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22 de set de 2017

COMO O CIGARRO DETONA O PULMÃO: O EXPERIMENTO CASEIRO QUE FARÁ VOCÊ REFLETIR



Já foi dito em todos os sentidos, em todas as línguas, usando todas as imagens e feitas campanhas inteiras com a informação: o tabagismo é prejudicial à saúde! Mas se você ainda não se convenceu em parar de fumar, você pode mudar de ideia depois de ver este vídeo.

Fumar causa vários problemas de saúde a médio e a longo prazo. A lista é longa:danifica a pele,


  • mancha os dentes,
  • causa mau hálito
  • e pode levar a consequências muito graves, como o aparecimento de vários tipos cânceres e doenças cardíacas.


A nicotina contida nos cigarros causa dependência, tanto ou mais, do que as drogas ilícitas, é absorvida rapidamente pelo corpo através da corrente sanguínea provocando um instantâneo sentimento de “bem-estar”.

Por outro lado, quando alguém tenta parar de fumar, muitas vezes desiste por causa das sensações negativas que a abstinência do cigarro pode provocar, principalmente nervosismo e raiva. A pessoa se sente desmotivada, cansada ou começa a sofrer de insônia. É indubitável que vale a pena lidar com essas pequenas dificuldades iniciais para depois aproveitar dos grandes benefícios de se livrar desse vício.

Mas o que acontece exatamente com o nosso corpo depois de fumar um maço de cigarros?

É o que mostra muito claramente um vídeo feito por Chris Notap, no qual ele realiza um experimento caseiro para destacar as consequências do tabagismo na garganta e nos pulmões.

O experimento é simples: uma série de bolas de algodão são inseridas em uma ampola de vidro fechada e conectada a uma bomba de aspiração que permite que o cigarro inserido em um furo seja "fumado".

Depois de 20 cigarros terem sido fumados dessa maneira, percebe-se o que acontece: o algodão ganha uma cor que tende ao castanho, o tubo da bomba (que representa a garganta) fica entupido com um alcatrão marrom pegajoso e fica evidente que esta substância também se encontra na ampola de vidro.

Mais claro do que isso!

Como Chris descreve em seu vídeo:

"Nunca é tarde demais para parar e, uma vez que você vir o que faz um maço de cigarro por dia aos teus pulmões, esse será o combustível necessário para energizar a tua força de vontade e largar do vício”.

À você caro leitor, não resta mais do que seguir as sábias dicas do Chris! Assista ao vídeo:




Fonte: https://www.greenme.com.br
destaques saúde

BANHO DE FLORESTA - UMA PRÁTICA CURATIVA ADOTADA PELOS JAPONESES



Volta e meia a gente escreve sobre “abraçar árvores” ou “estar em contato com a natureza” e, ainda tem muita gente que acha que isso é “ideia de maluco beleza”. Ainda bem que tem também aqueles que estudam sobre o assunto e comprovam, cientificamente, os benefícios de se tomar banho de floresta.

A medicina do banho de floresta
“Quando a gente passeia na floresta, a gente respira melhor. O aroma das plantas, das madeiras, das frutas e vegetais afetam diretamente nosso sistema imunológico. A Nippon Medical School de Tóquio mediu os efeitos na saúde humana e comprovou: banhos de floresta ajudam até na prevenção de câncer.

A Universidade de Chiba também mediu a pressão sanguínea e o batimento cardíaco e concluiu que todas as medições melhoram. Até para depressão os banhos de floresta são super indicados. Precisamos de doses de natureza e experimentar, intuitivamente, o nosso mundo selvagem“, diz aqui este artigo.

Então, já de cara você fica sabendo que, sim, a ciência confirma o que já se sabia - que estar na natureza, respirar ar puro no meio da mata, estar em comunhão com os seres vegetais em seu ambiente natural é um benefício real para a saúde - aumenta a imunidade, previne câncer, regula a pressão arterial e até é capaz de curar depressão.

Mas, claro, essa cura toda não acontece por milagre - é preciso que você faça do “estar na natureza” uma rotina de sua vida. Que sejam 15 minutos, ou até só 5 minutinhos mas, que seja diariamente e, de preferência, com os pés no chão.

Banho de floresta é saúde pública no Japão
Um estudo japonês feito na Universidade de Chiba pelo Centro de Meio Ambiente, Saúde e Ciências acompanhou 280 indivíduos, durante 20 anos, medindo os efeitos fisiológicos do banho de floresta e comparou parâmetros como cortisol salivar, pressão arterial, frequência cardíaca e variação do pulso de um dia urbano com 30 minutos de banho de floresta e concluiu que: "ambientes florestais promovem menores concentrações de cortisol, menor frequência cardíaca e pressão arterial, maior atividade do nervo parassimpático e do nervo inferior simpático em comparação com os parâmetros coletados em ambientes da cidade".

Esta prática, de estar na natureza, é incentivada pelos serviços de saúde pública japoneses e também em outros países do mundo como sendo uma necessidade real do ser humano. Nos EUA há, inclusive, uma organização, a Shinrin-yoku. que acompanha esse movimento e orienta os participantes.

Por quê esses banhos de florestas são tão curativo?
Uma das razões para o banho de florestas ser curativo é que, no ambiente natural, ou abraçando árvores, entramos em contato imediato com todas as essências aromáticas que estão livres na natureza e, como já dissemos em vários artigos anteriores, essas essências aromáticas, os óleos essenciais, possuem diversas propriedades medicinais que atuam através do olfato, diretamente no nosso sistema límbico.

Outra razão é que, quando estamos em ambiente natural, renovamos nossas energias descarregando na terra todas aquelas que estão desequilibradas - isso é explicado pelas diferentes cargas elétricas que essas energias transportam e a terra, a natureza, são pólos equilibradores dos excessos e das carências atômicas que carregamos no nosso organismo.

E mais ainda, se você não acredita, ou não confia ainda nas razões acima, pelo menos concordará que, estar em ambiente natural, fora da pressão urbana, dos barulhos de carros e longe da multidão, te permitirá encontrar um momento de paz interior e respirar livremente. Isso, simplesmente respirar livremente. E a respiração, você sabe, é a melhor forma que temos de reciclar nossas energias e recarregar as baterias orgânicas e anímicas que temos.



Mas, qual é a dica para que dê certo esse banho de floresta?
Bom, já é muito saudável você passear ao ar livre, em ambiente natural mas, para que os benefícios sejam potencializados você deverá adotar algumas atitudes especiais quando fizer seu banho de floresta:

1. Entre na região natural deixando do lado de fora todos os problemas da sua vida pessoal e profissional. O momento de cura se dará quando você conseguir, de verdade, se sintonizar com as energias da natureza, de cada árvore, passarinho ou flor que encontrar pelo seu caminho.

2. Use a técnica, por exemplo, de deixar todos os problemas em uma pedra que esteja bem na entrada da área natural. Passeie livremente, limpando a mente - limpar a mente quer dizer, não pensar em nada específico. Na saída da área natural, esqueça firmemente de recolher aqueles problemas que deixou na pedra, claro.

3. Se o clima permitir, caminhe descalço pois, pisar na terra, na areia, nas folhas secas e até nos galhinhos e pedrinhas que estão pelo caminho vai te ajudar a reciclar suas energias internas, que estão estagnadas, com a ajuda das energias da terra (chamam-se “energias telúricas) estabelecendo um circuito de trocas muito benéfico para você.

4. Caminhe ou, se não conseguir caminhar, sente-se debaixo de uma árvore, ou na frente do mar, tomando o vento, o sol e buscando uma maior integração com as forças naturais.

5. Encontre, dentro de você e com a contribuição das forças da natureza, um momento de calma duradouro. Aterre essa boa energia dentro de você e a mantenha aí, firmemente conectada com o seu íntimo.

6. Repita essa sequência diariamente ou, pelo menos, semanalmente, com a consciência de que se trata, realmente, de uma terapia curativa para seu corpo físico, emocional e mental.

Fonte: https://www.greenme.com.br
saúde

21 de set de 2017

As vacas dos excrementos de ouro

Revolução energética enriqueceu moradores de uma pequena cidade alemã e chama atenção do mundo.




O pecuarista Wendelin Einsiedler obtém 80% da sua receita com as energias renováveis 

Em meados da década de 1990, Wildpoldsried era uma cidade de criadores de gado e trabalhadores administrativos como qualquer outra do sul da Alemanha. Quase não havia trabalho, e os jovens migravam para os centros urbanos. Preocupados, seus habitantes se uniram e escreveram uma longa lista das necessidades mais prementes da cidade, que acabou sendo uma carta ao Papai Noel. Queriam uma piscina, um teatro, um consultório médico... Calcularam que levariam duas ou três gerações para conseguir tudo. Dez anos depois, todos os sonhos se tornaram realidade.


Wildpoldsried protagonizou uma revolução energética que enriqueceu seus moradores e desperta a admiração de meio mundo. Esta cidade alemã, próxima da Áustria, é famosa por produzir sete vezes mais eletricidade do que consome investindo em energias renováveis. Conseguiram o feito graças a leis que favorecem as energias limpas e permitem que pequenos produtores vendam seus excedentes para a rede por um bom preço. A Alemanha se propôs a reduzir a dependência dos combustíveis fósseis estimulando o uso de energias renováveis e se tornou referência global em políticas climáticas. A produção de energias limpas disparou, mas teve um impacto limitado na redução de emissões poluentes. A política energética endividou as elétricas e fez com que as tarifas de energia disparassem.

“Estou fascinado com a ideia de que, do vento ou do excremento da vaca, possa sair energia. Se você pode cuidar do meio ambiente e ao mesmo tempo ganhar dinheiro, tanto melhor”, diz o pecuarista Wendelin Einsiedler

Mas a política, ou pelo menos os partidos, não tiveram nada a ver com o milagre de Wildpoldsried. Por isso, esta fábula verídica e excepcional ilustra até que ponto a proteção ambiental já é parte do DNA de muitos alemães, independentemente das preferências políticas. Reciclar o lixo, deslocar-se de bicicleta, comer alimentos orgânicos ou ser contra usinas nucleares há muito tempo deixou de ser patrimônio exclusivo dos ecologistas na Alemanha. E isso explica por que o então poderoso Partido Verde enfrenta baixa popularidade, vítima de um sucesso adverso. Suas ideias triunfaram e agora são adotadas por praticamente todos os partidos e, talvez por isso, os eleitores sentem que podem viver sem eles, como refletem as pesquisas. Apesar da queda – as pesquisas apontam que o partido tem cerca de 7% das intenções de voto –, os Verdes poderiam acabar sendo aliados do Governo no bloco conservador da primeira-ministra Angela Merkel, graças à aritmética das coalizões.

Os pecuaristas de Wildpoldsried produzem um famoso queijo de montanha dos Alpes da Allgäu, que ganha cada vez mais espaço nos mercados europeus. Graças às energias renováveis, muitos têm uma segunda renda, essencial para sua subsistência. Para Wendelin Einsiedler, a energia desprendida dos excrementos fermentados de suas queridas vacas, junto com os moinhos de vento e os painéis solares, equivale a 80% de sua renda. Suas 70 vacas produzem quantidades industriais de excrementos que alimentam a maior usina de biogás da cidade. Pouco mais da metade são excrementos de vacas, seguidos por capim, maçãs podres, batatas e biomassa em geral. Em um megadepósito, uma pasta de 800 toneladas de resíduos borbulha ao ritmo da fermentação.

Com camisa xadrez, barba e sorriso de orelha a orelha, o fazendeiro desce de seu trator abafado em um lindo dia ensolarado. Aos 61 anos, Einsiedler é pura cordialidade. “Estou fascinado com a ideia de que, do vento ou do excremento da vaca, possa sair energia. Se você pode cuidar do meio ambiente e ao mesmo tempo ganhar dinheiro, tanto melhor.” Einsiedler foi o pioneiro, o primeiro na cidade que decidiu investir em renováveis. Deu certo, e os outros o seguiram. “Este é o meu seguro para a velhice. O vento e o sol continuarão a me dar lucro, e acima de tudo com a consciência tranquila.”

No hotel ecológico da cidade, Günter Mögele, vice-prefeito de Wildpoldsried, conta que, quando a lista para o Papai Noel foi escrita e as finanças da cidade foram analisadas, os moradores perceberam que uma grande parte das despesas correspondia ao consumo de eletricidade. “Então pensamos: por que não produzimos nossa própria energia?”. Instalar um sistema de aquecimento central na cidade e livrar-se do óleo diesel foi um dos primeiros projetos. Hoje, 90% da energia de aquecimento vem do biogás de fazendas como a de Einsiedler. No total, 120 apartamentos e quatro empresas estão conectadas à rede.


Uma vaca nos moinhos de Wildpoldsried, cidade do sul da Alemanha  AFP/GETTY IMAGES

A solar e a eólica completam o coquetel energético que enriquece os vizinhos através de uma cooperativa da qual apenas os 2.600 habitantes do povoado podem ser sócios. O ginásio, a escola e a creche produzem mais do que consomem. A energia restante é vendida às companhias elétricas, graças à lei das energias renováveis (EEG, na sigla em alemão) do ano 2000, já copiada em dezenas de países, que garante um preço mínimo para o quilowatt de energia limpa. Os moradores de Wildpoldsried dizem ter recebido seis milhões de euros (22,4 milhões de reais) no ano passado com a venda da energia excedente. Boa parte desse dinheiro foi destinado a pagar a dívida que eles contraíram para montar a infraestrutura. O resto é embolsado.

O porão da turbina é um emaranhado de tubulações que transportam água quente. Num mapa pendurado ali podem ser vistos os quatro quilômetros da rede. Os moradores contam que, ao verem a turbina girar, pensam: “Aí vêm minhas próximas férias”.

A Câmara Municipal de Wildpoldsried tem 14 vereadores, sendo sete da CSU, a ala bávara do bloco conservador de Merkel, e sete independentes. O Partido Verde não tem nenhuma representação. “Aqui os partidos não são relevantes”, explica Mögele, um dos independentes, que participa da equipe que há 20 anos comanda a cidadezinha. “Os verdes perderam sua razão de ser. Agora falam de todos os temas, e quem muito abarca…”, interpreta Mögele.

Os moradores de Wildpoldsried dizem ter recebido seis milhões de euros no ano passado com a venda da energia excedente

Christoph Ostermann é o executivo-chefe da Sonnen, uma empresa de ponta na fabricação das baterias que armazenam energia renovável, com sede em Wildpoldsried. Dedica sua vida a um negócio que aspira a limpar a atmosfera, e também considera que o partido ecologista alemão atravessa uma crise de identidade. “Nos anos oitenta, os Verdes tinham sua razão de ser, era preciso lutar contra as usinas nucleares e implantar o modelo ecológico, mas hoje as energias renováveis são algo do senso comum para todos os partidos. A própria Merkel foi quem decidiu desligar as usinas nucleares. As renováveis são, além disso, cada vez mais competitivas, isso é um consenso nacional.” Uma recente pesquisa da Agência para Energias Renováveis indica que 95% dos alemães consideram a expansão dessa matriz como algo “importante” ou “muito importante”.

Markus Herring, um vendedor de meias de compressão médicas no povoado, é uma prova viva de que a propagação do ambientalismo na Alemanha ultrapassou infinitas fronteiras sociológicas. “Nem tudo é idealismo. Aqui no começo havia muita oposição aos moinhos, mas assim que se viu que podíamos ganhar muito dinheiro tudo mudou. Estamos orgulhosos daquilo em que o povoado se transformou.”


UM MAR DE MOINHOS

Percorrer a Alemanha de carro ou de trem equivale a topar continuamente com moinhos de vento no horizonte. Um terço da energia gerada no país provém de fontes renováveis – eram apenas 7% no ano 2000 –, graças ao forte impulso político conhecido como Energiewende (“transformação energética”). Depois de decretar o fechamento total das usinas nucleares até 2022, e com o objetivo de reduzir ao máximo o uso de combustíveis fósseis, o Governo alemão (uma coalizão entre conservadores e sociais-democratas) pretende que dentro de sete anos quase 45% da eletricidade consumida provenha de fontes renováveis.

A Alemanha ditou os rumos e demonstrou que outra política energética é possível, mas seus detratores afirmam que o terremoto causado pela Energiewende no setor elétrico gerou numerosas vítimas, tanto entre as empresas como entre os consumidores, que viram o preço da luz subir. Essa grande transformação não bastou, além disso, para que a Alemanha conseguisse cumprir sua meta de reduzir em 40% a emissão de CO2 até 2020 em comparação aos níveis de 1990.

A esta altura, o próprio Governo admite estar longe de atingir esse objetivo. Em parte porque há um elefante na sala energética alemã: o carvão. A chanceler Merkel, grande defensora do combate à mudança climática, adotou durante a campanha eleitoral um tom extremamente cuidadoso sobre essa energia suja, que responde por 40% da geração alemã e emprega dezenas de milhares de pessoas. Reduzir o uso do carvão é justamente um dos cavalos de batalha dos Verdes. Na semana passada, o partido ecologista anunciou que o fechamento das 20 usinas a carvão mais poluentes do país será uma das condições para começar a conversar sobre coalizões de Governo com o partido mais votado.

Esta reportagem é parte de ‘A Alemanha da era Merkel’, uma série de artigos que traçam um perfil político, econômico e social da maior potência europeia nesta reta final para as eleições gerais de 24 de setembro.

Fonte: https://brasil.elpais.com
destaques

Por que os pescadores de Cuba não têm barco?

A ditadura comunista só permite que eles usem redes, linhas ou arpões.


Pescador na Praia de Santa Luzia, região de Camaguey, em Cuba: sem poder usar barcos 
(Antonio Milena/VEJA)

Cercada por mar, a ilha de Cuba tem um fenômeno peculiar: vilas de pescadores sem embarcação alguma.

Na Praia de Santa Luzia, perto da cidade de Camaguey, eles só podem trabalhar com redes, linhas ou arpões. Uma pequena fortaleza militar se ergue no meio da praia. No seu topo, homens com binóculos vigiam o tempo todo a areia. Se alguém aparecer com qualquer coisa que flutue, é imediatamente interrogado.

A razão para isso é um tanto óbvia: se os cubanos tivessem barcos, ninguém ficava vivendo na ditadura comunista. Todos iriam para Miami.

Quando um restaurante em Havana oferece peixe no cardápio, provavelmente se trata de um que foi importado por alguma empresa ligada aos militares. O preço é sempre proibitivo para os cubanos. A quantidade que os pescadores conseguem retirar do mar é pequena e se destina ao consumo próprio.

Sem peixe na mesa, os cubanos praticamente só tem como fonte de proteína porco, e algum frango.

Em algumas cidades costeiras, é possível avistar barcos. Mas eles são sempre muito velhos e não têm coletes salva-vidas. Aventurar-se no alto-mar é sempre muito arriscado. Além disso, tudo é muito controlado com documentos e licenças.


Lancha da polícia vigia pequenos barcos na baía de Havana, em Cuba (Duda Teixeira/VEJA)

Na baía de Havana, há um pequeno grupo de barcos de pesca. Para navegar pelo mar aberto, seus donos precisam de uma permissão especial. Eles são constantemente vigiados por uma lancha e por membros da polícia política que andam pela calçada.

Fonte: http://veja.abril.com.br
curiosidades

As águas internacionais são o Velho Oeste”

Ecologista marinho denuncia a expansão “predadora” da China pelos oceanos do mundo.


O ecologista marinho Enric Sala, no Lago das Medusas, em Palau 

Há algumas semanas, um navio cargueiro chinês, com 300.000 quilos de atum e tubarão a bordo, foi capturado pelas autoridades equatorianas na reserva marinha de Galápagos, um dos tesouros naturais do planeta. O navio asiático recebeu sua carga ilegalmente em águas internacionais, proveniente de outros quatro barcos pesqueiros chineses. Um ano antes, um barco da guarda costeira argentina disparou e afundou outro navio chinês que fugia depois de capturar ilegalmente populações de lulas em águas do país sul-americano. “É o Velho Oeste”, resume o ecologista marinho Enric Sala, diretor executivo da Pristine Seas, um projeto da National Geographic para proteger os lugares ainda imaculados dos oceanos.

Sala, nascido em Girona em 1968, alerta sobre a expansão “predadora” da China, da qual foi testemunha no mundo todo. O pesquisador e sua equipe estudaram 23 paraísos marinhos desde 2008 e fizeram pressão política para protegê-los. Assim como mergulha com os tubarões, Sala veste gravata para se fechar em escritórios com presidentes e primeiros-ministros. “No total, 15 dos lugares que pesquisamos já estão protegidos. São cinco milhões de quilômetros quadrados, dez vezes o tamanho da Espanha”, explica em uma entrevista durante o Congresso Internacional de Áreas Marinhas Protegidas IMPAC4, realizado em Viña del Mar (Chile).

Pergunta. É comum caçar barcos pesqueiros piratas dentro de reservas marinhas?

Resposta. Cada vez mais comum. Ainda é raro, mas é cada vez mais comum, porque a tecnologia via satélite é relativamente barata e permite fazer vigilância remota. Depois, é preciso sair para capturá-los, claro. Em águas internacionais é outra história. Ali é o Velho Oeste. A ONU já começou um processo para criar um instrumento legal com o qual pode criar áreas protegidas e controlar um pouco mais isso. Atualmente, em águas internacionais, a única regulamentação que existe, o único controle, são as organizações regionais de regulamentação da pesca, como as comissões do atum. Mas essas comissões são altamente corruptas. As decisões sobre quanto se pesca, apesar das recomendações dos cientistas, são totalmente políticas.

P. Quando o sr. diz que são corruptas, é uma opinião ou houve condenações?

R. A definição de corrupto implica que tenham sido condenados? Sim, há muita corrupção na pesca do atum e há um mercado negro. Poucos são condenados e presos, mas é uma área muito corrupta.

P. Inclusive a Comissão Internacional para a Preservação do Atum Atlântico, com sede na Espanha?

R. A sigla em inglês é ICCAT, de International Commission for the Conservation of Atlantic Tunas. A piada diz que é International Conspiracy to Catch All Tuna [Conspiração Internacional para Capturar todos os Atuns]. O Japão compra 80% do atum vermelho. Japão e China são conhecidos por presentear países — com pontes, estádios de futebol, portos — em troca do acesso a recursos naturais, incluindo a pesca.

P. Menos de 1% das águas internacionais estão protegidas atualmente. Quem impede que sejam protegidas?

R. Não há um instrumento legal para a criação de áreas protegidas em águas internacionais. Nos dias de hoje, se quiséssemos proteger as águas internacionais aqui, em frente ao litoral do Chile, quem decide isso? Quantos países são necessários? Não está claro. As comissões de atum podem concordar que em uma região não se pesque atum, mas não podem decidir nada sobre a pesca de lula ou de arrastão ou sobre a mineração no fundo. Há muita concorrência, entre diferentes organizações, e hoje não há clareza quanto a quem protege.

P. As negociações para um tratado mundial sobre a mudança climática, por exemplo, começaram em 1990. Por que as Nações Unidas não se preocuparam antes com as águas internacionais? Quem se opõe?

R. Cinco países capturam três quartos de toda a pesca feita em águas internacionais: China, Taiwan, Coreia do Sul, Japão e Espanha. Dez países tiram 90%. Também temos outros países, como a Rússia, que pescam com anzol e rede em águas internacionais. A França também usa arrastão. É muito possível que esses países tenham se oposto a fazer algo até agora. Esses cinco ou dez países têm o monopólio da pesca em águas internacionais e não querem perdê-lo. Publicamos um estudo há alguns anos no qual demonstramos que, se a pesca fosse fechada em todas as águas internacionais, todos os peixes que seriam produzidos a mais e que migrariam para as regiões econômicas exclusivas dos países beneficiariam muito mais países. Apenas alguns têm frotas de longa distância. E essas frotas pescam peixes que não entrarão nas águas dos países pobres.

P. O sr. vincula o esgotamento da pesca na África com as migrações de africanos para a Europa.

R. Agora há muitos outros fatores, como a mudança climática, que gera secas. A migração é uma combinação de superexploração de recursos e situação política. E além disso há a mudança climática, que amplia tudo.

P. Periodicamente surgem notícias sobre pescadores espanhóis próximos ao litoral da Somália. O que fazem ali?

R. Em princípio, sempre suspeito de que haja algo obscuro na frota espanhola de longa distância. Sobretudo em países africanos, onde os recursos são explorados. As perdas sofridas pelos países do oeste da África com a superexploracao por parte dos países asiáticos e da UE são enormes. São recursos que não ficam ali, mas vão para os países ricos. Além disso, os acordos de pesca são um assalto. Por quantidades pífias, os países ricos estão superexplorando os recursos dos países pobres.

P. Há espécies marinhas que o sr. não come. Quais são?

R. Não como atum. Nem camarões. No caso do atum, porque a maior parte das espécies são superexploradas e também contêm muito mercúrio, porque estão no alto da cadeia alimentar. Antes havia espécies criadas fantásticas, como os mexilhões: filtram a água do mar, limpam, capturam CO2 em suas conchas. Mas agora há outro problema: os mexilhões filtram os microplásticos existentes na água. Um terço dos peixes pescados no sul da Inglaterra comeu plástico. O mar é uma sopa de plástico. As pessoas falam de ilhas de plástico, mas ilhas não existem. Há regiões com muito plástico, mas não ilhas. O que há é microplástico em todo o mar. Nós coletamos amostras de água do Ártico russo e Canadá até ilhas no meio do Pacífico, a milhares de quilômetros da civilização. E em 75% das amostras encontramos microplásticos.

P. Por que o sr. não come camarões?

R. Devido a seu alto custo ecológico. Os camarões são resultados da pesca de arrastão, que destroça o fundo do mar com toda a vida que existe ali. É como cortar um bosque velho para comer os passarinhos que há no bosque. Ou são de criadouro, mas normalmente os camarões criados comidos nos países ricos vêm do Sudeste Asiático. Ali o que fazem é cortar a vegetação dos mangues para criar lagoas onde se colocam os camarões. Cortar um mangue significa cortar um dos drenos de CO2 mais importantes. Além disso, protegem o litoral contra o efeito de tempestades e tsunamis. No tsunami do Sudeste Asiático, morreu mais gente onde havia menos mangues. Eles são criadouros de peixes pequenos que podem ser pescados em outros lugares. Nas lagoas, colocam os filhotes de camarões e, para evitar que as larvas de mosquito os comam, jogam uma camada de diesel para que os mosquitos não botem ovos na água. Depois jogam pesticidas para que não cresçam algas. Quando os camarões estão grandes, esvaziam a lagoa e os camarões ficam impregnados de toda essa sujeira.

P. Onde isso acontece?

R. Na Tailândia, no Vietnã...

P. Esses camarões não passam pela vigilância sanitária?

R. Isso não sei. Em alguns casos, acrescenta-se corantes para terem um tom mais laranjinha. E depois de cinco anos, as lagoas ficam tão salobras que os produtores vão cortar mangues em outro lugar. Por isso não como camarões.

P. O sr. fala em neocolonialismo nos oceanos. Onde as potências pescam?

R. Barcos europeus, incluindo espanhóis, estão pescando na África, em condições muito desfavoráveis para a população local. A China é o grande exemplo. Sua frota de longa distância é enorme e está pescando em todo o mundo. O barco capturado em Galápagos é um exemplo, mas foram pegos barcos chineses no Gabão, no oeste da África, pescando ilegalmente, inclusive em áreas protegidas. A China está tentando capturar a maior parte dos recursos naturais em qualquer lugar do mundo, não só peixes, mas também madeira, petróleo... Em todo lugar. A China está se expandindo de forma diplomática, publicamente, mas também de forma predadora na verdade. Tem uma grande sede de recursos.

P. Apenas um terço das áreas marinhas protegidas geridas pelo Governo espanhol contam com um plano de gestão, então dois terços não têm proteção efetiva diante da pesca ou do turismo. No entanto, o governo se gaba de que 8% das águas espanholas estão protegidas.

R. Isso é mentira. A Espanha tem menos de 1% das águas em regiões protegidas de verdade, como as ilhas Columbretes ou as ilhas Medas, que são reservas integrais. A Espanha criou grandes regiões com a Rede Natura 2000 para proteger espécies ou ecossistemas. Mas onde estão as regulamentações que fazem com que esses lugares sejam diferentes do dia antes em que foram declarados protegidos? Há uma região enorme no delta do Ebro para proteger a gaivota de Audoin. O que não se permite fazer? O que mudou ali para proteger a gaivota? As regiões do Natura 2000 não são necessariamente protegidas. São um rótulo para dizer que as regiões de alto interesse para determinadas espécies, mas não são áreas protegidas. As reservas das Medas, Tabarca, Columbretes, Cabrera... essas são regiões protegidas. O Governo espanhol mente quando diz que tem 8% das águas protegidas. Chamar de área protegida uma área em que se permite a pesca é como chamar de floresta preservada uma concessão madeireira.

P. No ano passado, uma juíza mandou para a cadeia seis membros da família de armadores de La Coruña Vidal Pego, por suposta pesca ilegal de merluza negra durante anos em águas antárticas. E eles tinham recebido milhões em subvenções à pesca. Quão comum é isso?

R. É muito comum. Há um projeto na internet, Fish Subsidy [Subsídios à Pesca], no qual figuram barcos espanhóis. A última vez que o vi a Espanha tinha metade dos subsídios de pesca da UE. Lembro do caso de um barco para o qual deram centenas de milhares de euros para desmontá-lo. Poucas semanas depois, lhe deram outra subvenção para aumentar a potência dos motores. Para o mesmo barco. Também há muita corrupção para a obtenção de subsídios. Nos departamentos de Pesca de muitos países a corrupção é institucionalizada. Há poucos países em que os departamentos de Pesca sejam limpos e não mancomunados com a indústria. Muito poucos.

P. Que países são um modelo no assunto das áreas marinhas protegidas?

R. O Chile é um dos líderes mundiais. Antes que a presidenta Michelle Bachelet vá embora, terá mais de um milhão de quilômetros quadrados totalmente protegidos, sem incluir a reserva de Rapa Nui, que é parcialmente protegida. Isso representa 30% da região econômica exclusiva do Chile. 30%! E o Chile é um país pesqueiro. Seus líderes têm entendido que o futuro da pesca passa por proteger para que haja mais. Os Estados Unidos têm uma gestão da pesca, baseada na ciência, das melhores. Conseguiu na última década recuperar muitas espécies que estavam ameaçadas.

P. Esses avanços podem ser revertidos sob o mandato de Donald Trump?

R. No governo de Trump são todos superexploradores. Perfurariam em qualquer lugar. Trump determinou uma revisão das áreas de proteção nacionais criadas por Clinton e Obama. O secretário do Interior queria que se abrisse a exploração petrolífera em muitas regiões protegidas. As companhias petroleiras e de gás nos Estados Unidos não estão explorando todas as concessões que têm, porque não dá resultado. O gás e o petróleo estão baratos. Mas o Governo de Trump quer abrir as áreas de proteção nacionais e os santuários marinhos, para vender as concessões e depois, quando o preço do petróleo subir, os especuladores encherem os bolsos à custa desses ecossistemas incríveis. À custa dos demais cidadãos. É corrupção em nível de Estado. Todo mundo acredita que vão abrir várias dessas áreas de proteção nacionais à exploração de petróleo, mas vão encontrar barreiras legais no momento em que declararem a primeira desregulamentação.

P. Há uma década, o sr. foi ao Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça) para denunciar “a absurda proposta econômica atual”. Dez anos depois, como vê isso?

R. Continuamos com o mesmo problema: não pagamos o verdadeiro custo das coisas, o custo ambiental. As pessoas que estão pagando gasolina barato nos EUA não estão pagando o custo dessa gasolina. O custo é pago pela criança que vai morrer de asma devido à poluição na cidade em que vive. O que fazemos é terceirizar os custos. Se todo mundo, incluindo as grandes empresas petroleiras, tivesse de pagar o custo do uso dos recursos naturais, o mercado teria solucionado os problemas. Teríamos inovado rapidamente para reduzir as emissões.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil
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21 de setembro - Dia da Árvore

O Dia da Árvore é comemorado em 21 de setembro e tem como objetivo principal a conscientização a respeito desse importante recurso natural.


O Dia da Árvore é comemorado no Brasil em 21 de setembro e tem como objetivo principal a conscientização a respeito da preservação desse bem tão valioso. A data, que é diferente em outras partes do mundo, foi escolhida em razão do início da primavera, que começa no dia 23 de setembro no hemisfério Sul.

A árvore é um grande símbolo da natureza e é uma das mais importantes riquezas naturais que possuímos. As diversas espécies arbóreas existentes são fundamentais para a vida na Terra porque aumentam a umidade do ar graças à evapotranspiração, evitam erosões, produzem oxigênio no processo de fotossíntese, reduzem a temperatura e fornecem sombra e abrigo para algumas espécies animais.

Além disso, entre as diversas espécies arbóreas existentes, incluem-se várias plantas frutíferas, como é o caso da mangueira, limoeiro, goiabeira, abacateiro, pessegueiro e laranjeira.

Além de produzirem alimento, as árvores também possuem outras aplicações econômicas. A madeira por elas produzidas serve como matéria-prima para a criação de móveis e até mesmo casas. A celulose extraída dessas plantas, principalmente pinheiros e eucaliptos, é fundamental para a fabricação de papel. Além disso, algumas espécies apresentam aplicabilidade na indústria farmacêutica por possuírem importantes compostos.

Em virtude da grande quantidade de utilizações e da expansão urbana, as árvores são constantemente exterminadas, o que resulta em grandes áreas desmatadas. O desmatamento afeta diretamente a vida de toda a população, que passa a enfrentar erosões, assoreamento de rios, redução do regime de chuvas e da umidade relativa do ar, desertificação e perda de biodiversidade.

Sendo assim, o dia 21 de setembro deve ser visto como um dia de reflexão sobre nossas atitudes em relação a essa importante riqueza natural. Esse dia é muito mais do que o ato simbólico de plantar uma árvore e deve ser encarado como um momento de mudança de postura e conscientização de que nossos atos afetam as gerações futuras. É importante também haver conscientização a respeito da importância da conservação, bem como da necessidade de criação de políticas públicas que combatam a exploração ilegal de árvores.

Curiosidades:

- Cada região do nosso país possui uma árvore símbolo diferente. Observe:

Árvore símbolo da região Norte – castanheira;

Árvore símbolo da região Nordeste – carnaúba;

Árvore símbolo da região Centro-Oeste – ipê amarelo;

Árvore símbolo da região Sudeste – pau-brasil;

Árvore símbolo da região Sul – araucária.

Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/
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FATOS FUNDAMENTAIS DA CIÊNCIA CLIMÁTICA:





1. Está aquecendo.

Já alcançamos cerca de 1 grau Celsius de aumento da temperatura, e já temos garantido mais 0,5 grau de aquecimento.

Um grau Celsius pode não parecer um grande aumento na temperatura, mas é a diferença entre a vida e a morte para milhares de pessoas.

A Terra sempre teve ciclos naturais de aquecimento e resfriamento, mas não como estamos vendo agora. Os cinco anos mais quentes já registrados são 2016, 2015, 2014, 2013 e 2010.

E o aumento da temperatura não significa apenas que está ficando mais quente. O clima da Terra é complexo — mesmo um pequeno aumento na temperatura média global significa grandes mudanças, com muitos efeitos colaterais perigosos.

2. É nossa culpa.

Os seres humanos estão causando as mudanças climáticas, principalmente por causa da queima de combustíveis fósseis.

O aumento da temperatura está relacionado quase que em exata proporção com a liberação de gases de efeito estufa.

Antes do século 18, quando os humanos no oeste industrial começaram a queimar carvão, petróleo e gás, nossa atmosfera normalmente continha cerca de 280 partes por milhão de dióxido de carbono.

Agora, conforme o uso de combustíveis fósseis se espalha pelo mundo, a quantidade de carbono na atmosfera está subindo rapidamente — estamos agora bem acima de 400 partes por milhão de CO2 na atmosfera.

Ao mesmo tempo, o rápido crescimento da demanda por agricultura baseada na criação de animais pelos países mais ricos fez com que outros gases de efeito estufa, como metano e óxido nitroso, aumentassem em ritmo acelerado. A agricultura contribui com cerca de 15% das emissões globais. A queima de combustíveis fósseis continua sendo, de longe, a maior contribuidora individual para o problema e é responsável por 57% das emissões globais. Isso é agravado pelo fato de que o dióxido de carbono permanece ativo na atmosfera por muito mais tempo do que o metano e outros gases de efeito estufa.

As empresas de combustíveis fósseis estão liberando milhões de anos de carbono na atmosfera, que antes estavam armazenados sob a terra como combustíveis fósseis. Em 2014, as concentrações de CO2 ultrapassaram 400 ppm na atmosfera pela primeira vez em, pelo menos, 2 milhões e meio de anos.

Manter os combustíveis fósseis no subsolo é o passo mais importante que podemos dar para evitar novas mudanças climáticas.

3. Temos certeza.

A maioria dos cientistas (97%) concorda que as mudanças climáticas estão sendo causadas por emissões de gases de efeito estufa por humanos. Não há o que discutir sobre a ciência básica das mudanças climáticas.

A descoberta de que o aumento de CO2 na atmosfera aquecerá o clima foi feita na década de 1890. Os ataques contra a credibilidade da ciência climática são perpetuados por interesses pessoais, inclusive os da indústria de combustíveis fósseis, que tem investido milhões de dólares para gerar uma incerteza sobre nossa compreensão das mudanças climáticas.

A empresa de petróleo Exxon sabia dos impactos das mudanças climáticas na década de 1970, mas percebeu que as ações afetariam seus lucros. Como resultado, ela e toda a indústria se uniram em um ataque à verdade, criando um falso debate que impediu as ações por décadas. Agora sabemos que a Exxon e outras empresas, como a Shell, tomam medidas para proteger sua infraestrutura das mudanças climáticas há décadas – ao mesmo tempo em que lutam contra as ações que protegerão todo o planeta.

Também é importante ouvir os conhecimentos indígenas, tradicionais e locais. Em muitos lugares do mundo, os anciãos e os líderes comunitários estão compartilhando seus entendimentos sobre como os ecossistemas estão mudando.

Se prestarmos atenção ao que os cientistas estão nos dizendo, e não aos enganos da indústria de combustíveis fósseis, a mensagem é clara: os seres humanos são os responsáveis pelo rápido início das mudanças climáticas, e isso já está causando impactos onerosos em todo o mundo. A melhor maneira de interromper o avanço das mudanças climáticas é manter os combustíveis fósseis no subsolo.

4. Isso não é legal.

Screenshot of climate impacts map on climatesignals.com
Global map of climate impacts from climatesignals.org
Um grau de aquecimento já causou impactos devastadores em todo o planeta.

A produção mundial de grãos diminuiu 10% devido a ondas de calor e inundações ligadas às mudanças climáticas, desencadeando a fome e o deslocamento de pessoas. Mais de 1 milhão de pessoas que vivem perto das costas foram forçadas a sair de suas casas devido ao aumento do nível dos oceanos e a tempestades mais fortes, e espera-se que milhões mais fujam nos próximos anos.

A ciência das mudanças climáticas evoluiu rápido nos últimos anos, e agora os cientistas conseguem identificar como essas mudanças afetam os eventos climáticos extremos ou contribuem para outros impactos.

5. Podemos consertar.

As informações básicas sobre mudanças climáticas são sombrias: 80% das reservas de combustíveis fósseis precisam ficar no chão para que permaneçamos abaixo de 2° C* de aquecimento e as empresas de combustíveis fósseis não farão isso sem brigar.

Aqui estão as boas notícias:

Sabemos exatamente o que devemos fazer — manter os combustíveis fósseis no solo e fazer uma rápida transição um mundo movido a 100% energia livre.
A energia renovável está ficando mais barata e mais popular a cada dia. Na verdade, as emissões globais de carbono já começaram a diminuir devido ao rápido crescimento da energia limpa.
Não estamos sozinhos — o movimento mundial para parar a mudança climática e resistir à indústria de combustíveis fósseis está crescendo a cada dia.

"Mesmo se conseguirmos manter 80% dos combustíveis fósseis no chão, um mundo que é 2° C mais quente será um lugar muito diferente e mais assustador. Estamos apenas em +1° C agora, e já estamos vendo mais tempestades, inundações, ondas de calor, secas e nações insulares em risco de ficarem debaixo d’água. Chegar a +2° C significa muito sofrimento humano e um tremendo dano para o planeta."

Fonte: https://350.org/pt

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O futuro do Brasil está no céu e não no subsolo

Com abundância de fontes renováveis no país, governo brasileiro insiste em investir em energias do passado, ofertando blocos para exploração de petróleo e gás, que financiam a crise climática, fomentam a corrupção e enfraquecem as economias mundo afora.


Fato já constatado até por especialistas do setor, a era do “ouro negro” está definitivamente ficando no passado. O mundo tem experimentado um processo de renovação energética sem precedentes, onde as energias renováveis estão desempenhando um papel crucial e essencial, já que as reservas fósseis estão se esgotando. Ambientalmente sustentáveis, socialmente justas e economicamente viáveis, fontes como solar, eólica e de biomassa têm se tornado cada vez mais baratas e populares. Com o planeta em alerta vermelho por conta de eventos cada vez mais severos causados pelas mudanças climáticas, projetos ligados a combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás se tornaram investimentos de alto risco.

Por serem os principais emissores dos gases que causam o efeito estufa, os combustíveis fósseis estão diretamente relacionados ao financiamento da crise climática global. A fim de evitar essa associação e cumprir com o compromisso assumido em Paris em 2015, países no mundo todo têm investido seriamente na transição de suas matrizes energéticas. Ainda assim, governos como o do Brasil, cuja abundância em recursos naturais encontra poucos paralelos, contraditoriamente insistem em priorizar fontes fósseis em detrimento das renováveis. No próximo dia 27, a Agência Nacional do Petróleo e Gás (ANP) vai contra os apelos globais por um novo modelo de desenvolvimento econômico-energético e intensifica a agenda de leilões de blocos para exploração de petróleo e gás no país.

“A cada dia, as pessoas estão cada vez mais ligando os pontos entre empresas que investem em fósseis e o caos climático e as injustiças socioambientais . Mas não é só isso. Essa indústria também está associada a casos de corrupção junto aos governos nacionais em vários países”, alerta Nicole Figueiredo de Oliveira, diretora da 350.org Brasil e América Latina e coordenadora nacional da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida.

“No Brasil, a Operação Lava Jato revelou os esquemas de propina mostrando que essas empresas fazem de tudo para controlar o mercado no qual pretendem investir, agindo sem transparência e com truculência. Chega de fertilizar o subsolo brasileiro com corrupção”, enfatiza Nicole.

Corrupção e caos climático


Desde 2013 a Coalizão Não Fracking Brasil esteve presente diversos em leilões e mandou um claro recado para os investidores: Desenvolvimento só com renováveis. Foto: COESUS/350Brasil

A 14ª Rodada de Licitações irá ofertar 287 blocos em 11 bacias sedimentares marítimas e terrestres. Das 36 empresas que foram aprovadas para participar do certame, mais 60% são estrangeiras e pelo menos cinco delas estão envolvidas em casos de corrupção. Empresas como a Shell e ExxonMobil, por exemplo, compartilham casos de esquemas ilícitos envolvendo o governo nigeriano. A esta última ainda se soma o histórico agravante de ter omitido conhecimento sobre as mudanças climáticas há mais de meio século.

Já a empresa Petronas, da Malásia, teve um de seus executivos preso por suspeita de superfaturar uma operação de exploração de petróleo. A Rosneft, empresa de petróleo comandada pelo governo russo, está sob investigação em um caso que levou o ministro do desenvolvimento econômico a ser preso. Outras empresas, como a indiana Cairn Energy, são acusadas de espionagem por obter informações privilegiadas do governo sobre negociações com empresas estrangeiras interessadas em investir na Índia.

Casos recentes, como os esquemas de propina da Petrobras e da Queiroz Galvão, no Brasil, demonstram como a corrupção da indústria fóssil está em várias parte do mundo. São empresas dispostas a tudo para conseguir controlar o mercado, em aliança com governos corruptos que agem sem qualquer transparência, consulta e diálogo para com as suas populações, e menos ainda com as comunidades diretamente impactadas por esses empreendimentos.

Para o engenheiro Juliano Bueno de Araújo, coordenador de campanhas climáticas da 350.org e fundador da COESUS, “a ANP age de forma irresponsável, sorrateira e criminosa ao não explicitar no edital da 14ª Rodada a autorização para gás não convencional, colocando em risco a vida, a segurança alimentar e hídrica de milhões de brasileiros. Dessa forma eles estão enganando o povo brasileiro, e isso nós não vamos aceitar.”


Energias responsáveis

Além da falta de transparência, a indústria fóssil também usa e abusa da falsa e ilusória promessa de progresso e desenvolvimento, com geração de renda e empregos, para limpar a sua imagem junto à sociedade. Mas o Rio de Janeiro, sede do leilão e o maior produtor de petróleo e gás do país, é uma prova viva do contrário. Vivenciando uma das mais graves crises econômicas de sua História recente, o estado que mais depende do dinheiro sujo dos fósseis amarga as piores taxas de crescimento econômico do Brasil.
“O Rio de Janeiro é o exemplo cabal de falência de uma indústria que está com os dias contatos em todo o mundo, aliada à corrupção e reprodutora de um modelo ultrapassado de geração de energia. Isso sem falar que a cidade está vulnerável aos impactos das mudanças climáticas, como aumento do nível do mar, deslizamentos, doenças epidêmicas, entre outras ocorrências que atingem toda a população“, atesta Juliano.
Em oposição a essa realidade, um novo horizonte se amplia com o crescimento exponencial das energias limpas. Hoje, o setor de renováveis emprega mais de oito milhões de pessoas, sendo a China a campeã, com 3,5 milhões de empregos, e o Brasil vem em segundo lugar, com quase um milhão de trabalhadores no ramo.

Com grande potencial, o Brasil deve estimular e atrair investimentos para a produção de equipamentos para a geração de energia renováveis – solar, eólica e de biomassa. “Já há estudos que comprovam que a indústria de baixo carbono gera 18 vezes mais empregos que a fóssil e, depois de instalada, proporciona a geração de energia 40% mais barata”, completa o engenheiro.

“Neste momento, o mundo passa por um difícil teste de eventos climáticos catastróficos. As pessoas precisam saber que o presente e o futuro do planeta dependem de uma única decisão: deixar os fósseis no chão de uma vez e olhar para o céu priorizando a energia livre, responsável, com justiça ambiental e climática”, finaliza Juliano.


Por Nathália Clark e Silvia Calciolari

Fonte: http://naofrackingbrasil.com.br
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20 de set de 2017

QUER VIRAR VEGETARIANO? VEJA UM PASSO A PASSO QUE PODE FACILITAR TUA DECISÃO


De repente você decide: "vou parar de comer carne, e ponto". E agora? Não é apenas uma questão de decidir e fazer, pois isso poderia, em alguns casos, dificultar que o organismo se adapte de forma harmônica à essa nova alimentação.

O vegetariano come vegetais basicamente, claro e não come nenhum tipo de carne (vermelha ou branca, de bicho da terra ou bicho do mar). Mas há os que, mesmo sendo vegetarianos, comem ovos, leite e seus derivados (são os ovolactovegetarianos) e os que só comem ovos mas nenhum outro produto de origem animal (são os ovovegetarianos), bem como os lactovegetarianos, que comem ovos mas não comem leite e seus derivados.

Vegetariano passo a passo

Existem diversas formas de se tornar vegetariano, mas para aqueles que têm dificuldade em deixar a carne de lado (seja porque sentem a sua falta no organismo: fraqueza, etc, seja porque gostam demais de seu sabor) dá para virar vegetariano paulatinamente, ou seja, dando um passo após outro. Vejamos um passo a passo que pode facilitar a tua decisão de seguir a dieta vegetariana.

1. O primeiro passo é cortar a carne vermelha e os embutidos da sua alimentação
Gradualmente, retire do seu cardápio as carnes vermelhas e os embutidos (salame, salsicha, mortadela e patês deixaram de ocupar espaço na sua geladeira). Mas, te lembro aqui que, deixar de comer embutidos é reduzir, em muito, a quantidade de sódio e nitratos que o seu organismo assimila e isso, tenha a certeza, é muito bom para a sua saúde futura.

No primeiro mês você ainda poderá comer carne vermelha (de vaca, de porco ou mesmo os embutidos) só uma vez por semana. Nos outros dias, prefira comer peixes ou frango (caipira ou orgânico, para ser mais saudável). Na verdade ninguém deveria comer proteína de origem animal mais do que 1 a 2 vezes por semana pois estas são de difícil digestão para o nosso organismo.

2. Hora de retirar o frango da sua mesa
No segundo mês você já deverá começar a tirar do cardápio a carne de frango. Bem, mês passado você tirou toda a carne vermelha, esqueça dela, então. Neste segundo mês de adaptação ao vegetarianismo você poderá comer frango até 2 vezes por semana. Peixes e ovos poderão ser consumidos nos outros dias.

Observe todas as reações do teu organismo pois são essas que te vão indicar se a absorção de proteínas, vitaminas e sais minerais estão de acordo com as tuas necessidades diárias. Também preste atenção às combinações - carne, verdura, grãos, leguminosas, cereais - para que a digestão seja bem equilibrada. Ah, e não se esqueça de aprender novas maneiras de cozinhar, mais saudáveis - no vapor, por exemplo, ou em pouca água.

Refeições coloridas te animarão a seguir em frente e te darão toda uma gama de nutrientes necessários. Varie os tubérculos, os cereais, os grãos e as folhagens e, vá se acostumando à ingestão de maiores quantidades desses alimentos.

3. A hora de retirar os peixes do seu cardápio
Estamos no terceiro mês e você já não consome carne de frango. Então, não vá cair de cara no peixe - mais do que 3 vezes por semana será exagero mas, continue a consumir, livremente, ovos (uma dica: ovos cozidos, escalfados ou fritos em um pingo de água são imensamente saudáveis, alimentícios e dão saciedade).

Cuide de cozinhar com variedade, aumentando a diversidade das verduras e legumes e, se for possível, mudando o cardápio em cada refeição.

4. O peixe já saiu do cardápio vegetariano no 4º mês
Continue comendo ovos mas, lembre-se de que o excesso, até de água, faz mal, então, não exagere. Você não irá sofrer de falta de proteína se comer legumes como feijão, lentilhas, grão-de-bico e cereais como aveia, cevada e sorgo. Também poderá comer milheto, trigo sarraceno, quinoa, amaranto e outras sementes que são ricas em proteína vegetal. Mas, a partir deste mês, veja com seu médico como vão as coisas, pois existem pessoas que precisam repor vitamina B12 ou ferro.

5. A pirâmide vegetariana
Bom, você chegou até aqui e vai ver que seu corpo já começou a se acostumar, e bem, à nova dieta. Agora suas compras são diferentes, não?

A base da pirâmide alimentar vegetariana são os cereais integrais (e você deverá variar os que consome), em segundo lugar entram as leguminosas (feijões de todos os tipos que devem ser, sempre, deixados de molho por, pelo menos, 12 horas, antes de cozinharem, para se evitar o ácido fítico, que sequestra sais minerais importantes à nutrição). Em seguida vêm as verduras (folhosas, legumes, tubérculos) e as frutas (da estação são sempre mais saudáveis) e, em último lugar, as gorduras (azeite de oliva, de linhaça, gergelim, linho, coco) e doces (que ninguém é de ferro, mas, não use açúcar branco refinado, prefira o mel, o melado ou mascavo).

6. De olho na saúde
Quem é vegetariano precisa cuidar dos seus níveis nutricionais e, portanto, fazer exames frequentes para avaliar as taxas de ferro, magnésio, potássio e cálcio, dentre outros, no sangue. O sol, que nos ajuda a fabricar a vitamina D, é diariamente fundamental (pelo menos 15 minutos ao dia) e, como já disse lá acima, manter um bom nível de vitamina B12, para não adoecer.

7. Mais fibras e água
A ingestão de fibras vegetais aumenta bastante na alimentação vegetariana então, você deverá aumentar também a ingestão de água pura para não ficar com prisão de ventre. Mas, o excesso de fibras também provocam um trânsito mais rápido no intestino e aí o organismo não consegue absorver todos os nutrientes de que precisa. Para evitar essa perda, e se esse for o seu caso (de ir ao banheiro muitas vezes no dia), experimente tomar uma colherada de azeite de oliva logo cedo, que ajuda a preservar a mucosa intestinal e a reduzir, um pouco, a correria da evacuação.

8. Opções vegetarianas saudáveis
Alimentos fermentados como tofu, seitan e missô são excelentes para você cuidar das suas boas bactérias intestinais e regular a absorção das vitaminas do complexo B. Mas, se a sua opção de vegetarianismo não excluir lácteos, faça iogurte em casa, kefir ou outro “leite azedo”, que são probióticos de primeira categoria.

9. Vitamina C para absorver o ferro
O ferro pode ser um problema para a dieta vegetariana, já que todo o ferro disponível nas verduras de cor verde escura não é absorvível pelas mucosas humanas, a não ser na presença de ácidos cítricos. Então gente, laranjas e similares, abacaxi e limões são, obrigatoriamente, frutas pertencentes ao seu cardápio diário.

10. Soja sem exagero
A soja e seus derivados só é boa quando fermentada, saiba disso. Não adianta substituir a carne que você estava acostumado a comer por carne de soja que muitos não digerem bem e que, no exagero, irá te prejudicar a tireoide.

11. Frutas secas
Diariamente coma um punhado de frutas de casca rija, chamadas frutas secas ou sementes oleaginosas - castanha de caju, castanha do pará, amêndoas, nozes, semente de linhaça, semente de girassol, que são ricas em vitaminas, minerais, proteínas e antioxidantes.

Vegetarianos por ética
Decidir pelo vegetarianismo é uma opção de vida, uma filosofia que, cada vez mais se tornará necessária se pensarmos que a produção de carne é uma das grandes indústrias desreguladoras do meio ambiente e, consequentemente, prejudiciais à vida no nosso planeta.

Mas, a decisão é só sua e os passos, mais ou menos, devagar que você der para chegar ao equilíbrio farão parte do seu processo pessoal, e ninguém tem nada a ver com isso.

Desejamos boa sorte nessa empreitada e que você encontre, nessa nova maneira de olhar a alimentação, também uma nova forma de bem viver.

Fonte: https://www.greenme.com.br
saúde

Cerrado: A Savana mais rica do mundo


O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul. Concentra nada menos que 30% da biodiversidade nacional e 5% da flora e da fauna mundiais, abrigando 12.365 plantas, sendo 4.489 endêmicas; essa diversidade faz do Cerrado a savana mais rica do mundo.

Apesar de sua abrangência, ocupando uma área de 2.036.448 km², cerca de 22% do território nacional, apenas 8,21% de sua extensão é preservada legalmente por meio de unidades de conservação.

Ao longo de 12 mil anos de ocupação humana, uma variedade de meios de vida e estratégias de uso e convivência no Cerrado, estabeleceu-se uma relação dos grupos humanos com essa diversidade ecológica.

Os povos indígenas e comunidades tradicionais do Cerrado (quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros) são a representação atual dessa sociobiodiversidade, como conhecedores e guardiões do patrimônio ecológico e cultural da região.

O Cerrado não tem rios de grande vazão, mas ele fornece águas para as três maiores bacias hidrográficas da América do Sul: São Francisco, Tocantins-Araguaia e Paraná, por este motivo é considerado o “Berço das Águas” do Brasil. Todos os biomas do país, de alguma forma, bebem das águas do Cerrado e os problemas ambientais que o afetam podem desencadear efeitos negativos por quase todo o país.

Conservar os ecossistemas do Cerrado, especialmente os recursos hídricos, é fundamental para a manutenção da vida como um todo, além do que 90% dos brasileiros dependem da energia hidrelétrica gerada pelas suas bacias hidrográficas.



De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a área original do Cerrado possui apenas um terço do seu território intacto. Historicamente, a expansão agropastoril e o extrativismo mineral têm se caracterizado por um modelo predatório, provocando desmatamento e colocando em risco o equilíbrio ambiental, não somente nas paisagens, mas também nos modos de vida de suas populações que estão ameaçados, assim como a produção agrícola no Brasil, uma vez que a perda de vegetação nativa do Cerrado compromete a formação de chuvas por evapotranspiração e a infiltração das águas no solo para recarregar aquíferos e rios da região.

Existe uma ideia equivocada – e cristalizada pelo senso-comum – de que o Cerrado é feio, pobre, seco, improdutivo, sendo os povos que habitavam este território também associados às ideias de atraso e pobreza. No imaginário de muitas pessoas existe um estereótipo do Cerrado ilustrado por árvores secas e retorcidas, cascas espessas e folhas grossas, mas nem só de árvores vive o Cerrado, ele também oferece uma grande variedade de cactos, bromélias, orquídeas, palmeiras e gramíneas.

Destacamos que o conhecimento das comunidades tradicionais e dos povos indígenas associado ao uso e à aplicação das plantas medicinais do Cerrado contabilizam mais de 330 espécies, o que constitui um patrimônio cultural de grande importância.


Muitas espécies do Cerrado também são úteis para os seres humanos por serem alimentícias, energéticas, ornamentais, forrageiras, apícolas, produtoras de madeira, cortiça, fibras, óleo, tanino e material para artesanato. O desconhecimento sobre a sociobiodiversidade do Cerrado pela sociedade em geral tem justificado sua destruição.

Do que vive o Brasil? Desde o início da década de 1970, o Cerrado era considerado propício para a produção de commodities com o objetivo de tornar o país o “celeiro do mundo”, ou seja, o maior exportador de grãos, e assim aconteceu.

Hoje um total de 88 milhões de hectares e 44% da terra agrícola brasileira está no Cerrado. A pecuária se tornou um dos setores mais rentáveis da economia brasileira, sendo que a produção de 40% da carne bovina acontece no Cerrado, movimentando R$ 400 bilhões em 2016.

No Cerrado também se produzem 84% do algodão, 60% da soja e 44% do milho do país. A produção é feita predominantemente por sistemas de produção intensiva, com utilização de elevadas doses de fertilizantes e pesticidas, inclusive de pesada mecanização, com o fim de obter produtividades máximas.

O enorme potencial produtivo de suas terras, o alto valor de mercado das commodities e a participação desta produção no Produto Interno Bruto (PIB) fazem o Cerrado fundamental para a economia do país. Além disso, a expansão do monocultivo de eucalipto de forma desordenada e a produção de carvão aumentam mais ainda a degradação do Cerrado.



MUSEU DO CERRADO

Para repensar a imagem do Cerrado e oferecermos um espaço pedagógico para instituições não só educativas, resolvemos criar o Museu do Cerrado. O Museu é virtual e o nosso objetivo é divulgar os conhecimentos científicos e os saberes populares acerca da sociobiodiversidade do Sistema Biogeográfico do Cerrado.

O Museu é um espaço aberto para divulgação de informações/ações/projetos para a conservação, preservação e recuperação do Cerrado e a valorização do patrimônio ecológico, arqueológico e cultural das tradições culturais dos Povos do Cerrado através de conteúdos audiovisuais, artigos, teses, livros, documentos, manifestações artísticas, materiais pedagógicos etc, produzidos sobre o Cerrado.

Queremos comunicar a um público mais amplo e facilitar o maior envolvimento dos cidadãos nos debates e discussões que envolvem o Cerrado. O compartilhamento do saber em todas as esferas e em escala global é uma tendência nítida do mundo contemporâneo, por isto queremos aproveitar o espaço virtual para alcançar mais pessoas e gerar mais impacto na sociedade brasileira na defesa e proteção do Cerrado.

Só podemos ensinar sobre o Cerrado se o conhecermos a fundo. Só poderemos conservá-lo, se dele cuidarmos. Só cuidamos daquilo que amamos e é por amor ao Cerrado que criamos este Museu como forma de mostrar a sua infinita beleza e importância na vida de todos os brasileiros.

Visite o Museu do Cerrado no seguinte site: www.museucerrado.esy.es



ANOTE AÍ:

Texto: gentilmente cedido à revista Xapuri por Rosângela A. Corrêa – Curadora do Museu do Cerrado Universidade de Brasília.

Imagens: Divulgação/Internet

Fonte: https://www.xapuri.info
meio ambiente

Vítimas da guerra, 1,5 milhão de crianças passam fome no Iêmen

ATENÇÃO: Este vídeo contém imagens que podem ser consideradas perturbadoras desde seu início.



A guerra no Iêmen está aproximando o país de uma possível epidemia de fome.

No ano passado, o governo do país foi derrubado por rebeldes.

Mais de 3,5 mil pessoas morreram no conflito.

A correspondente Nawal al-Maghafi, do serviço árabe da BBC, foi a uma área onde as grandes organizações de ajuda humanitária não podem operar devido à falta de segurança.

Ali ela encontrou a médica Ashwaq Muharram.

Há 20 anos na profissão, Ashwaq diz não ter presenciado nada parecido na história do país.

"Eu tenho visto a mesma coisa que costumava ver na TV quando a fome tomou conta da Somália", diz ela. "Nunca pensei que um dia fosse ver isso no Iêmen", acrescentou.

Por anos, Ashwaq trabalhou para organizações de ajuda internacional, mas a maioria delas deixou o país quando a guerra começou, em março de 2015 ─ e aquelas que ficaram, reduziram bastante suas atividades.

Agora ela tem distribuído remédios e comida com dinheiro de seu próprio bolso, usando seu carro como uma clínica móvel.

Com o carro carregado de remédios, ela dirigiu com a BBC até Beit al-Faqih, 100km a sudeste de Hudaydah.

Outrora próspera, a vila se sustentava com a venda de bananas e mangas ao exterior, mas as exportações cessaram e a maioria dos trabalhadores perdeu o emprego.

As frutas acabaram se tornando caras demais para qualquer pessoa que vive no Iêmen.

É nesse local que conhecemos uma mãe e seu filho, Adbulrahman. A criança tem intolerância à lactose e a doença vem afetando seu crescimento.

"Quantos anos ele tem?", pergunto. "18 meses", responde ela. "Ele já deveria estar andando e falando agora", lamenta. E, imediatamente, cai em lágrimas.

Abdulrahman precisa de um tipo especial de leite que não está disponível no Iêmen desde a destruição do porto de Hudaydah e o início do boicote.

Ashwaq diz à mãe que irá ajudá-la ─ antes de perceber que essa era uma promessa que talvez nem ela seria capaz de cumprir.

Ela sabe que o menino pode morrer sem o leite, mas também tem consciência de que será um desafio enorme encontrar o produto.

Drama pessoal

"Eu mesma já procurei por esse tipo de leite antes e realmente não há lugar que tenha", diz.

Sua própria família enfrentou problemas similares. Depois que a guerra começou, o marido ficou doente: contraiu uma infecção no coração e precisava urgentemente de remédio.

"Eu corri até o principal hospital cardíaco de Sanaa, mas como médica sabia o que eles estavam prestes a me dizer: que estavam sem estoque de remédio e que não poderiam fazer nada para ajudar", conta.

"Sou médica, meu marido estava morrendo na minha frente e não havia nada que pudesse fazer", acrescenta Ashwaq, em lágrimas.

O marido conseguiu ir embora para a Jordânia, levando os dois filhos do casal para viver em um local mais seguro. Eles já não vão mais para a escola.

"Os ricos agora são a classe média, a classe média é agora parte dos pobres e os pobres agora estão morrendo de fome", explica Ashwaq.

Mortos de fome

Viajando com ela, de uma vila para outra, a reportagem da BBC encontrou diariamente crianças morrendo de fome.

Ao mesmo tempo, está ficando mais difícil para que elas consigam tratamento no país. Boa parte dos hospitais do Iêmen teve de fechar, seja por causa das bombas ou pela falta de medicamentos.

A ala infantil do hospital central de Al Hudaydah está tão lotada que há duas ou três crianças em cada leito.

Ali a BBC conheceu Shuaib, 4 anos. O avô dele tomou emprestado dinheiro de vizinhos para ir ao hospital, em busca de tratamento para a febre e diarreia do menino.

Mas escutou dos médicos que não havia nada que eles pudessem fazer. "Nenhum dos antibióticos que temos aqui tratam o tipo de bactéria que ele tem", disse o administrador do hospital.

O corpo de Shuaib vai ficando mais frio a cada minuto, e seu avô aperta sua mão e chora.

Uma hora depois, Shuaib está morto. Seu avô chorava silenciosamente, cobrindo seu pequeno corpo com seu cachecol e o levando para a mãe do menino.

'Boas notícias'

No dia seguinte, Ashwaq finalmente recebe boas notícias. Um amigo havia conseguido uma forma, a um alto custo, de obter o leite que salvaria a vida de Abdulrahman.

Assistindo a todo esse desespero por duas semanas, é incrível poder ver pelo menos um final feliz. Abdulrahman pega a garrafa de leite e bebe até a última gota ─ enquanto sua mãe, chorando, só sabe agradecer.

"Você trouxe felicidade para a minha casa", diz ela à médica, abraçando-a.

Apesar de Ashwaq ter conseguido salvar a vida de uma criança, outras milhões estão passando fome no Iêmen. Especialistas acreditam que, se algo não for feito agora, o país pode perder uma geração inteira de pessoas.

Estado de sítio

O Iêmen está em estado de sítio. Dois anos atrás, rebeldes houthis e seus aliados ─ uma facção armada leal ao antigo presidente Ali Abdullah Saleh ─ tomaram o controle da maior parte do país, incluindo a capital Sanaa.

O então governo foi forçado a fugir. A Arábia Saudita diz que foi chamada a intervir a pedido da própria liderança local.

Por 18 meses, uma coalizão liderada pelo país, apoiada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, luta contra os rebeldes. Uma guerra que não tem previsão para terminar.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese

destaques

Geração de energia eólica cresce 25% em 2017

O Rio Grande do Norte foi o Estado que mais produziu energia eólica no primeiro semestre.


A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE divulgou, nesta segunda-feira (18), dados consolidados do seu boletim InfoMercado mensal que mostram que a produção de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional – SIN, entre janeiro e julho de 2017, foi 25,3% superior à geração no mesmo período do ano passado.

As usinas da fonte produziram um total de 3.794 MW médios frente aos 3.029 MW médios gerados no mesmo período de 2016. Ao final de julho deste ano, a CCEE contabilizou 446 usinas eólicas em operação comercial no país, que somavam 11,3 GW de capacidade instalada, incremento de 19,7% frente à capacidade das 371 unidades geradoras existentes em julho de 2016.

No início de setembro, a ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica) contabilizou 12,18 GW de capacidade instalada e 486 parques eólicos, incluindo-se nesta conta também as usinas que já entraram em teste.

Os dados de geração da CCEE apontam ainda que o Rio Grande do Norte permanece como maior produtor de energia eólica do país com 1.227 MW médios em 2017, aumento de 25,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 819 MW médios produzidos (+30%), o Rio Grande do Sul, que alcançou 565,6 MW médios (+16,3%) e o Ceará com 494 MW médios (+1,3%).

Veja abaixo o Ranking da CCEE:


“Estes dados mostram a força de um setor que está em franco crescimento. A geração de eólica vem ganhando uma importância cada vez maior e tem inclusive sido a salvação do Nordeste devido ao baixo nível dos reservatórios da região”, explica Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica.

“Na quinta-feira da semana passada, por exemplo, as eólicas abasteceram 64% da demanda média do Nordeste. Isso em um dia de semana, com alta demanda, é algo extraordinário. Se considerarmos o Brasil todo, já chegamos a atender cerca de 12% da demanda nacional. E esses números tendem a crescer com mais parques entrando em operação”, completa.

Fonte: http://ciclovivo.com.br/
destaques

11 FERTILIZANTES E PESTICIDAS ORGÂNICOS FEITOS EM CASA



Para quem tem desejo de cultivar, não importa se em uma varanda, um jardim ou em uma horta, o importante é fazê-lo! Mas muitas vezes plantar não é fácil e para complicar o trabalho, já duro e cansativo, chegam uma infinidade de insetos e parasitas que, se não forem controlados, podem estragar nossas plantas e frustrar nossos esforços.

Abaixo sugerimos algumas "receitas" para fazer fertilizantes e repelentes 100% orgânicos, que vão ajudar você a manter afastados insetos indesejáveis, respeitando plenamente a natureza.

1. O estrume
Existe maneira melhor para enriquecer o solo do seu jardim ou quintal que o bom e velho esterco? Você pode comprá-lo em lugares especializados ou, melhor ainda, produzi-lo, se você tiver animais como galinhas, cabras e coelhos. As fezes deste último são aquelas com a maior taxa de nitrogênio e podem ser usadas espalhando-as diretamente à terra. Aquelas dos outros animais, em geral, devem ser bem curtidas antes (composteiras).

2. Inseticida spray de alho
O alho é um poderoso repelente natural, capaz de desencorajar muitos insetos e espantá-los para outros lugares. Para preparar o nosso inseticida, batemos no liquidificador uma cabeça de alho com alguns cravos da índia, juntamente com dois copos de água até obter um composto bem homogêneo. Deixe-o descansar por um dia para depois ser misturado em 3 litros d’água. A mistura assim obtida pode ser vaporizada com um spray, diretamente sobre as folhas das plantas.

3. Chá de Urtiga
Quantas vezes você, sem querer, acabou tocando uma folha de urtiga e ficou sentindo aquela coceira irritante? Bem, a urtiga pode não ser tão irritante assim quando se torna uma grande aliada para seus cultivos. Calce um par de luvas grossas e colha um pouco de urtiga. Coloque-as de molho em um balde cobrindo-as com água e deixe-as descansar por pelo menos uma semana e estará pronto o seu novo fertilizante líquido 100% orgânico.

4. Inseticida spray de tomate
As folhas de tomate são ricas em alcalóides, excelentes repelentes para pulgões, vermes e lagartas. Encha dois copos com folhas de tomate picadas e adicione água. Deixe descansar por pelo menos uma noite e dilua a mistura em outros dois copos d’água. Pronto! pode pulverizar seu spray de tomate sobre as plantas. Mantenha o repelente longe dos animais domésticos pois, pode ser tóxico à eles.

5. Cascas de ovos
As cascas de ovos são um ingrediente interessante para o nosso jardim. Elas possuem um duplo benefício, podem ser usadas seja como fertilizantes seja como repelentes, em pedaços ou trituradas. Se trituradas, polvilhe o pó sobre a base das suas plantas, ou use pedaços, criando uma espécie de anel na base da planta: esta barreira pode afastar os caracóis e algumas lagartas.

6. Tabaco macerado
A nicotina presente nas folhas de tabaco não cria dependência apenas em seres humanos, mas também em insetos, agindo como um ótimo repelente. Para preparar o tabaco macerado coloque 3 ou 4 cigarros em meio litro d’água. Deixe macerar por dois dias e depois filtre, ou passe o líquido obtido por uma peneira fina. Coloque-o em um spray e está pronto o seu inseticida natural.

7. Inseticida spray de pimenta
A pimenta é um excelente repelente natural contra pragas. Para preparar o spray, bata no liquidificador em alta velocidade por 2 minutos, cerca de 6 a 10 pimentas (qualquer tipo) com dois copos d’água. Deixe a mistura descansar durante a noite. No dia seguinte, filtre-a e adicione um copo d’água. Despeje o líquido no pulverizador e pronto!

8. Adubação com ervas
Seu gramado não está tão verde como você gostaria? Não se preocupe, basta apenas um simples cuidado: quando você cortar a grama não a recolha, deixe-a no chão! Será uma valiosa fonte de nitrogênio. A grama recém-cortada, por ser muito curta, decompõe-se rapidamente, enriquecendo o solo de nutrientes e fazendo o seu gramado ficar mais verde do que nunca!

9. Adubação com a borra do café
Se você adora e bebe muito café, não jogue fora sua borra que é uma excelente fonte de nitrogênio para o solo, além de ser rica em antioxidantes. Adicione a borra à sua compostagem ou polvilhe-a diretamente sobre o solo.

10. Nematóides Amigos
Eu sei, pode parecer estranho existirem vermes amigos de seu jardim, mas è verdade! Muitas vezes, para controlar a população de pragas são necessárias outras pragas, ou melhor, outros insetos antagonistas. Este tipo de Nematóide bom é capaz de matar muitas de suas pragas do seu jardim, incluindo besouros, gorgulhos e muitos outros. Você pode comprá-los em lojas especializadas.

11. Façamos compostagens!
A compostagem é definitivamente um dos métodos mais simples e eficazes para enriquecer o solo e fazer o seu jardim florescente e produtivo. O que você precisa é de restos de comida e de todas as substâncias ricas em nitrogênio, como grama, folhas ou palha. Você pode fazer a compostagem mesmo vivendo na cidade.

Como vimos, podemos fazer muito para preservar nossas lavouras sem o uso de produtos químicos e poluentes. Mais uma vez é a natureza que nos dá soluções para os problemas. Bom crescimento à todos!

Fonte: https://www.greenme.com.br
curiosidades

19 de set de 2017

MAIS UM MOTIVO PARA NÃO COMER FRANGO



Não bastassem a maneira como os animais são tratados, em espaços minúsculos e empanturradas de antibióticos e hormônios, temos agora mais um motivo para evitar comer frango: a ração consumida por eles, em muitos casos pode estar contaminada por micotoxinas, substância produzida por fungos, e que ao serem ingeridas, podem causar efeitos agudos.

Uma revisão bibliográfica realizada por pesquisadores dos Departamentos de Nutrição Animal e de Engenharia de Alimentos, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, em Pirassununga, buscou descrever os principais efeitos da toxina sobre o desempenho zootécnico na produção de frangos de corte, as alterações nas matérias-primas de ração e os avanços científicos em metodologias desintoxicação biológica.

Um artigo, que acaba de ser publicado na Revista Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal (vol.51, n.2, 2014), mostrou que as aflatoxinas (grupo de micotoxinas produzidas por fungos da espécie Aspergillus), podem causar efeitos adversos em frangos, provocando alterações na matéria prima das rações. O estudo apontou também que a origem da contaminação se dá no plantio, principalmente de milho. Essa confirmação fez com que os pesquisadores passassem a defender a aplicação de Boas Práticas Agrícolas direcionadas a todas as etapas produtivas, desde a colheita dos cereais até a produção e armazenagem das rações prontas.

Também afirmaram que a descontaminação pode ser um processo eficiente na luta contra a micotoxicoses, pois a descontaminação faz uso de enzimas microbianas para a redução de concentração da toxina. Este processo serve como alternativa para eliminar os problemas da criação de frango e das micotoxicoses, mas vale lembrar que a prevenção também é uma alternativa para todos os criadores de galinha. E a prevenção seria fornecer melhores condições de vida para esses animais e não forçá-los a comer ração indevida e nem sobreviver em condições degradantes.

Sabendo que condições melhores podem afetar o mercado de frango, cuja exportação para a Rússia aumentou em 36% entre janeiro e agosto de 2014 quando comparados com o mesmo período de 2013, é muito difícil que pensem no bem-estar dos animais em detrimento do lucro, por isso o jeito é apelar para você, que pense duas vezes antes de comer frango desenfreadamente.

Fonte: https://www.greenme.com.br
saúde

Egito vai ganhar cidade de US$ 10 bilhões 100% projetada para a agricultura sustentável



Com quase 312 acres de imensidão, a cidade agrícola do Egito é fruto de um acordo bilionário com a Coreia do Sul e deve ficar pronta em apenas seis meses. O projeto, com investimento de US$ 10 bilhões, prevê a construção de 50 mil estufas inteligentes, estações de dessalinização de água marítima e pequenas usinas solares de energia elétrica para garantir a agricultura na região.

O primeiro-ministro do Egito anunciou que a cidade ficará sediada no noroeste do país e que o projeto receberá tecnologias de ponta para garantir um cultivo mais ecológico e eficiente possível.

Essa não é a primeira iniciativa do tipo em que a Coreia do Sul aposta! Já escrevemos, aqui no The Greenest Post, sobre a primeira cidade sustentável construída pelo país e também sobre a taxa que moradores da região pagam por cada quilo de lixo orgânico descartado, para evitar desperdício e dar um destino melhor aos resíduos. Por lá, estão investindo pesado em sustentabilidade!

Fonte: http://thegreenestpost.bol.uol.com.br
meio ambiente

 

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