo aumento de qualidade, produtividade e renda. “Até mesmo em razão da sazonalidade, as algas poderão servir como fonte de renda quando a produção de mexilhões ou peixes estiver reduzida, permitindo ao maricultor manter sua produtividade, ao mesmo tempo que os impactos ambientais da sua operação são mitigados”, aponta a professora.

O projeto ainda está em fase de implementação. Os primeiros testes em laboratório com as algas gracilarioides foram realizados em 2016. Nos últimos meses, os pesquisadores da USP iniciaram testes em campo, levando as algas para um cultivo comercial de mexilhões em Ubatuba. Os primeiros resultados do teste no mar devem ser processados até o fim deste ano.

“A pesquisa científica não deve ficar limitada aos laboratórios e às salas de aula. A ideia, com esse projeto, é exatamente levar nosso conhecimento e a tecnologia para as pessoas lá fora, para ajudá-las a enfrentar seus problemas e ter impacto sobre a sociedade e sobre o meio ambiente”, conclui Chow Ho.

Por  Bruno Toledo

Fonte: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=3433666420392772957#editor/target=post;postID=3444058384513975552

destaques

19 de mai de 2018

Em SC, ex-catador de lixo se torna doutor em Linguística

Da infância à vida adulta, Dorival Gonçalves Santos Filho ajudou no sustento da família com a renda da coleta de resíduos em um lixão.


Dorival defendeu a tese de doutorado em 10 de maio (Foto: Arquivo pessoal)

Aos 35 anos, Dorival Gonçalves Santos Filho defendeu a tese do doutorado em Linguística em 10 de maio na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em Florianópolis. Professor pela prefeitura da capital, da infância até o início da vida adulta Dorival ajudou a sustentar a família coletando resíduos em um lixão de Piedade (SP). Obrigado a largar os estudos por seis anos devido ao trabalho, ele aproveitou os livros achados no lixo para, por exemplo, ler quase toda obra de Machado de Assis.

“Eu contrariei minha mãe, a enfrentei e parei de estudar depois da 8ª série. Não tinha como continuar, chegava ao fim do dia exausto, com as mãos cortadas, de tanto recolher lixo e separar, meu caderno ficava manchado de sangue. Eu ficava tão cansado que às vezes dormia sem jantar”, contou.


Aos seis anos, Dorival já ajudava a mãe a coletar materiais no lixão (Foto: Arquivo pessoal)

De uma família de cinco filhos, Dorival cresceu coletando materiais ao lado dos irmãos e da mãe no lixão e em latões na frente da casa das pessoas, onde faziam a separação dos materiais para a comercialização. Apesar de a mãe ter se tornado gari, ela ainda não tinha como garantir sozinha o sustento de todos.

“Meu trabalho era uma fonte de renda importante para minha família. A maioria da nossa alimentação vinha do lixão, vinha de pacotes de comida que as pessoas descartavam, frutas que podiam ter a parte podre cortada. Eu tomava café da manhã no lixão, disputava a comida com centenas de corvos e cães. A gente usava cabos de vassoura para espantá-los”, recordou.

No lixão, Dorival foi encontrando aos poucos livros que formaram um acervo de até três mil publicações. As obras lotaram as paredes do quarto que dividia com o irmão, as caixas colocadas embaixo das camas e até um quartinho dos fundos de casa.

“Eu avisava meus colegas: ‘quando vocês encontrarem um livro, passem para mim’, eu sempre amei ler. Eles preferiam sapatos, então, fazíamos essa troca. Foi assim que ainda na adolescência li quase a obra completa de Machado de Assis e alimentei o sonho de criar uma biblioteca comunitária, o que acabou não acontecendo”, contou.


Algumas das obras encontradas no lixão por Dorival (Foto: Arquivo pessoal)

Aos 21 anos, Dorival pode voltar a estudar e realizar o sonho de conquistar um emprego formal. “Eu acordava de madrugada para trabalhar no lixão e atividade era subumana. Quando minha mãe começou a receber o Bolsa Família, já não estava mais sozinha para sustentar a gente, então pude voltar a estudar. Esse pode parecer um discurso político, mas não é, foi o que aconteceu na minha vida”, contou.

Apesar dos seis anos afastado da escola, a leitura tornou Dorival um jovem curioso, reflexivo e maduro. “Minha professora de português me estimulou muito, disse que eu tinha um grande potencial, que eu poderia ser um professor. Minha mãe foi a primeira a acreditar nisso. Quando ouvi minha professora de artes ao telefone falando francês, foi amor à primeira vista, decidi que também falaria aquele idioma um dia”, relatou.

Apesar do auxílio do programa social, o estudante continuou trabalhando e driblando as dificuldades financeiras da família. Quando uma equipe da Universidade Estadual Paulista (Unesp) visitou a escola dele para divulgar o vestibular, sorteou dois alunos para fazerem a prova gratuitamente, e um dos contemplados foi Dorival.

“O vestibular era em outra cidade e durava três dias, minha mãe conseguiu dinheiro emprestado para a passagem, mas a gente não tinha para alimentação, eu fui fazer a prova com fome mesmo. Tinha me preparado com os livros do lixão e passei”, contou.


Dorival defendeu a tese de doutorado em 10 de maio (Foto: Arquivo pessoal)

Para a matrícula, uma professora pagou a passagem até a faculdade e quando deixou a família para cursar Letras, Dorival se mudou para Assis (SP), a 400 km de casa.

“Foi difícil deixar a todos, sem minha renda, mas eu sabia que era para melhorar a situação. O começo foi difícil, porque só tinha o dinheiro que minha mãe conseguiu emprestado para o primeiro mês de aluguel. A alimentação ficava por conta do café da manhã que um supermercado da cidade oferecia”, contou.

Depois, ele conciliou uma bolsa de iniciação científica, e os trabalho na divulgação do vestibular e como cuidador de um idoso para sobreviver durante a graduação. “Em 2010, quando me formei, com o desemprego da minha família e o crescimento da violência na periferia em que a gente morava, eles se mudaram para Guaramirim”, relatou.

No Norte catarinense, graduado em Letras Português/Francês, Dorival se tornou professor em uma escola do centro de Guaramirim. Na sala de aula, ele sentiu crescer o desejo de se dedicar à pesquisa acadêmica e dar continuidade aos estudos. “Foi então que fiz mestrado e depois doutorado, com bolsas de estudos”, contou.


Dorival ama ler desde criança (Foto: Arquivo pessoal)

Atualmente, Dorival é professor do ensino fundamental da prefeitura de Florianópolis. “Agora, é minha vez de devolver para a sociedade o investimento que foi feito em mim, com programas sociais e bolsas de estudos. Este é o momento de compartilhar o que aprendi e as vivências que tive desde a experiência com a família, na universidade e ainda a pessoa que me tornei”, afirmou.

Apesar da história de batalhas e vitórias, Dorival prefere que sua vida não sirva de exemplo para os que acreditam em meritocracia. “Eu tive oportunidade. Sem os programas sociais, as bolsas de estudo, nada teria sido possível. Quando penso na vida, faço o comparativo com uma maratona, em que muitos estavam com vantagens na minha frente. O trabalho deles seria uma corrida normal e o meu seria uma longa corrida com obstáculos. Eu tive apoio da família, ajuda de professores, de pessoas amigas, mas principalmente, aproveitei as oportunidades”, afirmou.

Por Juliana Gomes, G1 SC

Fonte: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/em-sc-ex-catador-de-lixo-se-torna-doutor-em-linguistica.ghtml

destaques

Viver perto de uma floresta faz bem ao cérebro e ajuda a lidar com o stress

Um estudo sugeriu que viver perto de uma floresta pode ter um efeito positivo nos cérebros dos habitantes das cidades, ajudando-os a lidar com o stress.



As descobertas dos investigadores sugeriram que viver perto de uma floresta pode ter um efeito positivo nos cérebros dos moradores citadinos, especialmente na amígdala – uma região do cérebro importante para o processamento do stress.

As pessoas que vivem nas cidades correm um maior risco de sofrer de doenças do foro psiquiátrico – como depressão, problemas de ansiedade e esquizofrenia – do que as que vivem nas zonas rurais. Vários estudos têm mostrado níveis de atividade mais elevados na amígdala dos habitantes das zonas urbanas. O ruído, a poluição e muitas pessoas num espaço limitado são fatores que contribuem para o stress crônico.

As investigações sobre a plasticidade do cérebro sustentam o pressuposto de que o ambiente pode moldar a estrutura e a função cerebral. É por isso que nos interessam as condições ambientais que podem ter efeitos positivos no desenvolvimento do cérebro”, explicou Simone Kühn, psicóloga que liderou o trabalho. “Estudos com residentes em meio rural já mostraram que viver perto da natureza faz bem à saúde e ao bem-estar mental. Decidimos, portanto, examinar os habitantes da cidade.



Os investigadores analisaram 341 adultos com idades compreendidas entre os 61 e os 82 anos. Os participantes realizaram testes de memória e raciocínio e exames de ressonância magnética para avaliar a estrutura das regiões do cérebro que processam o stress, especialmente a amígdala.

A equipe descobriu que os participantes que viviam perto de uma floresta tinham maior probabilidade de possuir uma estrutura saudável do ponto vista fisiológico da amígdala, o que sugere que conseguiam lidar melhor com o stress.

Este efeito continuou válido mesmo depois de serem considerados outros fatores influenciadores, como as habilitações literárias e os níveis de rendimento.

http://www.aguasdepontal.com/2018/01/neuronios-seriam-os-culpados-pelo.html

A equipa admitiu que, de momento, com estes dados, não era possível determinar se viver perto de uma floresta terá um efeito positivo na amígdala ou se as pessoas com uma amígdala mais saudável são mais propensas a escolher áreas residenciais perto de uma floresta. Contudo, com base nos seus conhecimentos atuais, os investigadores creem que a primeira explicação é a mais provável.

Em 2050, estima-se que quase 70% da população mundial esteja a viver em cidades. A equipa de investigação acredita que as suas descobertas são relevantes para o ordenamento urbano.

Fonte: https://www.theuniplanet.com/2018/05/viver-perto-floresta-faz-bem-cerebro-lidar-stress.html
saúde

Criando abelhas sem ferrão para ajudar o meio ambiente



Criar abelhas dentro de casa, em um espaço urbano, também pode levar as pessoas a refletirem mais sobre importância de se preservar o meio ambiente. “Um benefício que vejo nessa atividade, é que a população passa a se comportar com consciência ambiental, evitando o acúmulo de lixo e preservando árvores para alimentar esses animais”, explica o pesquisador.

Cristiano ainda destaca que essa atividade, ainda pouco explorada no Brasil, é interessante porque torna possível “produzir o seu próprio mel na cidade, amenizando o impacto do choque entre o meio rural e a zona urbana”. Até mesmo as crianças podem se envolver na criação de abelhas, abrindo espaço para que elas participarem ativamente da natureza.

No entanto, para obter sucesso na atividade, Cristiano Menezes lista alguns cuidados que devem ser tomados.

Como criar abelhas sem ferrão


  • Ter noção do ambiente para as abelhas. É necessário que se more próximo à uma vegetação abundante, como perto de praças;
  • Iniciar a criação com três ou quatro colmeias e ir aumentando à medida que as abelhas vão se desenvolvendo e o criador ganhando experiência;
  • Manter em casa ou próximo dela, plantas ornamentais e fruteiras que são fundamentais na alimentação desses pequenos animais, como jabuticabeira, pitanga, goiabeira e até hortaliças, como manjericão. É preciso ter muito cuidado com o sol. As colmeias não podem ficar expostas ao sol das 10 horas da manhã às 3 da tarde;
  • Escolher as espécies que se adaptam ao meio urbano é importante. As que mais se adaptam são a Jatair, Marmelada e Mandaguari;
  • Jamais criar abelhas nativas de outras regiões, como por exemplo, uma espécie do Nordeste, como a Tiúba, na região Sul.

Os diferentes aspectos do mundo das abelhas serão discutido durante o Simpósio sobre Perda de Abelhas, em Teresina, entre os dias 16 e 18 de outubro deste ano. O evento, realizado pela Embrapa Meio-Norte, vai reunir um time de cerca de 200 experientes cientistas brasileiros e internacionais.

Publicado em Revista Globo Rural.

Fonte: http://www.solam.com.br/blog/?p=5393
meio ambiente

Iniciativa da Nat Geo mostra impactos do plástico em animais ao redor do mundo

Fotos chocantes serão divulgadas nessa e nas próximas edições da revista





As imagens de animais enroscados, sufocados ou ingerindo plástico são apenas uma pequena porção dos impactos diretos que o nosso consumo desenfreado tem no ecossistema terrestre. É isso que diz a campanha lançada pela revista National Geographic.

“Planet or Plastic?” (Planeta ou plástico?), como é chamada, tenta reunir o máximo possível de imagens e informações que mostrem desde o sofrimento dos animais marinhos até o material desperdiçado que acaba entulhando nas costas. Foi lançado hoje, e encabeçará a edição de junho da revista.

Reprodução | National Geographic

A National Geographic acredita que criando uma mudança real no consumo, e começar parcerias com empresas que pensam da mesma forma e ONGs de todos os lugares do mundo, eles serão capazes de “contribuir para a saúde geral do ecossistema marinho e todos os que precisam dele.”

A iniciativa tem como meta principal reduzir o consumo de plástico em 9 milhões de toneladas, e pretende durar por muitos anos.

Reprodução | National Geographic

De acordo com o Daily Mail, para mostrar que a mudança é real e vem de dentro, pela primeira vez a revista será embrulhada em papel, deixando o habitual plástico de lado de uma vez por todas – ao menos para os assinantes dos Estados Unidos, Reino Unido e Índia.

http://www.aguasdepontal.com/2018/05/quer-proteger-os-oceanos-e-vida-marinha.html

O intuito é que até 2019 todas as edições, em todo o mundo, sejam enroladas apenas em papel. “Só isso economizará mais 2,5 milhões de plásticos de uso único por mês”, afirmou a empresa em comunicado à imprensa.

Reprodução | National Geographic

Além de tudo isso, a National Geographic Society vai embarcar em uma expedição em 2019 para estudar “o tipo e densidade de plástico no sistema de rios”. “A National Geographic vai providenciar informação com base científica para ajudar governos locais e nacionais, ONGs, negócios e o próprio público a investir mais efetivamente e implementar alternativas inovadoras.”

A atriz Zooey Deschanel fará parte do line-up de estrelas que apoiam a campanha, e de acordo com a empresa, ela postará em sua conta de Instagram da National Geographic, fotos da crise do plástico.


Fonte: ANDA - Bárbara Alcântara - http://espacoecologiconoar.com.br/iniciativa-da-nat-geo-mostra-impactos-do-plastico-em-animais-ao-redor-do-mundo/
artigos

18 de mai de 2018

O mar: uma droga gratuita que cura pelo menos 16 doenças





Férias na praia podem ser uma verdadeira cura para muitas doenças. Descubra os benefícios da água, sol e sal no corpo.


Retire seus medicamentos e trate-se para um feriado ou um final de semana na praia. Sim, o mar, com a sua salinidade, o iodo, o seu ar saloio dico pode ser uma verdadeira cura para muitas doenças. Eles contaram: são pelo menos 16.

A massagem com água ativa a circulação, a água salgada libera o trato respiratório e reduz as formas alérgicas.

Eles beneficiam as vias aéreas e aliviam-se:


– alergias respiratórias

– sinusite

– asma

– convalescença de resfriados e outras doenças respiratórias

– problemas causados ​​pelo tabagismo

– intoxicação por agentes químicos

O dano dos ossos é reparado e as dores de:


– deslocamentos

– distorções

– fraturas

– artrose

– dores nas articulações

– osteoporose

– espondilose

– doenças reumáticas

Com o mar, as alergias cutâneas são reduzidas:


– psoríase

– eczema

– dermatite

– acne seborreica

Graças ao mar, as condições anêmicas, as doenças ginecológicas, o hipotireoidismo e o linfatismo melhoram. Muito importante, o mar também ajuda a combater estados depressivos.


Que doenças são tratadas com o mar


Um benefício de uma estadia no mar são alergias respiratórias (especialmente pólen), anemia, artrite, convalescença depois de doenças do trato respiratório, depressão, entorses, fracturas, hipotiroidismo, luxações, doenças alérgicas da pele, doenças ginecológicas, doenças reumática, osteoporose, psoríase, raquitismo.

O importante é saber como se comportar para aproveitar ao máximo todos os benefícios que podem ser extraídos da água do mar e do sol. Os benefícios da água do mar

Aqui estão alguns dos principais benefícios dos tratamentos de maré, ou seja, talassoterapia.

Melhore sua respiração.


Mas por que o mar é um amigo tão precioso? O que o torna tão especial é o chamado aerossol marinho. O ar, perto da costa, contém uma quantidade maior de sais normais do que minerais: cloreto de sódio e magnésio, iodo, cálcio, potássio, bromo e silício. Eles vêm das ondas quebrando a costa e dos salpicos de água do mar levantada pelo vento. Os primeiros a se beneficiar são os pulmões: a respiração melhorou significativamente desde os primeiros dias. Mas o aerossol marinho também estimula o metabolismo, revigora a circulação sanguínea e melhora o sistema imunológico.

A água do mar tem muitos componentes que trazem relaxamento ao corpo, tiram dores e reenergizam. Não é à toa a crença de que um banho de mar pode “descarregar” energias negativas. Além das propriedades da água, a quebra das ondas no corpo promove uma drenagem linfática e ainda estimula a pele e a circulação.

A água marinha é composta por mais de 80 elementos químicos. Alivia principalmente as tensões musculares, graças à presença de sódio em sua composição — por isso é considerada energizante. A massagem que as ondas fazem no corpo estimula a circulação sanguínea periférica, e isso provoca aumento da oxigenação das células.

Graças à presença de cálcio, zinco, silício e magnésio, a água do mar é usada para tratar doenças como artrite, osteoporose e reumatismo. Já o sal marinho, rico em cloreto de sódio, potássio e magnésio, tem propriedades cicatrizantes e antissépticas

Combate a retenção de água.


Muitas pessoas sofrem de retenção de água durante a estação quente. Na água do mar, de fato, existe uma concentração considerável de sais minerais. E isso, devido a um mecanismo físico chamado osmose, favorece a eliminação, através da pele, dos líquidos que haviam acumulado nos tecidos. Com grandes vantagens para a circulação das pernas.

Lute contra os quilos extras.


Os quilos extras são perdidos com mais facilidade. O sal estimula as terminações nervosas da epiderme, como conseqüência acelera o metabolismo: o corpo, na prática, queima alimentos e gordura mais rápido.


Fortalece o sistema circulatório.


Graças à pressão que a água exerce enquanto você está imerso, sua temperatura, que nesta temporada é de cerca de 20 graus e movimento ondulatório, que pratica uma massagem suave em todo o corpo.


A musculatura se fortalece.


A natação relaxa os músculos, rapidamente dissolve contraturas e dá mobilidade às articulações bloqueadas pela artrite e artrose. E então ajuda intestinos e rins, purificando todo o corpo.

Fonte: https://www.revistapazes.com/mar-droga-gratuita/



saúde

Os benefícios da moringa na alimentação humana e animal

Uma planta rica em proteínas, vitaminas e minerais, com quatro vezes mais betacaroteno que a cenoura, sete vezes mais vitamina C que a laranja e baixas calorias.



Uma planta rica em proteínas, vitaminas e minerais, com quatro vezes mais betacaroteno que a cenoura, sete vezes mais vitamina C que a laranja e baixas calorias. Essas são algumas das características da moringa (Moringa oleifera), árvore originária da Índia trazida ao Brasil na década de 60 – e que está atualmente em todas as regiões tropicais e subtropicais do mundo. Nos assentamentos próximos a Corumbá (MS), a Embrapa Pantanal testa cultivos que buscam compreender a ‘árvore da vida’ e determinar quais são as melhores formas de aproveitá-la em solos pantaneiros.

“A moringa tem múltiplos usos. Ela foi trazida ao nosso país inicialmente como uma planta apícola (já que produz flores durante boa parte do ano), mas tem vários outros potenciais. Aqui na Embrapa, a gente a utiliza na produção de feno para bovinos e de ração para galinhas, mas a árvore também produz óleo de excelente qualidade, recupera solos, é usada na alimentação humana e para a purificação de água – já que suas sementes precipitam bactérias e sólidos em suspensão”, diz Frederico Lisita, pesquisador da instituição. Ele e Raquel Soares, que também é pesquisadora da unidade, investigam o uso da moringa e da mandioca na fabricação de ração para criações de galinhas poedeiras do tipo caipira.

A ração

A ideia é substituir parte do milho e da soja, que são usados na alimentação das galinhas, por alimentos que o agricultor pode produzir no sítio, tendo em vista que plantar milho em Corumbá é muito difícil (existem muitas aves na região) e não há produção local de soja em uma escala que possa ser usada para os animais”, diz Raquel. A pesquisadora indica o uso da ração de moringa e mandioca em um sistema de criação extensivo, que mantém as aves soltas durante o dia. “Podemos fornecer a alimentação de moringa e mandioca em substituição total ou parcial ao milho e soja e deixar que elas cisquem também. Parte da proteína que elas vão ingerir ciscando vai suprir aquilo que não está sendo fornecido pelo produtor”.

http://www.aguasdepontal.com/2018/03/para-que-serve-o-balsamo.html

Os pesquisadores desenvolveram uma formulação que misturou moringa seca, farinha de bocaiuva e raiz de mandioca seca para substituir até 47% da ração tradicional de milho e soja. “Se o produtor tiver um custo de produção razoável, vai economizar não apenas na compra do alimento, mas também na logística para obtê-lo”, afirma a pesquisadora. Ainda de acordo com Raquel, as galinhas tratadas com a ração de moringa e mandioca mantiveram saúde e nutrição semelhantes às alimentadas apenas com milho e soja. Ela ressalta que a ração alternativa pode ter, ainda, o apelo da produção orgânica. “Não há mandioca ou moringa transgênicas. São culturas produzidas sem agrotóxicos com grande facilidade, o que tem um apelo muito grande para esse tipo de mercado”.

Alimentação humana

As folhas, vagens verdes, flores e raízes da moringa também podem ser consumidas por crianças e adultos (no caso da raiz, é preciso retirar a casca, que é tóxica. Porém, a raiz é comestível e tem um sabor picante que se assemelha ao do rabanete, diz o pesquisador Frederico Lisita). Por possuir fibras, a planta ajuda a manter a sensação de saciedade. Rica em cálcio, ferro e zinco, a moringa também combate os radicais livres e ajuda a prevenir o envelhecimento, de acordo com o pesquisador. Lisita afirma também que ela atua no combate à hipertensão, diabetes, osteoporose, obesidade e aumenta a imunidade.

A acadêmica de licenciatura em educação no campo pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Jacqueline Saraiva, selecionou e desenvolveu algumas receitas com a planta. Usando as folhas frescas ou secas e trituradas, foi possível fazer suco, massa de macarrão, pão de queijo, patês, tapioca, bolo e até brigadeiro de moringa. “Como a árvore tem mais cálcio que o leite, pode ajudar os intolerantes a lactose a consumir o mineral”, afirma. Saraiva diz que utiliza, geralmente, o suco das folhas batido com água, uma xícara de folhas frescas ou algumas colheres do material seco triturado nas receitas. “Você pode adicionar o suco da moringa na água do arroz, bater as folhas para fazer sopa ou refogar como a couve e comer com a feijoada. Ela é nutritiva e é uma delícia”.

Do laboratório ao campo

No assentamento Taquaral, vários produtores demonstram interesse pelo plantio da moringa. É o caso de Manoel Rodrigues, que mora e trabalha na região há quase 30 anos. Assim como boa parte dos assentados locais, sua produção varia entre a agricultura e a criação em pequena escala de animais como galinhas e gado. “Ainda não trabalhei com a moringa, mas estou encantado com esse projeto. Quero usar para a gente e para os animais, em tudo o que for possível!”, conta, entusiasmado. Edna da Conceição também é uma produtora antiga na região. “Já plantamos moringa, mas a gente não sabia que ela tinha todas essas utilidades, que dava para usar em tanta coisa”.

Os estudantes Tiffanny Trindade e Alexssander Silva, acadêmicos de licenciatura em educação no campo/ ciências da natureza pela UFGD, também passaram a conhecer as funcionalidades da planta com o trabalho da Embrapa Pantanal. “Eu me interessei e senti vontade de plantar na minha casa. A moringa tem muitos pontos positivos”, afirma Trindade. Silva completa: “eu queria aprender essas informações para repassar lá no meu sítio. A gente planta mandioca para vender nas feiras e trabalha com galinhas também, ou tirando leite das vacas. Essa ração alternativa vai nos ajudar quando a gente não puder usar o milho puro”. Para a pesquisadora Raquel Soares, difundir dados como esses entre os pequenos produtores estimula seu desenvolvimento. “Trabalhar com a agricultura familiar fortalece a produção local”, finaliza.

da Agência Embrapa

Fonte: http://ciclovivo.com.br/mao-na-massa/horta/os-beneficios-da-moringa-na-alimentacao-humana-e-animal/
destaques

Quênia: morte de animais marinhos sufocados cai 67% após proibição de sacolas plásticas



Desde agosto de 2017, o Quênia sancionou uma lei de proibição de sacolas plásticas que ficou conhecida como a mais severa do mundo. A medida prevê prisão de até quatro anos e multas de US$ 40 mil para quem produzir, comercializar ou até mesmo utilizar as tais sacolas.

Logo que a lei foi sancionada na época, as pessoas e a indústria ficaram chocadas e teve muito mimimi, textão no Facebook e aquela ladainha que acontece toda vez que as pessoas se veem diante de uma nova grande mudança em suas vidas.

http://www.aguasdepontal.com/2018/05/qual-quantidade-de-lixo-produzido-por.html

Com o passar dos meses foi possível perceber que os benefícios foram inúmeros, sobretudo para o meio ambiente. Entre a lista de coisas positivas, a quantidade de animais marinhos que são encontrados mortos por sufocamento provocado por sacolas plásticas caiu 67%.

O sucesso da lei é tamanho que ela em breve deverá ser replicada em países como Uganda, Tanzânia e Sudão do Sul.

Publicado em Hypeness.

Fonte:
destaques

Publicação do Instituto Chico Mendes reúne informações sobre manguezais brasileiros



De acordo com ICMBio, Brasil é o segundo país em extensão de mangues, com aproximadamente 14 mil quilômetros quadrados ao longo da sua costa.

Para conhecer melhor a riqueza biológica dos manguezais, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) reuniu diversas informações sobre o assunto no Atlas dos Manguezais do Brasil. A publicação ressalta a importância dos mangues para amenizar o efeito estufa, já que a vegetação sequestra óxido de carbono da atmosfera e ainda age como barreira natural contra a erosão.

http://www.aguasdepontal.com/2018/04/rios-e-igarapes-no-para-esta.html

O Brasil é o segundo país em extensão de mangues, com aproximadamente 14 mil quilômetros quadrados ao largo do litoral. Cerca de 80% dos manguezais em território brasileiro estão distribuídos em três estados do bioma amazônico: Maranhão (36%), Pará (28%) e Amapá (16%).

Fruto do Projeto Manguezais do Brasil, implantado pelo Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento – Brasil (Pnud), com o apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente, e coordenado pela diretoria de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial de UCs do ICMBio, a elaboração do atlas é um marco nacional, por se tratar da primeira iniciativa nacional, trazendo dados inéditos e apontando caminhos prioritários para a conservação deste importante ecossistema, avalia o presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski.

Fonte: http://www.brasil.gov.br/meio-ambiente/2018/04/publicacao-do-instituto-chico-mendes-reune-informacoes-sobre-manguezais-brasileiros
meio ambiente

17 de mai de 2018

O desafio de formar uma nação de leitores

Apenas 1 em cada 4 brasileiros domina plenamente as habilidades de leitura.



Em um ranking mundial de índice de leitura, o Brasil ocupa a 59ª posição dentre 70 países. Apenas 1 em cada 4 brasileiros domina plenamente as habilidades de leitura.

Esses são dados alarmantes apresentados no documentário Para gostar de Ler, produzido por Francesco Civita, que fala sobre a importância da leitura na Primeira Infância. Já se sabe que uma criança que tem uma família que lê para ela, chega aos 5 anos de idade com 6.000 palavras a mais que aquela que não tem.

http://www.aguasdepontal.com/2018/03/no-parana-cidadaos-podem-trocar.html

Frequentemente os professores questionam como formar crianças leitoras. Desesperados tentam fazer com que seus alunos leiam, frequentem mais a biblioteca. Pais também perguntam: como fazer do meu filho um futuro leitor? Quando devo começar a ler para meu filho?

Será que existe uma fórmula mágica para transformar crianças em leitores?


Qual o significado da leitura para você?

Ler é como estar à mesa de um bar numa conversa solta com o outro. Ler é encontro, recheado de descobertas e revisões. Ao mesmo tempo em que é mergulho em si mesmo, é contemplação de um horizonte, é sair de si e enxergar o mundo sob outra perspectiva.

Ter nas mãos o livro desejado, apreciar sua capa, espiar devagarinho as primeiras palavras, folhear as páginas em toque acariciante, respirar fundo o cheiro do papel.

Leitura é ritual sagrado. É devorar com apetite a narrativa alheia; é invasão, permitida, de privacidade com a possibilidade de complementação com imagens próprias. É também deixar-se invadir.

Sem pudores, ao ler, destaco frases, às vezes parágrafos inteiros, sublinho palavras, como que gritando para mim verdades ocultas. Anoto sentimentos na tentativa de apreender insights.

Ler é lambuzar-se, é contaminar-se de novas ideias, é se deixar levar, transformar. As palavras são vivas e ao recorrer a um livro na prateleira amarelado pelo tempo, não sei mais distinguir os limites do território, até onde sou eu, até onde é o outro.


Que livro você está lendo?

Lembre-se: professores não leitores não formam crianças leitoras, pais não leitores não formam filhos leitores.

Todos podem dar sua contribuição para virar este jogo e transformar nosso país numa nação de leitores.

Fonte: http://ciclovivo.com.br/vida-sustentavel/equilibrio/o-desafio-de-formar-uma-nacao-de-leitores/

reflexões

Estudantes em Camarões produzem botes reutilizando garrafas PET

O intuito do projeto Madiba & Nature, iniciativa de alunos camaroneses, é conscientizar a população sobre o descarte indevido do material.



Milhares de garrafas de plástico são utilizadas – e descartadas – diariamente em todos os lugares do mundo. Em Camarões, país da África Central, não é diferente, e ao notar os problemas que o uso assíduo e descarte incorreto desse material causavam na cidade de Kribi, Essome Ismael, um jovem empreendedor, decidiu fazer algo a respeito e a Madiba & Nature é o resultado desta ação.

Ele iniciou um projeto junto a jovens estudantes para recolher e reaproveitar as garrafas descartadas de um modo que fosse útil para a população da cidade: montando botes flutuantes. De acordo com Ismael, a região ribeirinha na qual o projeto foi fundado tinha uma grande necessidade de barcos para pesca, e os botes de garrafa poderiam suprir essa necessidade, além de prevenir que enchentes causadas pela poluição plástica nos córregos da cidade voltassem a acontecer.


Local de onde integrantes do projeto recolheram garrafas descartadas incorretamente | Foto: Madiba&Nature/Reprodução

Cerca de mil garrafas de plástico são reutilizadas para fazer uma embarcação, que leva aproximadamente uma semana para ser construída. Para isso, os estudantes camaroneses passaram a recolher garrafas tanto em Kribi como nas cidades vizinhas.

Expansão do projeto

Além das canoas feitas de garrafa, que foram o pontapé inicial do projeto, agora a Madiba & Nature produz também outros objetos de uso, como móveis, objetos decorativos e até mesmo casas ecológicas, como explicam em sua página no Facebook. “Nós também auxiliamos a promover para pessoas, comunidades, associações, companhias ou estados os princípios da economia circular para garantir a sustentabilidade de sistemas e construir um mundo mais verde.”

http://www.aguasdepontal.com/2018/05/energias-renovaveis-ja-empregam-103.html

Para expandir o acesso da população a esses conhecimentos, eles oferecem cursos e treinamentos para voluntários, participam de workshops abertos e compartilham suas experiências com as comunidades locais. “Queremos contribuir na criação da maior geração de ‘faça você mesmo’, recicladores e reutilizadores a fim de promover a conservação da natureza e a diversificação de oportunidades de negócios no setor verde.”


Por Emily Santos é aluna de Jornalismo, tem paixão por animais, pela natureza e por livros. Caçula de seis irmãos, criada na Bahia, ela retornou à metrópole paulistana para cursar faculdade e descobrir novos horizontes.

Fonte: http://ciclovivo.com.br/inovacao/inspiracao/estudantes-em-camaroes-produzem-botes-reutilizando-garrafas-pet/
destaques

16 de mai de 2018

Até as montanhas remotas da Suíça estão poluídas com plástico, revela estudo

Nem mesmo as regiões montanhosas remotas da Suíça estão livres da poluição por microplásticos, revelou um novo estudo.




Uma equipa de cientistas descobriu que há microplásticos no solo da Suíça, mesmo em regiões montanhosas remotas, às quais só se chega a pé.

“Estas descobertas são alarmantes”, disse Michael Scheurer, investigador do Instituto de Geografia da Universidade de Berna e um dos autores do estudo. “Por exemplo, estudos novos indicam que os microplásticos no solo podem ser prejudiciais e até letais para as minhocas.”

Os investigadores analisaram amostras de solo de 29 planícies de inundação em reservas naturais suíças e descobriram microplásticos – fragmentos com menos de 5 mm de diâmetro – em 90% dos solos.

http://www.aguasdepontal.com/2018/05/a-sacola-plastica-mais-profunda-da.html

“Ficamos muito surpreendidos”, continuou Scheurer. “Todas as áreas ficavam dentro de parques nacionais. Achávamos que poderíamos encontrar uma ou duas partículas de plástico, mas encontramos muitas.”


Pedaços de um balão – que se irá, eventualmente, fragmentar em partículas de plástico – descobertos em Vallée de Joux no Cantão de Vaud | Foto: Instituto de Geografia da Universidade de Berna

“Achamos que [o plástico] tem de ser transportado pelo vento”, explicou Moritz Bigalke, coautor do estudo. “Não há outra explicação – não há povoações lá [nas montanhas], nem turismo.”

Como quase 100% do plástico utilizado no país é reciclado ou incinerado – a taxa mais elevada da Europa –, os investigadores acreditam que o problema poderá ser ainda pior em países com uma gestão de resíduos mais ineficaz.

Os estudos sobre a poluição por microplásticos têm-se focado maioritariamente nos oceanos, onde podem prejudicar a vida marinha e absorver toxinas da água. Contudo, esta poluição também está presente nos rios, lagos e até nos terrenos agrícolas.

Moritz Bigalke afirmou que se estima que a aplicação das lamas de depuração provenientes das estações de tratamento de águas residuais em terras agrícolas possa transportar para o solo um número de microplásticos superior ao que vai parar aos oceanos.

“É necessário investigar-se a forma como os microplásticos afetam a produção alimentar e se eles podem entrar na cadeia alimentar”, defendeu Bigalke.

Fonte: https://www.theuniplanet.com/2018/05/montanhas-suica-poluidas-plastico-estudo.html

notícias

Este marco aterrorizante que alcançamos não havia sido atingido nos últimos 800 mil anos



A humanidade acaba de atingir uma marca histórica. Infelizmente, esse não é um motivo para comemorações – muito pelo contrário. Pela primeira vez na história registrada, o nível médio mensal de CO2 na atmosfera excedeu 410 partes por milhão em abril, segundo observações do Observatório Mauna Loa, no Havaí.

Este recorde não é uma coincidência, apesar do que aqueles que negam o aquecimento global podem dizer. Os seres humanos transformaram rapidamente o ar que respiramos jogando CO2 na atmosfera nos últimos dois séculos. Nos últimos anos, colocamos esses níveis de gás em um território desconhecido.

http://www.aguasdepontal.com/2018/05/qual-quantidade-de-lixo-produzido-por.html

Essa mudança tem conseqüências inevitáveis ​​e assustadoras. Pesquisas indicam que, se não for controlado, o aumento dos níveis de CO2 poderia levar a dezenas de milhares de mortes relacionadas à poluição, atingir um ponto em que poderia diminuir a cognição humana e contribuir para o aumento do nível do mar e a chegada de ondas de calor e super-tempestades.

Registros no gelo

Nós temos uma boa ideia de como evoluiu a atmosfera da Terra nos últimos 800.000 anos. Humanos como nós, os Homo sapiens, evoluíram apenas cerca de 200.000 anos atrás, mas os registros do núcleo de gelo da Terra revelam detalhes intrincados da história de nosso planeta desde muito antes da existência dos seres humanos. Ao perfurar mais de 3 quilômetros de profundidade nas camadas de gelo sobre a Groenlândia e a Antártica, os cientistas podem ver como a temperatura e os níveis de dióxido de carbono da atmosfera mudaram desde então.

A partir desse registro, sabemos que a atmosfera e o ar que respiramos nunca tiveram tanto dióxido de carbono como hoje.

“Como cientista, o que mais me preocupa é o que esse crescimento contínuo realmente significa: que continuamos avançando a todo vapor com um experimento sem precedentes com nosso planeta, o único lar que temos”, alertou em seu Twitter a cientista do clima Katharine Hayhoe.

Nos 800.000 anos para os quais temos registros, os níveis globais médios de CO2 flutuaram entre aproximadamente 170 ppm e 280 ppm. Uma vez que os humanos começaram a queimar combustíveis fósseis na era industrial, as coisas mudaram rapidamente. Somente na era industrial o número subiu para mais de 300 ppm. A primeira vez que a concentração subiu acima de 400 ppm foi em 2013, e tem continuado a subir desde então.

O ar de um novo mundo

Há um debate entre os cientistas sobre a última vez que os níveis de CO2 foram tão altos. Pode ter sido durante a era do Plioceno, entre 2 milhões e 4,6 milhões de anos atrás, quando os níveis do mar estavam de 18 a 24 metros acima dos atuais. Ou pode ter sido no Mioceno, de 10 milhões a 14 milhões de anos atrás, quando o nível dos mares estava mais de 30 metros acima do atual.

Em nosso registro de 800.000 anos, levou cerca de 1.000 anos para os níveis de CO2 aumentarem em 35 ppm. Atualmente, estamos calculando um aumento de mais de 2 ppm por ano, o que significa que podemos atingir uma média de 500 ppm nos próximos 45 anos. Os seres humanos nunca tiveram que respirar ar assim. E isso não parece ser bom para nós.

Consequências

A temperatura global acompanha muito de perto os níveis atmosféricos de CO2. Os efeitos potenciais de temperaturas médias mais altas incluem dezenas de milhares de mortes por ondas de calor, aumento da poluição do ar que leva ao câncer de pulmão e doenças cardiovasculares, maiores taxas de alergias e asma, eventos climáticos mais extremos e disseminação de doenças transmitidas por carrapatos e mosquitos – algo que já estamos vendo.

Níveis mais altos de CO2 também aumentam os efeitos da poluição por ozônio. Um estudo de 2008 descobriu que para cada grau Celsius a temperatura aumenta devido aos níveis de CO2, pode-se esperar que a poluição por ozônio mate mais 22.000 pessoas por doenças respiratórias, asma e enfisema. Um estudo recente descobriu que, em geral, a poluição do ar já mata 9 milhões de pessoas todos os anos.

Outra pesquisa levantou ainda mais preocupações. O nível médio de CO2 não representa o ar que a maioria de nós respira. As cidades tendem a ter muito mais CO2 do que a média – e esses níveis sobem ainda mais dentro de casa. Algumas pesquisas indicam que isso pode ter um efeito negativo sobre a cognição humana e a nossa tomada de decisões.

Os efeitos na saúde humana nos aumentos de CO2 são apenas uma parte dos problemas. A mudança que vimos recentemente nos níveis de CO2 tem sido muito mais rápidas do que as tendências históricas. Alguns especialistas acham que estamos no caminho para atingir 550 ppm no final do século, o que faria com que a temperatura média global subisse 6 graus Celsius. Isso seria catastrófico: para contextualizar, o aumento das tempestades, a subida do nível do mar e a disseminação de doenças transmitidas por carrapatos, que já estamos vendo, vêm após um aumento de 0,9 graus.

Projeções de aumento do nível do mar continuarão à medida que os níveis de CO2 continuarem a subir. Neste momento, as emissões de dióxido de carbono ainda estão aumentando. A meta estabelecida no acordo de Paris sobre mudança climática é limitar o aumento da temperatura global a 2 graus Celsius ou menos. Mas, como um artigo recente publicado na revista Nature, estamos a caminho de mais de 3 graus de aquecimento. As últimas medições de Mauna Loa mostram que, se quisermos evitar isso, precisaremos fazer mudanças drásticas. [Business Insider].

Fonte: https://hypescience.com/niveis-de-co2-na-atmosfera-bateram-recorde-historico-em-abril/
meio ambiente

Bolhas de ar para tirar o lixo plástico das águas



O projeto “The Great Bubble Barrier” desenvolveu um método para evitar que dejetos plásticos jogados em rios e canais cheguem aos oceanos. A grande barreira de bolhas, nome da iniciativa em tradução livre para o português, busca evitar que parte dos 8 bilhões de quilos de lixos plásticos despejados por ano nos oceanos chegue até lá – estima-se que cerca de 75% desse volume seja proveniente de rios e canais.

Desenvolvido por três holandesas, o sistema funciona como uma espécie de propulsor, jogando o lixo plástico para a superfície por meio do bombeamento de bolhas de ar. Uma mangueira é instalada no fundo do canal e cria uma “cortina de bolhas”, que faz com que o lixo suba. Com a correnteza do rio, os dejetos tendem a se acumular nas margens e então podem ser recolhidos (inclusive através da instalação de esteiras transportadoras). O método evita que o lixo plástico chegue ao fundo dos rios e seja levado até os oceanos pelo fluxo das águas.

As idealizadoras da barreira de bolhas, Anne Marieke Eveleens, Francis Zoet e Saskia Studer, venceram o primeiro prêmio na Plastic Free Rivers Marathon (algo como “Maratona dos Rios Livres de Plástico” em português). O evento, organizado pela companhia holandesa de abastecimento de água PWN e pela Rijkswaterstaat, o órgão nacional responsável pelos serviços de infraestrutura hidráulica, aconteceu em julho de 2016, na cidade de Utrecht, na Holanda, e contou com a participação de 12 equipes, que desenvolveram e apresentaram seus projetos ao longo de três dias. A vitória permitiu que o grupo desenvolvesse um projeto piloto de suas ideias no Rio Issel, que corre para o norte da Holanda. O Issel é o rio de fluxo mais rápido do país e o piloto foi realizado em novembro de 2017.



Fonte: http://www.solam.com.br/blog/?p=5311
destaques

Estudantes brasileiros criam fralda ecológica feita de mandioca

Ainda que de forma tímida, algumas famílias já estão optando por fraldas ecológicas, pensando na saúde do seu bebê e no meio ambiente.



As fraldas descartáveis convencionais, ao serem jogadas no lixo, acumulam materiais que demoram muitos anos para se decompor. Muita gente voltou a usar a fralda de pano para evitar os danos ao meio ambiente. Embora hoje já contemos com máquina de lavar roupa, algo que nossas avós e mães não tinham disponível, é muito mais cômodo usar fraldas descartáveis na correria do cotidiano.

Para dar uma força aos papais e mamães conscientes, estudantes do ensino médio do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) da cidade de Juína, a 737 km de Cuiabá, produziram uma fralda a partir de um produto abundante na região e no Brasil: o amido da mandioca.

Conforme divulgado pelo 24 horas News, a motivação para os alunos desenvolverem a fralda ecológica partiu de uma experiência afetiva: o pai do professor e orientador da turma tem Alzheimer e precisa usar fraldas. Os cinco alunos participantes do projeto irão apresentá-lo a investidores esta semana em Recife. Eles substituíram o plástico, que é produzido de forma sintética a partir do petróleo, por um componente natural: o amido da mandioca.

Os estudantes estão correndo atrás de investidores interessados em produzir as fraldas em larga escala, o que ajudaria a reduzir o custo do produto. Segundo a aluna Mariana Sacht Nunes: “Estamos pensando em fazer um financiamento coletivo na internet. Pesquisamos no mercado e ainda não existe um produto parecido com esse sendo comercializado”.

Ela conta ainda que o grupo teve apenas 4 horas para pensar em um projeto de cunho social, o que exigiu muita dedicação deles para terminá-lo. Os demais estudantes que participaram do projeto “Toper Bio – Fraldas Biodegradáveis” são: Anderson de Brito Almeida, Evandro Carlos de Oliveira, Marcos Vinicius de Araújo, Wagner Leandro Júnior e Wanderson Perondi.

Valorização da ciência
Para o professor que orientou o trabalho, é muito importante o engajamento de estudantes em projetos com vistas a solucionar questões sociais. Segundo ele, foi a primeira vez que viu adolescentes perdendo noites de sono para desenvolver um projeto científico.

De fato, temos que valorizar projetos científicos que vêm sendo desenvolvidos por estudantes, sob orientação de professores de escolas e universidades públicas no Brasil.

Os recursos públicos precisam estar conectados com as demandas sociais, mas para isso é preciso, claro, investimento público, parcerias com a iniciativa privada e divulgação científica dos projetos que são criados por quem faz ciência no Brasil e para o Brasil.

Publicado em GreenMe.

Fonte: http://www.solam.com.br/blog/?p=5368

meio ambiente

 

Não perca nossas publicações...

Inscreva-se agora e receba todas as novidades em seu e-mail, é fácil e seguro!

Desenvolvido por YouSee Marketing Digital - Nós amamos o que fazemos
| Hosted in Google Servers with blogger technology |: