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25 de fev de 2018

China convoca 60 mil soldados para plantar árvores



Em tempos onde só se fala sobre a intervenção federal no Rio de Janeiro é irônico que a China também esteja convocando seus soldados. Mas, ao contrário do que está acontecendo em terras brasileiras, por lá o motivo é bem diferente: plantar árvores. Isso mesmo. Será preciso a ajuda de todas as forças possíveis para criar uma nova floresta na província de Hebei.

A cidade é próxima da poluída Pequim. E para lá que irão a maior parte dos profissionais convocados para a função. Alguns integram o Exército Popular de Libertação e outros fazem parte da força policial armada da nação.

Floresta do tamanho da Irlanda
Esse projeto faz parte dos planos do governo em plantar pelo menos 84 mil quilômetros quadrados de árvores até o final do ano, o que equivale aproximadamente ao tamanho da Irlanda. A província vai aumentar sua cobertura florestal para 35% nos próximos dois anos.

Já para o país, a meta é alcançar uma cobertura de 23% até 2020. Atualmente, as florestas cobrem 21% da China, mesmo assim o país tem uma quantidade preocupante de poluição atmosférica, que sempre vira notícia na mídia internacional.

Poluição do ar da China
Que a China tem um grande problema de poluição de ar já não é novidade para ninguém. É de lá que surgiram garrafas de alumínio com ar puro comprimido das montanhas canadenses ( cada uma chegava a custar até R$ 200) ou campanhas onde os moradores viam o nascer do sol em uma grande tela de LED. No segundo caso, as imagens eram parte de uma campanha de turismo, mas a poluição do ar é tão grande e conhecida pelo resto do mundo, que o boato se espalhou e até sites confiáveis replicaram a “notícia” como se fosse verdade.

Fonte: http://ciclovivo.com.br/planeta
variedades

24 de fev de 2018

Taiwan vai proibir utensílios plásticos até 2030



Para reduzir a poluição de plásticos, Taiwan acaba de anunciar um plano radical. Até 2019 serão proibidos os canudos em lojas e restaurantes. E este é só o começo de um projeto que se estenderá pelos próximos 12 anos.

A partir de 2020, a proibição será estendida a todos os estabelecimentos e não para por aí.

Divulgado pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) de Taiwan, o plano de desincentivo ao uso de itens plásticos apelará ainda para onde as pessoas mais sentem: no bolso. Para tanto, a partir de 2025 a população terá que pagar uma taxa para usar canudos, sacos, copos e utensílios descartáveis.

Mudança gradual
Tudo isso terá o objetivo de eliminar, gradualmente, todos os plásticos até 2030 e substituí-los por itens reutilizáveis ​​e biodegradáveis. Um porta-voz da EPA, Lai Ying-ying, que supervisiona o projeto, explicou à Channel NewsAsia que um cidadão médio de Taiwan usa cerca de 700 sacolas plásticas por ano. Sob os novos planos, a esperança é que este número seja reduzido para 100 até 2025 e 0 até 2030.

“Pretendemos implementar uma proibição geral até 2030 para reduzir significativamente o desperdício de plástico que polui o oceano e também entra na cadeia alimentar para afetar a saúde humana”, disse Ying-ying.

Além da proibição, a própria EPA está lançando uma série de programas para remover os resíduos plásticos e outros lixos das águas da nação.E o governo já proibiu a distribuição gratuita de sacolas de plástico em grandes lojas de varejo, incluindo supermercados e lojas de conveniência.

Redação CicloVivo
meio ambiente

Aumento da mortalidade do boto cinza preocupa pesquisadores

O aumento da mortalidade de uma das espécies de golfinho do litoral brasileiro está preocupando pesquisadores.



Os pesquisadores de Ubatuba saem todos os dias para o mar. Eles monitoram ilhas e praias de difícil acesso. O foco deles é o boto cinza, um tipo de golfinho que vive naquela região.

Pesquisadores do litoral norte de São Paulo estão alerta porque o número de mortes de animais dessa espécie está muito acima do normal. Exames comprovaram que eles foram infectados pelo mesmo vírus que provocou mortes no Rio de Janeiro.

Entre outubro e janeiro, 53 animais morreram, quase 10% da população de botos da região.

Os pesquisadores conseguiram resgatar um animal ainda vivo, mas bem debilitado. Ele chegou a receber tratamento mas morreu.

Amostras desse animal, que foram recolhidas e analisadas e indicaram a morte por morbilivírus. Esse mesmo vírus já causou mortes em golfinhos nos Estados Unidos, na Europa e também na Austrália.

“A gente tem um vírus que provoca o sarampo em humanos e cinomose nos cães. É o mesmo grupo do vírus que mata os golfinhos. O vírus tem essa característica de ser muito contagioso, ele é transmitido por via respiratória e passa facilmente de um animal para outro. Essa é uma característica bem conhecida desse vírus”, explicou Kátia Groch médica veterinária da USP.

A baía de Sepetiba, no litoral do Rio de Janeiro, concentra a maior população desse tipo de golfinho no Brasil e os pesquisadores estão registrando um grande número de mortes.

A baía apresenta muitas ameaças aos golfinhos: pesca, atividade portuária, poluição das indústrias. O surto começou na baía e como os golfinhos vivem em grupo com mais de cem indivíduos, a doença se espalhou muito rápido. Foram registradas 250 mortes entre as baías Sepetiba e Ilha Grande.

“Se a gente tem uma mortalidade grande aqui dentro, a gente está causando um problema para a população da espécie em toda a costa brasileira”, disse Leonardo Flach, biólogo do Instituto Boto Cinza.

A pesquisadora da USP acredita que uma maneira de tentar salvar a espécie é tornar o ambiente em que esses animais vivem mais saudável.

“Se a gente fornece um ambiente com qualidade, acredito que os animais vão ter a resistência suficiente para lidar com os desafios que eles encontram, incluindo as doenças”, disse Kátia Groch.

Pesquisadores esclareceram que o vírus é extremamente perigoso para outras espécies de golfinhos e para baleias, mas não oferece riscos aos seres humanos.

Fonte: G1 - https://www.anda.jor.br
curiosidades

23 de fev de 2018

Laudo confirma vazamento de rejeitos de mineradora em Barcarena, no PA

Laudo do Instituto Evandro Chagas divulgado nesta quinta-feira, 22, confirma contaminação em diversas áreas de Barcarena provocada pelo vazamento das barragens de rejeitos de bauxita. Em nota, a mineradora informou que vai analisar o laudo para se pronunciar sobre o assunto.


Coloração avermelhada das águas da chuva que se espalharam em Barcarena provocaram temor nas comunidades do município (Foto: Divulgação)

laudo do Instituto Evandro Chagas (IEC) divulgado nesta quinta-feira (22), em Belém, confirma contaminação em diversas áreas de Barcarena, nordeste do Pará, provocada pelo vazamento das barragens de rejeitos de bauxita da mineradora norueguesa Hydro Alunorte. Em nota, a empresa informou que "acaba de tomar conhecimento sobre o laudo e irá analisar o material para se pronunciar sobre o assunto".

Moradores de Barcarena denunciaram a suspeita de vazamento no último sábado (17). Fotos feitas no município mostram uma alteração na cor da água do rio, que seria a lama vermelha rejeitada na operação da fábrica (bauxita e soda cáustica).

O anúncio da confirmação do vazamento foi feito pelo pesquisador em saúde pública do IEC, Marcelo de Oliveira Lima, contrariando a versão divulgada pela empresa, que negou a contaminação. "Foi constatado que houve vazamento das bacias de rejeitos da bauxita. Fotografamos os efluentes invadindo a área ambiental", afirmou o pesquisador.


Fotos revelam o vazamento de rejeitos de minério em Barcarena (Foto: Reprodução/TV Liberal)

Ligação clandestina para eliminar resíduos

O vazamento afetou as áreas das comunidades de Bom Futuro, Vila Nova e Burajuba. "A empresa fez uma ligação clandestina para eliminar esses efluentes contaminados que estavam acumulados dentro da fábrica para fora da área industrial, contaminando o meio ambiente e chegando às comunidades", destacou Marcelo Lima.


No material coletado no dia 17 na barragem, na tubulação com ligação clandestina e no igarapé localizado na vila Bom Futuro, os índices de sódio, nitrato e alumínio estavam acima do permitido, além do PH estar no nível 10. "Ou seja, o líquido estava extremamente abrasivo e nocivo aos seres vivos", destaca o pesquisador.

Alto nível de chumbo

De acordo com o laudo do IEC, a análise das amostras também revela um nível alto de chumbo, que, com o consumo contínuo, pode gerar câncer.

"Essa contaminação é nociva às comunidades que utilizam os igarapés e rios em busca de alimento, com a pesca, e também o lazer. Além disso, há a contaminação do meio ambiente como os seres vivos e plantas", alerta o pesquisador.

Segundo a perícia, a empresa não tem capacidade de tratar os seus efluentes, e o IEC recomenda que, neste momento de chuvas fortes, seja reduzida ou suspensa a produção, porque as bacias não irão suportar o grande acúmulo de material. "Se a empresa continuar com a elevada produção, novos vazamentos ocorrerão sem dúvida alguma, principalmente neste período de chuvas intensas".

"Outro fator que detectamos foi que não há um plano de alarme emergencial da empresa para a comunidade caso haja algum rompimento ou desastre".

Inquéritos

Já foram instaurados dois inquéritos pelo Ministério Público do Pará para apurar as denúncias de vazamentos ocorridos em Barcarena. Um inquérito civil foi instaurado pela Promotoria de Justiça de Barcarena e está sendo elaborado a partir de informações colhidas pelos promotores de justiça Laércio Guilhermino de Abreu e Daniel Barros.

O segundo inquérito, instaurado pela promotora Eliane Moreira, da 1ª Região Agrária, apura os impactos socioambientais possivelmente provocados pelo vazamento, em especial os que podem ter afetado comunidades rurais e territórios de Barcarena onde vivem ribeirinhos e comunidades tradicionais. As atividades da Hydro Alunorte também serão alvo de investigação durante este procedimento.



Em nota, o Governo do Pará informou, nesta quinta-feira (22), que está analisando o laudo do Instituto Evandro Chagas e definindo ações a serem realizadas. As ações serão informadas logo mais. Ainda segundo a nota, pelo Governo do Pará, participam a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Saúde Pública, de Desenvolvimento Econômico, Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará, além da Defesa Civil.

Fonte: https://g1.globo.com/pa/para
notícias

22 de fev de 2018

Agro é tudo. Mas nem tudo é pop

Qualquer discussão adulta sobre a importância e os desafios do agronegócio brasileiro precisa abandonar a seletividade na escolha de números e encarar com coragem o agro inteiro, escrevem Raoni Rajão e Carlos Rittl.


Irrigação de trigo em São Gabriel, No Rio Grande do Sul. Fonte: EMPRAPA

O agronegócio brasileiro é uma potência. O país é o quarto maior produtor mundial de alimentos. Colheu uma safra de 242 milhões de toneladas no ano passado, o que ajudou a manter superávit comercial no ano em que o país saía de uma das piores recessões de sua história. Direta e indiretamente, o agro responde por quase um quarto do PIB do país.

Além de tudo, graças ao uso intensivo de tecnologia, obteve ganhos de produtividade e evitou maior desmatamento – de 1991 a 2017, a produção de grãos e oleaginosas subiu 312%, mas a área plantada cresceu apenas 61%.

O agronegócio brasileiro é uma ameaça. Somos o país que mais desmata no planeta – 6.600 quilômetros quadrados na Amazônia só no ano passado, e 50% mais do que isso no cerrado. Em 2016, o país foi o sétimo maior emissor dos gases que causam o aquecimento da Terra. O setor agropecuário foi responsável por 74% das 2,3 bilhões de toneladas de CO2 e outros gases que lançamos no ar. Também é o setor que torna o Brasil recordista mundial em violência no campo – 65 assassinatos apenas em 2017, segundo a Comissão Pastoral da Terra – e alimenta a corrupção, com mais de R$ 600 milhões pagos em propina a políticos em 2014 somente pela JBS.

Qual das duas visões sobre o agro está correta? Evidentemente, ambas. Como diz a propaganda na TV, o agro “é tudo”: o bom e o ruim. O século XXI e o século XVI. A alta tecnologia e o trabalho escravo.

Nos últimos anos, porém, alguns ideólogos têm prestado um desserviço à agricultura brasileira, destilando estatísticas parciais sobre o agro “bom” e escondendo os problemas. Esses argumentos encontram eco em autoridades do governo e são trombeteados no Brasil e no exterior.

No final do ano passado, por exemplo, comemoraram-se dados da Nasa sobre a área cultivada no Brasil que supostamente dariam ao país “autoridade para enfrentar críticas dos campeões do desmatamento mundial”. Esta afirmação é, em si, problemática; voltaremos a ela. Vamos antes aos dados: segundo os ideólogos, a Nasa mostrou que o Brasil teria apenas 7,6% de sua área ocupada com agricultura, contra uma média de 20% a 30% de outros países. Ainda segundo eles, o Brasil “protege e preserva a vegetação nativa em mais de 66% de seu território”.

O primeiro dado é um exemplo acabado do que os americanos chamam de “cherry-picking”, ou seleção de observações. Como mostrou um artigo recente, esse dado se refere somente ao que a Nasa chama de “croplands”, ou cultivos agrícolas. Nenhuma palavra sobre a atividade que é a maior – e pior – ocupante de terras no Brasil, a pecuária. O país tem cerca de 65 milhões de hectares ocupados com agricultura, mas 230 milhões em pasto. É quase o território da Argentina, o 3º maior produtor global de soja. Incluindo as pastagens, o Brasil chega a 33% de seu território ocupado com agropecuária. Portanto, mais ou menos na média dos grandes produtores de alimentos.

O segundo dado traz outra artimanha. Vários comentaristas do agro dizem de boca cheia que o país tem 66% de terras preservadas com vegetação nativa. Mas olham o retrato, quando o que importa mesmo é o filme. Segundo o projeto MapBiomas, uma iniciativa multi-institucional da qual o OC faz parte, em 2016 o país tinha 64,1% de vegetação nativa remanescente. Mas, na virada do século, tinha quase 67,3%. Em 16 anos, perdemos o equivalente a um Estado de São Paulo em vegetação nativa. O cerrado, nosso segundo maior bioma, está reduzido à metade. O Pantanal perdeu 7% em 15 anos. O pampa, 13%. Essa vegetação sumiu dizimada pela agropecuária. O espaço para ganhos de eficiência é monumental.

Mesmo esses cerca de 66%, que alguns ruralistas insistem em chamar de maior percentual de florestas protegidas no mundo, não são assim tão extraordinários. Quem se der ao trabalho de olhar a excelente página de estatísticas do Banco Mundial na internet vai ver que vários países do mundo têm coberturas florestais semelhantes à do Brasil ou maiores que as nossas como proporção de seu território. Para ficar apenas na vizinhança: 98,3% no Suriname, 84% na Guiana e 57,8% no Peru. Na África, o Gabão tem 89% preservados, o Congo, 67,3% e a República Democrática do Congo, 65%. Na Ásia, o Japão tem mais florestas que o Brasil (68,5%) e a Coreia do Sul, quase o mesmo tanto (63,4%). Na Europa, a Eslovênia tem 62% e a insuspeita Suécia, cabalísticos 69%.

Então será que o Brasil tem mesmo “autoridade” para enfrentar as críticas dos “campeões de desmatamento”? E, a propósito, é possível botar na mesma balança, digamos, a Holanda (maior exportadora de alimentos do mundo), que perdeu quase toda a sua vegetação original desde os tempos do Império Romano, e o Brasil, que apenas na Amazônia desmatou em 50 anos o equivalente a mais de dez vezes o território da Holanda e o da Bélgica somados?

Falando em Europa, enquanto os propagandistas do agropop vendem a parte boa da produção brasileira em Bruxelas e Berlim, dentro de casa o setor toca uma agenda política do tempo da Companhia das Índias. Ao longo de 2017, em troca de votos no Congresso, a bancada ruralista pediu ao presidente Michel Temer – e recebeu – a legalização da grilagem em grandes áreas, o afrouxamento do conceito de trabalho escravo e a retirada dos direitos de populações indígenas que foram expulsas de suas terras antes da Constituição de 1988. E vem à carga total já neste início de 2018 para afrouxar o licenciamento ambiental, legalizar o agronegócio dentro de territórios indígenas e permitir a venda de grandes extensões de terras brasileiras ao capital estrangeiro.

Qualquer discussão adulta sobre a importância e os desafios do agronegócio brasileiro precisa abandonar a seletividade na escolha de números e encarar com coragem o agro inteiro. Dourar a pílula pode fazer bem ao ego e ajudar a justificar barbaridades no Congresso que só atrapalham a banda modernizadora do setor produtivo. Mas, num mundo em que sustentabilidade e baixo carbono deixaram de ser pauta ambientalista e passaram a estratégias de negócios, malabarismos estatísticos não enganam mais ninguém.


Raoni Rajão é professor em Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia no Departamento de Engenharia de Produção da UFMG e membro do Observatório do Código Florestal.

Carlos Rittl é secretário-executivo do Observatório do Clima

* Texto originalmente publicado no Valor Econômico em 20/02/2018.

Fonte: http://www.observatoriodoclima.eco.br
destaques

21 de fev de 2018

Litoral terá unidade avançada do Hospital Erasto Gaertner



O Governo do Estado vai destinar recursos de custeio para a abertura de uma extensão do Hospital Erasto Gaertner no Litoral. O projeto é uma reivindicação antiga da região e permitirá que centenas de pacientes façam tratamento contra o câncer em Paranaguá, sem a necessidade de deslocamento para Curitiba.

O compromisso foi reafirmado nesta terça-feira (20) pelo secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, durante a primeira reunião de trabalho para a implantação da unidade. O encontro contou com a presença do prefeito de Paranaguá, Marcelo Roque, e do superintendente do Hospital Erasto Gaertner, Adriano Lago. “Hoje demos o primeiro passo para tirar este projeto do papel. Sabemos que é um sonho da comunidade e por isso estamos dando prioridade absoluta para viabilizar tudo ainda este ano”, afirmou Caputo Neto.
A ideia é implantar um ambulatório avançado com uma série de serviços de na área oncologia. Entre os procedimentos previstos estão consultas especializadas e de triagem, sessões de quimioterapia oral, acompanhamento pós-operatório, curativos, além de outros serviços de baixa e média complexidade.

Estima-se que metade da demanda do Litoral possa ser atendida na unidade de Paranaguá. “Isso reduzirá o sofrimento de muita gente que hoje precisa acordar de madrugada e pegar a estrada para fazer seu tratamento em Curitiba. Trata-se de mais uma ação do Governo do Estado para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, relatou Caputo Neto.

INTERIOR – O ambulatório de Paranaguá será a segunda unidade avançada do Erasto Gaertner no Interior do Estado. A primeira está localizada em Irati, na região Centro-Sul, e foi inaugurada em outubro do ano passado pelo governador Beto Richa. Ao todo, o governo estadual repassa R$ 2,4 milhões por ano em recursos de custeio para a manutenção dos serviços.

“A experiência de Irati é um sucesso. Os relatos são fantásticos e mostram que a descentralização dos serviços oncológicos tem contribuído muito para a melhoria da qualidade do tratamento dos pacientes. Por isso, a possibilidade de implantar uma segunda unidade avançada é algo fantástico”, declara o superintendente do Erasto, Adriano Lago.

Uma comitiva da prefeitura de Paranaguá deve ir à Irati nos próximos dias para conhecer a unidade avançada. “Queremos primeiro conhecer o trabalho realizado lá, verificar a estrutura necessária e como funciona o fluxo de atendimento. Depois, vamos avaliar qual prédio melhor se adequa às exigências sanitárias para abrigar um serviço deste porte em nossa cidade”, explica o prefeito Marcelo Roque.

Fonte: http://www.aen.pr.gov.br/

destaques saúde

Tradener obtém licença ambiental para extrair gás natural no Paraná


A Tradener, empresa pioneira na comercialização de energia livre no Brasil, acaba de receber autorização ambiental para extrair, em caráter de teste, o gás natural de dois poços no distrito de Barra Bonita, município de Pitanga, no centro do Estado do Paraná. Essa licença foi emitida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) no dia 12 de Janeiro e é válida para todo o ano de 2018.
Para o presidente da Tradener, Walfrido Victorino Avila, a licença ambiental de teste desses poços é fundamental para atestar a viabilidade econômica sobre o poço. “Já estamos preparando toda a acessibilidade aos poços e vamos contratar uma empresa especializada na compressão e transporte de gás”, informou ele. Segundo Sr. Walfrido, no passado, o gás em teste era queimado, hoje, essa agressão ao meio ambiente não existe mais, o gás retirado ainda em teste é comercializado normalmente.
A extração deve começar em julho deste ano. “Temos uma expectativa de extrair 30.000 metros cúbicos de gás por dia durante essa licença de teste dos poços”, diz o executivo. Na sua plena capacidade de extração, os poços do distrito de Barra Bonita devem produzir 100.000 m³/dia, o equivalente à, mais ou menos, 16 caminhões de gás. O investimento total, apenas na operação para o início de extração desses poços, é de 2 milhões de dólares.
Fonte: http://envolverde.cartacapital.com.br/
notícias

20 de fev de 2018

Ongs contestam construção de rodovia e porto em Pontal do Paraná


A linha vermelha representa a PR-412. A linha laranjada é onde a Faixa de Infraestrutura deve ser construída. A área em amarelo demarca a Zona Especial Portuária. (Imagem: reprodução do Relatório de Impacto Ambiental – SEIL)

A construção da Faixa de Infraestrutura de Pontal do Paraná, que deve ser licitada pelo governo do Estado até março, está sendo questionada por ONGs (Organizações Não Governamentais) ligadas à preservação do meio ambiente. O projeto prevê a abertura de uma rodovia de pista simples de 17 km paralela à PR-412, entre a PR-407 e a Ponta do Poço (zona portuária de Pontal). Representantes das instituições contra a obra alegam danos à Mata Atlântica com impactos à fauna e à flora da região. A construção de um porto privado no final da Faixa de Infraestrutura, a uma distância de três quilômetros de frente para a Ilha do Mel, também é questionada pelas entidades. O advogado e vice-presidente do Observatório de Justiça e Conservação, Aristides Athayde, destaca que áreas de preservação ambiental vão ser afetadas pelas obras.

Athayde reforça ainda que, além do impacto ambiental, a construção do porto pode trazer mais prejuízos do que benefícios para a população local.

15 ONGs, incluindo o Observatório de Justiça e Conservação, a SOS Mata Atlântica e a SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) lançaram o site salveailhadomel.com.br pedindo apoio da sociedade para pressionar o Estado. De acordo com Athayde, além da pressão popular, a questão também está na Justiça.

Do outro lado, instituições apoiam a Faixa de Infraestrutura pensando na mobilidade da população de Pontal. A Associação Comercial de Pontal do Paraná promove uma campanha chamada “Estrada Já”. Gilberto Espinosa, presidente da Aciapar, garante que todos os estudos ambientais necessários para a liberação das obras foram feitos.

Espinosa reforça também a necessidade de um acesso mais estruturado para quem chega e sai de Pontal do Paraná.

Ao jornal Metro, o Governo do Estado argumentou, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística, que nesta primeira etapa vai investir na nova rodovia e no canal de drenagem, que foram aprovados pelo Instituto Ambiental do Paraná e tiveram a viabilidade ambiental atestada pelo Estudo de Impacto Ambiental, considerando que os danos serão mitigados ou compensados. O Governo afirma ainda que “os ganhos que virão de construção serão grandes e beneficiarão muito a população, o município e o próprio meio ambiente”. Segundo a secretaria, a nova rodovia, batizada de Via Arterial, foi a solução encontrada para desafogar o tráfego intenso e facilitar o acesso aos balneários (Pontal do Paraná, de Praia de Leste a Pontal do Sul), hoje atendidos unicamente pela PR-412, que teve sua ampliação, com duplicação, trincheiras e viadutos considerada inviável, pois “está comprometida pela ocupação desregrada das laterais”. A pasta afirma ainda que a Faixa de Infraestrutura foi concebida com um traçado que “economizasse” o máximo possível de vegetação, passando o mais próximo possível da ocupação humana que já existe. Utilizando dessa forma uma área que já teve a vegetação retirada. A reportagem não conseguiu contato com representantes do Porto Pontal. O início das obras do porto está previsto para o segundo semestre de 2018.

Fonte: http://bandnewsfmcuritiba.com
destaques

Indústria de erva-mate em Santa Catarina é 100% abastecida por energia solar



A indústria Erva Mate Gheno, de Concórdia (SC), é primeira ervateira da América Latina a usar energia solar fotovoltaica na produção de chá e erva-mate. O sistema, inaugurado em dezembro de 2017, foi fornecido pela ENGIE e conta com 62 placas fotovoltaicas já instaladas e espaço para mais outras 22 a serem instaladas futuramente.

Os 62 módulos de painéis fotovoltaicos dão uma capacidade total instalada de 16,43 kWp, o suficiente para suprir 100% das necessidades da empresa, e mais seis módulos ainda serão instalados, ampliando a potência para 18 kWp, além de um inversor maior, possibilitando uma margem de ampliação na geração de energia em 36%.

Ao longo de 25 anos de operação, o sistema poderá evitar a emissão de 308.185 kg de CO2, o que equivale a um carro 1.0 ter rodado 174.116 km, 566 árvores terem sido plantadas ou a “Pegada de Carbono” de seis pessoas.

A estrutura que sustenta os painéis solares fica numa área protegida por cercas às margens da estrada. “Os painéis são nosso cartão de visitas. Eles foram instalados em frente à fábrica, bem visíveis por todos, pois estamos muito orgulhosos desse investimento e muito seguros do seu retorno” conta o diretor Gilnei Gheno. “Usamos energia limpa, contribuímos para a preservação ambiental e economizamos energia”, completa.

A ervateira está baseada em Concórdia, cidade do oeste catarinense localizada a 450 km da capital Florianópolis. O sistema fotovoltaico da Erva Mate Gheno é ligado à rede da concessionária Celesc. A sobra da energia que é gerada e não utilizada é depositada na rede e transformada em créditos que serão utilizados pela empresa quando a sua produção for reduzida, como em épocas chuvosas ou à noite. Com ele, a ervateira terá uma redução estimada de 98% na conta da luz, que chegava a 2.500 reais por mês.

O valor economizado será utilizado para quitar as parcelas do financiamento feito no Banco do Brasil para viabilizar a implantação, livrando assim a empresa de ter que mexer no seu fluxo de caixa. O valor investido estará quitado em cinco anos e meio e, a partir daí , a empresa terá a energia praticamente de graça já que o custo de manutenção das placas é baixo, restringindo-se à limpeza e manutenção das estruturas.



“A energia solar é sem dúvida um recurso plenamente disponível e viável que veio para impulsionar ainda mais o agronegócio brasileiro”, destaca o presidente da ENGIE Geração Solar Distribuída, Rodolfo de Sousa Pinto.

Erva Mate Gheno

A família Gheno iniciou em 2006 uma pequena produção de erva-mate que ainda era processada em fábricas terceirizadas. Em 2011 colocou sua própria estrutura de secagem. Atualmente, cerca de 15% da matéria-prima que utiliza vem do seu próprio cultivo e o restante é adquirido das propriedades vizinhas do entorno do Parque. Embora a empresa possua marca própria no mercado, a Erva Mate Gheno, a maior parte de sua produção é fornecida para a indústria Leão Alimentos de Bebidas que fabrica os chás da marca Matte Leão.

Fonte: http://ciclovivo.com.br/planeta/energia
variedades

Os garimpeiros do esgoto de Caracas

Desesperados, dezenas de venezuelanos passam o dia em meio ao lixo de riachos fétidos da capital, em busca de algo de valor que possa lhes ajudar a sobreviver à grave crise econômica que o país atravessa.


Triste espetáculo: busca por joias no Guaire, onde deságua o arcaico sistema de esgoto de Caracas

Jorge segue um meticuloso sistema de mineração. Acompanhado pelo irmão e outros dois amigos, inicia o processo de busca pelos metais preciosos recolhendo resíduos do leito do rio. Conhecidos como "garimpeiros dos esgotos", esse caraquenhos, em geral homens, passam o dia a buscar restos de metais preciosos das joias que se perdem nos banheiros das áreas mais ricas da cidade.

"Aqui há de tudo, ouro, prata, cobre, às vezes achamos até joias inteiras", conta Jorge Muñoz, de 22 anos, um jovem da periferia de Caracas que passa boa parte de seu tempo no rio Guaire, a poucos quilômetros do Palácio Miraflores, sede do governo venezuelano e de onde o presidente Nicolás Maduro despacha diariamente.

São quilos e quilos de um material escuro, que reúne desde simples pedaços de garrafas plásticas, borracha, pedras e até elementos orgânicos que ele prefere não saber exatamente do que se trata. "Na época de poucas chuvas podemos ter companhias mal cheirosas aqui, é nojento, mas faz parte desse trabalho", conta.

O triste espetáculo de dezenas, às vezes centenas, de pessoas tateando o fundo dos riachos que recebem o esgoto em natura da cidade em busca de algo de valor soma-se agora às cenas de famílias inteiras buscando comida em lixeiras ou amontoados de dejetos nas ruas de Caracas.

Desesperados diante de uma crise econômica sem precedentes, os venezuelanos estão buscando no lixo e no esgoto saídas para sobreviver a uma escassez crescente de alimentos e a uma hiperinflação que rompeu a barreia dos 2000% no último ano.


Um saco de batatas serve como peneira para o material coletado no leito do rio

O Guaire é o principal rio de Caracas e corta a cidade de ponta a ponta. Nele deságua não só estrutura de captação das águas fluviais, assim como o arcaico sistema de esgoto da cidade, em sua maior parte sem tratamento. Praticamente tudo que desce pelos ralos, pias e, o pior, vasos sanitários desta cidade de quase dois milhões de pessoas vai dar no Guaire.

Sujo e fétido na maior parte do tempo, o riacho mais se parece com um canal de esgoto ao ar livre cortando a capital da Venezuela. Promessas de sua revitalização e da implantação de um sistema de captação e tratamento dos dejetos vêm se repetindo governo a governo. É exatamente por conta da filtragem quase nula do esgoto que tanta gente passa os dias a buscar algo de valor em seu leito.

Javier Muñoz, de 17 anos, que acompanha o irmão Jorge no garimpo, diz que ali, perto do Miraflores, é possível encontrar de tudo. O mais comum são pedaços de joias que se partiram na longa viagem entre o banheiro de uma casa de classe média até o leito do riacho. Mas, às vezes, diz ele, vem a sorte grande.

"Esse ano mesmo nós encontramos pelo menos umas três alianças de ouro maciço. Ganhamos um dinheirão", conta o jovem, que não concluiu o segundo grau e não pensa em largar a vida de garimpeiro do esgoto tão cedo. "Olha, o soldo mínimo nesse país está 750 mil bolívares (algo como US$ 3 no câmbio de 29 de janeiro). Em uma semana normal eu faço sozinho três vezes isso ou mais", diz ele, explicando a razão porque tanta gente se arrisca nas águas sujas do riacho todos os dias.


O que restou na peneira é examinado meticulosamente pelos "mineiros do esgoto" em busca de algum metal precioso

Fonte: http://www.dw.com/pt-br
notícias

Carambola: é uma boa fruta mas pode ser muito perigosa



Fruta inigualavelmente deliciosa, além de bela, a carambola é capaz representar um perigo quase desconhecido. Apesar do lindo formato de estrela (não por acaso é chamada de star fruit em Inglês), a carambola pode ser responsável por casos relativamente alarmantes para certas pessoas.

Veremos que, apesar de tudo, a carambola também possui muitos benefícios e possui nutrientes que podem fazer muito bem à saúde. Como veremos adiante, a atenção neste caso é muito importante, pois carambola é uma boa fruta, mas pode ser muito perigosa...

Benefícios da carambola

A carambola é uma fruta exótica com sabor acentuadamente cítrico dependendo da maturação da fruta, mas que pode trazer diversos benefícios para a saúde. Por ser rica em diversas vitaminas, como a vitamina A, C e algumas do complexo B, a carambola é muito útil na prevenção de gripes e resfriados, fortalecendo o sistema imunológico. Além disso, age como antioxidante, fazendo com que o corpo seja capaz de combater os radicais lives.

Já as vitaminas do complexo B (riboflavina, piridoxina e outras) atuarão favorecendo o metabolismo e várias outras funções dentro do corpo. O potássio da carambola irá ajudar o sistema sanguíneo, diminuindo a pressão e regulando os batimentos cardíacos.

Todos os benefícios da carambola serão adquiridos sem a preocupação com o ganho de peso, uma vez que cerca de 100g de carambola terão pouco mais de 30 calorias, ou seja, uma das frutas tropicais menos calóricas que existem.

Carambola pode ser muito perigosa...

Tudo na vida requer um pouco de atenção, desde o mais simples dos alimentos ao mais complexo dos sistemas. Alguns estudos, como o da University Malaya Medical Centre, têm mostrado que a carambola pode representar risco significativo para algumas pessoas, pois possui uma neurotoxina que não existe nas outras frutas.

Segundo a University Malaya Medical Centre, esta toxina afeta os nervos e o cérebro. No entanto, esta toxina não costuma afetar pessoas saudáveis, pois o organismo será capaz de eliminar as toxinas normalmente. Segundo o alerta, pessoas com problemas renais podem sofrer com as intervenções da toxina, uma vez que o rim será incapaz de eliminar as toxinas após a ingestão da fruta. Os sintomas de intoxicação após a ingestão da fruta geralmente são:

* Crises epilépticas

* Dormência e fraqueza

* Soluços

* Confusão mental

Ou seja, pessoas com problemas renais devem evitar o consumo de carambolas sem antes consultar um médico, uma vez que a insistência do sintoma pode levar ao óbito em casos mais severos.

No Brasil esta toxina foi catalogada pela Universidade de São Paulo como caramboxina em uma pesquisa publicada pela revista Angewandte Chemie International. A pesquisa reafirma e alerta a respeito dos mesmos sintomas acima, portanto o efeito da toxina é comprovado. Segundo o professor Norberto Peporine Lopes, um dos coordenadores da pesquisa, pessoas com funções renais comprometidas não conseguirão eliminar a toxina, que por sua vez acabará indo para a corrente sanguínea e terá contato com receptores do sistema nervoso, iniciando os sintomas da intoxicação.

Recomendações gerais a respeito da carambola

Não há dúvidas de que a carambola é uma fruta exótica em sua totalidade, da forma ao que há em seu interior. E, embora os estudos mostrem que ela é um perigo em potencial para quem tem problemas renais, sua toxina poderia afetar também pessoas saudáveis.

Pessoas com qualquer tipo de problema renal deveriam, precavidamente, consultar antes um médico, profissional de saúde ou mesmo nutricionista antes de consumir esta fruta, uma vez que a ingestão de uma única carambola poderia ser o suficiente para levantar os sintomas acima.

Fonte: https://www.greenme.com.br/
saúde

SP e outras 10 cidades do mundo que podem ficar sem água como a Cidade do Cabo


Um quarto das principais cidades do mundo enfrentará problemas hídricos

A Cidade do Cabo enfrenta uma situação nada invejável como a primeira grande cidade da era moderna a ficar sem água potável. No entanto, esse é apenas um exemplo extremo de um problema sobre o qual especialistas vêm alertando há muito tempo: a escassez de água.

Apesar de cobrir 70% da superfície do planeta, a água doce, especialmente a potável, não é tão abundante assim: responde por só 3%. Mais de 1 bilhão de pessoas enfrentam problemas de acesso a ela, e, para 2,7 bilhões, ela falta ao menos um mês por ano.

Uma pesquisa com as 500 maiores cidades do mundo, publicada em 2014, estima que uma em cada quatro estão em uma situação de "estresse hídrico", como define a Organização das Nações Unidas (ONU) quando o abastecimento anual cai abaixo de 1,7 mil m³ por pessoa.

De acordo com projeções chanceladas pela ONU, a demanda por água doce vai superar o abastecimento em 40% em 2030, graças a uma combinação entre as mudanças climáticas, a ação humana e o crescimento populacional.

Não é uma surpresa, portanto, que a situação na Cidade do Cabo seja apenas a ponta do iceberg. Em todos os continentes, grandes centros urbanos enfrentam essa escassez e correm contra o tempo em busca de uma solução. Conheça a seguir outras 11 cidades que podem ficar sem água.

São Paulo

A capital paulista passou por uma situação dramática em 2014 e 2015, quando seu principal conjunto de reservatórios, o sistema Cantareira, atingiu seu menor nível da história. A Sabesp, companhia paulista de abastecimento, passou a puxar a água que ficava abaixo dos canos de captação, no chamado "volume morto", e reduziu a pressão nas bombas - o que fez com que partes da cidade ficassem desabastecidas. Também houve campanhas para a redução do consumo.


No auge da última seca, a paisagem nos reservatórios de São Paulo era desoladora

Em dezembro de 2015, com a volta das chuvas, o Cantareira saiu finalmente do "volume morto".

O governo paulista atribuiu a crise à forte seca que atingiu a região, mas uma missão da ONU criticou as autoridades estaduais por "falta de investimentos e planejamento adequados".

Nos últimos anos, a situação das represas melhorou, mas especialistas afirmam que a possibilidade de uma nova crise segue presente.

Bangalore

Autoridades da cidade indiana tiveram problemas para lidar com a expansão imobiliária após Bangalore tornar-se um centro de tecnologia e enfrentam dificuldades para cuidar dos sistemas hídrico e de saneamento.


Os lagos de Bangalore são muito poluídos

O encanamento antigo precisa de uma reforma urgente: um relatório do governo federal revelou que a cidade desperdiça metade de sua água potável.

Como a China, a Índia tem sérios problemas de poluição em seus cursos d´água, e Bangalore não é diferente: um inventário dos lagos da cidade revelou que 85% tinham água que poderia ser usada apenas para irrigação e resfriamento industrial. Nenhum tinha água potável ou adequada para banho.

Pequim

O Banco Mundial classifica como situação de escassez hídrica quando moradores de uma determinada localidade recebem menos de 1 mil m³ de água por pessoa. Em 2014, os mais de 20 milhões de habitantes de Pequim receberam apenas 145 m³.


As secas deixaram os leitos de curso d'água visíveis nos arredores de Pequim

A China abriga 20% da população mundial, mas tem apenas 7% da água doce do mundo. Um estudo da Universidade de Columbia (EUA) estima que as reservas do país caíram 13% entre 2000 e 2009.

Também há a questão da poluição: dados oficiais de 2015 mostram que 40% da água de superfície de Pequim estava poluída a ponto de não poder ser usada nem para a agricultura nem pela indústria.

Autoridades chinesas tentaram lidar com o problema com projetos de desvio de cursos d'água e programas educacionais. Também aumentaram os preços para indústrias com grande demanda hídrica.

Cairo

Crucial para o desenvolvimento de uma das grandes civilizações do passado, o rio Nilo está enfrentando problemas nos dias de hoje. É a fonte de 97% da água do Egito, mas também o destino de uma quantidade crescente de resíduos agrícolas e residenciais sem tratamento.



O Nilo atende 97% da demanda por água do Egito

A Organização Mundial da Saúde aponta que o Egito é o oitavo país do mundo em mortes ligadas à poluição hídrica entre os países com renda de nível médio-baixa (quando a renda nacional bruta per capita fica entre o equivalente a R$ 3.335 e R$ 13.113).

A ONU estima que o país sofrerá com crises hídricas graves em 2025.

Jacarta

Como muitas cidades costeiras, a capital da Indonésia enfrenta a ameaça da elevação do oceano – cerca de 40% da cidade agora está abaixo do nível do mar, segundo o Banco Mundial.


A perfuração ilegal de poços tem deixado a capital da Indonésia mais vulnerável a inundações

Mas, em Jacarta, o problema piorou com a ação humana: com mais da metade dos 10 milhões de habitantes sem acesso a água encanada, a perfuração ilegal de poços prolifera e esvazia as reservas subterrâneas.

A situação é agravada pelo fato de os aquíferos não serem reabastecidos pelas fortes chuvas, porque o concreto e o asfalto impedem que a água seja absorvida pelo solo.

Moscou

Um quarto das reservas de água doce do mundo estão na Rússia, mas o país enfrenta sérios problemas de poluição por conta do legado industrial da era soviética. Isso é especialmente preocupante para a capital, Moscou, onde 70% do abastecimento vem de reservas de superfície.



A capital russa enfrenta sérios problemas de poluição

Órgãos regulatórios afirmam que entre 35% e 60% de todas as reservas de água potável do país não atendem os padrões sanitários mínimos.

Istambul

Dados do governo turco mostram que o país vive tecnicamente uma situação de estresse hídrico, porque o abastecimento per capital caiu abaixo de 1,7 mil m³ em 2016. Especialistas locais alertam que a situação pode piorar até 2030.


Uma seca de 10 meses secou este lago próximo a Istambul

Nos últimos anos, áreas muito populosas como Istambul (14 milhões de habitantes) passaram a enfrentar períodos de falta d'água nos meses mais secos. Os níveis dos reservatórios caíram abaixo de 30% da capacidade no início de 2014.

Cidade do México

Faltar água não é uma novidade para os 21 milhões de habitantes da capital do México. Para um a cada cinco, as torneiras só funcionam por algumas horas por semana, e, para 20%, só há abastecimento em parte do dia.


A falta de acesso à água corrente é um problema comum para quem mora na capital do México

A cidade importa cerca de 40% da sua água de fontes distantes, mas não tem nenhuma operação de larga escala para reciclar água que já foi utilizada. Perdas por problemas na rede são estimadas em 40%.

Londres

De todas as cidades do mundo, a capital do Reino Unido, Londres, não é a primeira que viria à mente quando se fala de escassez hídrica. Com uma precipitação anual de 600 milímetros, menos do que a média de Paris e cerca de metade da média de Nova York, Londres atende 80% da demanda com seus rios.


Na capital do Reino Unido, o índice de desperdício de água é de 25%

Segundo a prefeitura local, a cidade está próxima do limite de sua capacidade e deve enfrentar problemas de abastecimento em 2025 e crises sérias em 2040.

Tóquio

A capital do Japão, Tóquio, tem níveis de precipitação semelhantes aos de Seattle, apelidada de Cidade Chuvosa pelos americanos. As chuvas estão, no entanto, concentradas em apenas quatro meses do ano. A água precisa ser coletada e armazenada, já que pode haver secas no restante do ano.


Esta arena de sumô é um dos muitos locais que reutilizam água da chuva

Autoridades locais fizeram justamente isso: ao menos 750 edifícios públicos e privados têm sistemas de coleta e reuso de água da chuva.

Com mais de 30 milhões de hhttp://www.bbc.com/portugueseabitantes, Tóquio depende de reservas de superfície (rios, lagos e neve) para 70% de seu abastecimento. Investimentos recentes na rede têm como meta reduzir o desperdício para 3%.

Miami

O Estado da Flórida, nos Estados Unidos, está entre os cinco mais chuvosos todos os anos. Mas está anunciando uma crise em sua cidade mais famosa, Miami.

Um resultado não previsto para o projeto de drenagem de seus pântanos é que a água do Oceano Atlântico contaminou o aquífero Biscayne, a principal fonte de água da cidade.


A contaminação por água do mar é uma ameaça às reservas hídricas de Miami

Ainda que o problema tenha sido detectado nos anos 1930, a água do mar ainda se infiltra, especialmente porque a cidade americana tem sido vítima de uma elevação do nível do mar cada vez mais acelerada, superando as barreiras subterrâneas instaladas nas últimas décadas.

Cidades vizinhas também enfrentam o mesmo problema – Hallande Beach, a alguns quilômetros ao norte, teve de fechar seis de seus oito poços por causa da invasão da água salgada.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese

destaques

19 de fev de 2018

Saiba como foi feita a despoluição do Rio Sena e como pode ajudar os rios brasileiros


Para despoluir o Rio Sena foi criado uma séria de leis de proteção ambiental e ações para recuperar o ecossistema do local.

Alguns rios se encontram em estados tão extremos de poluição que parecem ser impossíveis de recuperar. Felizmente, porém, nada é impossível por meio da tecnologia, conscientização e projetos que visam a despoluição de um rio que aparentemente está condenado. Um bom exemplo dessa situação aconteceu com o Rio Sena.

Como foi feita a despoluição do Rio Sena?

O Rio Sena é considerado o mais importante da França e, na década de 1960, ele foi considerado biologicamente morto. A partir de então, ele foi incluído em uma série de leis de proteção ambiental e em projetos nos quais foram investidos milhões de euros ao longo dos anos. No geral, as ações consistiam em formas de recuperar o ecossistema do rio e na criação de estações de tratamento.

Atualmente, estudiosos de todo o mundo constatam o que os franceses já esperavam: o rio foi despoluído e está vivo! A água é cristalina e há uma variedade de peixes e outros seres vivos, sendo que o rio é seguro até mesmo para a presença de humanos autorizados. Levou algumas décadas, mas hoje em dia o Rio Sena pode ser visto novamente como um cartão-postal de Paris, além de um membro essencial para o ecossistema francês.

A despoluição dos rios brasileiros é possível?

Sim! Na verdade, a recuperação do Rio Sena deve servir como inspiração. Em 2013, foi assinado um acordo de cooperação entre o governo francês e o de São Paulo, que pretende aplicar no rio Tietê até 50 iniciativas similares às usadas no Sena. Considerado o mais poluído do Brasil e destaque entre os rios mais poluídos do mundo, o Tietê apresenta uma situação tão preocupante que apenas seres vivos que não precisam de oxigênio, como bactérias e fungos, conseguem sobreviver no local.

Outras iniciativas e soluções também estão sendo buscadas por empresas e organizações brasileiras. A tecnologia despoluidora The Water Cleanser, da Austrália, já vem sendo testada em rios brasileiros, e pode ajudar muito em breve.

Ainda assim, o processo de recuperação é muito demorado. O Brasil é um dos países com o maior índice de poluição de água no mundo todo, o que é especialmente assustador considerando que também possuímos uma das maiores reservas de água doce do planeta. Esse problema surge tanto da falta de conscientização da população, que joga dejetos nos mais diversos rios, como da falta de tratamento básico de esgoto na maioria dos municípios.

Em outras palavras, podemos dizer que a despoluição de rios brasileiros é possível, mas apenas com esforços conjuntos de diferentes esferas — o que inclui o âmbito governamental e o social. No primeiro caso, é preciso usar tecnologias, projetos e iniciativas aprovadas e eficazes em outros países, adaptadas para a realidade brasileira. Além disso, são necessárias campanhas de conscientização da população.

Por parte dos cidadãos, é fundamental que todos devem realmente seguir as orientações e evitar todo tipo de ação que cause poluição. Por mais que a falta de saneamento básico seja um dos principais causadores deste problema, nenhuma ação será muito eficiente se as pessoas continuarem com o hábito destrutivo de jogar lixo em rios.

Imagem: istock.com / Leonid Andronov

Fonte: http://www.pensamentoverde.com.br
artigos

Brasil atinge 8º lugar em ranking mundial de energia eólica

País acrescentou 2,022 GW de potência eólica ano passado e ultrapassou o Canadá no ranking mundial de capacidade instalada.


Parque eólico em Galinhos, Rio Grande do Norte (Foto: Maxwell Almeida)

Brasil ultrapassou o Canadá no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica em 2017, passando a ocupar a oitava posição, de acordo com levantamento feito pelo Global World Energy Council (GWEC) e divulgado pela Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

No ano passado, foram adicionados 52,57 gigawatts (GW) de potência de energia eólica no mundo, chegando a uma capacidade instalada total de 539,58 GW.

O Brasil acrescentou 2,022 GW de potência eólica ano passado, chegando a 12,763 GW. O primeiro lugar segue com a China, que acrescentou 19,5 GW ano passado e chegou a 188,232 GW de capacidade instalada da fonte eólica.

Depois da China, aparecem ainda Estados Unidos (89 GW), Alemanha (56,1 GW), Índia (32,8 GW), Espanha (23,2 GW), Reino Unido (18,8 GW) e França (13,7 GW).

Em nota, a presidente da Abeeólica, Élbia Gannoum, destacou que o Brasil vem galgando posições no ranking “de forma consistente”. Em 2015, o país estava em décimo lugar, e subiu uma posição por ano desde então.

Evolução da capacidade instalada de energia aeólica (Foto: Divulgação)

O levantamento também classifica os países pela capacidade acrescentada no ano. Nesse ranking, o Brasil ficou em sexto lugar, atrás de China, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Índia. No ano anterior, o país estava em quinto lugar.

“A tendência é que a gente ainda oscile mais, visto que em 2019 e 2020 nossas instalações previstas são menores porque ficamos sem leilão por quase dois anos no período 2016/2017, o que vai se refletir no resultado de 2019 e 2020”, disse Élbia, em nota.

Segundo a presidente da entidade, até 2020, considerando os contratos já assinados e os leilões realizados, a capacidade instalada de energia eólica do país vai chegar a 18,63 GW. Com os novos leilões, a tendência é que o número cresça.

Fonte: https://g1.globo.com
destaques

12 tendências para 2018 que nos fazem acreditar em um mundo melhor

Lista foi elaborada pela ONG ambientalista Nature Conservancy.


CONCEPÇÃO ARTÍSTICA DA FUTURISTA CIDADE DE SHENZHEN, NA CHINA. (FOTO: AOARCHITECT)

Vivemos mergulhados em plástico, a água está acabando em diversos cantos do mundo e a poluição mata mais que todas as guerras juntas. Enquanto isso, avança no Congresso Nacional diversas pautas que ameaçam piorar as agressões ao meio ambiente, como a votação da Lei Geral do Licenciamento. Se não está fácil manter a esperança. aONG ambientalista Nature Conservancy listou 12 tendências globais que nos fazem pensar que ainda há uma luz no fim do túnel.

1 - Salvação para os oceanos

As águas internacionais, que não estão dentro da fronteira de qualquer país, formam metade do nosso planeta, ou dois terços dos oceanos. Por não ter “dono”, geralmente são as mais castigadas, sofrendo com poluição e pesca predatória. No fim de 2017, porém, 140 países apoiaram uma resolução das Nações Unidas que visa regulamentar as ações antrópicas nessa “água de ninguém”. A ação foi costurada por cerca de uma década,e agora chegou o momento dos países trabalharem em suas versões de um acordo formal, que será discutido ao longo de quatro reuniões. A primeira acontecerá em setembro. A meta é que um tratado internacional, uma espécie de “Acordo de Paris dos oceanos”, seja assinado em 2020. As negociações prometem ser complicadas, como sempre, mas é fundamental, isso se ainda quisermos que os oceanos continuem provendo comida, absorvendo carbono, regulando o clima e preservando a biodiversidade.

2 - Natureza é questão de saúde pública

Uma mudança nas práticas de saúde pública começa a aparecer em grandes centros urbanos. Governantes e gestores de saúde começam a observar as conexões entre a saúde humana e a natureza. Cidades como Joanesburgo, na África do Sul, e Seul, na Coréia do Sul, determinaram grandes objetivos de plantio de árvores e preservação de espaços verdes como forma de combater a poluição do ar, que está associada a milhões de mortes prematuras todo ano. Nos Estados Unidos, seguradoras e planos de saúde estão investindo em em espaços verdes em áreas urbanas como forma de cuidado preventivo. Em Louisville, no Kentucky, o primeiro teste clínico controlado está em curso para avaliar o impacto das árvores na saúde. Enquanto isso, pesquisas sobre o significado das bacias hidrográficas para a saúde rural poderiam impulsionar a cooperação entre profissionais globais de saúde, desenvolvimento e conservação.

3 - Dinheiro produtivo

Investimento de impacto é um termo cunhado dez anos atrás para se referir a ações que, além de gerar lucro, deixam benefícios mensuráveis para a sociedade ou meio ambiente. Ao longo tempo, no entanto, apenas iniciativas de menor escala apostaram nesse tipo de negócio. O sucesso, porém, já começa a atrair a atenção de grandes fundos de investimentos, apostando em áreas como segurança alimentar e hídrica, e resiliência climática. Se a tendência se mantiver, investimentos privados podem preencher uma lacuna de US$ 300 a US$ 400 bilhões nas necessidades globais de financiamento para a conservação.

4 - Novos atores contra o aquecimento global

Líderes estão emergindo contra as mudanças climáticas. Seis países da União Europeia, incluindo Grécia e Hungria, atingiram suas metas contra o aquecimento global antes do esperado, enquanto a China, apesar de ser a maior poluidora do mundo, já atingiu um de seus objetivos, de impedir que suas emissões de CO2 cresçam, e tem planos de criar o maior mercado de carbono do mundo, além de manter o maior programa de reflorestamento da história. Seu objetivo é se tornar como um líder na luta contra o aquecimento global.

5 - Soluções naturais- Corporações verdes

O alinhamento do setor privado com acordos globais, como o Acordo de Paris, é um sinal importante do comprometimento com os desafios ambientais mais urgentes. Um exemplo veio de Laurence Fink, CEO da BlackRock, maior gestora de ativos financeiros no mundo, mandou uma carta aberta em que convida mil CEOs em todo o mundo a fazer maiores contribuições para a sociedade.


6 - A importância do solo

Solos saudáveis são responsáveis, além de nos fornecer comidas nutritivas, por limpar a água e aprisionar carbono da atmosfera. Melhorar o solo contribui para o sucesso de iniciativas para a segurança hídrica e alimentar, saúde humana, além de estar intrinsicamente ligado às “soluções climáticas naturais”. Muitos cientistas apostam que um entendimento melhor do papel do solo na estabilidade climática e na resiliência da agricultura vai promover uma mudança de paradigma na forma como alimentamos o mundo.

7 - Convivência com a natureza

Enquanto países como a Holanda estão acostumados trabalhar com a água e a natureza, as mudanças climáticas estão mobilizando comunidades ao redor do mundo a seguir o exemplo. Filadélfia e em Seattle, nos Estados Unidos, e em Shenzhen, na China, estão criando valas de infiltração de água, jardins de chuva, restaurando pântanos e outros espaços verdes para gerir as águas da chuva, recarregar aquíferos, e reduzir enchentes e a poluição. Outras cidades estão criando fundos para investir em ações que preservam os mananciais de água enquanto melhoram a saúde e bem-estar das comunidades locais. Enquanto isso, em cidades costeiras, cresce a aposta na preservação de mangues, dunas e recifes para se protegerem de enchentes, erosão, e tormentas marítimas. Investir em sistemas naturais traria benefícios significativos para a conservação.


PROJETO DE CIDADE FUTURÍSTICA NA CHINA (FOTO: DIVULGAÇÃO)

8 - Tudo são dados

Se muitos ainda se assustam com as novas tecnologias, tudo depende da forma como são utilizadas. Drones e o mapeamento genético, por exemplo, estão proporcionando a possibilidade de recolher mais informações sobre a conservação da natureza que nunca antes. A inteligência artificial também está tendo um impacto radical na sustentabilidade, como com a agricultura de precisão.

9 - Corporações verdes

O alinhamento do setor privado com acordos globais, como o Acordo de Paris, é um sinal importante do comprometimento com os desafios ambientais mais urgentes. Um exemplo veio de Laurence Fink, CEO da BlackRock, maior gestora de ativos financeiros no mundo, mandou uma carta aberta em que convida mil CEOs em todo o mundo a fazer maiores contribuições para a sociedade.

10 - Energia limpa de verdade

Previsões globais garantem que 80% dos novos investimentos em geração de energia irão para as renováveis ​​à medida que se tornem economicamente viáveis. Mas os especialistas alertam que, se essas instalações de energia não forem localizadas com cuidado, os benefícios ambientais da baixa emissão de carbono podem ser dificultados pela perda e perturbação do habitat em serviços críticos do ecossistema. Por exemplo, as represas hidrelétricas planejadas poderiam fragmentar 300 mil quilômetros de rio e o desenvolvimento de terrenos para energia solar e eólica faz com que a produção de energia seja o maior fonte de mudança no uso da terra nos Estados Unidos. A boa notícia: através de esforços de planejamento em larga escala e mudanças nas práticas de desenvolvimento da implantação e da rede, podemos minimizar o impacto nos habitats, potencializando a aceitação de fontes de energia limpas. E a mudança pode estar em andamento. Nações como a Colômbia e Mianmar estão adaptando as abordagens da escala de sistema para a gestão de energia hidrelétrica e de água que equilibram a geração de energia e a saúde do rio. Muitas regiões dos Estados Unidos estão mudando as práticas de implantação eólica e solar para evitar a interrupção dos habitats vitais.

11 - Redefinindo o design verde

Prefeitos, planejadores e arquitetos reformulando o conceito de "cidade sustentável", ampliando a definição de eficiência energética e pegada de carbono para incluir o foco na funcionalidade e habitabilidade das cidades para as pessoas e, em maior medida, outras espécies. A rede de 100 cidades resistentes da Fundação Rockefeller , está na vanguarda de uma abordagem de futuro que visa proteger os moradores de ameaças como mudanças climáticas. Tais esforços podem ser vistos como um movimento em direção às "cidades de escala humana", mas não deve excluir o papel que os ecossistemas naturais para atingir esses objetivos. Um crescente movimento de "cidades biofílicas", por exemplo, enfatiza a importância de incorporar a natureza para uma variedade de propósitos, desde a proteção da biodiversidade, a estética, até a saúde e a infraestrutura.

12 - Uma última coisa

Enquanto observamos tendências positivas, ainda temos um longo caminho a percorrer em objetivos globais compartilhados. O Acordo de Paris é o piso, não o teto, para a ação climática global, e devemos nos esforçar coletivamente para fazer mais se quisermos evitar mudanças climáticas crescentes. Muitos países e corporações ainda estão atrasados ​​em compromissos já assumidos. Nas metas globais para as florestas: a perda de cobertura de árvores atingiu um recorde de 29,7 milhões de hectares em 2016, uma área do tamanho da Nova Zelândia - e 51% superior ao ano anterior. Este deve ser um ano em que aceleramos os esforços em todos os setores para transformar a maré e começar a cumprir metas globais, ao mesmo tempo em que aumentamos o investimento em responsabilidade, pesquisa científica, inovação e soluções do mundo real em todos esses campos.

Fonte: https://revistagalileu.globo.com

notícias

18 de fev de 2018

É hora de proteger o mar brasileiro

O Brasil tem a oportunidade de criar Unidades de Conservação com grande extensão para proteger duas grandes parcelas marítimas – a Cadeia de Vitória-Trindade e o Arquipélago de São Pedro e São Paulo.


Arquipélago de São Pedro e São Paulo (Foto: Marcos R. Rosa)

O Brasil sempre foi um país de costas para o mar. Não são poucos os fatos que ilustram essa triste afirmação. Embora a costa brasileira tenha mais de 10 mil km de linha de costa, e o país tenha soberania sobre cerca de 3,5 milhões de km2 de zona econômica exclusiva, nossos recursos marinhos nunca receberam a merecida atenção.

Hoje contamos com apenas 1,5% de áreas marinhas protegidas por Unidades de Conservação, que são territórios legalmente definidos para fins de proteção da biodiversidade e fundamentais para sua recuperação.

Sem dados sobre o que temos embaixo da água, e sem espaços protegidos para que a vida marinha se recupere, o mar brasileiro continua à deriva. Nos últimos 10 anos, Estados Unidos, Reino Unido, México, Austrália e Chile, entre outros países, criaram grandes áreas marinhas protegidas e demostraram globalmente seus compromissos com os oceanos.

A hora do mar é agora. E o Brasil tem a oportunidade de se juntar a esse seleto grupo de países e criar Unidades de Conservação com grande extensão para proteger duas grandes parcelas marítimas relevantes para biodiversidade marinha – a Cadeia de Vitória-Trindade e o Arquipélago de São Pedro e São Paulo.

A Cadeia Vitória-Trindade é reconhecida como área de alta prioridade para a conservação, inclusive internacionalmente. Estudos conduzidos por respeitados cientistas e instituições demonstraram atributos que justificam a necessidade de proteção, como a grande diversidade recifal, ocorrência de várias espécies ameaçadas de extinção, elevado endemismo, a função da cadeia como uma conexão entre ambientes costeiros e oceânicos e a formação geológica singular. Toda a região apresenta grande potencial biotecnológico e muitas descobertas continuam sendo feitas em cada expedição científica realizada.

O Arquipélago de São Pedro e São Paulo, por sua vez, é uma formação única no mundo, seja pela sua gênese e geologia peculiar, pelo título de arquipélago tropical mais isolado do planeta ou pela grande biodiversidade que abriga em relação a seu pequeno tamanho. Apesar do pequeno território emerso, é um importante sítio para aves marinhas, possui uma grande diversidade recifal com números que aumentam constantemente com novas descobertas e é local de repouso, alimentação e reprodução de espécies marinhas migratórias e ameaçadas de extinção. Além disso, garante ao Brasil um território marinho de cerca de 430 mil km², uma porção bastante significativa de sua Zona Econômica Exclusiva.


Arquipélago de São Pedro e São Paulo (Foto: Marcos R. Rosa)

As propostas estão na mesa e abertas para opinião pública. O desenho inicial prevê a criação de grandes Áreas de Proteção Ambiental (APA), que dentre as categorias de Unidades de Conservação permitem o uso direto dos recursos naturais, como pesca e outras atividades extrativas. Esforço louvável, mas que só garantirá benefícios para a biodiversidade se essas grandes APAs forem criadas juntamente com áreas que sejam decretadas sob o regime de proteção integral nas regiões mais sensíveis, que possam garantir espaço e tempo necessários para a natureza se recuperar.

Um grupo de organizações não governamentais, liderados pela Rede Pró Unidades de Conservação, está mobilizado em apoio à criação dessas Unidades de Conservação de proteção integral. Todos aqueles que almejam a proteção do mar brasileiro devem assinar e compartilhar a campanha pedindo que o presidente Michel Temer e os Ministérios competentes possam dar a devida importância à questão.

É fundamental que a iniciativa seja acompanhada de uma minuta de decreto robusta, que inclua um prazo factível para a aprovação dos planos de manejo dessas Unidades de Conservação, que são os documentos básicos para a gestão dessas áreas. Importante também que esse plano traga regulamentações e, quando necessário, restrições para atividades de uso extrativo, como a pesca e a mineração.

Ainda é tempo do Brasil virar de frente para o mar e, com esse nobre ato, trazer visibilidade para o território marinho nacional e reconhecimento para a mobilização de cidadãos que há décadas defendem a necessidade de proteção dessas regiões. Essa importante ação também consolida a parceria entre a defesa nacional e a proteção do meio ambiente, contribuindo para a manutenção da soberania nacional nos extremos da Amazônia Azul.


Por Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica. Camila Keiko Takahashi, Diego Igawa Martinez e Leandra Gonçalves são biólogos da área de Mar da Fundação. A SOS Mata Atlântica é uma ONG brasileira que atua há mais de 30 anos na defesa da floresta mais ameaçada do Brasil. Saiba como apoiar as ações da Fundação em www.sosma.org.br/apoie.

Fonte: https://epoca.globo.com

destaques meio ambiente

17 de fev de 2018

'Inacreditável', diz professor escolhido entre os 10 melhores educadores do mundo

Diretor de escola em Rio Preto (SP) transformou o local, acostumado com a violência, em um colégio democrático.


Divulgação do nome de Diego Mahfouz Faria Lima, professor de São José do Rio Preto (SP), foi feita por Bill Gates (Foto: Reprodução/TV TEM)

Um professor de São José do Rio Preto (SP) mudou a rotina em uma escola municipal, que enfrentava a indisciplina na sala de aula e o tráfico de drogas, e agora está entre os dez melhores educadores do mundo. Diego Mahfouz Faria Lima, diretor de escola, é finalista do Global Teacher Prize.


“Fiquei emocionado, inacreditável ter o nome divulgado e a gente não esperava ficar entre os 10, é algo inacreditável. Quando fiquei entre os top 50 já achei inacreditável, fiquei muito contente”, afirma o professor.


O Global Teacher Prize é uma das mais importantes premiações de docentes do mundo e o vencedor será anunciado em março, em Dubai. O prêmio é uma realização da Varkey Foundation. O anúncio foi feito por Bill Gates e o prêmio é considerado o prêmio Nobel da educação.

Diego é o único brasileiro entre os dez finalistas do concurso que vai premiar o professor que mais fez diferença na comunidade onde vive. Para o educador, ter o nome entre educadores de países considerados de primeiro mundo como Noruega, Austrália, Inglaterra, Estados Unidos é uma emoção para quem desde criança lutou contra a pobreza.


Diretor Diego Mahfouz transformou a escola Darcy Ribeiro na melhor da região (Foto: Revista de Sábado/TV TEM)

“Ter esse reconhecimento no trabalho é algo inexplicável, ainda mais internacionalmente, e uma personalidade como Bill Gates anunciando. Tenho certeza que vai ficar para sempre na minha memória”, diz.

Diego foi indicado ao prêmio por causa do trabalho que ele desenvolveu como diretor da escola Darcy Ribeiro na região mais pobre de Rio Preto, interior de São Paulo. Antes de o professor chegar à escola, o local era tomado por sujeira, depredação, e até salas incendiadas.


Antes e depois de uma das salas de aula; escola ganhou doações de materiais e foi revitalizada pela própria comunidade (Foto: Arquivo pessoal)

Os principais problemas eram a violência e o alto índice de criminalidade. Se encarar essa realidade não é fácil, imagine enfrentar. Mas aos poucos, Diego mostrou que com amor e paciência era possível mudar o cenário.

Um exemplo é o pátio da escola. O lugar era considerado um ponto de tráfico e consumo de drogas. Agora, é usado para roda de leituras e conversas. A escola virou referência no bairro. O diretor já conquistou um prêmio nacional de destaque: em 2015 ele foi vencedor da 18ª edição do Prêmio Educador Nota 10.


Pátio de escola de Rio Preto se transformou em ambiente para roda de leituras (Foto: Reprodução/TV TEM)

Em 2014, o índice de evasão era alto e pelo menos 200 alunos não iam às aulas. Atualmente, o número chegou a zero. “É muito gratificante você observar que quando você torna os alunos protagonistas do processo, passa a ouvi-los, passa a ser possível a mudança, eles levam para a vida inteira”, diz o professor.


Diego Mahfouz Faria Lima, diretor de escola, é finalista do Global Teacher Prize (Foto: Reprodução/TV TEM)

Fonte: https://g1.globo.com/sp/
destaques

Faxinalenses do Paraná


Enquanto aumentam os impactos sobre seu modo de vida centenário, os faxinalenses crescem como força identitária. Suas áreas estão entre as mais preservadas do estado

Onde há faxinal, há mata. Quase todos os pontos verdes no mapa do Paraná, exceto a área da Serra do Mar e das grandes unidades de conservação, guardam em si pequenos territórios nascidos da relação do homem com a floresta. Essas comunidades existem há pelo menos 200 anos, e por quase todo esse tempo permaneceram em um estado de delicado equilíbrio entre o uso e a preservação do que a natureza dispõe: a atividade econômica e a vida em comunidade.

A única cerca existente é a que circunda os faxinais, servindo de divisa entre as roças de alimentos, situadas do lado de fora e o faxinal em si: área que pode variar de 200 a 1,5 mil hectares onde ficam as casas, a mata e os pastos de criação. Cada um é dono de seus bois, cavalos, porcos e ovelhas, mas a terra é de uso comum, e todos os animais vivem à solta. Também a floresta é comunitária: dela os moradores extraem pinhão, erva-mate e plantas medicinais.

Nos anos 1970, com a expansão de grandes lavouras, os faxinalenses viram o início da desestruturação do seu modo de vida. Em 1997, o governo estadual do Paraná criou uma categoria específica de proteção dos seus territórios: as Áreas Especiais de Uso Regulamentado (Aresur), que não apenas delimitam os faxinais como possibilitam recompensar as comunidades com o ICMS Ecológico.

Existem hoje 28 dessas áreas no estado. Parece bom, mas ali é criado outro problema. “As Aresur foram criadas de cima para baixo, sem que nos consultassem”, diz Hamilton José da Silva, liderança no Faxinal dos Ribeiros, em Pinhão. “Na hora de delimitar os faxinais, houve muita perda de território.” Não bastasse isso, nem sempre as comunidades recebem a cota que lhes cabe do ICMS Ecológico. Ou porque as prefeituras repassam menos do que deveriam, ou simplesmente porque destinam a verba a outro uso.

Por quase uma década os faxinalenses estiveram à mercê das regras desse jogo, até o momento em que, pela primeira vez, se reuniram para discutir seus interesses comuns. Foi em 2005, com um encontro no município de Irati, que reuniu mais de 200 faxinalenses, que eles se reconheceram como comunidade, compartilhando do mesmo modo de vida, da mesma cultura e dos mesmos objetivos. Disso nasceu a Articulação Puxirão dos Povos Faxinalenses, hoje o principal meio de pressão sobre o poder público desas comunidades. Já no ano seguinte ao desse encontro, conseguiram do governo do Paraná o reconhecimento oficial como comunidade tradicional.








Ameaças e organização

Enquanto aumentaram os impactos sobre seu modo de vida centenário, os faxinalenses cresceram como força identitária. No centro do Paraná, as monoculturas de milho e soja estão mais perto do que nunca, contribuindo para o desmatamento das florestas nativas, entre elas as de araucárias, e para a contaminação da água com agrotóxicos, quando não para o esgotamento das fontes hídricas.

“Temos relatos de riachos que secaram”, conta Amantino Beija, um dos coordenadores da Articulação Puxirão. Amantino vive no faxinal Meleiro, em Mandirituba. Nos arredores de Curitiba, a água dos faxinais também está sendo sugada, mas pelo cultivo de pínus eeucalipto – um problema a mais para os faxinalenses da região.

Perto da capital, outro desafio é trabalhar com os jovens. As escolas do campo, nas quais as crianças faxinalenses poderiam desfrutar de um conteúdo e uma prática curriculares voltados à comunidade, ainda são um sonho. “Os professores vêm todos de fora e dizem que os alunos precisam estudar e abandonar nosso modo de vida para ser alguém na vida”, diz Amantino. A comunidade acaba sofrendo com a venda de terras, por parte das gerações mais novas, para a criação de chácaras de veraneio. “As pessoas da cidade compram área de faxinal e não procuram saber como é a vivência da comunidade, inclusive cercando suas terras”, relata Amantino, ressaltando que, com isso, moradores mais antigos ficam sem pasto para os animais, tendo que recorrer à ração.

A implantação dos mecanismos já existentes, ainda que não sejam ideais, é um dos marcos da luta. “A Aresur oferece muitas vantagens, mas precisa ser bem discutida com a gente”, diz Hamilton. No último levantamento feito por organizações parceiras da Articulação Puxirão, foi registrada a existência de 227 faxinais no Paraná, mas apenas 30 fazem parte da articulação, dada a falta de recursos para conectar comunidades tão distantes geograficamente. Para as comunidades faxinalenses, Puxirão significa mutirão, o que traduz bem não só o modo como cuidam de suas criações, mas como percebem o território.


Vista da região do Faxinal Meleiros no distrito de Areia Branca do Assis, Mandirituba.


Adonias Bernardino Sena, de 70 anos, nasceu na Bahia e vive nos faxinais há 40 anos.

Comunidades faxinalenses

Onde estão: os faxinais estão espalhados por todo o estado, mas aqui tratamos dos que estão próximos de Curitiba

Atividades: pastoreio em áreas coletivas e criação de pequenos animais.Roçado, extração de pinhão, erva-mate e medicamentos na mata

Por que lutam: pela correta implantação das reservas legais de uso sustentável nas quais estão inseridos

Ameaças: expansão das monoculturas de soja, milho, pínus e eucalipto. Perda de terras e redução dos territórios. Contaminação das águas, desmatamento de agroflorestas

Como se organizam: Articulação Puxirão de Povos Faxinalenses, participação nos conselhos estadual e nacional de povos e comunidades tradicionais

Fonte – Xavier Bartaburu, Fotos de Marcio Isensee Sá, Reporter Brasil de 27 de janeiro de 2018 - http://www.funverde.org.br/blog
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